16.11.15

Crônica diária



“Sem sangue”

Meu escritor italiano Alessandro Baricco é o autor do pequeno livro (70 páginas) cujo título é o desta crônica. Vou falar mais das pequenas obras em comparação com as prolixas e cansativas narrativas, como Hereges, do cubano  Leonardo Padura. Por que um autor se perde em fazer obras de 500 a 1000 páginas? Não há história, real ou de ficção que precise desse espaço para ser contada em detalhes. Aliás na maioria das vezes os detalhes não interessam nada na narrativa. Me veio a ideia de abordar esse tema, romances longos ou livros curtos, por conta de um texto que produzi, e que dei o nome de "Flores para a delegada". Dois ou três amigos que me honraram com as primeiras leituras cobraram o tamanho. Acharam que eu havia escrito a sinopse de um romance policial. Eu entendo que uma história não precisa ser longa para ser boa. Ao contrário, quanto mais enxuta, limpa, sem rodeios, melhor. É o caso desse lindo livro do Baricco, "Sem sangue", que recomendo para quem procura boa literatura, sem muito tempo para ler.

2 comentários:

João Menéres disse...

Estou consigo, Eduardo.
Romances que andam para trás e para a frente fazem-me perder a paciência, bem como todos os que têm inutilidades que não acrescentam nada ao essencial.

Jorge Pinheiro disse...

Há histórias que precisam de mais páginas que outras. Em todo o caso, para escrever 500 é preciso uma grande história.

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