31.12.14

Jardim da PIACABA





Como ultimo post do ano elegemos duas esculturas do Jardim da Piacaba para ilustrar este post. Adão e Eva de 2007, e Callas Vermelha. Bom ano de 2015 para meus leitores.

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Olavo Moraes Barros Neto deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Inventor do Selfie":

A curiosidade deste achado de 56 anos é a espontaneidade de ¨CATAGUASES¨ para com a Vanguarda, neste simplório, entre tantos outros relevantes acontecimentos.
A foto foi tirada em teste de equipamento(caixote Kodak), no Hotel de Cataguases, dias antes do início das aulas.
As testemunhas desta época (outra grande coincidência) inocente são: O autor do Blog. Um carismático colega carioca, de nome não lembrado. O autor da histórica foto ¨rsrsrsr¨ e Leonardo Carneiro, tb carioca,abusado de nome muito bem lembrado, todos inocentes...
O reconhecimento autoral desta,hoje,tão usada forma de auto promoção,sempre é muito gratificante para o ego do autor.
¨rsrsrsr¨
Ótimo e profícuo 2015 a todos.



Postado por Olavo Moraes Barros Neto  no blog . em terça-feira, 30 de dezembro de 2014 18:32:00 BRST 

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Crônica diária

 O sentido da vida ou a salsicha na ponta da vara

O ato de estarmos vivos decorre do fato de termos nascido (sem nenhuma intenção própria, pelo menos consciente) e por uma série de razões (a maioria delas sem o nosso controle ou desejo próprio) continuamos vivos. Mas caminhamos para a morte desde o primeiro segundo da fecundação. Varias etapas compõe esse percurso, se não houver um acidente ou contra tempo. Infância, juventude, vida adulta e terceira idade. Durante boa parte desse percurso o que nos move é uma salsicha na ponta de uma vara. E quando damos conta disso, o sonho acabou.

30.12.14

Inventor do Selfie

Olavo Moraes Barros Neto com 14 anos no Colégio de Cataguases inventando o selfie, em 1959. Na foto seguinte posa com o livro do autor deste blog . A terceira imagem do seu arquivo onde só reconheço o primeiro da esquerda, autor do blog, e o próprio Olavo, terceiro da esquerda para a direita.

Crônica diária



Na época da inocência

Finalmente aos setenta e um anos tentei ler o clássico de Jonathan Swift " Viagens de Gulliver" em uma nova edição da Penguim, com prefácio de George Orwell. Disse que tentei porque li com muito interesse as biografias do autor, do tradutor, do autor do prefácio, o prefácio propriamente dito, a introdução escrita por Robert Demaria Jr. e as notas do editor. Quando comecei a ler o texto original desse clássico infanto juvenil, e já  sabia o que me esoerava, por ter lido e ouvido falar, a história perdeu toda graça. Lamento não ter lido quando li Pinócchio, Monteiro Lobato, O Pequeno Príncipe, ou Julio Verne. Hoje não dá.

29.12.14

Irakly Shanidze

Irakly Shanidze, “Leslie with Oranges”, 2006

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Jorge Pinheiro




Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Francamente não sei do que estamos a falar. Mas uma coisa lhe digo: o ar é o derradeiro bem raro.

Postado por Jorge Pinheiro no blog . em domingo, 28 de dezembro de 2014 13:30:00 BRST 
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Crônica diária



As graves consequências sobre a força da gravidade
A responsabilidade de tratar de um tema tão complexo, apesar de corriqueiro, não é pequena. Corriqueiro pela permanente e constante incidência sobre nosso corpo, durante toda a vida. Apesar de Newton, Galileu Galilei, Aristóteles, Einstein, entre outros,  terem tratado do assunto, criado fórmulas, tentando compreender e explicar esse fenômeno, convivemos com ele a despeito de conhecer suas razões. O simples fato de estarmos sendo atraídos para o centro da terra, como um ímã atrai limalha de ferro, já é por si só notável. Com o passar do tempo todas as partes do nosso corpo tem a tendência de se convergirem para esse ponto. Lábios, peito, pálpebras, bunda, e libido caem. A única coisa que sobe é a gengiva. Infelizmente.

28.12.14

Beautiful?


Crônica diária

Três anotações sobre o ar

I- Nas primeiras horas do dia ao abrir as janelas do meu quarto que dão para o jardim, num primeiro plano, para a lagoa logo a seguir, e por último para o mar, me deparei com uma lufada de ar fresco, que de tão puro parecia que acabara de ser inventado.
II- Tenho um pequeno aparelho elétrico, há muitos anos, e não posso entender como são tão raros e pouco difundidos. Fica na bancada da pia do meu banheiro. Tem tamanho de um rádio médio desses de pilha. Tem dois interruptores, um que liga e desliga e regula uma das três velocidades, outro que aciona o ionizador, mostrando uma luzinha amarela. O ar aspirado passa por um filtro é ionizado, e sai pelo oposto. Em poucos minutos se tem a impressão de se estar no cume da mais alta montanha dos Alpes Suíços. O ar é puro, fresco e parece recém fabricado.
III- O ar, temperatura e cheiro dos grandes magazines, em qualquer parte do mundo, tem o mesmo cheiro, temperatura, e frescor. É o padrão "ar condicionado internacional".

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  • Aloísio De Almeida Prado Eduardo, falando em careca, conte aquela história de estarmos fazendo check in no hotel em Treze Tílias, cidade catarinense de colonização austríaca: no seu nome, você ao invés de escrever Penteado, você pôs somente um P. - a concierge perguntou o que queria dizer o P., você disse, ela levantou o olhar para você, começou a rir e você devolveu: "é por isso que uso a abreviação, porra!!!!
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27.12.14

Aeroportos no Brasil

Novembro teve um aumento de 7 a 8% no número de passageiros nos aeroportos. Embarquei em Floripa, diadesses, e o saguão parecia o de uma rodoviária de interior. O público mudou.

Crônica diária

 Estação de trem

O personagem Tsukuru Tazaki do romance do Haruki Murakami que comentei ontem era tarado por estações de estrada de ferro. Não pude deixar de lembrar que uma forte imagem que tenho da minha infância também esta ligada à estrada de ferro e suas estações. Meu pai trabalhava no interior de São Paulo, e nas férias nos levava para a fazenda de trem. Embarcávamos na Estação da Luz, e tomávamos o leito para a cidade de Bauru, onde a estação era grande e ponto de confluência de muitas linhas ferroviárias. Como ele usava esse meio de transporte o ano todo, pois morávamos em São Paulo, e ele ia e voltava todo mês, o carregador e motorista do táxi que o atendia eram sempre os mesmos. Ficaram íntimos. Ao chegar nas primeiras horas da manha na estação de Bauru o carregador 13 já estava a postos na plataforma para nos atender. Ele colocava nossas malas no carrinho, muito diferente dos atuais de aeroporto, e levava a bagagem diretamente para o ponto de táxi na porta da estação. Nós íamos para o restaurante tomar o café da manhã. Essa era uma rotina que não mudava. Criança gosta dessas certezas e segurança. Eu nunca tinha visto o "nosso carregador" sem o quepe e jaleco branco com a placa oval de cobre dourado com o número 13 em preto, na altura do peito, e uma correia de couro cruzando do ombro na cintura. Assim andavam os carregadores naquele tempo. No quepe também tinha uma plaquinha menor com o 13. que o identificava. Certo dia tirou o quepe para agradecer uma gorjeta que meu pai havia dado, e descobri que era completamente careca. Outro homem. Nunca o teria reconhecido em outras circunstâncias. Esse pequeno detalhe ficou gravado para sempre. Não lembro do nome dele, nem do taxista, mas do fato de ter descoberto um outro homem sob o quepe do treze,  nunca mais me esqueci. Lembro ainda o cheiro das estações daquele tempo. As locomotivas eram à lenha. A luz fria de neon , e o cheiro de café, recém passado,  eram as característicos do restaurante da estação. Mesas com toalhas e louça branca com friso azul, e muito grossas. Da cidade de  Bauru na fazenda eram seis horas de carro em estrada de terra. Essas seis horas eram o começo, na ida, e o fim das férias, na volta.

26.12.14

Natal nada natural

No natal antigamente a árvore era natural, os enfeites sofisticados perto dos produtos industriais de hoje em dia. As bolas eram de vidro e quebravam, mas tinham outro brilho e beleza, não eram de plástico, e não tinham emenda. As velas eram de verdade. O mundo mudou. Arrisco dizer que para pior.

Crônica diária



Um personagem incolor

No seu ultimo livro traduzido e publicado no Brasil, Haruki Murakami autor japonês que já se permite ter seu nome, como autor, em destaque na capa, e maior do que o título de seus livros. É certeza de leitura agradável, estórias interessantes, atuais, e universais. Em nenhum momento, por mais japoneses que sejam seus personagens, ambientados em Tóquio ou qualquer outra cidade do Japão, sua literatura deixa de ser universal. Ele trata do ser humano, em todas as suas virtudes e fraquezas, de forma contemporânea. Apaixonado por música, em todas as suas estórias, há referências de autores e canções pautando a personalidade do personagem ou clima do momento. " O incolor Tsukuru Tazaki e seus anos de peregrinação" é mais um bom livro, de leitura fácil, e atraente. Consegue manter o leitor preso do começo ao fim, e tem um final surpreendente e raro nos romances tradicionais. Uma bela aventura humana e literária, ao som de muita música e barulho de trens.

25.12.14

Olha onde se escondeu o peru do Natal !

O peru deste natal se escondeu...!!!!

Crônica diária



Canabidiol e PSA
Os jornais alardearam a notícia de que o Conselho Federal de Medicina autorizou médicos de três especialidades a prescrevam o canabidiol, uma das substâncias químicas presentes na maconha. Na mesma semana li nas páginas amarelas da revista Veja, a entrevista com cardiologista italiano Marco Bobbi, recomendando o consumo moderado ou quase nulo de carne, sal e açúcar. Dizia entre outras muitas coisas curiosas que o exame de PSA esta com os dias contados, por não diagnosticar, como era esperado, disfunções da próstata. Quanto ao canabidiol tenho pouco a comentar, a não ser que se trata ainda de uma das suas substâncias, e o melhor é ir direto na fonte.  Mas quanto ao exame de PSA, que faço há muito tempo, anualmente, fiquei espantado. Vou comentar com meu médico. Passarei, com grande sacrifício, comer menos carnes vermelhas. Evita câncer de estômago. Sal preciso urgentemente reduzir. Uso e abuso dele. Açúcar não consumo faz tempo, a não ser nos doces, que também como em exagero.

24.12.14

Um salto para 2015

Do blog Pé de moça

Crônica diária



O ato de escrever

No começo se escreve cada palavra com cuidado como quem põe os pés num riacho, investigando a profundidade, a força da correnteza e o local onde se esta pisando. Há sempre uma certa hesitação. Só depois de algum tempo, e conhecimento do métier, se pode mergulhar de cabeça como peixes que se familiarizaram com a água. Os dedos no teclado incitam o cérebro, e este estimula-os a escolherem letras formarem palavras, criarem frases, comporem laudas. Passado um tempo os dedos parecem animais autônomos movendo-se como manadas pelo teclado. Há ritmo, cadência, e o resultado pode ser harmonioso e coerente. Ou não.

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