11.4.15

Guerra às abelhas












No meu quarto na Piacaba, um enxame de operosas abelhas resolveram fazer seus favos no interior da parede. Ela consiste de duas partes de madeira, uma exterior outra interna, deixando um espaço livre de aproximadamente vinte centímetros. Foi nele que as abelhas se instalaram. Da primeira vez injetamos veneno e conseguimos acabar por alguns meses com as indesejadas abelhas. Mas voltaram, como é hábito desses insetos. Durmo com a janela e porta do terraço abertos. O perigo de uma abelha, inadvertidamente, me incomodar durante a noite sempre foi grande. Cheguei a ser picado uma ocasião em que bati numa pensando tratar-se de pernilongo. Mas a Florinda, nossa caseira, é alérgica, e foi picada a semana passada. Tomou seus anti alérgicos e as duas ou três picadas deformaram seu rosto. No dia seguinte, entrando no quarto, foi violentamente atacada. Dezena de abelhas cobriram seu cabelo e corpo. Trancou-se no banheiro e as abelhas, ensandecidas, continuaram a entrar pela fresta inferior da porta. Florinda desesperada, aos gritos, pensou que iria morrer. Vedou com o tapetinho do banheiro a fresta da porta. Continuou gritando. Marcelo, nosso jardineiro atendeu os gritos. Ao socorre-la com o spray mata moscas não foi molestado pelos insetos. A Florinda foi levada para o Pronto Socorro de Imbituba onde recebeu os socorros necessários. Lá foi informada que os Bombeiros tem um serviço de remoção de abelhas. De fato, procurei-os e se prontificaram extermina-las. Havia a possibilidade de remoção, mas como tínhamos usado veneno, da primeira vez, fiquei com receio de que o mel pudesse estar contaminado. Optamos pela exterminação. Esse trabalho só deve ser feito a noite. No escuro as abelhas ficam concentradas. Às sete da noite, dois bombeiros com seu enorme caminhão vermelho, chegaram munidos de roupa especial para cumprir a delicada operação. Foram três horas de intenso combate. Dez litros de etanol e cal virgem foram necessários para retirar mais de cinco sacos de lixo de 100 litros de favos, mel e abelhas mortas. Era uma colmeia gigantesca. As imagens, que foram possíveis, dão conta da operação.

5 comentários:

Li Ferreira Nhan disse...

Que horror! Posso imaginar o desepero da Florinda, tb sou alérgica! Torcer para que elas não voltem pois parece que elas gostaram do lugar.
Aqui em casa aconteceu algo semelhante no quintal; milhares de abelhas vieram de uma só vez para construir uma nova colméia. Telefonei para os bombeiros e eles enviaram um apicultor no fim do dia. A noite elas já estavam nas caixas de transporte. Foi um susto! Ficamos eu e as meninas (eram crianças) e todos os cães trancados em casa.
Melhoras.para a Florinda!

Silvares disse...

A tua narração fica entre a notícia de jornal e o conto fantástico (ou mesmo de terror). Muito bom.

Jorge Pinheiro disse...

Confesso estar com pena das pobres abelhinhas que laboriosamente fabricavam seu mel. Ainda por cima estão em vias de extinção. Trata-se de uma notícia que ainda lhe pode trazer consequências graves via Green Peace :)) Lembra daquela vespa que me ferrou?

Gaspar de Jesus disse...

Gosto de mel, mas tenho pavor de abelhas. o que nunca pensei é que tais insectos atacassem no seu 'paraíso'. Posso imaginar o horror vivido pela senhora Florinda a quem desejo rápidas melhoras.

valter ferraz disse...

Eduardo, avisado pela mensagem no feicibuqui fui procurá-lo no google. Rapaz, deu um trabalhão danado pois não tinha mais os links dos blogs. Depois de um tempo tive a iluminada ideia de procurar por cimitan.blogspot.com e finalmente encontrei.
A narrativa ficou coerente com a situação. Uma típica reportagem ainda mais completa com a postagem das fotos.
Por aqui (em casa) a coisa não chegou a esse porte. Atacaram no finalzinho da tarde e no dia seguinte restaram umas poucas. O vizinho colocou fogo nuns panos e papéis o que ajudou a espantá-las.
Forte abraço

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