6.3.16

Crônica diária

A garçonnière

Eram dois primos solteiros e tinham 20 e 23 anos de idade. Alugaram um pequeno apartamento só para levar suas garotas. Como moravam nas casa dos pais, e eles não permitiam esses "namoros" em casa, e nos automóveis, além de incômodos,  estava ficando cada dia mais perigoso, por conta da polícia e de assaltos, alugar uma garçonnière foi a solução encontrada. O prédio no centro velho da cidade tinha vinte andares e quatro apartamentos por andar. Um porteiro durante o dia, outro à noite. Uma única chave ficava na portaria. A mulher de um do zelador se incumbia da limpeza. Uma única vez em dois anos aconteceu de um dos primos ir tarde da noite e encontrar o outro ocupando a cama. O apartamento consistia na verdade de uma sala/quarto onde só havia a grande cama coberta com uma colcha quadriculada de azul e branco, duas pequenas poltronas pretas, carpete e cortina. Um banheiro e no corredor uma pia e a mini geladeira. Na parede do quarto enfrente à cama uma grande foto de um desenho de nus, do artista argentino radicado na Bahia, Caribé. Aconteceu uma outra vez do primo mais velho ter emprestado o apartamento para uma festinha de despedida de solteiro de um amigo. Esqueceu de avisar ao primo. Fora esses dois incidentes tudo corria às mil maravilhas. Dividiam as despesas e acabava ficando mais barato do que pagar um motel. E era muito mais personalizado, mais discreto, mais seguro e mais fino. Certo fim de noite o primo mais jovem estava com uma menina da sua idade, e era a primeira vez que transavam. Haviam bebido e dormido um pouco depois do sexo. Resolveram se vestir e ir embora porque ambos trabalhavam na manhã seguinte. Assim que abriram a porta do apartamento, a porta do elevador também se abriu, e dele saiu um casal da mesma idade. Era raro cruzar com alguém no hall ou na portaria. Poucas pessoas moravam no edifício. A maioria era usada como garçonnière mesmo. O casal saiu do elevador e se encaminhou direto para a porta aberta. Houve uns segundos de impasse. Os quatro se entre olhando sem nada falarem. Por fim o rapaz do elevador pediu licença e entrou com a moça como se o apartamento fosse seu. O primo estranhou aquela determinação e arriscou uma pergunta: "Vocês são amigos do Carlos Alberto?" A resposta foi negativa, mas ele já estava encantado com a beleza da moça do estranho. Abriu um largo sorriso e disse: " Sejam bem vindos". As duas meninas se entre olharam e sorriram também. Os três já estavam no centro do quarto, o primo fechou a porta, viu a linda moça, de saia muito curta, sentar na beira da cama desarrumada, tirando os sapatos. O primo ligou o som, abaixou a intensidade da luz, e perguntou o que gostariam de beber.

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