15.7.15

Crônica diária

Carga genética

História real que parece ficção. A realidade muitas vezes supera qualquer tentativa de ficção literária. Ouçam esta: o ganhador do premio Nobel em 2001, sobre o DNA na divisão e na multiplicação das células, chamado Paul Nurse, ( Grã-Bretanha1949) fez uma descoberta, no mínimo chocante, sobre sua própria genética. Membro de uma família pobre, com vários irmãos, foi o único a não abandonar os estudos, para os quais tinha grande facilidade, aos 15 anos. Era muito diferente dos irmãos. Quando sua filha Sarah precisou fazer um trabalho escolar sobre a genealogia da família, ele aproveitou e levou-a para entrevistar a avó. Depois de um pequeno mal estar, sua mãe o chamou de lado, para confessar um segredo nunca revelado. Contou ao Paul, e à neta Sarah, que era uma filha ilegítima. Sua mãe (portanto, avó do Paul) a havia tido com outra pessoa, e posteriormente se casou com o homem que a criou. E para agravar, disse mais, seu pai verdadeiro tinha história semelhante. Era filho de mãe solteira e não conhecia seu próprio pai. Dois avós desconhecidos. Isso ajudava a explicar porque era tão diferente dos seus irmãos. Mas a história familiar estava longe de estar desvendada.  Há cerca de oito anos, quando tratava de tirar o green-card para os Estados Unidos, foi informado, por autoridades da imigração, que seu pedido havia sido rejeitado. Ficou indignado, pois além de ter recebido o premio Nobel, era presidente de uma universidade americana. O problema surgiu por conta de uma versão resumida de sua certidão de nascimento (algo comum na Grã-Bretanha) que não continha o nome de seus pais. Estes sempre alegaram que a certidão completa era muito cara, e ele aceitou a explicação. Quando Paul recebeu a certidão completa, que foi obrigado a solicitar, teve a segunda surpresa. No campo destinado ao nome da mãe constava o de sua irmã. Ficou chocado. Atônito. A pessoa que Paul sempre pensou ser sua irmã, era na verdade sua mãe biológica. No campo do nome do pai, nada constava, a não ser um risco. Descobriu que sua mãe ficou grávida aos 17 anos e foi enviada para a casa de uma tia em Norwich. Posteriormente a avó foi para lá e fingiu que o filho fosse dela. Três meses depois voltou com o bebe para Londres, apresentou e criou como filho. Nunca foi oficialmente adotado. Quando essa incrível história foi desvendada seus avós e sua mãe biológica já haviam morrido. Seus irmãos tinham poucas lembranças desse período. Geneticista famoso, depois de cinquenta anos sem saber, ou suspeitar, de suas próprias origens, diz não carregar cicatrizes emocionais, mas uma grande curiosidade em saber quem foi seu pai. Nem todo seu vasto conhecimento das implicações do DNA poderá resolver tão intrincada questão. Casa de ferreiro, espeto de pau.

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