19.9.15

Crônica diária

Sou obrigado a falar mal dos Correios
Quem acompanhou minhas duas crônicas nos dias quatro e cinco  de Setembro entenderão o que se segue. A encomenda que meu amigo da cidade do Porto, em Portugal, enviou com o número da minha casa (apartamento no sétimo andar), equivocado, jamais chegou, via Correios, no meu endereço correto. E foi entregue no prazo de nove dias (contando com um "passeio" em Curitiba(?)) no endereço que constava do pacote. Não é uma obrigação de quem recebe "indevidamente" descobrir o endereço correto do destinatário. Foi o que fez o funcionário do Restaurante Jam,  no dia 17 de Agosto. Guardou, no caixa do restaurante, sem comunicar a administração do mesmo. Quando procurei no site dos Correios, quarenta e cinco dias depois da entrega, e constatei o engano, o restaurante, por mim questionado, solicitou o nome de quem havia recebido a encomenda, a fim de localiza-la. Restaurante do porte do Jam, com dois turnos, duas casas em São Paulo, e um escritório administrativo e muitos funcionários, não fez nada além do razoável. Ao tentar, telefonicamente, por quatro vezes,  resolver com os Correios, um assunto tão banal, não obtive sucesso. Só o preenchimento formal de um formulário específico, cujo prazo de retorno era de cinco dias úteis, como de fato foi, seria possível obter qualquer informação além da que já tínhamos. Pelo site dos Correios eu já sabia dia e hora em que foi despachada, todo o itinerário, com dia e hora, e finalmente a entrega, também com dia, local e hora. Só me faltava saber quem recebeu. Tudo isso foi descrito no formulário que recebeu um número de protocolo 37302573. Para agilizar a burocracia da instituição tentei reclamar para a Ouvidoria, que de pronto rechaçou a tentativa alegando (automaticamente) que o processo ainda estava em curso. Não restava outra coisa se não esperar pelos cinco dias úteis. Minha surpresa foi com a resposta dada, por e-mail, ao meu questionamento. "Prezado Cliente, como deve ser de seu conhecimento, informamos que seu objeto mencionado foi entregue, conforme sistema de rastreamento". (sic) 
Disse o óbvio e não respondeu à minha pergunta. Voltei a protocolar minha solicitação agora num tom um pouco mais veemente. Mais cinco dias úteis para uma resposta. Por que tanta complicação para uma informação tão simples? Eu não pretendo responsabilizar ninguém pelo equivoco do número do endereço. Só preciso do nome do funcionário para atender uma justa demanda do estabelecimento comercial, involuntariamente, envolvido. Os Correios em nada facilitaram as coisas. Muito pelo contrário, nas quatro tentativas telefônicas, conseguia sensibilizar as operadoras que me atenderam, mas segundo elas nada podiam fazer. Nem mesmo com minha presença física no local do processamento das entregas, onde certamente havia um cadastro com o nome, cpf e assinatura de quem recebeu a encomenda. Não há outra forma de se perguntar a não ser pelo formulário. Acontece que quem leu o formulário sequer entendeu a pergunta. Respondeu o que já sabíamos e não fora perguntado. A isso se da o nome de burocracia. A resposta ao segundo questionamento ainda não chegou depois de nove dias úteis. No mesmo dia que preenchi o primeiro formulário, e tentei a Ouvidoria, já certo de que estava lidando com um órgão público, resolvi voltar um contato com a gerencia do Jam. Como já sabem, fui muito bem atendido e em menos de seis horas localizaram a encomenda, e tudo ficou resolvido. Me perguntarão: Por que continua questionando os Correios para saber o nome da pessoa que recebeu a encomenda? Porque os Correios tinham a obrigação de me informar no primeiro telefonema, no primeiro minuto. Porque eles foram incompetentes em entregar uma encomenda num sobrado (casa de um andar), quando o endereço dizia que eu morava no sétimo andar, no apartamento 72. O que o Correio deveria ter feito era devolver a encomenda por falta de coerência com o número do imóvel, com o tipo de habitação. Um prédio de sete andares não se confunde com uma casa de um andar. Por implicância com órgãos públicos. Por ojeriza a coisa gerida pelo Estado. Por ser um crítico da burocracia. Por amar a liberdade, e o liberalismo. Por ser um defensor da iniciativa privada.  Vou continuar aguardando a resposta dos Correios.

PS- 
Valmir deixou um novo comentário sobre a sua postagem "O quase impossível acontece":

Esse número de encomenda chegou ao meu e-mail este fim de semana. Não cliquei, pois quando passava o mouse em cima, aparecia o endereço do Google Drive. Fui até o site dos Correios e percebi que havia número a mais. Joguei no pesquisador e cheguei ao seu blog. Eu, diferente de você, não aguardava nenhuma entrega. Na verdade, eu que postei um livro para um amigo que mora em Recife, mas ele já o recebei tem dois meses. Deve haver algum vírus que rouba as informações dos Correios e gera estes e-mails falsos. Não parece brincadeira de quem recebeu seu livro.

Postado por Valmir no blog O ÚLTIMO BLOG em 14 de setembro de 2015 09:47

Valmir <noreply-comment@blogger.com>


Um comentário:

João Menéres disse...

O funcionário dos correios ( vulgo CARTEIRO ) não pensa !
A burocracia começa ( ou acaba ? ) no rés do chão !

AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

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