26.1.15

Crônica diária


Meu arsenal contra pernilongos

Resolvi declarar guerra. Tolerância zero. Depois que esses pequenos insetos devoraram minha netinha de seis meses, a ordem é extermina-los. Cortinado esquenta muito e nestes dias de calor africano é insuportável. Ventilador também ajuda contra o calor, e prejudica o pouso desses pernilongos. Prejudica mas não evita. Tenho como parte do meu arsenal loções contra insetos, mas duvido que seu uso constante e prolongado não faça mal à saúde. Os sprays com inseticidas são muito eficazes mas também pouco recomendável principalmente em se tratando de recém nascidos.  Tenho as aspirais que queimam a noite toda e exalam uma fumacinha de cheiro enjoado, que não mata, mas espanta os insetos durante o período que estão ardendo. Tenho a raquete que eletrocuta com um estalo formidável os pernilongos, moscas ou qualquer insetos que se consiga acertar. O problema durante a noite é acerta-los. Alguns se identificam pelo zumbido no pé da orelha, outros agem como verdadeiros drones. Silenciosos só são percebidos depois do pouso. E por derradeiro ainda tenho o espanta pernilongo eletrônico, que se coloca na tomada elétrica, e um som, só audível por determinados ouvidos humanos, espanta os insetos indesejáveis. Esta noite acordei com um pernilongo na orelha. Estava com a espiral de fumacinha e o eletrônico ligado. A luz vermelha do aparelhinho me fez lembrar os quartos das putas da ilha de Cataguases. Me explico: quando estudava no colégio interno de Cataguases, MG, nos idos de 1959, portanto no século passado, a zona de baixo meretrício ficava numa ilha do rio Pomba que banha a cidade. Nós internos frequentávamos a ilha. Os quartos eram iluminados com abajures com luz vermelha. Acho que essa tonalidade quente dava o calor necessário para as atividades a que nos propúnhamos. Escondia as estrias, cicatrizes,  ou marcas roxas que eventualmente as prostitutas tivessem. Dessa época só me lembro da luz vermelha e do cheiro de talco vagabundo. Concluindo: meu arsenal contra pernilongos não tem sido tão eficaz contra os insetos, mas tem proporcionado lembranças memoráveis.
PS- Sobre a Ilha podem ler mais aquihttp://elunardelli.blogspot.com.br/2011/02/ilha-prostibulo-de-cataguases.html
(21 de Fevereiro de 2011)

Um comentário:

João Menéres disse...

Se esse seu verdadeiro arsenal bélico não é tão eficaz quanto esperado, só uma arma nuclear de manejo manual...

Bem podia escrever um memorial sobre as vossas aventuras na ilha de Cataguases nos quartos com abat - jours e de lâmpadas com luz vermelha, da matriz e da sala de recepção !

Boa sorte para esta noite !

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