6.4.15

Crônica diária



Georges Perec

"As coisas, de 1965, pode ser lido no quadro da emergência do contexto de intertextualidade. Assinado por um jovem quase desconhecido, o livrinho saído pela editora Julliard corporificava um programa de trabalho definido, uma tomada de posição diante dos dois principais modelos então vigentes nas letras francesas: a literatura engajada (ou sartriana) e o nouveau roman.
Tendo escolhido como protagonista um casal de vinte e poucos anos, na condição de exemplar típico de um determinado meio social, Perec declarou que sua ambição foi expor “tudo o que pode ser dito a propósito da fascinação que exercem sobre nós os objetos”. Jérôme e Sylvie são “psicossociólogos”, emprego que na verdade não constitui uma profissão, mas que emerge com promessas de ascensão rápida na esteira do nascimento das agências de publicidade. Aplicando questionários de estudos motivacionais, atividade que lhes deixa tempo para débeis veleidades intelectuais e para a vida boêmia, no fundo os dois jovens apenas hesitam diante do inevitável: um cargo dentro de uma grande agência, passaporte para um apartamento mais amplo e para as mercadorias ostentadas nas vitrines e nas revistas."
O texto acima não é meu. Faz parte do release da editora quando da sua publicação no Brasil em 2012. Havia lido do mesmo autor "A coleção Particular", e "A viagem de inverno", novela e conto suficientes para conhecer seus dotes e fama como escritor. No caso do romance "Coisas" tentei ler e não consegui. Perec obteve pleno sucesso em retratar personagens, desejos, ambientes, classes sociais, épocas, modas, de modo preciso, e precioso,  descrevendo objetos, e coisas. Mas a história é enfadonha. Trata-se de um exercício literário, que não recomendo.

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