31.7.15

Bauru

 Noite dessas fomos ao Ponto Chic comer o sanduíche mais famoso do Brasil: BAURU
O restaurante esta completando 93 anos, e hoje conta com três lojas. O Bauru continua sendo o carro chefe. Pão francês sem miolo, fatias de rosbife, queijo derretido, tomate e picles. Imbatível.

"Puxando pela memória o ativo “BAURU”, apelido do estudante de direito Casimiro Pinto Neto, recorda o dia, em que nasceu o sanduíche que levaria seu apelido, espalhando a fama de sua terra natal para os quatro cantos do mundo. Não é difícil para esse homem de boas lembranças contar detalhes sobre o nascimento do sanduíche “BAURU”.
Era um dia que eu estava com muita fome. Cheguei para o sanduicheiro Carlos – hoje já falecido – e falei: - Abre um pão francês, tira o miolo e bota um pouco de queijo derretido dentro. Depois disso o Carlos já ia fechando o pão eu falei: - Calma, falta um pouco de albumina e proteína nisso. (Eu tinha lido em um opúsculo livreto de alimentação para crianças, da Secretaria da Educação e Saúde, escrito pelo ex-prefeito Wladimir de Toledo Piza, também freqüentador do PONTO CHIC – que a carne era rica nesses dois elementos) bota umas fatias de roast beef junto com o queijo e já ia fechando de novo quando eu tornei a falar: - Falta a vitamina, bota ai umas fatias de tomate. Este é o verdadeiro BAURU.
Quando eu estava comendo o segundo sanduíche chegou o “Quico” -Antonio Boccini Jr.-, que era muito guloso e pegou um pedaço do meu sanduíche e gostou. Ai ele gritou para o garçon, que era um russo chamado ALEX: Me vê um desses do “BAURU”.
Os amigos foram experimentando e o nome foi ficando. Todos quando iam pedir falavam: Me vê um do “BAURU” e assim ficou o nome de BAURU para o sanduíche inventado por Casimiro Pinto Neto, - Sua Exa. o “BAURU”.
 

Crônica diária

 Gerar esperanças

Não há como suportar um mandatário, embora eleito, fruto de um estelionato eleitoral, nos governando por mais três anos e cinco meses, com esses números de popularidade e credibilidade. Não é democrático. É um golpe contra o bom censo. É um atentado à moralidade. É um escárnio político. O Ministro Joaquim Levy, no qual se depositavam esperanças meses atrás, vem perdendo apoio e prestígio. Ele, pelo menos publicamente, não culpa o Mercadante, o Nelson Barbosa, ou a Dilma pelos fracassos e retrocessos que tem sofrido. Culpa o Congresso. É verdade, o Congresso não tem ajudado. Tem até atrapalhado no que pode. E pode muito. Mas por que iríamos cobrar do Congresso outra postura? Do momento em que acreditamos que o país só terá jeito sem o PT e Dilma no poder, e isso já é pacífico para a maioria dos brasileiros, por que exigir que o Congresso retarde seu fim. Faz bem o Congresso em não facilitar em nada a vida da Dilma e de quem esta com ela. Sua renúncia, ou impedimento legal, resolverá todos os problemas que enfrentamos no momento. A saída do PT e Dilma do poder, pacificará o país. É preciso fazer como fazem os times de futebol que estão perto do rebaixamento: trocar de técnico. A pura e simples substituição gera esperanças. E é disso que o brasileiro mais esta sentindo falta.

30.7.15

Chegou o inverno

Lareiras com três laterais de vidro e coifa de cobre aquecem grandes ambientes. O visual também importa.

Crônica diária

Colete a prova de bala

A atenção é a palavra chave ou a bala na agulha do cronista. Cronista desatento não emplaca. Estar atento, esperto para tudo que acontece ao seu redor é fundamental. Não faltará assunto. Quer um exemplo? O comentário que meu amigo e leitor Aloísio de Almeida Prado fez na crônica, por ele sugerida, "Você conhece o Rio?" informando que meu irmão, quando vai ao Rio usa colete a prova de bala me provocou duas súbitas reações: espanto e incredulidade, ou vice-versa, não me lembro bem a ordem. Mas o Aloísio me confirmou por telefone. Já não há porque duvidar. O espanto permanece. No mesmo dia ligo a TV para saber se o mundo não havia acabado, e a notícia, pasmem vocês, era a de uma mulher que pretendia abrir um ponto de venda de droga, e foi comprar um colete a prova de bala. Ao experimentar o colete comentou com o vendedor que estava achando pouco seguro. O dono da loja resolveu demonstrar a eficiência do produto. Deu um tiro e matou a freguesa. Não, não é piada. Vou, por via das dúvidas, ligar para o meu irmão, e recomendar que não teste o colete.

29.7.15

Ligas


Acaso - Conto erótico de Lucia Ramona

Acaso 
Lucia Ramona


              A noite chega e a insatisfação também. Então, decido sair e tentar me divertir. Mas sei que não vai dar certo. Desde que terminei o último namoro, tão longo quanto poderia ter sido, mergulhei num poço de tédio sem fundo. Não pelo namoro. Nunca. Talvez pela falta que faz ter alguém, qualquer pessoa...
             Mas não importa. Vou me arrumar. Mostrar o melhor que tenho a oferecer. Escolho um vestido roxo, solto, curto. Saltos enormes. Ando com eles na sala para ter certeza que não vou cair. Há muito tempo não os usava. Não precisava. Na maquilagem, olhos foscos. Base leve. Batom de um vermelho sangue estonteante. Brincos curtos. Meu pentagrama sagrado no pescoço. Solto os cabelos, pego as chaves do carro e saio.
             Ainda na garagem do prédio me dou conta que esqueci o celular em casa. Não importa. Meu cartão de crédito e documentos estão aqui. Não vou voltar. Começo a dirigir pelas ruas imaginando aonde eu poderia ir. Acabo me dirigindo para a região dos Pub’s da cidade. Muito conhecida pelo público gay. Não sei por quê cheguei lá. Nunca gostei desses lugares. Mas hoje é uma noite atípica. Então, não importa.
             Entro em um Pub qualquer. Atraída mais pela calmaria do que pela fachada. Pouco à vontade, fui até o bar, pedi um scotch duplo – o melhor que tivessem, porque, afinal de contas, a noite é atípica, e me dirigi a um dos reservados. Estilo de estofado semicircular contínuo com mesa alta de madeira envelhecida no centro. Para umas quatro ou cinco pessoas. Mas hoje é só para mim.
             Olho no relógio. 22:37. Foi quando a percebi olhando para mim. Cheia de viados em volta, rindo com eles e conversando em grupo. Me olhando de canto. Linda. Pele cor de açúcar mascavo, cabelos negros e lisos, blusa solta, shorts curtos, pernas lindas, sapatilhas nos pés, maquilagem casual e ares de quem está lá toda noite. Que mulher linda. Aceno com o copo quase no fim. Ela acena com o dela de volta. Cheio. Vodca com frutas. Muitas frutas. Um mix colorido que começa a borrar, por culpa do scotch.
             Termino meu copo e me dirijo a pegar outro. Quando peço ao barman outro whisky - já meio cambaleando, ela vem, coloca a mão na minha cintura (fazendo meu vestido subir uns 4cm) e fala:
             
           - Cuidado, moça. Você quase virou o pé. (Para o barman ela vira e fala) – Vini, faz outro copo pra ela por minha conta, aproveita e enche o meu. 
             Agradeci com um sorriso meio bêbado e disse: 
           - Qual seu nome?
            - Luna. E o seu?
           - Sophia. Obrigada pelo whisky. Acho que vou me sentar agora.
           - Posso te acompanhar até a mesa?
           - Claro.  
             Então, ainda com a mão na minha cintura e ainda levantando meu vestido ela foi comigo até a mesa e se sentou ao meu lado. Disse; “ Está entregue. Só to curiosa pra saber uma coisa. Você ta sozinha mesmo? ”
             Quando disse que sim e que era a primeira vez naquele lugar ela me perguntou o que eu estava fazendo ali. Desconversei. Até por que eu não sabia bem o que fazia ali. Mulher curiosa. Em todos os sentidos. Mas linda. Uma delícia. Quando me dei conta estávamos conversando e rindo juntas. Coisas leves. E ela, cada vez mais perto de mim. Jogava o corpo para perto do meu e usava o copo como desculpa. Disse que meu perfume era diferente e pediu para sentir o cheiro. Deixei.
             Tirei o cabelo do pescoço e quando ela chegou perto, puxou o ar lentamente e deixou a boca encostar em mim. Num beijo quase inexistente. Ao mesmo tempo, passou a mão pelas minhas costas, enlaçou minha cintura e colocou a outra mão na minha perna. Pertinho da minha bunda... por dentro do vestido, me arrancando um gemido baixinho. Fiquei um pouco assustada com aquela pegada repentina, mas o que era um beijo quase inexistente passou a tomar todo meu pescoço. Me acendendo, atiçando, fazendo com que eu oferecesse também a boca àquela mulher que passeava com a as mãos dentro da minha roupa.
            Abriu as minhas pernas com as mãos...
            Ai foi demais. O bom senso falou mais alto. Peguei as chaves, paguei a conta e puxei aquela mulher que custava lembrar o nome para dentro do meu carro. E dirigi. Muito rápido. Cheia de tesão. Com o som no último volume, meio zonza e com aquela mulher deliciosa do meu lado. Cheguei em casa. 3:58 da madrugada. Foda-se o horário amanhã. É domingo. Não estou de plantão. Subimos. Nunca foi tão longa a distância do subsolo até o 16° andar. Enquanto tentava abrir o apto ela me apertou na porta ainda fechada, passando o corpo no meu. Me fazendo empinar na porta do apartamento e sentindo as mãos dela na minha bunda... quadril... me puxando... me violando... a porta abriu.
            Entramos. Tranquei a porta correndo. Ela me pôs na parede. Levantou meu vestido... arrancou minha fio dental encharcada... tirou a blusa. Meu Deus. Que peitos... que corpo. Que delícia! Tirei seu short e a deixei só de calcinha e soutien - de renda. Branca. Dessas boutiques caras. Puxei-a ao quarto. Cama enorme. Abajur para meia-luz e o cheiro dela enchendo o ambiente, aumentando meu tesão. Eu, explodindo de vontade daquela mulher.
            Tirou os anéis e colocou no meu criado mudo. Me pegou com força. Fiquei sem ar. Sem ter o que fazer. E me jogou na cama, abriu as pernas que eu já queria ter aberto, me calou com um beijo e penetrou com toda a urgência que nós duas tínhamos. Não raciocinava mais. Não conseguia me conter mais... e gemi. Gemi como a vagabunda que eu queria ser para ela. E quando começou a chupar meus peitos, penetrando ao mesmo tempo... não. Penetrar não faz jus. Metendo mesmo. Metendo e chupando meu corpo, fazendo minha bucetinha inchar. E meu corpo gritava por mais... por muito mais.
            Perguntou, com aquela voz rouca, cheia de tesão se eu tinha um consolo em algum lugar. Disse que tinha e que estava na gaveta ao lado dela. Pegou. Colocou a cinta em um minuto e me pôs de quatro. Tão rápido que não tive chance de reclamar. E não iria. E me comeu de quatro. De lado. Em pé. Meteu tanto que me deixou mole... Gemendo baixinho de cansaço. Louca pra gozar. E gozei. Gozei muito quando ela chupou meus peitos e chegou ao pescoço pertinho da minha orelha e disse que queria me sentir gozando no “pau dela”.
            Com uma mão apertou meu peito, gemeu no meu ouvido e meteu forte. Não consegui. Gozei. Gozei muito. Encharquei a cama. Escorria entre as minhas pernas... uma delícia. E meu corpo inteiro dava choques. E eu queria mais, mas não conseguia me mover. Ela tirou a cinta, cansada já, me puxou pra ela deixando metade do meu corpo descoberto... e ficou lá... beijando tudo de leve...
Acordei 13:17 e ela já não estava mais lá. A chave embaixo da porta, um bilhete na mesa, dizia:
“Foi realmente um prazer, Dra.
 Abraços, Luna”
 

28.7.15

Vamos ajudar os Procuradores a Salvarem o Brasil

Pedro e João, nas férias e no "circo".

 Assistido atentamente pelo João, irmão gêmeo, de pé a esquerda na foto, o Pedro faz suas acrobacias. 
Depois foi a vez do próprio João, e como sempre se saiu muito bem. Julho 2015

Crônica diária

O Brasil acima de tudo

O país deveria estar acima de qualquer outra coisa. A nação e sua constituição, sua lei maior, deveriam prevalecer acima de qualquer outro fato, desejo ou vontade. Acima da figura trágica do Lula atual, da vergonhosa Dilma, ou dos oportunistas Cunha e Renan, deveria estar os interesses do Brasil. Mas não estão. Um país sem governo, sem congresso, sem oposição e com um presidente do STF, Lewandowski repetindo, o bordão da "anta", de que a atual crise econômica é fruto da crise mundial eclodida em 2008 nos USA e Europa, é inacreditável. Acorda ministro, estamos em 2015.
Ninguém deveria estar pensando em cargos pessoais. O Temer, compondo ministérios, e preparando o discurso de posse em NY, e todos, sem exceção, todos políticos com o rabo no meio das pernas, o país à beira do abismo, só nos resta rezar. A pior das opções é a sugerida pelo ex-ministro da Cultura do Lula, Gilberto Gil, que prega a manutenção da Dilma. Com o Brasil ladeira abaixo, defender a Dilma no poder,  é como condenar um Boeing, a chegar ao destino, sem piloto. O desastre é certo.

27.7.15

Dupla

tumbler

Crônica diária

História da carochinha

Era uma vez um país com a história eivada de roubos, negociatas, e trapaças. Descoberto por acaso, mas também isso não era inteiramente verdadeiro. Depois foi sistematicamente pilhado em seu ouro e madeira. Na terra havia muito pau-vermelho. Não restou um para figurar nos museus. Depois um rei com disenteria proclamou a república à beira de um córrego, e moita, onde havia se aliviado. Nesse país os cultos e probos nunca tiveram sorte nas urnas. Rui Barbosa bem que tentou. Entre presidentes eleitos, ditadores civis e militares que se revezaram no poder, o país foi se aperfeiçoando. Até o dia que um metalúrgico aposentado precocemente por invalidez resolveu ser líder sindical, e fundar um partido político. Doze anos e meio no poder foram necessários para a PF criar uma operação nominada Lava Jato, pensando que seria uma lavagem rápida. Superficial. Ledo engano. Depois de mais de 14 fazes chegou-se à seguinte situação: a presidente (inventada pelo metalúrgico) envolvida em crimes eleitorais, pedaladas fiscais (seja lá o que isso for), todos os maiores empresários do país na cadeia, noventa e cinco por cento dos políticos e do Congresso citados nas delações premiadas, e envolvidos em falcatruas bilionárias. Diante de um quadro tão escabroso a imprensa e os bancos resolveram "melar" tudo que a PF e a justiça de Curitiba haviam levantado, comprovado, e julgado. Por que? Porque se chegou à conclusão que não havia um só cidadão de bem nesse país. Jogadores de futebol, dirigentes, padres, pequenos comerciantes, grandes, médios e pequenos industriais, banqueiros, serventes, ascensoristas, domésticas, motoristas, estudantes, eletricistas, encanadores, engenheiros, médicos, juízes, feirantes, policiais, açougueiros, mecânicos, todos haviam cometido algum tipo de crime. Sonegado impostos, recebido benefícios indevidos, seguro desemprego, bolsa família, lesado o fisco, omitido receitas e bens do IR, cometido infrações de transito, subornado fiscais corruptos, feito um gato no poste de energia elétrica, ou na antena parabólica, cobrado juros abusivos, promovido greves ilegais, enfim, não havia um único cidadão inteiramente honesto no país.

26.7.15

Sob a folha

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Crônica diária

Copi

Nunca tinha ouvido falar nem lido nada do Copi. Talvez você, meu leitor, também. Ele é pouco conhecido aqui no Brasil. Argentino que morou a vida toda em Paris, escreveu a maior parte de sua obra em francês, e agora esta sendo traduzida para o espanhol, e recentemente o livro com dois contos "O Uruguaio", para o português. Homossexual assumido era dramaturgo, ator, caricaturista e escritor. Copi é o pseudônimo de Raul Natalino Roque Damonte Botana, ou Raul Damante. Nasceu em Buenos Aires em 1939 e morreu de AIDS em 1987. É provável que o Caio F (Caio Fernando Abreu) não tivesse conhecido ou ouvido falar do Raul, mas suas literaturas me fizeram lembrar um do outro. O humor, o sarcasmo, a irreverência, ou sei lá o que, de ambos, me deram essa impressão. Na Argentina a partir de 1991 passou a ser mais conhecido depois do impacto do livro de César Aira, singelamente intitulado Copi. Nesse instigante volume de pouco mais de cem páginas conseguiu redescobrir um autor vital.

25.7.15

Classico pé na água

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Crônica diária

Academia de ginástica e "QI" de seus frequentadores

Eu o tinha, até em boa conta, tratando-se de um nativo, ou filho de nativos. Gente simples que nunca saíram de um raio de cem quilômetros de Imbituba. São arredios e não gostam de turistas, apesar de viverem às suas custas. Seus avós e pais ainda viviam da pesca e agricultura artesanal. Para a subsistência. De vinte e cinco anos para cá o turismo tomou conta da economia. Pousadas, pequenos restaurantes, e comércio voltado para veranistas movimentam o verão. O resto do ano eles falam mal dos seus hospedes, e esperam o próximo verão. Além disso leem e frequentam cursos de esoterismo. A cada ano a moda é uma seita, uma crença, u´a mania diferente. Horóscopo, Mapa astral, Numerologia, Iridologia, Tarot e etc... Todos acreditam em coisas do além. Forças da natureza, e outras sobre naturais. Os seguidores do Osho * são maioria. Há inclusive um templo/pousada explorado por eles. Eu não suporto ouvir essas bobagens. Tinha-o em boa conta porque até então não havia ouvido nada tão absurdo. Ontem ele me disse sério:..."como você sabe aquele rastro branco que os aviões deixam no céu não é combustível..." Eu acenei com a cabeça positivamente, mas não tive tempo de abrir a boca para dizer o que é **, e ele continuou: ..."a Monsanto esta pulverizando o mundo e tornando estéreis todas as sementes..." Minha cara de espanto não o deteve. ..."A água potável vai acabar e os únicos alimentos serão produzidos com sementes híbridas vendidas pela Monsanto. ***" Ouvi essa "coisa" ontem, julho de 2015. Me fez lembrar o Miraí, colega de Cataguases, tido como o menos inteligente (para não dizer o mais estúpido do colégio) que em 1960 afirmava com todas as letras que o homem na lua era ficção e publicidade da Coca-Cola. Tudo fantasia.
*Osho = Rajneesh Chandra Mohan Jain (1931-1990) foi líder religioso de uma seita de tradições dármicas, mestre na arte da meditação e do despertar da consciência.
**O vapor d´água que sai das turbinas dos jatos congela na hora, transformando-se em cristais de gelo suspensos na atmosfera.
*** A Companhia Monsanto é uma empresa multinacional de agricultura e biotecnologia. Sediada nos Estados Unidos, é a líder mundial na produção do herbicida glifosato, vendido sob a marca Roundup.

24.7.15

Sob a água

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Crônica diária



“A morte do pai” – Minha luta 1
Comprei por impulso. Estava vasculhando uma livraria quando um dos atendentes recomendou para uma cliente ao meu lado. Era um dos dez mais vendidos da semana. Karl Ove Knausgard é um norueguês, escritor muito festejado, e que hoje mora na Suécia. Este primeiro volume da série de seis, com 3 mil páginas de memórias e ficção foi um blefe. Arrependi-me de ter ouvido o conselho do vendedor, de ter comprado, e de continuar lendo. Como já disse tenho muita dificuldade em para um livro na metade, ou sair do cinema antes do fim de um filme. E, invariavelmente, também me arrependo de não tê-lo feito. O autor escreve candidamente detalhando cada personagem, ou lugar onde se passa a cena, num impressionante domínio da atividade, porém sem chegar a lugar nenhum. O leitor fica permanentemente na expectativa de que nas páginas seguintes aconteça algo, e nada acontece. Sua história se arrasta até criar uma nova expectativa de algo, que mais uma vez o frustra. Literatura para passar, literalmente, o tempo. E eu, com tão pouco tempo, para ler tantas outras coisas. Definitivamente Karl Ove não tem nada de interessante para me contar.

23.7.15

Intelectual na cama

Porque elas dormem, também!

Crônica diária



A gravata

No Brasil ela esta quase que definitivamente em desuso. Pouca gente sabe sua verdadeira origem. Uma das versões é de que surgiu na França do final do século XVII. Tradicionais lançadores de modas, os franceses adaptaram uma peça do vestuário de um regimento croata, de passagem por Paris em 1668, para o uso diário nas ruas. Os croatas usavam um cachecol de linho e musselina que mantinha o pescoço fresco no verão, e quente nos dias mais amenos de inverno (quando o frio se intensificava, era trocado por um modelo de lã). Na França, o adereço passou a ser fabricado em linha ou renda. Era usado com um nó no centro, como a gravata moderna, e tinha duas longas pontas soltas. A indumentária, usada tanto por homens quanto por mulheres, recebeu o nome de cravate, que significa "croata" em francês. Muito antes disso, porém, no século I a.C., os soldados romanos já usavam algo parecido: um cachecol úmido, amarrado no pescoço nos dias mais quentes. Mas, com o fim do Império Romano, esse hábito acabou caindo no esquecimento e só ressurgiu séculos mais tarde, para ganhar definitivamente as ruas. Mas há controvérsias e lendas sobre a origem da gravata. Uma delas é que foi na Croácia sim, mas não como adereço no princípio, mas como forma de protesto aos enforcamentos. Ela era uma corda de enforcado virada pra baixo, simbolizando o fim dos enforcamentos. E as especulações continuam, pois há quem diga que na era vitoriana ela tenha sido usada por Lordes, para mostrarem sua opção sexual, simbolizando um pênis no pescoço. De qualquer forma ela chegou até nossos dias e esta em franca decadência. Faz pouco sentido usa-la num país tropical. Gente humilde só usava gravata preta em sinal de luto, ou aquelas de nó feito, em fotógrafos para retrato de documentos. Nem isso é mais obrigatório. Estão fadadas aos porta gravatas, nas portas dos armários, e vitrines de museu.

22.7.15

Passando à ferro

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Crônica diária


Roda e fila

Duas invenções que modificaram o mundo: a roda e as filas. A roda já foi decantada em prosa e verso, e não carece de outras explicações. Mas a fila, e não sei se não é mais importante do que a roda, foi absorvida sem versos, muito menos prosa. A fila é a primeira manifestação de ordem, de organização social. Quando reina a balburdia, a confusão generalizada, alguém grita: entrem na fila,  façam fila. Desde o sofisticado beija mão do papa, ou lava pés da igreja católica, até o mais prosaico desfile militar, ou assassinato em massa dos terroristas do Estado Islâmico, todos entram em fila ordeiros e obedientes. A fila é sinal de disciplina, de respeito. A fila trás embutido, em seu conceito mais primário, o sentimento de obediência. A fila representa força, poder, status. Os egípcios  faziam filas enormes pegando em cordas para puxar pedras nas obras faraônicas. Os reis e presidentes dos países são cumprimentados pelos seus súditos, ou outras autoridades, que  aguardam pacientemente sua vez em longas filas. Elas, as filas, também estão presentes nos velórios dessas autoridades. Por essa razão há o ditado: " Você ainda me verá na fila...". Mas além da fila das crianças para saírem do pátio do colégio para as salas de aula, há durante a vida do cidadão comum, as filas do ônibus, do cinema, do caixa do banco, do embarque no aeroporto, e nestas o status do viajante é determinado pela fila que deve perfilar. Idosos, gestantes, e pessoas com necessidades especiais, na fila da direita, os portadores de cartão fidelidade, no centro, e os demais mortais na fila da esquerda. Como demonstrado em abundância, a importância da fila ficou comprovada. Só não entendo porque não é mais homenageada. A roda ao contrário aparece em prosa e música: " roda mundo, roda gigante..." A fila, que eu saiba, só no nome do cão, ou de quem olha as cartas do baralho alheio. É uma injustiça. E em Portugal deram-lhe um nome ainda pior: bicha.

21.7.15

Pé de moça

Mais um pé para o blog mais sensual da blogosfera

Crônica diária



O Brasil mudou

Só não sei se para melhor. Nas crises e revoluções passadas, haviam dois segmentos da sociedade, que exerciam papel importante nas movimentações de bastidores, e nas manchetes dos jornais. Eram os empresários e os estudantes, nessa ordem de importância. Os empresários, e as Associações que os representavam, tinham voz e peso nas decisões. Os estudantes davam o tom ideológico e lideravam os movimentos de rua. A UNE era importante. Hoje não se ouve falar mais dessa gente. Junto com a desmoralização dos políticos profissionais, os líderes dessas entidades perderam expressão. Até a imprensa escrita que derrubava governos (Tribuna de Imprensa, por exemplo) já não abala os alicerces do Planalto. As redes sociais tomaram seu lugar. Hoje elas comandam e dão o tom dos panelaços, marcam as datas das manifestações de rua, com três meses de antecedência, depois de devidamente comunicadas e autorizadas pelas polícias dos seus estados e cidades. Tudo muito formal. Tudo muito impessoal. Não se conhece os nomes dos líderes dessas manifestações. Não que sejam secretos, mas por que pouco importa saber. São quase anônimos. José Serra, Lindeberg Farias saíram da UNE e hoje estão no Senado. Tem história e passado político conhecido. Quem serão os líderes e Senadores amanhã? Quanto ao silêncio dos empresários há duas razões preponderantes: uma boa parte esta na cadeia em Curitiba, outra tem financiamento do BNDS e não pode falar mal do governo. Que pais é esse? O Presidente da Mercedez Bens, um alemão, foi o único que falou. Li nos jornais. E os outros?

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Falaram do Varal:

"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes

(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)

..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )

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