30.4.16
Crônica diária
Volta de viagem
Agora
tenho um monte de coisas pra dizer. Nem sei exatamente por onde começar. Estou
com a cabeça à mil. Muitas ideias novas. Mas vamos começar pelo começo. A
viagem "Navegar é preciso, 6º edição", uma criação da Livraria da
Vila, este ano, como nos cinco anteriores, navega com sete convidados, e cento
e vinte passageiros pelas águas do rio Negro, no Amazonas. Literatura é o foco
principal, mas tivemos teatro e música como pontos altos do programa. Irei
falar ao longo dos próximos dias sobre cada uma dessas atividades, além dos
passeios e banhos de rio. No avião, chegando a Manaus, tentei usar minha
máquina fotográfica, que havia carregado a bateria, e com memória grande, para
uma boa cobertura fotográfica, e não funcionou. Problema de configuração. Vai
saber! Chegando no porto de Manaus, com uma guia gentilmente cedida pelo barco,
na companhia do amigo Aloísio de Almeida Prado corremos o centro velho de
Manaus em nas sete ou oito lojas onde seria previsível haver máquinas
fotográficas à venda, não encontramos nenhuma. Aí vai a primeira notícia: os
tablets e celulares acabaram com o mercado de câmaras fotográficas. Suspeitamos
que a desconfiguração tenha ocorrido no raios-X do aeroporto de Guarulhos.
Será? Nunca aconteceu. Podem imaginar com fiquei desapontado em não poder
registrar o passeio. Mas contra tempos existem, e precisamos nos conformar com
eles. A excursão foi fartamente gravada em vídeo e fotos que aos poucos vamos
compartilhando. Falarei ainda da Polícia Federal nos Aeroportos. Mas hoje vou
descansar de uma semana de férias. Ela é muito cansativa.
29.4.16
Crônica diária
No Rio Negro, longe do mundo
Hoje completa cinco dias longe do mundo. É mais ou menos como viajar para a lua. A excursão pelo Rio Negro tem todo conforto para justificar o preço, mas não tem sinal de internet. O isolamento dos passageiros do navio é quase absoluto. Coincidentemente a viagem acontece numa semana crucial para a política e destino do governo. Saímos de Guarulhos dia 25 pela manhã, com o Senado em plena ebulição. Não é uma semana corriqueira. E isso me fez lembrar o movimento de rua em 2013, que deu início a tudo isso, e que também nos pegou em viagem. Estávamos em Lisboa, voltando para o Brasil. Chegamos com o país surpreso, pasmo, atordoado. E nós com a sensação de ter perdido parte da história.
Hoje completa cinco dias longe do mundo. É mais ou menos como viajar para a lua. A excursão pelo Rio Negro tem todo conforto para justificar o preço, mas não tem sinal de internet. O isolamento dos passageiros do navio é quase absoluto. Coincidentemente a viagem acontece numa semana crucial para a política e destino do governo. Saímos de Guarulhos dia 25 pela manhã, com o Senado em plena ebulição. Não é uma semana corriqueira. E isso me fez lembrar o movimento de rua em 2013, que deu início a tudo isso, e que também nos pegou em viagem. Estávamos em Lisboa, voltando para o Brasil. Chegamos com o país surpreso, pasmo, atordoado. E nós com a sensação de ter perdido parte da história.
28.4.16
Crônica diária
Em primeira mão
As últimas três crônicas, como esta, foram escritas antes do embarque em Guarulhos rumo a Manaus. No porto tomaremos um barco com 60 cabines (com aproximadamente 120 passageiros) para um passeio pelo Rio Negro. A excursão denominada "Navegar é preciso" em sua sexta edição terá a participação de sete intelectuais, sendo cinco escritores, como convidados. Durante os cinco dias a bordo, não teremos sinal de internet. Por essa razão as três crônicas anteriores, esta e a de amanhã foram previamente redigidas, e postadas nos blogs automaticamente. Na falta dessa ferramenta (postagens automáticas) o Facebook ficou sem as "Crônicas Diárias". Ficaremos incomunicáveis durante cinco dias. Farei relatos da viagem, na volta. Há até a possibilidade de vir a escrever um conto, ou novela, ou ainda um romance policial, porque meu personagem fictício, delegada Moema estará a bordo. Será divertido vê-la operando entre os maiores escritores do gênero como Mario Prata, Raphael Montes, ou mesmo o comunista amigo do Fidel Castro e do Lula, Fernando Morais, ou ainda o neto do Carlos Lacerda, Rodrigo Lacerda. Se isso vier a acontecer vocês, meus fiéis leitores, foram os primeiros a saberem.
As últimas três crônicas, como esta, foram escritas antes do embarque em Guarulhos rumo a Manaus. No porto tomaremos um barco com 60 cabines (com aproximadamente 120 passageiros) para um passeio pelo Rio Negro. A excursão denominada "Navegar é preciso" em sua sexta edição terá a participação de sete intelectuais, sendo cinco escritores, como convidados. Durante os cinco dias a bordo, não teremos sinal de internet. Por essa razão as três crônicas anteriores, esta e a de amanhã foram previamente redigidas, e postadas nos blogs automaticamente. Na falta dessa ferramenta (postagens automáticas) o Facebook ficou sem as "Crônicas Diárias". Ficaremos incomunicáveis durante cinco dias. Farei relatos da viagem, na volta. Há até a possibilidade de vir a escrever um conto, ou novela, ou ainda um romance policial, porque meu personagem fictício, delegada Moema estará a bordo. Será divertido vê-la operando entre os maiores escritores do gênero como Mario Prata, Raphael Montes, ou mesmo o comunista amigo do Fidel Castro e do Lula, Fernando Morais, ou ainda o neto do Carlos Lacerda, Rodrigo Lacerda. Se isso vier a acontecer vocês, meus fiéis leitores, foram os primeiros a saberem.
27.4.16
Crônica diária
Humor até na morte
Tenho
escrito com insistência que humor é fundamental. Quanto pior a
situação, mais importante manter o humor. Nos dias atuais, nem se diga. A
propósito vou contar uma historinha verdadeira que li numa crônica do
Luiz Toledo. Como devem lembrar os mais velhos, o cartunista Péricles de
Andrade Maranhão criador do personagem "Amigo da Onça", no início dos
anos 40, na revista O Cruzeiro semanalmente traia seus amigos
colocando-os em situações embaraçosas, e portanto cômicas. O Péricles se
suicidou em 31 de dezembro de 1961. A data já remete certa ironia. Nem
um dia, uma semana um ano há mais...E matou-se abrindo os bicos de gás
da sua cozinha, sem antes colocar uma placa na porta do apartamento:
"Por favor, não risquem fósforos." O autor da criatura cruel, infiel e
sacana, que não poupava nem os amigos, teve o cuidado e delicadeza,
antes de se matar, de não criar um acidente maior. Humor até na morte.
PS-
Por mero acaso hoje, 21 de abril, é dia de Tiradentes, o nosso herói da
independência, que na verdade não liderou coisa alguma. Coisas do
Brasil.A data tornou-se importante porque comemora o dia do enforcado, e
como ele estamos todos nós, pelo desemprego, pela resseção, pela
inflação, pela carestia, pela falência das industrias e do comércio.
26.4.16
Crônica diária
Humor da esquerda
Adoro o humor do brasileiro. Uma pena a
esquerda ser totalmente desprovida dele. Quando me refiro ao humor estou
pensando nas tiradas usadas pelo povo. TCHAU QUERIDA, numa alusão à maneira que
o chefe da Organização Criminosa se despede dela, Dilma. Ou ainda TEMER, O
BREVE numa referência ao eventual mandato do vice. Brincadeiras inteiramente
inocentes e bem humoradas. Mas não para a esquerda. Tenho um amigo escritor
socialista que publicou em sua página do Facebook: "Tchau, querida”
é vulgar, machista. Vai demorar para que consiga apagar da memória o desfile de
horrores assistido ontem ( Se referia ao domingo em que a Câmara aprovou o impeachment).
Gente escrota, não há outra palavra para descrever o circo exibido, miúda.
Papagaios de pirata loucos para pegarem uma carona nas luzes da câmara. Talvez
por serem pessoas apagadas, medíocres, sem a menor condição de conquistarem
algum respeito não comprado. Não me representam, apesar de terem sido
escolhidos pelo voto." Como assim? Vulgar, machista?" É carinhoso,
irônico, inteligente e sobretudo bem humorado. Quanto ao resto do seu desabafo
estamos todos de pleno acordo. E representam sim, nosso povo. Isso é o que a
esquerda não consegue entender. O baixíssimo nível dos deputados dessa
legislatura representam o povo que os elegeu. Todos tem mulher, filhos,
sogra, mãe e tias, para justificar e dedicar seus votos. E se esses
Chacrinhas não representam o indignado amigo, mal humorado, é porque
intelectual se acha acima dos mortais. Gostam de Cuba e Venezuela, mas compram
apartamentos em Paris. Falam em nome do povo, mas são os maiores críticos dele.
Comentários que valem um post
Eduardo Penteado Lunardelli O
dia que o país for muito menos pobre, será menos desigual. Mais uma vez
o problema é de semântica, e não conceitual. Certo os dois.
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25.4.16
Crônica diária
Navegar voltou a ser possível
Lembram meus leitores habituais que com dois meses de antecedência não
consegui lugar no navio que faria durante cinco dias, o encontro de sete
intelectuais (sendo cinco escritores), nas águas do Rio Negro. Pois
bem, vinte dias antes da partida (hoje) duas cabines de desistências me
foram oferecidas. Uma ficou com o casal Maria Vitória e Aloísio de
Almeida Prado. Outra para a Paulinha e eu. Acontece que a bordo não tem
sinal de internet. Serão cinco dias incomunicáveis. Por essa razão aqueles que quiserem continuar
lendo este cronista poderão fazê-lo, durante esses dias, acessando: http://cimitan.blogstpot.com.br ou http://elunardelli.blogspot.com.br/
que sendo blogs, aceitam por antecipação, postagens automáticas.
Prometo na volta dia 30, histórias sobre a viagem, e seus participantes.
PS- Três dias antes do embarque recebi o seguinte e-mail da empresa organizadora Auroraeco:
“Os médicos acham muito imprudente, no estado em que me encontro, fazer uma viagem como a planejada. Não me comuniquei antes com vocês porque tinha esperanças de melhorar, o que não aconteceu. Lamento profundamente.
Receba e transmita aos demais convidados meu pedido de desculpas.
Grande abraço,
Fernando Morais”
Ele era um dos cinco escritores ao lado do Mario Prata, Rodrigo Lacerda, Raphael Montes, Noemi Jaffe, a atriz Clarice Niskier, e o musico Zeca Baleiro. Da minha parte lamento que o motivo da desistência seja por doença, mas me sinto aliviado por não ter de compartilhar essa viagem com um comunista amigo do Lula, do Fidel, do Chaves, do Maduro e defensor dessa Organização Criminosa que esta destruindo o país.
PS- Três dias antes do embarque recebi o seguinte e-mail da empresa organizadora Auroraeco:
“Os médicos acham muito imprudente, no estado em que me encontro, fazer uma viagem como a planejada. Não me comuniquei antes com vocês porque tinha esperanças de melhorar, o que não aconteceu. Lamento profundamente.
Receba e transmita aos demais convidados meu pedido de desculpas.
Grande abraço,
Fernando Morais”
Ele era um dos cinco escritores ao lado do Mario Prata, Rodrigo Lacerda, Raphael Montes, Noemi Jaffe, a atriz Clarice Niskier, e o musico Zeca Baleiro. Da minha parte lamento que o motivo da desistência seja por doença, mas me sinto aliviado por não ter de compartilhar essa viagem com um comunista amigo do Lula, do Fidel, do Chaves, do Maduro e defensor dessa Organização Criminosa que esta destruindo o país.
Comentários que valem um post
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Fotos da Eny, e de Lucius de Mello de autores desconhecidos.
- João Menéres disse...
- O serviço público e a beneficiência aliadas.
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domingo, 24 de abril de 2016 06:06:00 BRT
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Valter Ferraz Num país de filhos das putas uma digna homenagem à mãe de um deles. Está tudo virado mesmo. Aliás lembrou-me um adesivo em tempos de eleições: "nas próximas eleições votemos nas putas, já que os filhos não prestam para nada mesmo"
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José Luiz Cunha Fernandes De fato, Eduardo, tantos políticos safados homenageados e até cultuados por aí, por que não nominar um viaduto com essa legendária Eny de Bauru?
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Mirian Girett En Paraguay estamos llenos de héroes que regaron el suelo con su sangre para darnos el país libre e independiente que tenemos.
Con todo estamos faltos de políticos patriotas algunos hasta descendientes de los grandes héroes pero igual les falta probidad .
Le doy la razón a Valter Ferrari!!
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24.4.16
Crônica diária
Brasil sem heróis
Entre algumas carências nossa terra não tem heróis.
E se os tivesse, falta lhes caráter. Macunaíma que o diga. E na falta de heróis
para serem homenageados Emy Cezarino (1917-1987) virou nome de viaduto em
Bauru. Depois de um início de carreira como prostituta nos estados do
sul, se estabeleceu em Bauru, e no ano de 1947 se torna dona do bordel.
Construiu o maior prostíbulo do Brasil. Não é pouca coisa, num país onde a
concorrência é grande e competente. Numa construção em área de doze mil
metros quadrados, com quarenta quartos, sauna, piscina, bar e restaurante,
abrigava o melhor plantel de putas da época. Era exigente na assistência à
saúde das suas meninas, e tinha como clientes ilustres Jânio, Goulart e
Vinícius de Moraes. Foi figura nacionalmente conhecida como Eny de Bauru.
Benemérita cafetina que mantinha creches, orfanatos e a boa convivência com os
poderes constituídos. Na falta de heróis melhores, vamos batizando viadutos em
memória de cafetinas. Por que só seus ilustres usuários viram nome de pontes,
estradas, aeroportos e ruas?
Comentários que valem um post
Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":
Como já disse várias vezes, acho o sistema constitucional brasileiro confuso e a precisar de revisão urgente. Um dos pontos que mais me perturba é a questão do vice-presidente (também sou contra nos USA). Vejamos: para que serve um vice? Teoricamente para substituir nas faltas e impedimentos. Mas se houver um impedimento total (por exemplo, destituição do Presidente), ficará o vice a completar o mandato. Só depois haverá eleições. Veja-se a frustração de um vice: passa o tempo à espera que o Presidente se impiche ou morra ou seja morto. Não seria um cargo a abolir e convocar eleições de imediato, ficando o Presidente do Congresso ou do Senado a preencher provisoriamente o lugar? Qual é a legitimidade do vice? Também é eleito, dirão. Mas quem é eleito é o Presidente, o vice vem por arrasto. A função do vice é, por definição, atraiçoar para ocupar o lugar. Um sistema do século XIX, a mudar com urgência.
Postado por Jorge Pinheiro no blog . em sábado, 23 de abril de 2016 08:12:00 BRT
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Como já disse várias vezes, acho o sistema constitucional brasileiro confuso e a precisar de revisão urgente. Um dos pontos que mais me perturba é a questão do vice-presidente (também sou contra nos USA). Vejamos: para que serve um vice? Teoricamente para substituir nas faltas e impedimentos. Mas se houver um impedimento total (por exemplo, destituição do Presidente), ficará o vice a completar o mandato. Só depois haverá eleições. Veja-se a frustração de um vice: passa o tempo à espera que o Presidente se impiche ou morra ou seja morto. Não seria um cargo a abolir e convocar eleições de imediato, ficando o Presidente do Congresso ou do Senado a preencher provisoriamente o lugar? Qual é a legitimidade do vice? Também é eleito, dirão. Mas quem é eleito é o Presidente, o vice vem por arrasto. A função do vice é, por definição, atraiçoar para ocupar o lugar. Um sistema do século XIX, a mudar com urgência.
Postado por Jorge Pinheiro no blog . em sábado, 23 de abril de 2016 08:12:00 BRT
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Falaram do Varal:
"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes
(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )











