5.6.15

Crônica diária

"Genus n irritabile"

Foi Júlio Córtazar, "O Cronópio Maior" (no final saiba por que Cronópio) quem disse que escritores tem fama de suscetíveis, e que por motivos nem sempre importantes se envolvem em polêmicas intermináveis. Em outros tempos até se batiam em duelo. Séculos atrás alguém qualificou-os de "genus irritabile" distinguindo-os de outros "genus" menos melindrosos. Com o advento digital todo usuário de um simples telefone virou fotógrafo e cineasta. Com a internet apareceram os escritores, que sem ela, não chegariam às páginas de um livro, nem daqueles caseiros e mimeografados. Mas a má fama de polemistas perdura, e as redes sociais facilitaram e incentivaram a troca de opiniões. As polêmicas se degeneram. Jogam lenha na fogueira, e o que poderia ser uma simples retificação, ou intercâmbio de informação, vira um incêndio incontrolável. Escritores geralmente tem opinião, caso contrário, não estariam escrevendo. O problema é quando o ofício de escrever é banalizado, e qualquer cidadão se auto define como escritor. É preciso cuidado para saber com que tipo de escritor se esta discutindo. Há mais "genus irritabile" do que bons escritores.

PS- "Cronópio é uma noção criada pelo escritor argentino Julio Cortázar (1914-1984). Os cronópios são seres verdes e úmidos, de acordo com aquilo que imaginou o autor de “Rayuela – O jogo do mundo”, quem nunca deu grandes precisões sobre o aspecto físico destes personagens.
A primeira vez que Cortázar utilizou o termo foi num artigo publicado em 1952, por altura em que resenhou um concerto que Louis Armstrong deu em Paris. O escritor teve essa ideia quando, no Teatro dos Campos Elísios da capital francesa, teve uma visão de uns globos verdes a flutuar em volta da sala.
O conceito dos cronópios ficou na mente de Cortázar, quem escreveu uma série de contos e poemas com estes personagens enquanto protagonistas que apareceram no livro “Historias de Cronópios e de Famas”, publicado em 1962.
De acordo com o que se depreende dos seus textos, os cronópios são criaturas idealistas, sensíveis e ingénuas. Posto isto, distinguem-se de outros seres imaginados pelo escritor, como os famas (pretensiosos e formais) e as esperanças (aborrecidas e ignorantes).
Cortázar soube esclarecer que o termo cronópio não tem nada que ver com o tempo, o que se poderia deduzir pelo prefixo “crono”. O Argentino limitou-se a garantir que foi uma palavra que lhe ocorreu e que lhe pareceu apropriada para evocar estes seres.
Com o passar dos anos, tanto Cortázar como os seus amigos e seguidores começaram a usar a noção de cronópio como um adjectivo ou um tratamento honorífico aplicado às pessoas que admiravam. Assim, Cortázar tende a ser chamado como O Cronópio Maior.

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