30.6.16
Crônica diária
Demofobia atinge todos os políticos
A palavra é pouco conhecida, mas é o diagnóstico do que sofrem todos os políticos de todos os partidos sem exceção. O que é demófobo: Pessoa que tem aversão ou medo do povo, ou de pessoas pobres. Medo exagerado de multidão. O perigo, de um presidente interino, constitucionalmente exercendo suas funções, ser largamente hostilizado em aparições públicas, é enorme. A ultima presidente, hoje aguardando sua definitiva deposição do cargo, por ter cometido crimes de gestão, não pode mais sair às ruas sem ser vaiada, xingada, hostilizada. Ela e todos os seus auxiliares próximos, incluindo seu chefe e mentor. O PT plantou o ódio de classe, criou o "Nós" e "Eles", os Mortadela e os Coxinhas. Pacificar as ruas vai demandar muito tempo. Enquanto isso os políticos sofrerão demofobia.
A palavra é pouco conhecida, mas é o diagnóstico do que sofrem todos os políticos de todos os partidos sem exceção. O que é demófobo: Pessoa que tem aversão ou medo do povo, ou de pessoas pobres. Medo exagerado de multidão. O perigo, de um presidente interino, constitucionalmente exercendo suas funções, ser largamente hostilizado em aparições públicas, é enorme. A ultima presidente, hoje aguardando sua definitiva deposição do cargo, por ter cometido crimes de gestão, não pode mais sair às ruas sem ser vaiada, xingada, hostilizada. Ela e todos os seus auxiliares próximos, incluindo seu chefe e mentor. O PT plantou o ódio de classe, criou o "Nós" e "Eles", os Mortadela e os Coxinhas. Pacificar as ruas vai demandar muito tempo. Enquanto isso os políticos sofrerão demofobia.
Comentários que valem um post
João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":
Partindo do seu A BAILARINA, e considerando que as crónicas são de temas tão diversos, não quero que o Eduardo fique com a ideia que fiquei indiferente.
Por isso, vai a minha sugestão :
DANÇA E CONTRA DANÇA.
Postado por João Menéres no blog . em quarta-feira, 29 de junho de 2016 02:11:00 BRT
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29.6.16
Crônica diária
Bambu, corneta e laçarotes
Tenho um livro com 300 crônicas pronto para editar, com prefácio, comentários nas orelhas e na quarta capa. Foto da capa, e um título que não gosto. Na verdade o título veio do nome da tela da foto da capa. Me explico, na falta de um bom título, depois de reler dez vezes os trezentos títulos das respectivas crônicas, nenhum me pareceu bom o suficiente para nomear o livro. O que serve para uma crônica, nem sempre é bom para o conjunto delas. Daí resolvi colocar uma foto de uma tela acrílica chamada "A bailarina". Logo o título da coletânea passou a ser A bailarina. Tudo muito óbvio, e sem nenhum conexão com as crônicas. Escrevi um texto a respeito para fazer mais sentido. Mas o A bailarina continuou me incomodando. Madrugada destas tive o lampejo de um bom nome para um livro:"Bambu, corneta e laçarotes". Agora tenho um livro sem título, pelo menos que eu goste, e um título a procura de um livro.Vai ser mais fácil escrever o livro do que arrumar o título.
Tenho um livro com 300 crônicas pronto para editar, com prefácio, comentários nas orelhas e na quarta capa. Foto da capa, e um título que não gosto. Na verdade o título veio do nome da tela da foto da capa. Me explico, na falta de um bom título, depois de reler dez vezes os trezentos títulos das respectivas crônicas, nenhum me pareceu bom o suficiente para nomear o livro. O que serve para uma crônica, nem sempre é bom para o conjunto delas. Daí resolvi colocar uma foto de uma tela acrílica chamada "A bailarina". Logo o título da coletânea passou a ser A bailarina. Tudo muito óbvio, e sem nenhum conexão com as crônicas. Escrevi um texto a respeito para fazer mais sentido. Mas o A bailarina continuou me incomodando. Madrugada destas tive o lampejo de um bom nome para um livro:"Bambu, corneta e laçarotes". Agora tenho um livro sem título, pelo menos que eu goste, e um título a procura de um livro.Vai ser mais fácil escrever o livro do que arrumar o título.
28.6.16
Crônica diária
Exemplar para análise
Em tempo de crise, catar papel, juntar latas e vender o "proibido" é lícito. Acabo de comprar o livro "O Húngaro que partiu sem avisar" do Marcelo Antinori num sebo. Até aí nada demais. Acontece que ao receber percebi na página de rosto, onde costumo colocar o carimbo do meu ex-libris em vermelho, outro carimbo: " EXEMPLAR PARA ANÁLISE -VENDA PROIBIDA". A editora Lazuli, provavelmente, enviou para uma livraria, um jornal, ou crítico literário o exemplar, com esse carimbo, em 2014, quando foi impresso. No mesmo ano o dono do sebo data e coloca seu preço de venda, a lápis, no canto e alto da página. Isso prova que o endereçado pela editora se desfez rapidamente da obra. Mesmo que o sebo tenha recebido como doação, pouco provável, não poderia vender o livro com esse carimbo proibindo. Mas estamos no Brasil, em crise, e vale "quase" tudo.
PS- Sebo do Marcão, Barueri
Em tempo de crise, catar papel, juntar latas e vender o "proibido" é lícito. Acabo de comprar o livro "O Húngaro que partiu sem avisar" do Marcelo Antinori num sebo. Até aí nada demais. Acontece que ao receber percebi na página de rosto, onde costumo colocar o carimbo do meu ex-libris em vermelho, outro carimbo: " EXEMPLAR PARA ANÁLISE -VENDA PROIBIDA". A editora Lazuli, provavelmente, enviou para uma livraria, um jornal, ou crítico literário o exemplar, com esse carimbo, em 2014, quando foi impresso. No mesmo ano o dono do sebo data e coloca seu preço de venda, a lápis, no canto e alto da página. Isso prova que o endereçado pela editora se desfez rapidamente da obra. Mesmo que o sebo tenha recebido como doação, pouco provável, não poderia vender o livro com esse carimbo proibindo. Mas estamos no Brasil, em crise, e vale "quase" tudo.
PS- Sebo do Marcão, Barueri
27.6.16
Capas de livros
Um estudo para aproveitar uma tela de minha autoria para capa do livro O Último Blog
No final achei que parecia um livro sobre a guerra, e desisti.
Outras tentativas, essas mais objetivas, era usar os cabeçalhos de alguns dos meus 60 blogs. Acabei achando que ficava muito "poluída".
Tentei uma bem simples.
Com menos informação na capa
Outra tentativa, mais limpa
Ainda uma outra, que afinal foi descartada
Prevaleceu uma preta com a caricatura do autor feita pelo amigo Sponholz, com fundo branco.
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Rui Silvares Sinto-me
muito desanimado com esta situação. Cresci a acreditar no futuro da
União Europeia, sinto-me tão europeu quanto português e agora assisto ao
princípio daquilo que parece ser o fim. A minha filha, que tem 22 anos,
e os seus amigos de várias nacionalidades ainda não compreendem o que
isto possa significar. Para eles a União Europeia é a sua nação.
Matilde Gonzalez M Me desculpe Eduardo, mas discordo.
Vou para a Europa todos os anos e tenho Cidadania Europeia.
Vi desde 2004 um "casamento de aparências" !!!
E não é bem assim que foram "os velhos" que votaram contra!
A maioria esmagadora é de pessoas entre 35 a 55 anos!!! Ou seja, a população economicamente ativa!!!!
Está havendo a distribuição de informação que sao os jovens, mas sao os jovens de 16 a 25 anos no máximo e que vivem de utopias socialistas....
A Europa que produz está sofrendo a anos!!!
Sou economista e tenho família e atividades lá. Sem contar que não existe mais segurança em lugar nenhum!!!
É visível o aumento da miséria, diminuição das oportunidades etc...
A verdade é que países como Portugal, Espanha (de onde tenho cidadania) , italia, Grécia, quiseram passar a levar a vida de ricos, porem sem estudar e trabalhar para isso!!!
Vou para a Europa todos os anos e tenho Cidadania Europeia.
Vi desde 2004 um "casamento de aparências" !!!
E não é bem assim que foram "os velhos" que votaram contra!
A maioria esmagadora é de pessoas entre 35 a 55 anos!!! Ou seja, a população economicamente ativa!!!!
Está havendo a distribuição de informação que sao os jovens, mas sao os jovens de 16 a 25 anos no máximo e que vivem de utopias socialistas....
A Europa que produz está sofrendo a anos!!!
Sou economista e tenho família e atividades lá. Sem contar que não existe mais segurança em lugar nenhum!!!
É visível o aumento da miséria, diminuição das oportunidades etc...
A verdade é que países como Portugal, Espanha (de onde tenho cidadania) , italia, Grécia, quiseram passar a levar a vida de ricos, porem sem estudar e trabalhar para isso!!!
Matilde Gonzalez M E tem mais. Este é apenas o inicio. França e outros países vão fazer o mesmo.
E só para exemplificar, na França este movimento esta sendo liderado pela lider isolada à presidência, portanto com o apoio da maioria da populacão!!!!
E só para exemplificar, na França este movimento esta sendo liderado pela lider isolada à presidência, portanto com o apoio da maioria da populacão!!!!
Rui Silvares O perigo representado por Marine Le Pen e outros líderes que cavalgam o fim da União é o perigo dos nacionalismos. Não é necessário estudar muitos livros de História para perceber que os nacionalismos, de extrema direita ou extrema esquerda, se alimentam do medo e da miséria e são extraordinariamente agressivos. A União é um espaço de paz. O seu fim poderá significar uma alteração de forças na Europa que nos conduzirá a situações complicadas. Espero estar enganado.
Rui Silvares O problema da União é, principalmente, aquilo a que chamamos Globalização. Os países que dizes quererem viver como ricos viram a força produtiva ser "deslocalizada" para zonas do globo onde a exploração dos trabalhadores não tem limites. Quando compro uma camisa numa loja portuguesa ela foi fabricada no Bangladesh ou no Paquistão. As nossas fábricas fecharam, os nossos operários caíram no desemprego. A Europa não produz muitos bens de consumo que até há uns anos atrás produzia. Desculpa este desabafo mas viver aqui e assistir ao que se está a passar é algo que provoca grande indignação.
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26.6.16
Crônica diária
Queijo com Sotaque, mas sem a Eiffel
Impossível não contar esta historinha sem mostrar duas ilustrações.
Trata-se de um fabricante de queijos "franceses" produzidos em Paulo
Lopes, Santa Catarina. Fica a 30 quilômetros da minha casa. Um casal de
franceses veio passar um verão em Garopaba, e se encantaram com a
região. Criaram um logotipo, e marca SOTAQUE. No lugar da letra A do Sotaque,
mesmo porque fica no meio da palavra, e com isso ficou equilibrada,
colocaram a torre Eiffel. A burocracia de Brasília que aprova os rótulos
dos produtos, aqui no caso dos queijos, implicou com o A, isto é, com a
torre. Achou que a Eiffel poderia enganar os compradores brasileiros. O
queijo é de tal qualidade, que poderia estar sendo importado da França.
Mas não, é produzido com leite de pequenos fornecedores locais, e com a
melhor técnica francesa. São formidáveis. Lá na fábrica e lojinha só se
fala francês ou português com muito SOTAQUE. Cometi uma gafe
imperdoável, na primeira visita. Diante de uma vitrine com duas dezenas
de variedade de queijos, perguntei se não fabricavam o Gorgonzola. Quase
que me cuspiram na cara. Francês detesta Italiano. Aqui só fazemos
queijos franceses. Sûrement, évidemment...
Comentários que valem um post
Valter Ferraz Eduardo Penteado Lunardelli,
acho de uma desumanidade sem tamanho a atitude dos ingleses e de outros
países da Europa contra seus pares. Esqueceram-se rapidamente que seus
pais e avós foram recebidos de braços abertos na América nos tempos
difíceis da guerra, da peste e da fome.. Não foi só o Brasil, muitos
países os receberam. Agora erguem muros, cercas elétricas contra seus
irmãos. A saída da UE é um passo gigantesco para a desordem mundial. Um
novo mapa geopolítico se desenha e o que pressinto não é bom. Oxalá eu
esteja errado.
Eduardo Penteado Lunardelli Valter Ferraz, você tem toda razão, porém não acredito que a UE não vá reagir à altura, e corrigir eventuais erros e se fortalecer ainda mais, depois da saída da Inglaterra. Esta sim vai perder muito. Os velhos saudosistas que votaram a favor, contra a esmagadora maioria dos jovens, que infelizmente não lograram vencer, vão se arrepender em menos de um ano. O Japão, China, e outros países que investiam no Reino Unido, passarão seus investimentos para a Alemanha voltados para o mercado infinitamente maior e mais rico dos 22 países da UE. Não acredito que a ilha vá influenciar outros, como França, Portugal e Grécia que já esboçaram desejo de sairem. Pelo menos é isso que espero.
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Joarês Costa Costa Caro Eduardo. Dos muitos comentários e artigos que ouvi e li, o seu pronunciamento, de forma objetiva, demonstra a sem razão de parte dos ingleses, (maioria mínima), de tomada de decisão que causará prejuízos não só à Europa, mas, ao mundo todo e em todos os sentidos. Peço-lhe licença para compartilhá-lo. Parabéns, caro Lunardelli.
Eduardo Penteado Lunardelli Valter Ferraz, você tem toda razão, porém não acredito que a UE não vá reagir à altura, e corrigir eventuais erros e se fortalecer ainda mais, depois da saída da Inglaterra. Esta sim vai perder muito. Os velhos saudosistas que votaram a favor, contra a esmagadora maioria dos jovens, que infelizmente não lograram vencer, vão se arrepender em menos de um ano. O Japão, China, e outros países que investiam no Reino Unido, passarão seus investimentos para a Alemanha voltados para o mercado infinitamente maior e mais rico dos 22 países da UE. Não acredito que a ilha vá influenciar outros, como França, Portugal e Grécia que já esboçaram desejo de sairem. Pelo menos é isso que espero.
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Joarês Costa Costa Caro Eduardo. Dos muitos comentários e artigos que ouvi e li, o seu pronunciamento, de forma objetiva, demonstra a sem razão de parte dos ingleses, (maioria mínima), de tomada de decisão que causará prejuízos não só à Europa, mas, ao mundo todo e em todos os sentidos. Peço-lhe licença para compartilhá-lo. Parabéns, caro Lunardelli.
25.6.16
Crônica diária
Até os ingleses erram
Hoje o assunto era consumo, e adiei para amanhã, porque o tema da saída
do Reino Unido da UE é prioritário. Gravíssimo. Não dá para deixar de
comentar tão grosseiro erro de visão dos velhos e saudosistas ingleses. A
vitória da saída foi apertadíssima. Os jovens e os habitantes de
Londres votaram contra. Mas u´a maioria (mínima) de idosos e saudosistas
interioranos venceu. Esses velhos deveriam estar olhando para as novas e
futuras gerações. Esses velhos ingleses nunca quiseram fazer parte da
UE. Nunca adotaram a moeda. Não se entrosaram com o resto da Europa.
Entraram mas sempre com um pé atrás. E agora, fazem meia volta, e
retiram-se da verdadeira Europa continental e unida. O tempo mostrará o
equivoco cometido. Os jovens pagarão pelo atraso. Os velhos, em sua
maioria, não estarão aqui para se arrependerem. A Inglaterra com sua
monarquia, e tradições, deu mais um largo passo para o atraso. É
prematuro dizer os prejuízos que advirão dessa atitude equivocada, a meu
ver. Mas a queda da bolsa de Tóquio prenuncia a preocupação dos
industriais japoneses que investiam em fábricas no Reino Unido.
Provavelmente migrarão para a Alemanha. Fechar as fronteiras da ilha
contra a imigração, fenômeno mundial, é voltar a colocar muros em suas
cidadelas, ao invés de construir pontes para a realidade presente e paz
futura.
Crônica diária
Dois templos de consumo
Impossível não comprar. Duas grandes lojas internacionais na Marginal do
Rio Pinheiros, e filiais em muitas cidades brasileiras "Leroy Merlin, A
casa da sua casa " e "Decathlon,
tudo para todos os esportes" tem sido as que pelo menos duas ou três
vezes, ao ano, eu visito. São duas perdições. Dois templos para o
consumo. Quem não precisa de um certo parafuso para o braço da cadeira
de rodinha? Ou uma par de luvas para jardinagem? Ou uma boia para
criança usar na piscina? Ou uma campainha para a bicicleta comprada o
ano passado? Uma ferramenta, uma tomada, uma lata de tinta, um banquinho
para o chuveiro? Sempre estamos precisando de algum produto dessas duas
magníficas lojas. Se vamos construir, uma visita à Leroy Merlin é
indispensável. Se vamos viajar (para a praia ou montanha no inverno) a
Decathlon é o endereço. O único problema é que conseguem nos fazer
comprar mais do que precisávamos, ou era nossa intenção inicial. Pelo
menos é assim comigo.
24.6.16
Crônica diária
Só restam os levemente implicados, mas todos com rabo sujo
Acho melhor acabarem de vez com essa história do impeachment antes que
acabe o governo interino do Temer. Com média espetacular de um ministro a
cada dez dias, pedindo demissão por ter sido citado em delações ou
estar sendo investigado pela Lava Jato, o Temer, logo logo, terá que
extinguir ministérios, não mais por questões econômicas e financeiras do
Estado, mas por falta absoluta de gente para ocupa-los. E que não
venham com essa conversa de novas eleições. Eleger os mesmos de sempre é
repetir um filme que já vimos outras vezes. Uma coisa ficou clara: todo
mundo que disputou uma eleição, neste país, recebeu por dentro, por
fora, oficialmente ou no caixa 2, dinheiro de empreiteira, dinheiro de
corrupção, dinheiro de obra superfaturada, inacabada, e portanto não
esta livre de ser citado, investigado ou preso pelo Moro. Diante desse
quadro o melhor mesmo é impinchar logo a Dilma, eleger um novo
presidente para a câmara e outro para o senado, todos absolutamente
afinados com o Temer, isto é, os mais "levemente implicados". Prender o
Lula, chefe da quadrilha, e dar férias coletivas para os promotores de
Curitiba, e para o juiz Sergio Moro. Assim chegaremos a 2018 com a
economia dando sinais de recuperação, e o povo acreditando que nem tudo
esta perdido. A ficar nesse bate boca, de que foi "golpe", ou que
pedalar não constitui crime, não vamos a lugar nenhum. A mulher,
presidente Dilma, quebrou o Brasil e os políticos que a vão julgar não
são nenhuma flor que se cheire. Mas é disso que dispomos. Sergio Machado
chamou a Petrobras de Cabaré, onde todos os políticos, de todos os
partidos, se prostituíram. E disse mais, que a Petrobras não era a maior
fonte de corrupção. Há muitas outras estatais a serem investigadas.
Essas declarações, que constam das fitas de áudio e vídeo divulgadas, da
sua delação premiada, me fez lembrar a história do bacanal, que ficou
por duas horas sem energia elétrica. Quando voltou a luz ninguém punha a
mão no fogo por ninguém. Todos estavam com o rabo sujo.
23.6.16
Crônica diária
Agroturismo no Brasil
Seguindo uma tendência mundial nosso país já conta com vários hotéis
fazenda, pousadas, e vinícolas que recebem hospedes para porem a mão na
massa, ou os pés nas uvas. A vinícola da família Valduga recebe na Serra
Gaúcha, desde 1996, até 50 hóspedes, nos seus 24 quartos, em cinco
casas, durante o ano todo. Os meses mais procurados são os de janeiro a
março, época da colheita, onde após café da manhã no parreiral, um
trator leva as visitas, acompanhados por enólogos, para a colheita das
uvas. Depois vem aulas de vinificação e terminam o dia na divertida
"pisa" das uvas. Dentro dessa mesma linha, aqui em São Paulo, no
Espírito Santo do Pinhal, a vinícola Gaspari (leia-se Paulo Brito) já
começou a se estruturar para receber hospedes a partir de 2017. Na
região de Campanha, perto da fronteira com o Uruguai os produtores do
azeite Batalha também investem em um hotel a ser aberto em 2019. E viva a
vida rural.
22.6.16
Crônica diária
Comer nos melhores do mundo, custa caro
Muito melhor do que falar de política, justiça e polícia, trinômio que anda se confundindo, vou falar de gastronomia. Quem não gosta do assunto? Podemos discordar do gênero, uns gostando mais de massas, outros de peixe ou carne, e muitos de salada e vegetais. Eu me incluo em todas as categorias. Inclusive entre aqueles que preferem restaurantes cujo preço seja compatível com o serviço e produtos servidos. Detesto enganação, e serviço de salão que deixe a desejar. Dito isso passo a falar de sonhos. Acaba de sair a lista dos melhores restaurantes do mundo. Sonhos por que? Porque só três deles estão no Brasil, pelo menos entre os 64º lugares. O primeiro este ano é a Osteria Francescana (Itália) onde a espera por uma mesa é longa e não sai por menos de 180 a 200 euros, ou R$705,00 e R$784,00 por pessoa para um menu-degustação "Tradição na evolução" e "Sensations" respectivamente. O ranking promovido pela revista britânica Restaurant é claramente dedicado à cozinha moderna-criativa, que vale dizer, pratos elaborados com muita ciência e tecnologia. Essa vanguarda inclui thermomix, termocirculador, paco-jet, sifão, nitrogênio líquido, alginatos que deram origem aos longos minus-degustação de pequenas porções. A coisa nasceu no extinto El Bulli no fim dos anos 90, quando o revolucionário Ferran Adrià atraiu boa parte dos cozinheiros, que a partir de 2000 saíram levando as ideias para suas casas. Com a tecnologia a serviço dos sabores locais mantiveram os princípios do menu-degustação, brincadeira de texturas, e estímulos para fazer o comensal usar os cinco sentidos, conseguindo garantir a diversidade e diversão à mesa. Daí nasceu a necessidade de não apenas servir comida, mas um roteiro. Os melhores chefs do mundo começaram a viajar com suas equipes para descobrir sabores e cozinhar no exterior, em versões pop-up de seus cardápios. O segundo colocado este ano, que perdeu o primeiro posto, El Celler de Can Roca (Espanha), marca seu menu-desgustação que conta com 15 tempos, e sai por 195 euros (R$761,00) com claras influências colhidas em viagens. O restaurante italiano, primeiro colocado, chefiado pelo Massimo Bottura foi um dos que passou pelo El Bulli, usa o arsenal de vanguarda, faz menu-degustação, desconstrói pratos tradicionais e incorpora toques estrangeiros, tudo como manda o figurino vanguardista. E para concluir listamos os três brasileiros citados no ranking: D.O.M no 11º com o menu-degustação Maximus que garante até 12 pratos criados por Alex Atala, e sai por R$560,00. O Maní, que já esteve melhor colocado, aparece no 51º, ambos em São Paulo, e o Lasai, do Rio, cujo menu-degustação "Não me conte história" com 8 pratos sai por R$245,00. Por essa razão vamos continuar a sonhar.
Muito melhor do que falar de política, justiça e polícia, trinômio que anda se confundindo, vou falar de gastronomia. Quem não gosta do assunto? Podemos discordar do gênero, uns gostando mais de massas, outros de peixe ou carne, e muitos de salada e vegetais. Eu me incluo em todas as categorias. Inclusive entre aqueles que preferem restaurantes cujo preço seja compatível com o serviço e produtos servidos. Detesto enganação, e serviço de salão que deixe a desejar. Dito isso passo a falar de sonhos. Acaba de sair a lista dos melhores restaurantes do mundo. Sonhos por que? Porque só três deles estão no Brasil, pelo menos entre os 64º lugares. O primeiro este ano é a Osteria Francescana (Itália) onde a espera por uma mesa é longa e não sai por menos de 180 a 200 euros, ou R$705,00 e R$784,00 por pessoa para um menu-degustação "Tradição na evolução" e "Sensations" respectivamente. O ranking promovido pela revista britânica Restaurant é claramente dedicado à cozinha moderna-criativa, que vale dizer, pratos elaborados com muita ciência e tecnologia. Essa vanguarda inclui thermomix, termocirculador, paco-jet, sifão, nitrogênio líquido, alginatos que deram origem aos longos minus-degustação de pequenas porções. A coisa nasceu no extinto El Bulli no fim dos anos 90, quando o revolucionário Ferran Adrià atraiu boa parte dos cozinheiros, que a partir de 2000 saíram levando as ideias para suas casas. Com a tecnologia a serviço dos sabores locais mantiveram os princípios do menu-degustação, brincadeira de texturas, e estímulos para fazer o comensal usar os cinco sentidos, conseguindo garantir a diversidade e diversão à mesa. Daí nasceu a necessidade de não apenas servir comida, mas um roteiro. Os melhores chefs do mundo começaram a viajar com suas equipes para descobrir sabores e cozinhar no exterior, em versões pop-up de seus cardápios. O segundo colocado este ano, que perdeu o primeiro posto, El Celler de Can Roca (Espanha), marca seu menu-desgustação que conta com 15 tempos, e sai por 195 euros (R$761,00) com claras influências colhidas em viagens. O restaurante italiano, primeiro colocado, chefiado pelo Massimo Bottura foi um dos que passou pelo El Bulli, usa o arsenal de vanguarda, faz menu-degustação, desconstrói pratos tradicionais e incorpora toques estrangeiros, tudo como manda o figurino vanguardista. E para concluir listamos os três brasileiros citados no ranking: D.O.M no 11º com o menu-degustação Maximus que garante até 12 pratos criados por Alex Atala, e sai por R$560,00. O Maní, que já esteve melhor colocado, aparece no 51º, ambos em São Paulo, e o Lasai, do Rio, cujo menu-degustação "Não me conte história" com 8 pratos sai por R$245,00. Por essa razão vamos continuar a sonhar.
21.6.16
Crônica diária
Dia do intelectual
Hoje, 21 de junho, inicio oficial do inverno é também dia da mídia, dia internacional do Yoga, do
controle da asma e do intelectual. Tenho sido cobrado ao longo dos anos,
particularmente nos dias dos namorados e das mães, por não escrever
sobre essas datas. Realmente procedem as queixas. Não falo e não entendo
como pode haver pessoas que se deixem enganar por campanhas mercantis
destinadas unicamente a aumentar as vendas do comércio. Não contem
comigo para isso. Abstenham-me desse envolvimento. Todos os dias são das
mães, e infelizmente a minha já nos deixou faz tempo. Namorada é coisa
que se guarda no coração, e não precisa de uma data específica para ser
reverenciada. Lendo o rodapé da minha agenda Pombo fico impressionado
com o número de dias comemorativos de coisas absurdas. Os vereadores ou
quem cuida de criar essas efemérides não tem nada melhor pra fazer? Dia
do goleiro (26/04), dia do choro (Estilo musical) 24/04), dia do
Office-Boy (13/04), dia do aço (09/04), dia do Parkinsoniamo (04/04),
dia do cacau e do chocolate (26/03), dia do telefone e do sogro (10/03),
dia do surdo-mudo (13/02), dia da saudade e da história em quadrinhos
(30/01), dia dos adultos (15/01), dia do leitor (07/01, para ficar só
nesses, e não aborrece-los com dia nacional do Bumba meu Boi (30/06) ou
dia do sorvete (23/09).
Comentários que valem um post
Francisco Giaffone Concordo com tudo , pois vivi o que você muito bem descreveu .
Já há um certo tempo tenho um condominio exclusivamente para estudantes ( 100 lofts ) a 300 metros do Campus de uma Universidade particular com 12 000 alunos no interior de SP .
Do total dos moradores 64 % são mulheres .
Sem nenhum tipo de saudosismo , a minha atual visão é que :
- No passado a gente saboreava mais as coisas .
- No passado a gente sonhava mais .
- No passado as coisas eram mais proibidas .
- No passado quando as coisas aconteciam a gente festejava mais .
- Hoje não há tanta " joie de vivre "
- Hoje parece que estão todos meio " blasés " .
Já há um certo tempo tenho um condominio exclusivamente para estudantes ( 100 lofts ) a 300 metros do Campus de uma Universidade particular com 12 000 alunos no interior de SP .
Do total dos moradores 64 % são mulheres .
Sem nenhum tipo de saudosismo , a minha atual visão é que :
- No passado a gente saboreava mais as coisas .
- No passado a gente sonhava mais .
- No passado as coisas eram mais proibidas .
- No passado quando as coisas aconteciam a gente festejava mais .
- Hoje não há tanta " joie de vivre "
- Hoje parece que estão todos meio " blasés " .
Eduardo Penteado Lunardelli "Ficar"
ficou muito fácil. E pior: permitido, lícito. Só é crime quando a
"ficante" exagera e diz ter sido "ficada" por trinta rapazes. Francisco Giaffone, que boa ideia essa sua do condomínio.
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20.6.16
Crônica diária
"Ficar" é outra coisa
Quando eu era rapaz, com meus dezessete aos dezenove anos, tive namoradas virgens e assanhadas, outras recatadas desvirginadas. Hoje virgindade é coisa do passado. Quase um palavrão. Os termos também mudaram. Hoje as moças chamam os namorados de "ficantes". Ficar, hoje em dia, é muito mais do que permitiam as virgens assanhadas. Naquele tempo elas topavam tudo, menos penetração. As recatadas, só depois de muita luta, cediam o objeto do desejo de todos os namorados da época. Nem por isso eram considerados estupradores. Tudo era mutuamente consentido. Tudo lindo. Hoje, as garotas "ficam" sem a menor cerimônia. Engravidam mais cedo. E vão "ficando".
Quando eu era rapaz, com meus dezessete aos dezenove anos, tive namoradas virgens e assanhadas, outras recatadas desvirginadas. Hoje virgindade é coisa do passado. Quase um palavrão. Os termos também mudaram. Hoje as moças chamam os namorados de "ficantes". Ficar, hoje em dia, é muito mais do que permitiam as virgens assanhadas. Naquele tempo elas topavam tudo, menos penetração. As recatadas, só depois de muita luta, cediam o objeto do desejo de todos os namorados da época. Nem por isso eram considerados estupradores. Tudo era mutuamente consentido. Tudo lindo. Hoje, as garotas "ficam" sem a menor cerimônia. Engravidam mais cedo. E vão "ficando".
Comentários que valem um post
Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Jorge Pinheiro em Berlim":
Esta saiu bem, graças aos manequins :))
Postado por Jorge Pinheiro no blog . em domingo, 19 de junho de 2016 07:03:00 BRT
Esta saiu bem, graças aos manequins :))
Postado por Jorge Pinheiro no blog . em domingo, 19 de junho de 2016 07:03:00 BRT
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19.6.16
Crônica diária
“Crônicas Safadas”
"O cheirinho do Amor" do Reinaldo Moraes
tem como subtítulo o que dei para esta minha resenha inicial do livro. É
composto de 36 textos publicados entre março de 2011 a maio de 2014 na revista
Status. Por ser uma publicação iminentemente masculina as crônicas não são
"safadas" por acaso. Segundo o autor não deveria desencorajar as
mulheres. A primeira crônica fala da casa da fazenda do Flávio de Carvalho, em
Valinhos, 70 km de São Paulo, e concluída em 1938. Não é sobre a casa
modernista, mas sobre a visita que o Reinaldo, pelas mãos do amigo comum Mario
Prata (que conheci no "Navegar é Preciso 2016, no Rio Negro) fez ao
então secretário da cultura de São Paulo, Fernando de Moraes (que alegou
labirintite para não estar no evento fluvial do Rio Negro). A conversa do
Reinaldo com o Fernando, apadrinhada pelo Mario é na verdade o tema da crônica.
Reinaldo duro, precisando arrumar uma grana leva a ideia (a que chama de B.I.M.
ou Brilhante Ideia de Merda), ao secretário, para criar a
"Paulisteratur". A exemplo do que já existia para incentivar o
teatro, o cinema, seria para incentivar a literatura. Ele, eventualmente
poderia ser o dirigente ou na pior das hipóteses um mero beneficiário. O
Fernando, entre baforadas do charuto cubano, presente do Fidel, ouviu a proposta,
e retrucou dizendo já ter pensado em algo parecido. O governo do Estado comprar
a casa da fazenda do Flávio, que estava em completo abandono, e transforma-la
num centro de recolhimento de escritores desvalidos. Os três se divertiram
imaginando tudo o que poderia rolar no tal abrigo. Chegaram até a sugerir um
nome: "Retiro Procriativo do Caralho". E deram muita risada. O
projeto da Paulisteratur e o do abrigo não passaram dessa conversa e não saíram
do papel. O próprio Fernando não durou muito na secretaria do governo Quércia.
Eu o conheci, nessa época, num almoço com a Marília Gabriela. Ao
contrário da internet, as crônicas de revista devem e podem ser mais extensas,
e ele, então, entra em detalhes da biografia agitada do artista, e arquiteto Flávio
de Carvalho. Cita a passagem em que o Flávio resolve para escandalizar,
atravessar na contra mão, de chapéu na cabeça, uma procissão, no centro da
cidade. Acontece que uma pessoa, mais baixa do que o contestador, pula e com um
tapa tira o chapéu do Flávio. Há um tumulto e princípio de linchamento. Essa
pessoa, o Reinaldo não sabe, mas era um grande amigo meu Aires de Azevedo,
sobre conselheiro do governador Adhemar de Barros.
18.6.16
Olhares improvaveis
Modigliani com três novos personagens. Para ver a imagem completa click sobre a foto. Foto de Teymur Daimi, Postada no FB por Israel Kislansky.
Crônica diária
Laços de sangue
Valter Ferraz acaba de publicar um livro de poesia, e letras musicais,
sob o pseudônimo de Cesar Lavalle. O nome é bom. As poesias também. As
razões alegadas ao fazer dessa forma foi de que esses poemas eram de
eras priscas, e que hoje não eram mais sua praia. Isso me fez lembrar a
história do escritor medíocre (nada a ver com o Valter, muito pelo
contrário) que depois de publicar, sem nenhuma repercussão várias
novelas, contos e romances, resolveu escrever um romance ousado e
experimental, escondendo-se atrás de um pseudônimo. O livro foi um
enorme sucesso. Sucederam-se edições sobre edições. Os direitos foram
vendidos para traduções nos Estado Unidos, Europa e Ásia. O pseudônimo
ficou conhecido e famoso. O autor era um mistério, e o mistério aumentou
sua fama. Diziam tratar-se de uma escritora, mulher e linda. Outras
versões davam como certo que era produto de um grupo de jovens
universitários, que de brincadeira inventaram o nome do autor. Tudo isso
só fez o livro vender mais. O verdadeiro escritor fracassado entrou em
profunda depressão, e apesar de rico, com os direitos autorais, acabou
se matando. Melhor teria feito se tivesse matado o pseudônimo. No caso
do Valter, ele próprio denunciou a brincadeira na orelha do livro do
Cesar. Com isso fica salvo de futuras pendengas.
17.6.16
Crônica diária
Um copo
de cólera
Como todos sabem o escritor Raduan Nassar acaba de
ganhar o Prêmio Camões, o mais prestigioso para quem escreve em língua
portuguesa. Sabem também que Raduan é escritor, segundo ele, de um livro e
meio. Isso mesmo, considera o decantado "Lavoura Arcaica" um livro e
o "Um copo de Cólera", meio, por ser diminuto. Esse pequeno trabalho
foi minuciosamente retocado até sua 5º edição, e multiplicou-se em 19
reimpressões. Acabo de ler. Já havia lido, há muitos anos atrás, o
"Lavoura Arcaica", e pra dizer a verdade achei muito chato. Como
chato achei Guimarães Rosa, quando li, ainda estudante ginasial em Cataguases,
graças a indicação do saudoso professor Gradin. Naquele tempo ninguém conhecia "O Grande Sertão: Veredas". Minha mãe, leitora informada, nunca havia ouvido
falar nesse escritor. Raduan vai na mesma trilha. Não faz cerimônia em
inventar. A leitura não é fácil. Mas a precisão e pontaria com que trabalha com
as palavras fazem dele um escritor ímpar. Chegou a ter seu "Um Copo de Cólera"
recusado por um editor espanhol porque alegou que a novela daria um volume
muito magro, e pediu mais três contos para engordar a lombada, com o que Raduan
não concordou. Hoje o escritor, agora com o prêmio, e com 80 anos, irá, com
certeza, aposentar-se definitivamente, cuidando só das múltiplas traduções que
virão. Até então foi obrigado a repetir que havia se aposentado com seu livro e
meio. A exemplo do que disse, e não cumpriu, João Cabral de Melo Neto. Raduan é
um escritor de, e da palavra.
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Falaram do Varal:
"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes
(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )

























Verdadeiramente raro é o génio de Modigliani !
E no caso presente, a extrema beleza e qualidade da imagem de Teymur Daimi !
Agradeça por mim ao ao seu amigo Israel Kislansky a oportunidade que me proporcionou.