3.1.15

Crônica diária



iphone e fim do papo
            
Nenhuma novidade vai ser tratada aqui nesta cronica. Tudo que vou dizer, já foi dito, escrito, por todo mundo. Apesar disso me espanto. Chego até a me revoltar, como tem pedido o papa Francisco, aos jovens. Durante estes feriados de fim de ano foram meus hóspedes na Piacaba treze pessoas. Eram treze iphones. O único a não possuir o décimo quarto era eu. Impressionante o poder desse objeto desagregador. Seus defensores alegam o contrário, que as pessoas nunca se comunicaram tanto. Pode ser verdade, mas não pessoalmente. Foram raras as oportunidades de nós quatorze trocarmos palavras. Todos estavam absolutamente concentrados na telinha e teclado desse infernal equipamento multi funcional. Chegavam ao cúmulo de se comunicarem há dois metros de distância. Como que numa linguagem em código provocavam risos, e comentários desconexos. Só os dois participantes sabiam porque. Fotos, jogos, palavras codificadas, agenda, internet, tudo ao alcance dos olhos, dos dedos e dos bolsos. Aplicativos como Instagram,  Facebook, What´s app, Snapchat, Tinder, Waze entre muitos outros reinam soberanos. Não se olha mais para o céu como antigamente. Agora todo mundo é astrônomo amador, mais competentes do que muitos astrônomos da antiguidade. Aplicativos localizam táxi, reconhecem radar nas estradas, localizam locais inimagináveis, e nominam instantaneamente cometas, estrelas e constelações. Essa riqueza de opções tira o prazer de qualquer bom papo, por melhor que seja o interlocutor. E claro, não seria eu essa pessoa, pois sou um dos poucos mortais que ainda resistem a esse diabólico aparelhinho.

Um comentário:

Jorge Pinheiro disse...

Hoje todos escrevem, tiram fotos, comunicam em profusão, mas poucos sabem escrever, fotografar ou sequer manter uma conversa. Estes aparelhos, além de enervantes, contribuem para a merdiocridade da civilização. Mas a verdade é que ainda me lembro quando a utilização do telefone com fios era um luxo ou a televisão um evento que reunia a família. Ainda me lembro quando isso era considerado extravagante.

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