31.8.15

Direto da horta

 Horta
 Agosto 2015

Crônica diária



Ainda Paulo Mendes Campos

Dizia o cronista Paulo que "Há o burro burro e o burro inteligente; este é o que fala pouco." Essa frase me fez lembrar um dos homens mais intrigantes com quem tive o privilégio de conhecer e trabalhar. Ovídio Miranda Brito. Foi sócio do meu pai. Tinha origem muito humilde, tendo sido engraxate aos nove anos de idade. Meu avô Geremia, já bem de vida, ficou enciumado com a sociedade do Ovídio e Santo, meu pai. Entrou como sócio e criaram a GOS. Entre outras pérolas, o Ovídio, que tinha um ar bovino, dizia: "Coitado do burro com cara de esperto. Esperto é aquele que só tem cara de burro."

30.8.15

Samurai

Agosto 2015

Crônica diária



Satisfação aos meus leitores

O mês de Agosto esta terminando e a Dilma continua no Planalto. No poder faz tempo que deixou de estar. Aliás, desde que assumiu seu segundo mandato em Janeiro, vem perdendo apoios políticos e aumentando sua rejeição popular. Goza dos mais baixos índices que um presidente republicano já teve. Só não foi impedida pelo Congresso, como eu vinha prevendo, por dois acidentes de percurso. Primeiro foi o adiamento do julgamento das suas contas (e pedaladas) pelo TCU, sob forte pressão do PT e do Palácio. O retardamento adiou por trinta dias, mas não modificará o resultado. Em Setembro o Congresso terá condições de, rejeitadas as contas de 2014, pedir o impeachment. Porém, o segundo acidente foi o indiciamento do presidente da câmara dos deputados, Eduardo Cunha. Com isso o Cunha perdeu força, e certamente apoios importantes para votarem o afastamento da Dilma. Além do fato complicador que ninguém mais deseja, ou vislumbra, o deputado assumindo a presidência por noventa dias. Esse impasse deu novo alento a hemorrágica situação da presidente da República.  Por essas duas razões, basicamente, o impeachment não se deu em Agosto como eu vinha anunciando. Mas não desanimem. A situação interna da economia só agrava. O prestígio do Joaquim Levy vem sofrendo desgastes com as constantes quedas de arrecadação e dificuldades de caixa, que dificultam as medidas do ajuste fiscal. A queda das bolsas mundiais nos últimos dias só fará aumentar a crise econômica brasileira. Nesse quadro recessivo, de crise e de incertezas políticas, a cada dia fica mais difícil a permanência da presidente que fraudou as eleições e continua mentindo para o povo. Quando a situação financeira do governo fica complicada, como é no caso presente, os maus governantes apelam para um novo imposto. Simples assim. Fazem desaforos com o dinheiro público, e quando vem a conta, mais uma vez, o povo é chamado a paga-la. A volta da CPMF, ou de qualquer outro imposto, nesta altura, é muito pouco provável que o Congresso aprove. Não há declaração de apoio do presidente do Banco Itaú,  nem ameaça do Presidente da Bolívia, que salvem a Dilma. Pode não cair em Setembro, mas não de Dezembro não passa. 

29.8.15

Atelier de esculturas

Piacaba 2015

Crônica diária

"A garota no trem"


Ontem falei que estava no meio da leitura do best-seller "A garota no trem" da estreante Paula Hawkins. Hoje vou falar sobre o ótimo romance psicológico/policial ou  thriller psicológico. O que nos leva a dizer se um livro é bom ou não? Primeiro quando o assunto é de nosso interesse. Quando não é, de nada adianta ser bem escrito. A forma e maneira como se nos apresenta a história também importa. Neste caso a autora narra, na primeira pessoa, a participação de três mulheres, Rachel, Megan, Anna e seus maridos, além de um psicólogo, num caso de assassinato. A história nos prende definitivamente. A cada capitulo um novo e surpreendente fato nos vai conduzindo para um desfecho completamente imprevisível. Uma delícia de leitura. O livro já esta sendo filmado, e quem perder esta deliciosa leitura, não deve perder o filme. Apesar, e volto aos pesares da crônica de ontem, nenhum filme se equiparar a um bom livro. E quando estava escrevendo essas sucintas considerações me ocorreu que a trama tem tudo para ser encenada no teatro. A ambientação, que consta de uma estrada de ferro, paralela a uma rua, onde em duas casinhas acontece toda a história, pode perfeitamente caber num palco. Fica aqui a sugestão.

28.8.15

Bandeira e esculturas

Agosto de 2015

Crônica diária



Antes que a história acabe

Ao contrário do que escreveu minha velha amiga Guaracy Mirgalowska não me faltam assuntos. Pelo contrário gostaria de publicar duas ou três crônicas por dia. Acontece que não há leitores dispostos a lerem mais do que dez linhas na internet. Livros podemos devorar duzentas páginas numa única sentada. É o caso deste que estou lendo: "A garota no trem" de Paula Hawkins, que apesar de ser um best-seller, que não costumo ler, apesar de ser escrito por uma autora estreante, que tenho defendido escreverem para o mundo das mulheres, e com isso enfureço minha amiga e escritora Maria Tomaselli, estou lendo porque foi recomendado pelo meu leitor Walter De Queiroz Guerreiro a quem tenho respeito e admiração. Trata-se de um " thriller psicológico", seja lá o que isso queira dizer. Mais profundo do que os romances policiais do Luiz Alfredo Garcia-Roza, como sugeriu o Walter. Ainda estou em meio à leitura, e deixo para fazer uma resenha definitiva quando acabar. Crio assim, mais um suspense, entre todos que o livro tem.

27.8.15

Jardim da PIACABA

Agosto 2015

Crônica diária

Meia informação
Decididamente as pessoas meio informadas são muito mais nocivas que as totalmente desinformadas.

26.8.15

Entre asas

Aeroporto de Congonhas, SP

Crônica diária


Morte na Flip

Esse é o título do segundo romance policial do jovem Paulo Levy. Sobre o autor já escrevi dias atrás. Hoje vou falar das boas qualidades dos seus romances. Criou um personagem crível, humano, profundamente honesto, como não poderia deixar de ser o herói de uma ficção policial. O delegado Dornelas e seu cachorro Lupi ficam nossos íntimos, após a leitura dos dois romances. Mais uma vez o Paulo nos prende numa trama bem urdida, contada de forma inteligente, e de leitura agradável. O autor se inscreve entre os bons escritores do gênero policial, me fazendo lembrar Luiz Alfredo Garcia Roza. Fico na espera do seu próximo livro, certamente com novas e intrigantes aventuras do delegado Dornelas. Se Palmyra for pequena de mais, que o delegado seja transferido (por mérito) para uma outra cidade maior, onde a possibilidade de crimes mais sofisticados possam usufruir de sua inteligência e capacidade para desvenda-los.

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