14.7.15

Crônica diária

Senta, ô careca

O Antonio Prata na sua crônica "Senta, ô careca!" publicada no Estadão, e no livro "Meio intelectual, meio de esquerda", que li, conclui o texto assim: "Pobre do brasileiro, sua virilidade não resiste a uma ponte aérea!". Trata da mania e razões pelas quais o nosso povo não consegue ficar sentado antes da parada completa da aeronave, obedecendo as orientações da tripulação. Confesso que sou um desses. Talvez seja até o careca a quem se refere. No meu caso não é para desobedecer ordens de comissários de bordo jovens e bem apessoados. Muito menos em rebeldia a solicitação de comissárias com penteados inverossímeis. Não é pelo prazer de contestar ordens femininas, e pior, em público. No meu caso é pelo fato de querer chegar. Sou dos primeiros (quando é possível) a subir a bordo e gosto de sentar na frente (quando possível) e no corredor, para ser o primeiro a levantar, pegar a bagagem de mão e me livrar do avião. Ansioso, poderíamos definir assim. Nunca para contrariar as orientações da tripulação. Minha virilidade nada tem a ver com descumprir ordens. Minha atitude esta mais para demonstrar o desconforto dos espaços reservados aos passageiros. Além de diminuírem os espaços entre poltronas, na mesma proporção inversa aos aumentos do custo das passagens, cortam serviços. Não oferecem nada além de água. Isso sim mexe com meus sentimentos de usuário. Sou do tempo que no mínimo passavam uma bandejinha com Mentex ou balinhas de hortelã, para amenizar o desconforto dos ouvidos. Depois, dependendo da distância do voo, uma refeição, ou no mínimo um lanche com sucos ou refrigerantes. Muitas companhias, e a maioria nem existe mais, serviam bebida alcoólica, e era permitido fumar a bordo. Os trajes também eram outros. Hoje anda-se de avião como quem anda de metrô ou ônibus. Saio dos aviões com a mesma pressa que saio desses coletivos.

Um comentário:

João Menéres disse...

Sim, é verdade. Hoje viaja-se de avião como se fosse a pé para a praia...
Também tenho saudades dessas "mordomias" ! Uma bebida alcoólica ia muito bem e uns rebuçados para o incómodo da descida da aeronave também era um bem precioso.

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