24.5.15

Crônica diária


Uma tarde em Curitiba

Tem ideias que martelam nossa cabeça por mais que tentemos afasta-las. Elas continuam martelando. Faz uns dias que uma dessas me inferniza. Esforço-me em dissipa-la, argumentando comigo mesmo,  que não seria prudente escrever sobre uma coisa tão libidinosa e pornográfica como essa. Por muito menos já perdi leitoras e amigas que me destrataram, me chamaram de misógino, e coisas do tipo. Que palavra feia essa. E pior, o seu significado. Homem que não gosta de mulher, me acusaram as feministas burras. Logo eu! Mas por mais que tentei adiar, ou esquecer, o assunto voltava a me cutucar. Ora como sopro, ora como murmúrio, mas sempre voltava. Voltava propondo novas formas de abordagem. Como um sonho, ou numa história com personagens fictícios. Ao cabo de uma semana me rendi. Ok, vou contar. Era uma casa de mulheres, e a casa era em Curitiba. Uma homenagem ao Dalton Trevisan e ao juiz Sérgio Moro. Diga-se de passagem que os dois homenageados não tem nada com a ideia inicial. Foram aqui encaixados porque são de Curitiba. Um considerado o maior escritor vivo brasileiro, o outro um juiz que poderá mudar a história deste país. Mas voltemos ao que nos interessa. O prostíbulo era singular. Na aparência externa, nem tanto. Dentro é que as coisas se diferenciavam dos puteiros em geral. Os clientes podiam escolher os programas tradicionais ou uma originalidade da casa. Tratava-se de um quarto como os outros, mas que o cliente era atendido por várias profissionais. Nada de "ménage à trois". As moças, lindas meninas, que diziam ter mais do que dezoito anos, mas não aparentavam. Elas se revezavam uma a uma como aquelas senhoras que fazem sinais para mudos na TV senado, e na TV câmara. O freguês continuava na cama e elas, uma de cada vez, iam se revezando no ato de amor pago. Tantas quanto o cliente aguentasse. Entrava no quarto nua e na ponta dos pés, assumindo a mesma posição e função que sua coleguinha havia interrompido. E assim por diante. A casa contava com meninas brancas, negras, mulatas e uma japonesa. A ordem de entrada não competia ao cliente escolher, nem o tempo de cada função. Mas tudo funcionava tão perfeitamente como nas traduções, ao vivo, na TV. 

Um comentário:

Li Ferreira Nhan disse...

Dava um roteiro para um curta.
Acho que essa crônica não criará polêmica.
...
Sei lá, não sou feminista.
:))

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