22.6.16

Crônica diária

Comer nos melhores do mundo, custa caro

Muito melhor do que falar de política, justiça e polícia, trinômio que anda se confundindo, vou falar de gastronomia. Quem não gosta do assunto? Podemos discordar do gênero, uns gostando mais de massas, outros de peixe ou carne, e muitos de salada e vegetais. Eu me incluo em todas as categorias. Inclusive entre aqueles que preferem restaurantes cujo preço seja compatível com o serviço e produtos servidos. Detesto enganação, e serviço de salão que deixe a desejar. Dito isso passo a falar de sonhos. Acaba de sair a lista dos melhores restaurantes do mundo. Sonhos por que? Porque só três deles estão no Brasil, pelo menos entre os 64º lugares. O primeiro este ano é a Osteria Francescana (Itália) onde a espera por uma mesa é longa e não sai por menos de 180 a 200 euros, ou R$705,00 e R$784,00 por pessoa para um menu-degustação "Tradição na evolução" e "Sensations" respectivamente. O ranking promovido pela revista britânica Restaurant é claramente dedicado à cozinha moderna-criativa, que vale dizer, pratos elaborados com muita ciência e tecnologia. Essa vanguarda inclui thermomix, termocirculador, paco-jet, sifão, nitrogênio líquido, alginatos que deram origem aos longos minus-degustação de pequenas porções. A coisa nasceu no extinto El Bulli no fim dos anos 90, quando o revolucionário Ferran Adrià atraiu boa parte dos cozinheiros, que a partir de 2000 saíram levando as ideias para suas casas. Com a tecnologia a serviço dos sabores locais mantiveram os princípios do menu-degustação, brincadeira de texturas, e estímulos para fazer o comensal usar os cinco sentidos, conseguindo garantir a diversidade e diversão à mesa. Daí nasceu a necessidade de não apenas servir comida, mas um roteiro. Os melhores chefs do mundo começaram a viajar com suas equipes para descobrir sabores e cozinhar no exterior, em versões pop-up de seus cardápios. O segundo colocado este ano, que perdeu o primeiro posto, El Celler de Can Roca (Espanha), marca seu menu-desgustação que conta com 15 tempos, e sai por 195 euros (R$761,00) com claras influências colhidas em viagens. O restaurante italiano, primeiro colocado, chefiado pelo Massimo Bottura foi um dos que passou pelo El Bulli, usa o arsenal de vanguarda, faz menu-degustação, desconstrói pratos tradicionais e incorpora toques estrangeiros, tudo como manda o figurino vanguardista. E para concluir listamos os três brasileiros citados no ranking: D.O.M no 11º com o menu-degustação Maximus que garante até 12 pratos criados por Alex Atala, e sai por R$560,00. O Maní, que já esteve melhor colocado, aparece no 51º, ambos em São Paulo, e o Lasai, do Rio, cujo menu-degustação "Não me conte história" com 8 pratos sai por R$245,00. Por essa razão vamos continuar a sonhar.

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