8.12.15

Crônica diária



Vamos esperar 2018?

A presidente Dilma foi reeleita num pleito muito apertado, onde pregou e jurou ideias e medidas que descumpriu logo no primeiro dia. Colocou em prática a plataforma eleitoral do seu rival e candidato derrotado. Com isso desagradou seus eleitores, e dividiu o país. O lado derrotado que nunca exerceu de fato oposição, ficou mais uma vez vendido. Foram seus diagnósticos e previsões catastróficos que se apresentaram verdadeiros. Nada mais justo do que apoiar um pedido de impeachment assinado por um insuspeito jurista. Helio Bicudo, fundador do PT, se redime no final da vida, com esse pedido. Por outro lado, o maior partido de aluguel do Brasil, PMDB, aquele que sempre preferiu dar sustentabilidade a um candidato de outro partido, do que ser cabeça de chapa, lida com dificuldade, com a possibilidade, de vir ser governo interino. Todos os políticos, de todos os partidos, fazem seu jogo pessoal, e individual. Ciro Gomes quer ser derrotado pela terceira vez, em 2018. Logo, prega a manutenção da Dilma. Marina Silva, vai na mesma direção. Aécio, Serra e Alkimim continuam não se entendendo, cada um procurando seu próprio espaço, e os três mirando a Presidência. Tudo isso no ano de 2015, ano que não existiu, a não ser para constatar que o PT mentiu nas eleições, que por ter usado dinheiro roubado da Petrobras, e outras estatais, teve sua vitória maculada pelo estelionato eleitoral. Num quadro político, como o descrito, é impossível  imaginar que possa haver justiça com julgamentos políticos. Onde há crime, e houve com as pedaladas, deveria haver processo julgado pelo STF, além do TCU, onde a Dilma já teve as contas recusadas. Deixar a cargo dos políticos, o julgamento do impeachment, os constituintes se equivocaram. Os políticos são homens e mulheres movidos a voto, a pressão popular, e não costumam pautar seus atos na ética, e lisura moral. Não são capazes de diferenciar um crime, previsto na lei de responsabilidade fiscal, com um desequilíbrio fiscal da ordem de 120 bilhões. Quem tem a capacidade de julgar são os Ministros do Supremo. E neste caso do impeachment eles não terão voto. O Brasil continuará sem governo, e todos de olho no longínquo 2018. Quem perdeu o emprego, terá que esperar. Quem tem imóvel a venda, ou para alugar, terá que esperar 2018. Quem se formou, e quer iniciar um negócio, terá que esperar 2018. Quem comprou TV, geladeira, carro nos anos de desoneração da Dilma, hoje não tem como pagar as prestações, que a conta de luz, água e combustíveis absorveram. O ensino se deteriora junto com a falta de medicamentos no SUS. Mas os professores, alunos e doentes terão que esperar 2018. Qualquer coisa é melhor do que não fazer nada. Até o Temer.

Um comentário:

Li Ferreira Nhan disse...

Por aqui não podemos esperar mais, nem pensar em 2018; ja há um primeiro demitido e haverá mais outro. Muito, muito triste e perda para ambos os lados.   (Me espanto com alguns comentários nos seus post no face; não conhecia esse tipo de cúmplices do governo que além de raivosa espuma e destila ódio em seus comentários; os tais doutores-sementes-espiritualizados que proclanam em suas paginas que "o amor é a maior expressão do espírito humano." Imagino se não fosse! Tô fora desse ilustres, sem papo; quero menos dessa turma!)
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