27.9.15

Crônica diária

ACORDEI, ERA UM SONHO
A presidente Dilma estava em NY, num hotel de Luxo, e tinha ido ouvir o discurso do Papa Francisco, na ONU. Ela não poderia voltar a usar a tribuna enquanto o Brasil não pagasse as contribuições atrasadas. O Temer e toda a cúpula do PMDB, além dos presidentes da Câmara e do Senado estavam em São Paulo para o ato de inscrição da senadora Marta Suplicy, que depois de trinta anos deixou o PT e se filiou ao PMDB, já como candidata a prefeita da capital em 2016. Nas redes sociais e nos jornais se discutia a possibilidade de uma "desobediência civil" eclodir no país. Enio Mainardi chegou a registrar a marca do movimento Re-União, e marcar um primeiro encontro, que logo foi cancelado, porque, advogados consultados por ele, desaconselharam incentivar uma "desobediência civil" neste momento. Leitores do Enio chegaram a propor boicote aos jogos das casas lotéricas, como uma forma de protesto. Faltava a espoleta para detonar a bomba. E foi o garçom do ex presidente Lula, envolvido nas delações premiadas da Operação Lava Jato quem acionou. Cometeu um atentado contra pessoas da família do Juiz Sérgio Moro. Bastou essa notícia cair nas redes sociais para que a indignação popular se alastrasse como fogo em rastro de pólvora. As pessoas, adultos, crianças, idosos de todas as classes, religiões, credos ou partidos começaram a saírem de suas casas silenciosas mas raivosas, e se concentraram nas principais avenidas das suas cidades. Eram milhares de cidadãos que lotaram a Avenida Paulista, de ponta a ponta, e de espraiavam para as ruas e bairros no sentido do centro e no sentido das marginais do Rio Pinheiros. Os transportes públicos foram suspensos. Em toda a cidade havia gente saindo às ruas e silenciosamente, sem carro de som, sem comando de grupos, sem liderança dando a palavra de ordem, espontaneamente, alguns batiam panelas, outros portavam cartazes, manuscritos às pressas, com "BASTA", e outros "EU SOU MORO". Essas imagens eram divulgadas pelas TVs que suspenderam as programações normais e passaram a cobrir a gigantesca manifestação em todas as grandes cidades do Brasil. De Porto Alegre a Belém no Pará, o povo saiu as ruas, não em passeata, mas para ficar. A intenção era a de permanecer ocupando as avenidas, praças e ruas até que a Dilma renunciasse. Aos poucos, os pontos exigidos pela população esgotada de tantos desmandos, assaltos ao dinheiro público, e impunidade, as demandas começaram a se materializar: "Fora Dilma", "Pixuleco na cadeia", "Lava Jato sem ser fatiada, toda nas mão do Sergio Moro", "Uma nova constituinte", "reforma do Judiciário", "reforma da Previdência", "reforma político partidária", "implantação do Parlamentarismo". O descontentamento era geral. A falta de credibilidade dos três poderes e do regime presidencialista era patente. Só uma reforma geral e profunda poderia salvar o Brasil. O serviço de informação do exército comunicou ao Palácio do Planalto que não havia condições de segurança para o avião da Presidente pousar em nenhum aeroporto do país. O presidente em exercício mandou que informassem a Dilma de que aguardasse para retornar. As vigílias nas ruas das grandes cidades só fazia aumentar. O dia seguinte, Domingo o povo continuava nas ruas, em muitas cidades sob fortes chuvas. Os bancos, escolas e o comercio avisaram que não iriam voltar a funcionar enquanto não voltasse a normalidade. Dilma resolveu sair dos Estado Unidos e foi recebida como exilada política na Venezuela. Temer convocou uma reunião de emergência com o Conselho Político. Depois de sete horas reunidos, consultando todas as lideranças empresariais, políticas, OAB, e militares concluíram que a presidente estava deposta, pela maioria absoluta da população que a havia eleito nove meses antes. Que o vice presidente assumiria o cargo de presidente por trinta dias, quando seria convocada eleições para uma nova Constituinte. Nenhum político de carreira poderia ser candidato nessa nova eleição. Seriam criados cinco novos partidos políticos, e todos os ministros do STF, STJ, TRE, TCU, seriam compulsoriamente aposentados, a Operação Lava Jato continuaria integra e comandada pelo Sérgio Moro. O povo foi convocado a fazer espontaneamente depósitos em cofres, em forma de um pato amarelo, das importâncias que desejassem. Os patos em forma de cofrinhos foram espalhados por todo Brasil. As grandes contribuições foram feitas pelos Bancos, Empresas Industriais e pelo comércio, e em poucos meses os rombos da previdência e das contas do governo central estavam sanadas. O dólar voltou rapidamente à casa dos R$ 2,00 e as agencias de risco voltaram a subir a nota do Brasil. Os capitais estrangeiros voltaram em massa a investir na infra estrutura e propiciar um rápido e consistente desenvolvimento econômico. Mas acordei, e era um sonho.

Um comentário:

AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

.

Only select images that you have confirmed that you have the license to use.

Falaram do Varal:

"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes

(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)

..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )

Leiam também:

Leiam também:
Click na imagem para conhecer

varal no twitter

Não vá perder sua hora....

Blog não é tudo, tudo é a falta do blog ....
( Peri S.C. adaptando uma frase do Millôr )
" BLOG É A MAIOR DAS VERTIGENS DA SUBJETIVIDADE " - Maria Elisa Guimarães, MEG ( Sub-rosa )