1.9.15

Crônica diária



A infância era ferroviária

O titulo desta crônica é do Paulo Mendes Campos. Ele tem toda razão. As estradas de ferro sempre exerceram fascínio nas pessoas, adultos e crianças. Meu pai viajava de trem de São Paulo para Bauru e vice-versa todo mês. Nas férias escolares o Paulo, meu irmão, e eu íamos com ele. Era no leito da Estrada de Ferro Paulista. Vagão verde. Embarcávamos na Estação da Luz as vinte horas e amanhecíamos de madrugada em Bauru. A estação de Bauru era importante entroncamento ferroviário. A Noroeste do Brasil partia de lá e atravessava o Pantanal em Mato Grosso, passando pela nossa fazenda Aguapei, mas meu pai preferia seguir viagem de táxi, e fazer o mesmo percurso na metade do tempo. O trem levava umas dez horas, parando em quase todas as cidades do percurso. A estação, as locomotivas movidas a lenha, os trens de carga, transportando gado, madeira e grãos, eram o grande divertimento em nossas férias. Os jornais, os malotes do correio, e algumas encomendas chegavam com os trens de passageiro. Nossa infância era ferroviária, como foi a do Paulo Mendes Campos. Por mero acaso, acabo de ler o romance "A garota no trem" da Paula Hawkins, que vem reafirmar o fascínio que as estradas de ferro exerceram sobre muitas gerações.

Um comentário:

Jorge Pinheiro disse...

E no entanto os Caminhos de Ferro não se desenvolveram muito no Brasil... Um erro estratégico.

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