31.10.15

Vale do vinho - Bento Gonçalves

 Vista do quarto do  Hotel & SPA do Vinho Autograph Collection na Serra Gaúcha, Vale do vinho, Bento Gonçalves, RG
 Vista do quarto
 Vinícola Miolo em frente ao hotel
 VE eram as iniciais de Vila Europa, nome original do Hotel.  Esse sanduiche estava maravilhoso.
 O vinho muito bom era da vinícola Almaúnica
 Aloísio e o autor do blog, com foto do maitrê Gilberto
Entrada da vinícola ALMAÚNICA

Crônica diária


Alguém tem dúvida?

Desde Novembro do ano passado venho escrevendo que as eleições para presidente, ocorridas em outubro de 2014, eram uma fraude, um estelionato eleitoral. Defendo desde a primeira hora o impedimento da Dilma, por todas as razões conhecidas da população brasileira. Dia 25 de Março de 2015 publiquei e pedi que divulgassem:
"SANGRAMENTO  MENSAL  PODE  GERAR  FILHO, MAS NÃO DERRUBA  GOVERNO. É PRECISO MOBILIZAÇÃO  DIÁRIA E PERMANENTE. Divulguem."
Com essa frase de efeito, pretendia dizer que uma passeata, uma manifestação por maior que fosse, uma vez por mês, poderia fazer o governo sangrar, mas não era suficiente para derruba-lo. 
Dia 26 de Março volto, mais explicitamente, ao tema da mobilização permanente:
"Tendo participado da fantástica e memorável manifestação do domingo 15 de Março, e de muitas outras anteriores, arrisco afirmar que não derrubarão governo nenhum. Para que um governo caia é preciso mobilização permanente e contínua. Com isso não estou preconizando golpe. Era esse o mote da manifestação: "Fora Dilma". Na Primavera Árabe, como exemplo, o povo tomou as ruas e praças, e nelas ficou acampado, até o governo cair. Manifestações mensais, como as que ocorrem aqui, não derrubam governo. Pressionam, assustam, e influenciam os políticos, mas não tem o poder de derrubar o governo. Em junho de 2013 aconteceu um movimento inesperado e espontâneo, e o resultado nós conhecemos. O de 15 de Março será sucedido por outros já convocados para 12 de Abril próximo, e Greve Geral em 26 de Junho, mas não passarão de claras demonstrações de descontentamento, mas sem força para alterar as regras do jogo. Enquanto o povo não estiver disposto a ir, e ficar nas ruas, até a Dilma se convencer de que não tem mais condições de governar, tudo continuará como sempre foi. Toma lá, dá cá, com o PMDB e aliados, e nós vamos pagando a conta."
Precisou passar sete meses, repito: sete meses, para que membros do Movimento Brasil Livre acampassem na Praça dos Três Poderes, em frente ao Congresso Nacional, para que o deputado Sibá Machado, líder do governo na Câmara,  subisse à tribuna, e convocasse seus militantes vermelhos a "saírem no pau" sic com os pacíficos e ordeiros verde amarelo lá acampados. No dia seguinte, 28 de Outubro, os militantes petistas atenderam o chamamento do dia anterior. Agrediram física e moralmente os acampados. No mesmo instante havia sessão da Assembleia Legislativa onde o fato foi largamente explorado pela oposição. Na mesma tarde noite, na casa ao lado, no Senado o governo e oposição derrotavam o PT partido do governo, e aliados, no projeto de lei que trata da caracterização do terrorismo. Os senadores da oposição, atônitos, se perguntavam: afinal somos oposição a quem? O líder do governo manda votar a favor. O partido da presidente manda votar contra. A quem a oposição deve se opor? Absurdo dos absurdos. Ninguém entende mais nada. E o mais grave, só tomamos a praça agora. O país esta acéfalo, há mais de dez meses sem governo, e o debate, se pode ou não impichar a Dilma, continua. Vamos entrar em 2016, e se não engrossarmos o número de praças tomadas por manifestantes acampados, como fazem os sem terra nas margens das rodovias, por meses a fio, se for preciso, não conseguiremos salvar o Brasil. A crise política instaurada com o estelionato eleitoral, somada à crise econômica do país, só se resolvera com a legitimação do poder, e ele só ocorrerá quando a Dilma vier a ser punida pelos crimes cometidos, e destituída do poder.

30.10.15

Francis Bacon e David Hockney

Theorapia 12

Crônica diária

Quem inventou?

Ontem passando na região do aeroporto de Congonhas em São Paulo, vi um ônibus da Azul, que liga este aeroporto com o de Viracopos. Imediatamente me veio a pergunta: "O quer dizer Viracopos?" Que eu saiba só o ato de virar, entornar copos, pode justificar essa palavra. E quem resolveu chamar essa região do estado e seu aeroporto com esse nome? Quando meus filhos eram crianças, as viagens de automóvel eram intermináveis para eles. Para distraí-los eu inventava história. Uma delas era a de que os bandeirantes que se embrenhavam nas matas, do interior paulista, iam andando e de quando em quando fundavam uma cidade. Eu lia para eles os nomes das cidades pelas quais a estrada passava. Por exemplo: "Pongaí", a tantos quilômetros. Inventava uma história para justificar esse nome, que eu não conhecia o significado na ocasião. Hoje procurei saber e, em tupi-guarani,  significa "Salto Pequeno, pequena queda d água". Esse município foi criado por desmembramento de Pirajuí, que quer dizer "Rio Dourado", que não deve ser confundido com Piraju, que significa "peixe amarelo". Eram quase sempre nomes indígenas. Contei para os meus filhos, que era uma vez um  bandeirante  espanhol, e que um dos seus subordinados perguntou: "Chefe, onde vamos colocar mais uma cidade?" E ele, displicentemente, apontou à direita dizendo: "Pongaí". Estavam à margem esquerda do rio Tietê. Por curiosidade fui pesquisar a origem do nome Viracopos. Encontrei duas versões. Uma verdadeira e outra lendária. A lenda diz que foi uma homenagem ao ex-governador, e ex-presidente Jânio Quadros, que construiu esse aeroporto porque preferia virar copos (bebia todas) do que Congonhas. Mas a mais correta é a versão segundo o "Prof. Luiz Antonio Sacconi, em seu livro NÃO ERRE MAIS! (8.ª edição, São Paulo, Editora Ática, 1986, página 139), Viracopos tem esse nome porque surgiu do fato de estar localizado num bairro de Campinas onde se localizaria a zona de meretrício, local de baderna, arruaça e bebedeira. A consequência disso, segundo Sacconi, eram mesas jogadas ao ar e copos virados todas as noites. Iniciada a construção do aeroporto, comentava-se, em tom de galhofa, que o bairro iria ganhar mais um virador de copos (pelos deslocamentos de ar que os grandes jatos iriam provocar). Por causa disso, o aeroporto internacional de Campinas ganhou esse nome: Viracopos."

29.10.15

Uma cadeira

Theorapia 12

Crônica diária

 Ponte dos espiões

Fazia dois ou três anos (ou estou exagerando um pouco) que eu e minha mulher não íamos a um cinema. Resolvemos comer alguma coisa num Shopping e assistir um filme com Tom Hanks. Eram vinte e uma e cinquenta quando entramos na sala Vip do CineMark. Para quem não conhece (e foi minha primeira vez) são salas com poltronas de couro reclináveis com apoio para pipocas e refrigerantes. Tocou meu celular. Ele fica sem receber chamadas praticamente o mesmo tempo que não vou a um cinema, (ou talvez tenha exagerado um pouco), mas a culpa foi minha de não tê-lo desligado. O filme "Pontes dos espiões" é baseado em fatos reais, ocorridos durante a guerra fria, e a construção do muro de Berlim. Com uma produção esmerada é uma volta no tempo. O trabalho de ator do protagonista é excelente. Mas das duas horas de fita uma cena particularmente me emocionou. Em 2013 estivemos em Berlim e especificamente no Checkpoint Charlie que aparece no filme de maneira explicita. Foi mais do que uma volta no tempo. Foi como se estivéssemos fazendo parte da história. E de fato, nossa geração fez.

Comentários que valem um post

João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Eu leio-o sempre com o maior interesse.
Nem sempre deixo as minhas impressões, mas são sempre muito positivas.
O Eduardo é um excelente analista, um óptimo contador de histórias e com a vantagem de aqui ou ali colocar a sua pitadinha de sal.

Postado por João Menéres no blog . em quarta-feira, 28 de outubro de 2015 11:37:00 BRST

28.10.15

Bola vermelha

Das páginas do FB do Theorapia

Crônica diária


"Pérola do dia"
 Há semanas que os assuntos para uma pequena e despretensiosa crônica diária é abundante. Outras o parto é difícil. Equilibrar temas e assuntos, todos os dias, não é tarefa fácil. Aquele que sempre tem uma piadinha pronta, ou conta histórias que não interessam absolutamente a ninguém, é o chato de carteirinha. Falar só de política acaba cansando. Os corruptos, e delinquentes políticos, vencem pelo nosso cansaço. E temos ainda que considerar que não há a menor possibilidade de agradar gregos e troianos. Os meus vinte leitores que consegui reunir, depois de anos de uma crônica, todo santo dia, e tendo eles gênero, e idade muito diversa, já é um sucesso. Sem falar na disparidade intelectual. Brindam-me com suas leituras donas de casa aposentadas, advogados ranzinzas, artistas, escritores, ex-colegas de ginásio, e eventualmente um ou outro parente. O que sabem é que de futebol eu não trato. Música também não é minha praia. Reclamam porque falo (escrevo) sobre política, e livros em demasia. Quando faço uma crônica mais "picante", os moralistas não curtem. Não é fácil, e nem estou preocupado  agradar a todos. Fiquei sabendo que tenho uma leitora no Rio de Janeiro que não faz nada, ao acordar pela manhã, sem antes dizer para o marido: "Vamos ler a pérola do dia", se referindo, sarcástica e ironicamente, às minhas publicações. Tomei como um elogio, apesar da ironia e sarcasmo. A luta para cativar, e condicionar o "consumidor" de qualquer coisa, de pasta de dente, a massa de tomate, é insano. Uma crônica é a mesma coisa. As pérolas nascem do incomodo de um grão de areia. Torna-las um vício ou hábito já é um feito. Espero poder continuar a ser, não uma pérola, mas um grão de areia e provocar as mentes e imaginação dos meus leitores.

27.10.15

Theorapia 11

Das páginas do FB do Theorapia

Crônica diária


Ainda sobre cuecas

Ao contrário da crônica "Paz na cueca", a de ontem: "Cuecas agitadas depois dos 70" fez um relativo sucesso. Quando nada o novo título agradou mais, segundo o que disseram Ricardo Blauth , Ana M Fc Ap , e Suzana Penteado Sousa Soares . O Valter Ferraz faz uma sugestão contrariando o espírito do tema. Propôs "calcinhas ao vento". O tema é como contornar o desejo sexual masculino, depois dos setenta, sem cair no ridículo de querer transar com mulheres de trinta. Logo a assunto "calcinhas" não esta em debate. E é absolutamente certo que as moças de trinta ficarão a ver navios, com ou sem vento. Assim respondo às sugestões da Celia Conrado e Myra Landau Claro que na minha idade (72) Ducha Dorei tem razão, tudo não passa de "orgasmo intelectual"... Mas a leitora Katia Topgian Rollemberg disse: "Boa ! A foto teria que ter um galã de mais de 70 !" Eu havia avisado que a imagem era pura e meramente ILUSTRATIVA, e não correspondia aos fatos tratados no texto. Mesmo porque, se houvesse a mesma imagem com um "galã", como propõe a Katia, com mais de 70 anos, certamente estaria irrigando alguma coisa desanimada, ou até inanimada, ao contrário do galã da foto, que parece estar colocando água fria em ferro em brasa. E para concluir essas ponderações posso afirmar que não foi o vento quem levou, como diz Maria V.Moreira Fagundes, são os anos mesmo. E contra o tempo não há recurso. Ele passa inexoravelmente. Para os homens e mulheres. Para elas de forma, às vezes, ainda mais cruel. E para os homens mais dramática. Segundo Nelson de Souza o novo título vai ser paradoxal!!!! Agitadas, só se for no Varal de Idéias.... eheheh

26.10.15

Franquelim Marcel 1955

A minha querida e atenta leitora Célia Conrado me enviou. Quando se trata de pé de moça, sempre sou muito grato.

Crônica diária


 Ilustração. Fonte: Página do FB do Theorapia

Dia 22 próximo passado publiquei uma crônica com o título: "Paz da cueca". Não teve a repercussão que eu esperava. Provavelmente porque meus leitores estão, todos, muito abaixo dos setenta. O autor da frase, que considerei maravilhosa, é o ator francês  Fabrice Luchini (63anos), segundo Sheila Leirner. Por não ter feito o sucesso, volto ao tema para anunciar que irei tratar do assunto num próximo conto. O título será: "Cuecas agitadas depois dos 70". Aguardem-me. Quem quiser colaborar com estórias, fique à vontade.





    25.10.15

    Theorapia 10

    Das páginas do FB do Theorapia

    Crônica diária

     "Paixão de A."

    Do mesmo autor de "Seda", "Paixão de A." do Alessandro Baricco é de fácil leitura. Cada dia gosto mais de leituras leves, curtas e se possível divertidas. De desgraça chega o governo petista da Dilma. No caso presente nem é muito divertido. A história de quatro adolescentes numa Itália católica onde uma garota "avançada" fez história. Provocou paixões. Agora, tenho ainda mais dois livros do Baricco para ler, mas antes vou enfrentar o "Hereges", do Leonardo Padura. com 503 páginas de letras miúdas. Só vou enfrentar porque é dele. Como adorei o "Homem que amava os cachorros", vou conferir se Hereges é realmente a consolidação do Padura como um dos grandes escritores da sua geração.

    24.10.15

    Theorapia 9

    Escolha a de sua preferência. Me refiro à calcinha, claro!

    Crônica diária

    O exemplo vale mais do que a palavra

    Essa frase estava escrita na parede do meu quarto no Hotel & Spa do Vinho, na Serra Gaúcha, no Vale do Vinho em Bento Gonçalves. Escrita em italiano entre folhas de parreira: "EL ESEMPIO ´L VAL DEPI DELA PAROLA". Dormi duas noites sob esses dizeres grafados em terra cota. E tem a outra: "Uma imagem vale mais do que mil palavras", dizem meus amigos fotógrafos. Realmente as palavras estão em forte baixa. Quem ouve a Dilma tem dificuldade de entender, por que ela não diz coisa com coisa. Imagina-se estar num país cor-de-rosa. Logo em seguida a palavra da oposição descreve outro país completamente falido. O exemplo da Dilma fala por si. Gastou o que não tinha e agora quer a CPMF para cobrir o buraco do orçamento. Quer que o povo pague o pato. A oposição não da um bom exemplo. Como quer o país em melhores condições em 2018, para governa-lo, fala que é contra a CPMF, mas sabe que não terá outro jeito de cobrir o déficit. Sem bons exemplos, e sem palavras verdadeiras, estamos no mato sem cachorro.

    23.10.15

    Theorapia 8

    Das páginas do FB do Theorapia

    Crônica diária

    Educação ou tato, segundo François Truffaut

    Às vezes é mais importante tato e presença de espírito do que educação propriamente. Num antigo filme de François Truffaut, uma mulher aparece e fala para um homem: "No mundo há pessoas educadas e outras com tato. Claro que educação e tato são qualidades louváveis, mas muitas vezes tato é melhor do que educação." E para comprovar  sua tese ela dá um exemplo concreto: "Um homem abre a porta e encontra uma mulher nua se trocando. O homem educado logo fecha a porta dizendo: "Desculpe, senhora." Agora, aquele com tato fecha a porta da mesma forma, mas dizendo: "Desculpe, senhor". " Digo eu, o deseducado, na mesma situação, entra fecha a porta, e pergunta: "Posso ser útil?

    Comentários que valem um post

    Blogger Jorge Pinheiro disse...
    Há cuecas que não têm sossego.

    quinta-feira, 22 de outubro de 2015 08:37:00 BRST
    Excluir

    22.10.15

    Theorapia 7

    Das páginas do FB do Therapia

    Crônica diária

     "A paz da cueca"

    Foi a Sheila Leirner quem escreveu que sua tia psicóloga, respondeu a um leitor da página da "Querida Sheila" onde da conselho a quem lhe escreve com dúvidas ou no desespero. Foi o caso do Umberto. Largado pela mulher com quem viveu 25 anos, questionava se daria conta de uma nova de 30. A tia que certamente é mais velha do a Sheila, ridicularizou-o abertamente. Sheila que deve ser mais moça do que a tia, endossou o "pito". Citou como bom exemplo o ator francês Fabrice Lucchini (63 anos) que proclamou, com grande sabedoria, segundo ela: "la paix du slip"!A paz da cueca! Adorei a definição do Lucchini (63 anos) embora, pessoalmente, acredito um "aposentado precoce".  Quanto à tia psicóloga e a Sheila só posso repetir aquela frase que desconheço o autor: "Não brigue com as mulheres. O tempo se encarrega de puni-las." Claro que só estou fazendo uma brincadeirinha, em homenagem ao humilhado Umberto.

    Comentarios que valem um post

    João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

    Mas que raio de praga ataca a Constituição ?
    A nossa também está infectada.
    Por que razão não são límpidas de tal forma que não careçam de "sábios" para lhe dar a volta ?

    Postado por João Menéres no blog . em quarta-feira, 21 de outubro de 2015 20:26:00 BRST

    21.10.15

    Theorapia 6

    Das páginas do FB do Theorapia

    Crônica diária

    Alcorão, Velho Testamento, Constituição & interpretação

    Como acontece com o Alcorão, ou com o Velho Testamento, nossa Constituição recebe as mais variadas interpretações. Tanto é assim que existe um grupo de homens e mulheres especialmente designados para interpreta-la. É o STF, que como composto de homens e mulheres indicados pelo presidente da República, é claramente um colegiado político. Não raras vezes os onze ministros não chegam a ter uma unanimidade sobre as interpretações. O mesmo acontece com o Velho Testamento. As leituras tendem sempre a beneficiar algum interesse. Alarga-se ou estreita-se o entendimento de acordo com o momento. Crime de responsabilidade fiscal, é crime praticado pelo Presidente da República, e que deve ser punido com a perda do mandato, se o delito for cometido no exercício do atual mandato. Claro como água cristalina. Não há o que se questionar. Mas há quem invoque outros dispositivos, da mesma constituição, para alegar que a Presidente não se beneficiou pessoalmente com esse crime. Acontece que os crimes praticados pela Dilma, desgraçaram o Brasil, e são muito maiores do que um Elba verde, ou alguns milhões de dólares que o Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Delcídio Amaral ou Jader Bsrbalho possam ter recebido de propina ou pixuleco nesse mar de lama que é o Petrolão e similares. Deem a César o que é de César. Cadeia para todos os corruptos. Dilma, Lula, Cunha, Renan, Delcídio e Jader devem ser impichados, caçados, julgados e condenados. Só assim se estará cumprindo o que prega a Constituição. Sem tergiversações (interpretação forçada do sentido das palavras, que as adultera por completo).

    Comentário que vale um post


    Eduardo Penteado Lunardelli
    Eduardo Penteado Lunardelli Minha cara Diocolmata Neukirchen, por acaso o Aloísio De Almeida Prado e eu não somos exatamente especialistas em vinhos. Mas estivemos juntos no Napa Valley e duas vezes aqui em Bento Gonçalves. Os vinhos brasileiros seguramente melhoraram muito nos ultimos dez anos. Não sei se comparados aos Californianos, ou Chilenos são melhores ou piores. Acredito que possam haver vinhos equiparáveis, o que já mos coloca em bom nível internacional. Repito o que escrevi para o Claudino Nobrega. Há vinícolas pequenas, boutiques que produzem vinho de qualidade, até mais caros dos que os exportados pela Califórnia, e 24% das suas produções são exportadas para Europa e Estados Unidos. Curiosamente na Europa custam menos do que no Brasil, por conta dos impostos e taxas. Lá vinho é considerado alimento. Aqui altamente taxado. Isso, evidentemente não favorece o setor, e aos consumidores nascionais.

    20.10.15

    Theorapia 5

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    Crônica diária

     Eta vinhozinho caro

    Os leitores diários destas crônicas conhecem bem o meu amigo Aloísio de Almeida Prado. Vezemquando, em anos passados, fazíamos um périplo pelo Rio Grande do Sul e interior de Santa Catarina. Rendiam crônicas e muita risada. De três ou quatro anos para cá, não fizemos nenhum. Esta semana me convocou para tomarmos um vinho em Bento Gonçalves, nas serras gaúchas. Estivemos juntos lá em 2002 ou 2003, nem eu nem ele se lembra bem. É coisa da idade. Estava na hora de voltar. Ele partiu de Ribeirão Preto, SP, com escalas em São Paulo e Florianópolis, e nos encontramos na Piacaba, minha casa em Santa Catarina. De carro percorremos quase quinhentos quilômetros, em cinco horas e meia de estrada para tomarmos uma garrafa do melhor vinho da serra. Uma noite no Hotel & Spa do Vinho Autograph Collection, a R$485,00 a diária, onde tivemos que lutar na portaria para colocarem camas de solteiro, no apartamento com cama de casal. Essa parte, nas viagens, nos périplos acima citados, sempre foram motivo de gargalhadas. Nas portarias dos hotéis, ou pousadas, onde nós dois, provectos cidadãos, ambos casados duas vezes, éramos tomados por um casal homossexual. Vai saber! Apesar de engrossarmos a voz, e evitarmos andar de mãos dadas, dois homens, nesses lugares,  sempre levantavam suspeitas. Quem se dispõe a ir tomar um vinho tão longe, se não for por amor? Nem por amor aos vinhos se anda mil quilômetros em quarenta e oito horas. Mas, em nosso caso, é pelo prazer da companhia. Rimos muito durante esses dois dias de estrada, e de visita à vinícolas gaúchas.

    19.10.15

    Crônica diária

     O diabo mora no detalhe

    Traduzindo resumidamente a situação política brasileira neste dramático momento da vida nacional podemos dizer que chegamos a um impasse absurdo. A nossa Constituição é a lei maior, e a ela estão subordinadas todas as outras. No tocante ao impedimento de um presidente da república ela diz que só poderá ocorrer quando ele obtiver vantagens pessoais ilícitas. Até agora dizem que a Dilma não obteve vantagens pessoais. E mais, essas vantagens devem ter acontecido no presente mandato. Isso nos leva a acreditar que todas as pedaladas de 2014 não contam. Além disso, dizem que esses crimes de responsabilidade fiscal foram cometidos em favor dos pobres. Logo, nem os crimes deste mandato valerão para incrimina-la pois não são para benefício próprio. Ora, se o estelionato eleitoral de outubro de 2014 não era para benefício próprio, quem mais se beneficiou com a vitória da Dilma? Mas isso é crime de mandato passado, e a Constituição é clara em dizer: crimes durante o mandato. Há, pois, pedaladas em 2015. Crime de responsabilidade fiscal. É crime, mas não caracteriza "vantagens pessoais". Ora, mais uma vez, comete crime e continua no poder. Responsabilidade sabemos que ela e o PT não tem. Irresponsavelmente detonaram a Petrobras, a economia, a diplomacia, e a moral do país. E pela Constituição não pode ser impichada. Ora, ora, acima da Constituição deveria prevalecer o bom senso.

    Theorapia 4

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    18.10.15

    Theorapia 3

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    Crônica diária



    “Homens sem mulheres”

    Esse é o ultimo livro do Haruki Murakami, que reúne contos recentes do festejado escritor japonês. O ultimo conto do livro, e que dá nome a ele, trata da perda de um grande amor, na vida de um homem. No caso o personagem recebe de um marido um telefonema de madrugada, informando a morte por suicídio, da mulher, que havia sido sua namorada, por dois anos, depois de se conhecerem quando ambos tinham quatorze de idade. Nunca mais teve notícia dela. Três coisas ele nunca esqueceu. A borracha nova, partida ao meio, que ela, com um lindo, e inocente sorriso, lhe deu durante uma aula no colégio. As músicas de elevador que ela adorava e tinha mais de mil fitas, e que ele, que gostava de rock, detestava. E por fim, o cuidado como ela colocava nas mãos seu pênis, como quem admira uma joia incrustada em uma coroa indiana. "O formato é muito bonito" ela dizia. Possivelmente fosse essa a razão do marido ter ligado depois da uma da manhã para dizer que sua mulher havia se matado. Possivelmente ela teria dito isso a ele. E Haruki brinca com a palavra "Possivelmente" que acha estar usando em demasia. Possivelmente meu amigo Walter De Queiroz Guerreiro que diz não gostar do tipo de literatura que o Murakami faz, também não ache graça desta crônica. Possivelmente.

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