29.2.16
Crônica diária
Push Pin
Sou tarado por papelaria. E quando tem
livraria junto, melhor. Casa de ferragem também me atrai. Sou capaz de passar
horas fuçando nesses estabelecimentos. Quando viajo para o exterior essas lojas
são objeto do meu desejo. Vou para Luca na Itália e me perco em lojinhas de
material de construção. As de Nova York, tanto de ferragem, brocas, parafusos e
porcas, como as grandes livrarias ou papelarias são imbatíveis. Tenho dezena de
caixinhas com clips, alfinetes coloridos, pregadores, e claro: Push Pin. Os mais
antigos e de metal são os que mais gosto. Tenho os de plástico coloridos e
espeto-os por toda parte. Push Pin dá status ao cartão ou recorte preso na
parede. Tachinha nem pensar. Só servem para prender forro de gaveta.
Comentarios que valem um post
João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Iraniana votando":
Como um indicador pintado pode ser tão erótico...
Postado por João Menéres no blog . em domingo, 28 de fevereiro de 2016 08:44:00 BRT
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O comentário sobre humanização é discutível: não há dúvida de que naquele país prevalecem costumes e leis diferentes do que se vê no Ocidente, mas o grupo de mulheres fotografadas não parece tão diferente de alguns agrupamentos de freiras católicas.
José Luiz
domingo, 28 de fevereiro de 2016 05:06:00 BRT

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Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Iraniana votando":
O problema é que aqui todas as mulheres têm de parecer freiras.
Postado por Jorge Pinheiro no blog . em domingo, 28 de fevereiro de 2016 08:52:00 BRT
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28.2.16
Crônica diária
Pizza e cinema
Duas coisas que passamos a fazer corriqueiramente em casa: comer pizza delivery e cinema na TV, perdem toda a graça quando comparados com os originais. Pizza na pizzaria. Cinema na telona. A pizza, apesar das embalagens, apesar das caixas de isopor, apesar da rapidez dos moto boys quando é entregue tem seu sabor alterado. A consistência do queijo, o viço das verduras, e a temperatura propriamente dita, sem falar no crocante da massa. O filme na TV não tem a dimensão da telona e muito menos o som. Filme e pizza em casa, e não nos seus habitas naturais, só por razões extremas.
Duas coisas que passamos a fazer corriqueiramente em casa: comer pizza delivery e cinema na TV, perdem toda a graça quando comparados com os originais. Pizza na pizzaria. Cinema na telona. A pizza, apesar das embalagens, apesar das caixas de isopor, apesar da rapidez dos moto boys quando é entregue tem seu sabor alterado. A consistência do queijo, o viço das verduras, e a temperatura propriamente dita, sem falar no crocante da massa. O filme na TV não tem a dimensão da telona e muito menos o som. Filme e pizza em casa, e não nos seus habitas naturais, só por razões extremas.
27.2.16
Crônica diária
Frustração
No meio deste mês de Fevereiro tomei conhecimento através da revistinha Vila Cultural de um programa que me interessou. Cinco dias de viagem, partindo de Guarulhos para Manaus, e lá de navio quatro noites navegando no Rio Negro. A bordo sete convidados: Fernando Morais, Mario Prata, Rodrigo Lacerda, Raphael Montes, Noemi Jaffe, Clarice Niskier e Zeca Baleiro. Participar de duas palestras diárias com esse grupo de intelectuais me motivou. Convidei o casal Maria Vitória e Aloísio de Almeida Prado que toparam o programa. Como tenho muita dificuldade em me organizar com mais de 24 horas, imaginem vocês, com mais de 75 dias de antecedência! A partida será dia 25 de Abril. Ontem resolvi ligar para tratar das reservas. Não há mais lugar. Todas as setenta e tantas cabines duplas foram vendidas. Não acreditei. A moça percebeu meu susto, e como consolo disse:” Mas o senhor pode reservar para 2017...!" Esse é o Brasil em crise. Estou completamente frustrado. Há quinze dias que compro, e só leio, livros dos autores que estarão a bordo. Só do Rodrigo Lacerda comprei cinco títulos que não conhecia. "A República das Abelhas, " é um livro imperdível. Li tudo que encontrei do Raphael Montes. Estava certo de conhecer esses intelectuais. Seria um programa e tanto. E não será desta vez. Lamento pelo casal que convidei, que também ficou desapontado. Lamento pelos meus leitores que não vão ter as crônicas que escreveria a bordo. Por falta de uma cabine, 63 dias antes da partida, não participaremos do "Navegar é Preciso 2016".
26.2.16
Crônica diária
O tempo passa para todos
Como diz o título desta crônica, e mais grave quando vamos constatando que às vezes mais impiedosamente para uns, do que pra outros. Dia sete passado, foi um dia em que isso aconteceu comigo. Toca o meu celular (modelo antigo de dez anos atrás, desses que ainda abrem no meio para serem atendidos, mas já sem anteninha externa) e ao tentar faze-lo, segurando um copo de shop na mão direita, quase derrubei tudo. Estou "levemente" trêmulo. Me nego acreditar que seja o "alemão". Debito na conta dos medicamentos que venho tomando. Consegui atender a ligação sem derrubar a bebida. Mas acendeu um alerta. Meia hora depois encontro um casal de velhos amigos, e não reconheci a esposa. Ela ficou encantada de me ver, mas tenho certeza de que se o marido não a tivesse alertado: " Olha o Eduardo!" ela não teria me reconhecido. Acontece que almoçava com o casal outro companheiro de jornadas esportivas de muitas décadas. Com ele havia cruzado no estacionamento, em oportunidade recente, e ficara perplexo com o seu envelhecimento, e não fui reconhecido. Na mesa, diante do providencial "Olha o Eduardo!" deu tempo para recompormos nossas velhas saudações. Mas percebi que nunca mais teríamos nos cumprimentado. Segundo abalo do dia. Passadas umas horas, novo chamado pelo jurássico celular: " Esqueceu do aniversário dos seus netos?" Esqueci, fui obrigado a confessar. Pedro e João estavam completando sete anos. Não tive como mentir. Avô não pode mentir para filha ou netos. Mas nem precisa, em nossa idade, não enganamos mais ninguém. O livro "Patrimônio" do Philip Roth continua repercutindo na minha memória. Sei por outro lado que logo logo também vou esquecer que li essa joia biográfica. A culpa vai ser da Ciclosporina.
Como diz o título desta crônica, e mais grave quando vamos constatando que às vezes mais impiedosamente para uns, do que pra outros. Dia sete passado, foi um dia em que isso aconteceu comigo. Toca o meu celular (modelo antigo de dez anos atrás, desses que ainda abrem no meio para serem atendidos, mas já sem anteninha externa) e ao tentar faze-lo, segurando um copo de shop na mão direita, quase derrubei tudo. Estou "levemente" trêmulo. Me nego acreditar que seja o "alemão". Debito na conta dos medicamentos que venho tomando. Consegui atender a ligação sem derrubar a bebida. Mas acendeu um alerta. Meia hora depois encontro um casal de velhos amigos, e não reconheci a esposa. Ela ficou encantada de me ver, mas tenho certeza de que se o marido não a tivesse alertado: " Olha o Eduardo!" ela não teria me reconhecido. Acontece que almoçava com o casal outro companheiro de jornadas esportivas de muitas décadas. Com ele havia cruzado no estacionamento, em oportunidade recente, e ficara perplexo com o seu envelhecimento, e não fui reconhecido. Na mesa, diante do providencial "Olha o Eduardo!" deu tempo para recompormos nossas velhas saudações. Mas percebi que nunca mais teríamos nos cumprimentado. Segundo abalo do dia. Passadas umas horas, novo chamado pelo jurássico celular: " Esqueceu do aniversário dos seus netos?" Esqueci, fui obrigado a confessar. Pedro e João estavam completando sete anos. Não tive como mentir. Avô não pode mentir para filha ou netos. Mas nem precisa, em nossa idade, não enganamos mais ninguém. O livro "Patrimônio" do Philip Roth continua repercutindo na minha memória. Sei por outro lado que logo logo também vou esquecer que li essa joia biográfica. A culpa vai ser da Ciclosporina.
25.2.16
Crônica diária
Humberto Werneck e Cabrera Infante
Em sua crônica semanal no jornal "O
Estadão", Humberto com seu fino humor fala do escritor Cabrera, a quem se
refere como divertido, também, ao vivo. Isso porque nos previne de que:
"Bons escritores costumam ser melhores por escrito-- desconfie dos que
cintilam mais ao vivo --, mas também como pessoa Cabrera Infante esteve longe
de me decepcionar." Constatei essa assertiva quando tomei uma ponte aérea
para o Rio, e fui recebido, em seu apartamento, pelo jornalista David Nasser.
Suas páginas duplas semanais na revista "O Cruzeiro" fizeram dele uma
personalidade nacional. Demolidora. Escrevia anos luz melhor do que falava. E
não era em público não, tête-à-tête. Li a crônica do Humberto, e bem a
propósito, agora que me preparo para um encontro com cinco escritores. Sobre
isso falaremos oportunamente.
Comentários que valem um post
Zazá Do Val Concordo com todos elogios que recebeu. Você merece essa felicidade toda, pois escreve com muito gosto.
Ducha Dorei Eduardo,realmente
vc é uma dádiva para nós leitores, que estamos muito felizes em receber
diariamente seus textos, verdadeiros presentes em matéria de potencial
intelectual e agradável leitura!
João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":
E eu conto-me como um dos seus discretos mas fieis leitores.
Lucidez e clarividência nunca faltam nas suas crónicas diárias.
Postado por João Menéres no blog . em quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016 04:11:00 BRT
Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":
Quando se perde o hábito de escrever diariamente, perde-se o estilo e a vontade. Quando se insiste, os resultados aparecem. Reconheço uma escrita mais depurada e objectiva. Continue, por favor.
Postado por Jorge Pinheiro no blog . em quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016 08:32:00 BRT
24.2.16
Aldeia da Mata
Represa de Piracaia, SP
A garagem dos barcos já esta pronta e por ora guarda meu carro.
A direita da rampa de barcos, o meu terreno a espera de que a represa volte a ter água em níveis normais
Neste ângulo um limoeiro e um pé de pitanga, em primeiro plano, com uma vista da casa do Fernando, meu vizinho, e ÁGUA na represa. A borda de terra mostra que ainda falta muito para o nível máximo. Fotos de Fevereiro de 2016
Crônica diária
Muito bom ler isto
Devo estar fazendo algum progresso.
Primeiro foi meu velho colega de Cataguases, José Luiz Fernandes, um tímido e
retraído exigente. Declarou-se espantado como meus textos melhoraram. O José
Luiz é absolutamente econômico em elogios. Depois num só dia recebo
manifestações como as de Luciana de Camargo, "mas sua lucidez nos
revitaliza sempre! all the best!" Elizabeth S. Barros "Eduardo como é bom
ler suas histórias e posicionamentos.São dignos!" E por fim da Tereza
Arditti, "Você escreve tão bem que qualquer assunto fica
possível de ler , e prazerosamente 💯🆗" Estou nos céus.
Não sou daqueles que dizem escrever para si próprios. Escrevo para ser lido.
Aos poucos, ou nem tanto, pois já são mais de mil duzentas e trinta crônicas
diárias, meu texto vai se consolidando. Vai amadurecendo. E meus leitores vão
se habituando com eles. Um pouco de ficção, um pouco de crítica, um pouco de
humor, o cotidiano vai sendo retratado, com ironia, devezemquando raiva,
angústia, e esperança. Esperança o cronista não pode deixar de transmitir aos
seus leitores. A coisa esta russa, ainda pode piorar, mas com certeza vai
melhorar um dia.
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Falaram do Varal:
"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes
(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )














