13.6.16

Crônica diária

Crime imperfeito

A ossada que o cronista Carlos Heitor Cony tanto cobrava, finalmente apareceu. Dana  de Teffé, judia, checa, ex bailarina do Marquês de Cuevas, maior corpo de balé da época, e depois espiã dos alemães, russos, ingleses e mexicanos entre as décadas de 30 e 40, aporta no Brasil em 1951. Foi casada pela terceira vez com o rico desportista e embaixador Manoel de Teffé von Hoonholtz. Depois de separada com 48 anos, contratou o advogado Leopoldo Heitor de Andrade Mendes, para cuidar dos seus interesses financeiros. Dizem que mantinham uma relação amorosa. Muniz Sodré afirma que o advogado munido de uma falsa procuração teria se apropriado de sua fortuna. No ano de 1961, 29 de junho para ser mais preciso, Dana sai de seu apartamento no Rio de Janeiro, com  Heitor e viajam para São Paulo pela Dutra quando na altura de Angra dos Reis, segundo o relato do Leopoldo o carro foi assaltado e ela sequestrada por espiões comunistas. Nunca mais foi vista viva ou morta. Leopoldo foi preso e julgado por assassinato. Fugiu da prisão e dez dias depois recapturado em Mato Grosso. Em novos julgamentos foi absolvido por falta de um corpo.  Escavaram o Brasil em busca de uma ossada. Nunca nada foi encontrado desde a década de 60. Esta semana acharam enterrada, na casa de Dana, em Paraty, uma ossada junto de um relógio gravado com seu nome. Leopoldo morreu em 2001. Mais um caso para o delegado Joaquim Dornelas, personagem dos romances policiais do Paulo Levy desvendar. Quem poderia ter enterrado na própria casa, uma vítima, com o relógio de Dana? A ossada seria a de um ladrão de relógios? Ou o Leopoldo conseguiu enganar por todos esses anos a polícia e justiça brasileira?

PS- Sempre é bom lembrar que o citado advogado Leopoldo Heitor esteve envolvido no momentoso caso do  Sacopã, (1952) onde um jovem foi assassinado e levantou-se a suspeita de um triangulo amoroso envolvendo um oficial da FAB. Leopoldo Heitor apresentou à imprensa um cliente que dizia ter dado uma carona para a vítima que iria ao encontro com Bandeira. Com esse testemunho o militar foi condenado a quinze anos de prisão. Em 1972 conseguiu provar sua inocência, e também que o "cliente" de Leopoldo Heitor era um farsante. Outro autor foi levantado em 1959 pelo então deputado Tenório Cavalcanti, como responsável pelo crime, demonstrando a importância que o caso teve no país. Leopoldo Heitor volta às manchetes em 1957 acusado de peculato. Foge com a mulher para a Argentina até a revogação da sentença em 1960. Em 1961 tem o caso com Dana de Teffé. 


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