16.7.15

Crônica diária

 Bela Cintra 5

O meu amigo Aloísio de Almeida Prado me liga no mínimo uma vez a cada dois meses. É meu único amigo a fazer isso. Os outros (serão amigos?) passam um dois anos sem um telefonema. Culpa minha. Também não sou de ligar. Colhe-se o que se planta. E ele liga dos mais variados lugares. Ribeirão Preto, SP, Rio de Janeiro, rua Barata Ribeiro, do México, da Holanda, de sua fazenda no Mato Grosso, ou de Búzios, onde tem casa, ou de onde estiver. O ultimo telefonema estava no Rio e eu na Avenida Brasil, perto do Ibirapuera, a caminho do Zoológico. Era um sábado encoberto e frio de Julho. Levamos a Lara que acaba de completar um ano, para conhecer. Aliás, éramos dois que íamos pela primeira vez ao Zoo de São Paulo, Lara e eu. Mas sobre o Zoo falarei oportunamente. Fui saber como ficar bilionário catando bosta de elefante. Mas essa é outra história. O que o Aloísio queria era o meu e-mail para passar dez sugestões de temas para minha crônicas. Disse estar cheio de Dilma e Lula. Eu respondi, e se não falei, pensei, será por pouco tempo. Eles estão com os dias contados. A tarde quando voltei para casa abri o computador, e lá esta a lista. Vamos começar pela sugestão de escrever sobre a origem do nome da minha rua Bela Cintra. Pois lá vai:
"Bela Cintra era o nome de uma antiga chácara onde hoje está situado este logradouro. Está localizada onde antes existiram as chácaras do Capão e das Jaboticabas. Em 1880, Mariano Antonio Vieira (1826-1901) adquiriu essas terras e nelas abrigou uma comunidade de portugueses açorianos da qual ele também fazia parte. O seu sogro, José Paim Pamplona ergueu em 1881 uma capela em louvor ao Divino Espírito Santo de Bella Cintra, pois achava que este local era muito parecido com a localidade de Sintra nos arredores de Lisboa, Portugal. Esta capela é hoje uma Igreja e está localizada na Rua Frei Caneca (nº 1.047). Já em 1897 a Rua Bela Cintra fazia parte da malha viária da cidade. Nome oficializado através do Ato 972 de 24 de agosto de 1916. O processo administrativo nº 74648/39 é o que trata da oficialização do nome. Legislação anterior: Ato 699 de 07 de julho de 1914".
O Aloísio é fissurado em história. Tem muita dificuldade em mexer no computador. Prefere ligar pelo celular, pedir meu e-mail, e por pura preguiça fazer sua mulher e minha leitora Maria Vitória passar a lista de dez sugestões. Bastava ter ido ao santo e idolatrado Google e perguntado: Qual a origem do nome da Rua Bela Cintra? Mas não.  Se pode complicar, para que facilitar? Oportunamente abordarei outros dos dez itens, principalmente aqueles que só dizem respeito a mim, e não há informações na internet.

2 comentários:

Jorge Pinheiro disse...

Sintra já foi Cintra antes de qualquer acordo ortográfico. Os açorianos estão por todo o lado!

João Menéres disse...

E eu que conheço a Rua Bela Cintra, e que a considero um belosítio para viver , nunca tive a lembrança de ir ao Google saber a origem do nome...
Sou como o seu amigo Aloísio Prado (nem tanto, diga-se ).

AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

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