15.9.15

Crônica diária

A dura realidade

 Ninguém sai da miséria sem um esforço pessoal. O Brasil nos últimos doze anos e meio ampliou criminosamente as "bondades" através de bolsas, e programas assistenciais suicidas. É uma realidade dura e desagradável de ser tratada. Mas em economia não se pode tapar o sol com peneira. Hoje se estima que metade da população recebe algum tipo de ajuda do governo federal. Acontece que a festa acabou. Há um rombo declarado de trinta bilhões e meio de reais no orçamento federal para o ano de 2016. Estima-se que na verdade esse rombo seja o dobro. As contas da previdência não fecham. Aposentadoria aos 55 anos, com média de vida de setenta, também não se sustenta. Ou fazemos uma radical mudança em nossas premissas de desenvolvimento, ou vamos falir, irremediavelmente. Aqueles que receberam as bolsas, as bondades, as benesses, agora se acham detentoras de direitos que não estão dispostos a abrir mão. E são metade da população. Não é pouca gente. Um contingente absurdo de descontentes, despreparados, desprovidos de quase tudo, inclusive, de condições de reagir. A única arma que tem é o voto. Votarão para manter o lhes foi dado de graça. O Estado não tem mais como cumprir a promessa de que dias melhores virão. Vai ser preciso cortar na carne, reorganizar o Estado, diminui-lo e incluir essa população, não na renda fácil, gratuita, mas no mercado de trabalho. Para isso é preciso capital externo para investimento em infraestrutura, educação, saúde, e criação de novas empresas, novos postos de trabalho. O consumo não deverá mais ser nossa prioridade, mas o trabalho e produção nossa nova meta.

2 comentários:

Jorge Pinheiro disse...

Está muito bem dito. Hoje sabemos, pela nossa experiência em Portugal, que a manutenção de um Estado Social forte e sustentável implica uma economia igualmente forte. Isto independentemente das políticas económicas ou das ideologias. As receitas podem ser diferentes, mas se o ratio entre o que o Estado paga e o que Estado recebe não estiver equilibrado, a bancarrota surge no horizonte. A distribuição de subsídios sem critério de sustentabilidade é caridade e a caridade permanente desencadeia dependência e a dependência vira, inevitavelmente, vício.

João Menéres disse...

Como diz o JORGE, distribuir subsídios é caridade.
Essa caridade é caça ao voto...
As esquerdas são muito caridosas, mas depois o resultado está à vista, tanto aí, como cá.

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