7.11.15

Crônica diária


Coerência

Afinal estamos chegando ao fim do ano sem nada, absolutamente nada,  acontecer dentro do que defendi incansavelmente durante os últimos dez meses. Errei de ponta a ponta. Humildemente peço desculpas aos meus pacientes e tolerantes leitores. Nesse percurso cheguei a perder amigo e leitor porque se rebelou contra o adjetivo ANTA a que atribuí, a mim, e a TODOS os eleitores deste país. Uns por ter votado na Dilma, outros por ter se deixado roubar nas eleições. Fui irresponsavelmente otimista porque não quis acreditar que tivéssemos deixado passado do ponto sem retorno. E parece que estava, lastimavelmente, equivocado. Não há mais esperanças. O timing do impeachment passou. Não quero ser mais uma vez  derrotista. Só constatar fatos. Eles conseguiram. Nossas cansativas e repetidas análises, durante todos esses meses, falando sobre o aparelhamento do estado, em todos os níveis, em todas as esferas, não conseguiu descrever a triste e obscura realidade. É muito mais grave do que qualquer análise pessimista pudesse constatar. O país esta derretendo. Os presos e condenados serão soltos, os juízes honestos e competentes punidos, a mediocridade imperará sobre a razão, a moral será massacrada pela imoralidade, o cinismo, a mentira, a falta de ética e decoro soterrados pelas manobras, pelas inversões de valores, pelas falsas aparências. A demagogia, o populismo, e ideias socializantes, impregnadas nas mentes e corações dos desavisados, reféns de mantras obsoletos e carcomidos, prevalecerão. Infelizmente. Passou a hora de reagir. Faltou uma voz de comando. Faltou um líder. O povo enganado não teve reação. Os que nunca se enganaram, como nós, não tivemos a capacidade de nos organizar, de nos unir. Em 64 tínhamos uma reserva moral. Contávamos com uma saída que se revelou em 68 um atraso e causador de males que ainda perduram. Hoje não podemos, e não queremos cair no erro de entregar o governo a quem cuida das armas. Elas se voltam contra o povo. Não há partidos, a não ser a Rede de Sustentabilidade, que traga algo de novo. E ela própria trás no seu bojo, e liderança, o que de pior podemos desejar para o futuro. O atraso, o retrocesso. É uma pena, e mais do que isso, é alarmante que a única coisa que parece clara no presente momento é que vamos até 2018 com a Dilma. Sem ajuste. Sem rumo. A caminho do abismo. Entretanto não quero que me chamem de catastrófico. Cobro só coerência. Não contem mais comigo. Vou resignadamente pagar a minha parte do pato. Cada um pague a sua.

Um comentário:

João Menéres disse...

Mais 4 anos de Dilma ?
Desgraçado Brasil...
Aqui vamos ter o Partido Socialista conduzido pelo Partido Comunista Português ( o velho comunismo ) e pelo Bloco de Esquerda ( extrema esquerda radical ).
O pacto do diabo enrolou o António Costa e a sua sede do poder a qualquer custo.
Pobres países irmãos...

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