30.6.15

De castigo

tumbler

Crônica diária



Meio intelectual, meio de esquerda


Esse é o título do livro de crônicas do Antonio Prata. A crônica que dá nome ao livro é uma delícia. Ela tem outro título: "Bar ruim é lindo, bicho." Mas vou escrever sobre a crônica seguinte: "Pétalas e bitucas", onde ele, Antonio Prata disse morar num apartamento térreo com um pequeno quintal, cheio de plantas e bitucas de cigarro. "As plantas são diversas e variadas, as bitucas são todas iguais: Malboro Light, mascadas de batom vermelho, fumadas só até a metade." A crônica narra as agruras do escritor e do síndico, que não conseguem identificar a fumante dos andares superiores que fazem das janelas, e do seu quintal, seus cinzeiros. Nada adiantou vários avisos, colados no elevador, educadamente solicitando a cooperação da moradora infratora. Foram enumerados os riscos de incêndio, ou de entupimento dos ralos, com consequente alagamento dos fossos dos elevadores e etc. Nada adiantou. Intrigava o cronista, que antes de morar no Ed. Maria Regina, e que simpatizava com bitucas manchadas de vermelho, a falta de colaboração da fumante. Em seus devaneios chegou a pensar em Ingrids Bergmans ou Marilyns Monroes bebendo bourbon, rindo alto, com os ombros de fora. Sindico e cronista se perguntavam se a moradora seria sociopata, ou se atirava só de raiva por não ter um jardim. No final acaba a crônica conformado e com pena da moça, varrendo todo fim de tarde as bitucas da vizinha. Eu descobri quem jogava as guimbas pela janela. Para total surpresa do síndico e do Prata (que não sei se sabe, que eu descobri), não se tratava de uma moradora, mas de um vizinho. Isso mesmo, um rapaz solteiro que estudava arquitetura, e escrevia contos policiais. Entre outras muitas esquisitices (que posso contar outra hora) tinha o hábito de pintar com batom vermelho, as bitucas dos cigarros, antes de joga-las pela janela. E se deliciava com o mistério que havia criado. Talvez tivesse inveja dos textos do Antonio Prata, talvez nem soubesse quem era o morador do térreo. A razão nunca saberemos.

29.6.15

Proibido urinar

tumbler

Crônica diária

Rir para não chorar 

Fazer as pessoas rirem nos dias atuais não é tarefa fácil. Nunca foi, mas já houve tempo em que rir era coisa mais simples, mais corriqueira. Ao contrário, fazer chorar, anda facílimo. A vida anda triste. No futebol, alegria do povo, como se dizia antigamente, esta essa lástima. Da política nem se fale. O custo de vida, a inflação, o preço do tomate, da cebola, nos faz verter lágrimas. Apesar disso, ou por isso mesmo, é que quando acho graça de alguma coisa, alguma anedota, gosto de passa-la a diante num gesto generoso de bondade. Mesmo que a piada seja politicamente incorreta. Para ter graça tem que ser incorreta. Querem um exemplo? Li outro dia que "as espingardas de dois canos são ótimas para abater duplas caipiras..." Sorri. Detesto esse gênero de música. Dirão que é humor  negro. E eu direi que chamar o humor de negro, pode ser considerado uma expressão racista. Onde vamos parar?

28.6.15

Jorge Pinheiro, João Menéres e Myra Landau CONVIDAM

Lançamento amanhã na cidade do Porto. Mais detalhes nos blogs dos autores das imagens e textos: Grifo Planante e Expresso da Linha.

Crônica diária



"Sono" de Haruki Murakami

Sono é um livro com um pequeno conto do festejado Haruki Murakami, de quem li toda obra, e de quem sou fã. Com apenas 116 páginas, das quais 19 são de ilustrações de Kat Menschik, com edição em capa dura, lê-se numa sentada. Escritores que alcançam a notoriedade e fama desse japonês traduzido em 42 idiomas, qualquer texto será publicado. Este, especialmente, não é dos seus melhores. Mas não deixa de ser um Murakami. A impressão que me deixou, foi de que iniciou uma boa ideia, e não sabia como termina-la. O conto tem começo, meio, e não tem fim.

27.6.15

Palmadas no bumbum

trumbler

Crônica diária



Os quatro mosqueteiros

Aécio, Serra, FHC e Alckmin são os quatro mosqueteiros da oposição. Todos por um, um por todos. Ninguém pelo Brasil. Fazer oposição é outra coisa. Os Mosqueteiros estão cada dia mais longe do povo.
Na literatura, "Os Três Mosqueteiros" de Alexandre Dumas, é uma trilogia. Inicialmente iria se chamar: " Alhos, Portthos e Aramis", mas foi alterado para "Os três mosqueteiros". Por que eram quatro? Porque Dartanhã era chefe da guarda, e não um mosqueteiro. Dumas optou por este último título, notando que seu absurdo (já que seus heróis são ao todo quatro) contribuiria para o sucesso da obra. Nessa mesma linha meus quatro mosqueteiros são seis. Aluísio Nunes Ferreira, e Tasso Jereissati fazem parte desse batalhão do PSDB.

26.6.15

Galhos

Junho 2015

Crônica diária


Herzog -Saul Bellow

Fazer uma resenha do livro Herzo, de Saul Bellow, em dez linhas, não é tarefa fácil. Canadense nascido em 1915 e radicado nos Estados Unidos, onde se tornou um dos maiores escritores do século XX, teve no romance Herzog o ponto alto da sua obra. Escritor de rara habilidade literária, conseguia numa escrita fácil, mas não por isso, menos profunda, ir ao cerne de seus personagens, e dos problemas da sua época. Os judeus, o amor, o casamento, a família, a amizade, a traição, as angustias, os temores dentro da sociedade norte americana, foram suas matérias primas nesse romance. E o fez de forma brilhante, acurada, e definitiva. Nada lhe escapou, nenhum detalhe. A edição de 2011 da Companhia das Letras trás uma introdução do não menos festejado escritor Philip Roth , que faz um resumo da importância de Bellow para a literatura e nos adianta, didaticamente, ferramentas para compreendermos melhor os personagens e a trama do romance. Recomendo fortemente esse livro e se possível essa edição. (Comprei o meu exemplar, completamente novo,  no sebo Estante Virtual).

AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

.

Only select images that you have confirmed that you have the license to use.

Falaram do Varal:

"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes

(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)

..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )

Leiam também:

Leiam também:
Click na imagem para conhecer

varal no twitter

Não vá perder sua hora....

Blog não é tudo, tudo é a falta do blog ....
( Peri S.C. adaptando uma frase do Millôr )
" BLOG É A MAIOR DAS VERTIGENS DA SUBJETIVIDADE " - Maria Elisa Guimarães, MEG ( Sub-rosa )