27.7.15

Crônica diária

História da carochinha

Era uma vez um país com a história eivada de roubos, negociatas, e trapaças. Descoberto por acaso, mas também isso não era inteiramente verdadeiro. Depois foi sistematicamente pilhado em seu ouro e madeira. Na terra havia muito pau-vermelho. Não restou um para figurar nos museus. Depois um rei com disenteria proclamou a república à beira de um córrego, e moita, onde havia se aliviado. Nesse país os cultos e probos nunca tiveram sorte nas urnas. Rui Barbosa bem que tentou. Entre presidentes eleitos, ditadores civis e militares que se revezaram no poder, o país foi se aperfeiçoando. Até o dia que um metalúrgico aposentado precocemente por invalidez resolveu ser líder sindical, e fundar um partido político. Doze anos e meio no poder foram necessários para a PF criar uma operação nominada Lava Jato, pensando que seria uma lavagem rápida. Superficial. Ledo engano. Depois de mais de 14 fazes chegou-se à seguinte situação: a presidente (inventada pelo metalúrgico) envolvida em crimes eleitorais, pedaladas fiscais (seja lá o que isso for), todos os maiores empresários do país na cadeia, noventa e cinco por cento dos políticos e do Congresso citados nas delações premiadas, e envolvidos em falcatruas bilionárias. Diante de um quadro tão escabroso a imprensa e os bancos resolveram "melar" tudo que a PF e a justiça de Curitiba haviam levantado, comprovado, e julgado. Por que? Porque se chegou à conclusão que não havia um só cidadão de bem nesse país. Jogadores de futebol, dirigentes, padres, pequenos comerciantes, grandes, médios e pequenos industriais, banqueiros, serventes, ascensoristas, domésticas, motoristas, estudantes, eletricistas, encanadores, engenheiros, médicos, juízes, feirantes, policiais, açougueiros, mecânicos, todos haviam cometido algum tipo de crime. Sonegado impostos, recebido benefícios indevidos, seguro desemprego, bolsa família, lesado o fisco, omitido receitas e bens do IR, cometido infrações de transito, subornado fiscais corruptos, feito um gato no poste de energia elétrica, ou na antena parabólica, cobrado juros abusivos, promovido greves ilegais, enfim, não havia um único cidadão inteiramente honesto no país.

Um comentário:

João Menéres disse...

Então, estão de fora os artistas plásticos, os escritores e os blogueiros !
Haja Deus...

AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

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