14.5.16

Crônica diária





Delúbio, o produtor

Durante a viagem pelo Rio Negro, perguntei à professora e escritora Noemi Jaffe que era uma das palestrantes convidadas qual a diferença entre crônica e artigo. A pergunta procedia, a meu ver, porque durante a sua palestra questionei se o que o Arnaldo Jabor fazia não era crônica. A resposta dela foi de que ele era articulista, emitia opinião. Logo entendi que cronista não emite. E ela respondeu que a crônica é "datada". Um texto curto em que o autor comenta (em geral com humor) um fato do cotidiano. Foi mais ou menos isso que respondeu. O artigo, mais longo do que a crônica, é opinativo, e sobre qualquer assunto independente de ser  atual. Não sei se concordo muito com essas definições, porque costumo colocar minha opinião nas micro crônicas que escrevo diariamente. Hoje vou contar uma passagem hilariante da viagem. Vai ser uma crônica, porque não tão curta, como de costume, mas cheia de humor e absolutamente datada. Foi a semana passada. A atriz Clarice Niskier que nos brindou com  a peça A Lista, em sua "mesa" contou que estavam a bordo seu filho e marido. Seu marido, que por absoluto acaso, foi meu parceiro no banco do bote, num dos passeios pelos igarapés do rio Negro, passou a ser o produtor das suas peças. E como era ele quem mexia com todo o dinheiro da companhia recebeu o apelido de Delúbio. O público morreu de rir. Eu que já me considerava "amigo" por ter passado horas sentado ao lado no bote, conversando sobre o Pará, de onde ele era oriundo, resolvi daí pra frente chamá-lo pelo apelido. Claro que ele não gostou. O resto da viagem me evitou.
 Foto de Luciana de  Francesco

4 comentários:

João Menéres disse...

Pessoalmente acho que CRÓNICA é o que o Eduardo diariamente escreve neste seu espaço do
VARAL DE IDEIAS e penso que obedecem à definição da NOEMI...
Se o apelido do marido é Delúbio, porque se zangou ele ?
Qual era afinal o anterior apelido ?

João Menéres disse...

E Niskier é o apelido dele ?

Li Ferreira Nhan disse...

João, "apelido" no Brasil é uma alcunha. No caso, o marido da atriz, por cuidar do dinheiro/ produção da peça teatral teve o apelido de "Delúbio", o tal "tesoureiro-sindicalista-de-esquerda-do partido dos trabalhadores" que, amigo pessoal do lula e ladrão como ele, foi réu no Mensalão do pt.

Portanto, aqui, "apelido" possui outro significado. Curiiosidades da nossa língua portuguesa que eu
adoro.
Beijos :)

Li Ferreira Nhan disse...

Edu, a "tal esquerda" anda mesmo sem um pingo de humor.

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