4.4.15

Crônica diária



Origem - Thomas Bernhard

Viveu entre a Alemanha e Áustria onde morreu em 1989. Considerado único, e escritor de estilo inconfundível no panorama da literatura ocidental no século XX, me decepcionou. É verdade que consegue a proeza de escrever duas, três, quatro centena de páginas sobre um detalhe ou fato banal. Nesse aspecto um verdadeiro prodígio. "Origem" é um livro composto de cinco textos autobiográficos publicados entre 1975 e 1982, completamente enfadonhos. Uma criança que não conheceu o pai, se relacionou com muitas dificuldades com a mãe, seu marido e tutor. Mas adorava o avô permissivo e anarquista. Tinha muitas razões para ser um revoltado. O que não se justifica é transformar sua revolta, repito: compreensível, num tormento para o leitor. Ele detesta a cidade de Salzburgo. Detesta a religião católica que compara com o detestável  nacional-socialismo de Hitler, que também detestava. Detesta as escolas, os professores, e os currículos escolares. Tudo bem que os deteste, mas que o faça em cem linhas e não em quinhentas páginas. Essa forma e capacidade notável de repetir à exaustão, adjetivos depreciativos contra tudo que detesta é detestável.. Mas é preciso que se diga que escreve bem.

2 comentários:

Jorge Pinheiro disse...

Mas quantos livros é que o Eduardo lê por dia?!

João Menéres disse...

Acho que um por dia, não contando os que lê nas noites de insónia !

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