30.4.14

Série de cinco fotos: 4/5

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Crônica diária

Essa expressão é antiga e não sai de moda. Tal qual a linguiça. Quem não gosta de uma na chapa, na grelha, ou mesmo num caldo de feijão? Linguiça é uma tripa recheada. O recheio é variado e pode ser múltiplo. Tudo pode fazer parte desse recheio. Com ou sem pimenta, ou outros condimentos. Recheios mais leves ou muito gordurosos. Carnes de pior ou melhor qualidade, tudo pode fazer parte do enchimento dessa tripa. Daí é absolutamente pertinente dizerem que cronistas diários enchem linguiça.

29.4.14

Série de cinco fotos: 3/5

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Crônica diária

Foi o Humberto Werneck quem escreveu que o Nelson Rodrigues quando queria reduzir a nada o regime do Fidel Castro, fulminava: "Cuba é uma Paquetá". Passados mais de cinquenta anos Paquetá já não é mais Cuba. Compara-la, hoje a Cuba, seria um escárnio.

PS- A ilha de Paquetá localiza-se no interior nordeste da baía de Guanabara, no bairro de Paquetá, na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

28.4.14

Série de cinco fotos: 2/5

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Crônica diária

 Tesoura e cola


"No vertiginoso mundo dos computadores o meu, que devo ter há uns quatro ou cinco anos, já pode ser definido como uma carroça. Nosso convívio não tem sido muito confortável. Ele produz um texto limpo, e é só o que lhe peço".Luiz Fernando Veríssimo. Leio as crônicas dos melhores jornalistas brasileiros, e uma portuguesa, com frequência. Hoje resolvi não escrever a minha, mas só usar a tesoura e cola. Recortei frases de algumas das melhores crônicas da semana. Sejam que curioso resultado:
"Nefasta em todos os sentidos, a intromissão do governo já golpeou a credibilidade do Instituto de Pesquisas Avançadas (Ipea), tão servil que mantém uma inexplicável sucursal na Venezuela.
Não há como evitar a proliferação de pulgas por detrás das orelhas quanto à intervenção em todo e qualquer índice quando esses não forem de agrado do governo.
O IBGE resiste. E o Brasil agradece."Mary Zaidan.
"A burocracia do ar condicionado é refratária ao calor das ruas, vielas e becos. Por isso mesmo, fechados na redoma de estatísticas frias, em grande parte pinçadas de complexas operações e cruzamentos de dados que passam ao largo das feiras livres, os burocratas costumam desenhar cenários de um país diferente daquele em que vivem seus habitantes." Gaudêncio Torquato.
"Passaram-se cinco séculos, o governador Tião Viana mandou refugiados haitianos para São Paulo e acusou a “elite paulista” de “preconceito”, quando uma secretária do governo estadual classificou seu comportamento como “irresponsável. Foi ele quem exportou os refugiados, sem dar um só telefonema ao prefeito petista Fernando Haddad. O problema que está no seu colo deveria ser tratado com o ministro petista da Justiça, não com a empresa de ônibus." Elio Gaspari.
E para finalizar a escritora e jornalista portuguesa que morou um ano no Rio e acaba de voltar a Portugal e se instalar no Alentejo: "A propósito de paulistas, para acabar. O textaço do Marcos Lacerda (doce bárbaro que parece a reencarnação do Mário de Andrade, e fica feliz de ouvir isso, ou que o caos dele é nietzschiano, porque se interessa por tudo, e especialmente por Portugal-Brasil, tanto mar): podem lê-lo na Polivox, nova revista que se acha na rede, entre qualquer árvore (conta com mais favoritos meus, Fred Coelho, Paulo da Costa e Silva). E, já agora, espalhem o pólen do outro Andrade, o Oswald: a gente fica forte quando se come." Alexandra Lucas Coelho.
Uma colcha de retalhos, mas dá em poucas palavras, uma ideia das preocupações da semana, e além disso, uma série de dicas e nomes de gente que precisamos conhecer, ler e divulgar.

27.4.14

Série de cinco fotos: 1/5

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Comentários que valem um post

Silvares deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Roubando o título a uma canção (Trova do Vento que Passa) https://www.youtube.com/watch?v=McRqaiBmIT4

atrevo-me a sugerir "Crónicas do Vento que Passa".
Assim, de repente, foi a primeira coisa que veio À cabeça.
:-)

Postado por Silvares no blog . em sábado, 26 de abril de 2014 13:50:00 BRT 
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 Jacinto Gomes Fantástica crónica. Daria um conto delicioso e o você tem talento para o escrever.
No FB a propósito da crônica " Bizarria e esquisitices".
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 Eduardo Penteado Lunardelli Jacinto Gomes, um prazer tê-lo como meu leitor. Uma honra poder contar com seus comentários. Quanto ao de hoje, me resta agradecer ao bom amigo, mestre na blogosfera, onde tentei sem nenhum sucesso, plagiar seus blogs, os melhores que já se produziram, para quem não sabe. Um forte e agradecido abraço.
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Crônica diária

Bizarria e esquisitices

Foi lendo a crônica " Arroz de féretro" do Humberto Werneck que fiquei sabendo que o Millôr Fernandes, o Cyro dos Anjos e um personagem de seu texto tinham o hábito de ler os anúncios fúnebres. Eram por razões diversas. O Millôr porque dizia que reservavam ótimas notícias. O Cyro para se alimentar na sua juventude pobre, e o personagem além de comer as empadinhas e pasteis que se ofereciam nos velórios de Belo Horizonte, na época, colecionava flores, colhidas dos caixões. Guardava a coleção entre as páginas dos livros. Era uma verdadeira necrofílica excitação. O personagem fez dessas visitas uma profissão de fé. Mesmo aposentado e bem nutrido continuou a frequentar velórios de gente conhecida, de amigos e de desconhecidos, eventualmente. Além das flores se gabava de ter uma enorme coleção de cartões de agradecimento de missas de sétimo dia. Trata-se sem sombra de dúvida de uma bizarria. Outra esquisitice era imaginar como seria o seu próprio velório. Essa parte o Humberto não contou. Certamente não poderia ter a presença dos que velou durante a vida, mas esperava merecer a atenção da viúva e dos filhos, como uma ultima homenagem a quem tanto valor deu a um velório. Acontece que acabou ficando viúvo e nem essa certeza, de contar com a mulher no velório, pode continuar tendo. Essa parte fúnebre, da vida do personagem do Humberto, é minha.

26.4.14

ACADEMIA OLÍMPICA









É nesta Academia Olímpica, do meu amigo André, que tenho feito sob sua orientação, minha ginástica três vezes por semana.  É ferro e peso que não acaba mais. EPL 2014

Crônica diária

"Dar nome aos bois"

Essa expressão: "Dar nome aos bois", muito usada antigamente queria dizer: "ser explicito", " falar francamente". Não é o caso que irei tratar aqui nesta crônica.  Aqui me refiro à procura de um título para meu próximo livro. Tem me atazanado a falta de uma boa ideia. O livro é de crônicas, e esta inclusive. Serão no total trezentas crônicas postadas no Face Book e nos meus blogs, que para não ficarem só nas "nuvens", que acredito, um dia, possam desaparecer, publico em livros impressos.  São na verdade trezentos títulos de crônicas disponíveis. Este, desta crônica, inclusive. Mas me parece ser muito rural para denominar um compêndio de crônicas majoritariamente urbanas. E isso esta me atazanando. Batizar um livro  é coisa séria.  Ele ficará marcado por esse nome para sempre. Um bom título é parte do sucesso ou fracasso de sua existência. Não que o título faça um bom ou mau livro, mas induz o leitor a compra-lo. Leva o indivíduo a lê-lo. Uma possibilidade é chama-lo de "300 crônicas", mas me parece óbvio demais. O livro como todo produto é sensível a um bom marketing. Depois do nome vem a capa. Esta eu já criei.  Agora falta o nome, o título, que deveria vir antes dela. Estou colocando o carro na frente dos bois. Tenho quase prontas as trezentas crônicas, e me falta um bom título. Se você leitor tiver alguma sugestão, agradeço. Posso não ter encontrado até agora, posso continuar me atazanando, mas a crônica de hoje esta feita.

25.4.14

Foto de Suassuna no chão de aeroporto causa polêmica nas redes sociais



Segundo assessor pessoal do escritor, ele 'faz isso sempre' e 'só estava descansando um pouco'

BRASÍLIA - O romancista, dramaturgo e poeta Ariano Suassuna, de 86 anos, provocou uma polêmica nesta terça-feira, 22, nas redes sociais com a publicação, por um internauta, de uma foto sua deitado no aeroporto internacional de Brasília. Suassuna, que esteve em Brasília na terça-feira da semana passada, 15, para participar da 2.ª Bienal do Livro e Leitura, foi flagrado deitado no chão da sala de embarque do aeroporto Juscelino Kubitschek, na manhã do dia seguinte, quarta-feira, 16, enquanto aguardava o seu voo para Recife, que decolaria às 10h04.
 Tânia Monteiro - O Estado de S. Paulo

Crônica diária

Anatomia de uma piada

Eu já contei, mas vezenquando, sou tentado contar de novo. Acho a melhor anedota que já ouvi. Ela tem a malícia que se espera de uma piada. Ela tem a brejeirice da mulher brasileira. Ela tem o desfecho inesperado que convém às boas anedotas. Depois desse prólogo vou aos fatos: um vizinho que era apaixonado pela linda mulher do morador da casa ao lado vai a seu velório. Na casa modesta o caixão no centro da pequena sala, cheia de amigos e parentes velando o corpo. A viúva, bem mais moça do que o falecido, portava um vestidinho leve e decotado. O vizinho se aproximou discretamente por trás e perguntou baixinho roçando suas orelhas: " Formicida?" Ela respondeu balbuciando: "Não, arsênico". Ele imediatamente retrucou: "Bão também!".

Comentários que valem um post

myra deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Viagem espacial":

gostei MUITO! e acho otimo voce fazer COISAS! o que seja, voce tem talento para tants coisas
aplauso!!!

Postado por myra no blog . em quinta-feira, 24 de abril de 2014 04:47:00 BRT 
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Jorge Pinheiro disse...
Está a ficar uma odisseia sul-americana em estilo abstracto. Pode perfeitamente começar aqui o seu primeiro grande romance.

24.4.14

Colombo

Ovo em prato amarelo
EPL 2014

Crônica diária


Falta de atenção

As pessoas só leem aquilo que lhes parece razoável. Vezenquando são pegas de surpresa e enganadas. Leem textos com os quais não concordam. Ou melhor, leem e dão uma interpretação pessoal, completamente fora do contesto. Por discordarem. A culpa é sempre do autor. Não soube se explicar. É um idiota. Um dia desses cometi o desatino de criticar um guru, desses que enganam descaradamente as almas aflitas e lhes tomam o dinheiro que qualquer psiquiatra tomaria, mas sem dar em troca o prazer do convívio em grupo, das danças e cantos que os rituais proporcionam, nem mesmo dos encontros que resultam em amizades, romances, amores. Me refiro a essas seitas que veneram malandros e aproveitadores da boa fé e da necessidade afetiva sentimental das pessoas. Era uma linda e sorridente mulher. Um par de coxas admirável. Mas o sorriso amplo e forçado após cada frase foi o que mais me chamou atenção. As pernas também, mas os dentes alvos e perfeitos pareciam serem em número muito maior do que de costume. Sorria a cada frase, um sorriso multidentário,  fazendo uma pausa onde buscava o consentimento e concordância do interlocutor. Cometi o erro de criticar o guru. Ela virou uma fera. Os dentes alvos não eram mais de sorriso e sim caninos ameaçadores. Os olhos grandes e vivos se tornaram apertados e sombrios. Ela queria me matar. Toda a doçura desapareceu e foi quando percebi que tinha um joanete horroroso em cada pé.

23.4.14

Viagem espacial

 64 x 65x 9 cm

Minha ultima obra " VIAGEM ESPACIAL" em fotos de José A. Zanforlin. Na primeira a ESPAÇONAVE mal se vê perdida no centro da imagem. Na segunda, o detalhe da ESPAÇONAVE.
Piacaba, 2014, Isopor e agulha de carburador de roçadeira Still, e fio de nylon.

Crônica diária

 O Prefácio

Ser convidado para escrever o prefácio de um livro corresponde a ser padrinho de uma criança que vai nascer. Ao contrário do padrinho que só participa do ato do batismo, após o nascimento, o prefaciador convive com a obra e autor ( quando é por ele convidado) um pouco antes do parto. Já tive a honra de ser convidado mais de uma vez. Gosto de ler o "futuro" livro nos originais. Gosto de poder emitir minha opinião antes da obra chegar ao público. Gosto de poder agregar alguma coisa sobre o texto, ou o autor, que contribuam para o conhecimento do leitor. Como participamos do parto, aguardamos com interesse e alguma ansiedade o lançamento e vida da obra.  Já fui intermediário entre um autor e o prefaciador do seu livro. Quando li os originais, por gentileza e cortesia do amigo escritor, não tive dúvidas que só havia uma pessoa (meu amigo e escritor) para fazer o prefácio. Os dois não se conheciam. Ambos tímidos e reservados. Não foi fácil fazer a aproximação. Mas o resultado final é o que conta. Passado uns meses do livro no mercado o autor me escreveu que o prefácio estava recebendo mais elogios do que o próprio livro. Havia nisso, é claro, um pouco de orgulho e mágoa, mas antes assim, do que um prefácio medíocre.

Comentários que valem um post

Ery Roberto Corrêa Pô Eduardo! Ao início pensei que fosse falar de paixão, de tesão, da fogueira que se acende depois de qualquer troca que não houvesse iniciado com o objetivo sexual. Sexo é lindo, principalmente quando decorrente dessas descobertas, ou seja, da afinidade, da admiração pela beleza de pensamento, do modo de ser, quanto também do aparato físico, embora este para muitos seja o único requisito. Eu definiria assim, aliás, tentaria definir, porque na realidade o sexo em essência está dentre aquelas sensações que não é possível uma definição geral, você sente. E por assim ser, cada um tem seu próprio sentimento. Por isto ele é múltiplo sendo ao mesmo tempo uno. Ele é prazer, é dor, é conjunção de dois mundos diferentes, é portanto o instante da produção de uma energia onde há, absolutamente, toda busca de concretizar a reação química de todos os elementos que carregamos. Fica lindo quando a essa reação química podemos agregar um catalizador: o amor!
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  Li Ferreira Nhan deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Comentários que valem um post":

Li quase todos os livros do Gabo, um livro leva ao outro quando o prazer de uma boa leitura nos toma. Do Diogo Mainardi li quase tudo o que ele publica, gosto muito, muito mesmo! A capacidade de fazer ligações entre
as coisas distantes ou perto qualifica uma leitura inteligente. Vejo isso nos dois.

Já do Jorge Amado nunca consegui terminar um livro.
Postado por Li Ferreira Nhan no blog . em terça-feira, 22 de abril de 2014 14:47:00 BRT 
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  Li Ferreira Nhan deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Como diria uma tia minha; " hj vc acordou com a macaca" ; texto pra cutucar, provocar seus leitores! Eu , que te conheço, nem vou "cair na armadilha"rsrsrs
Melhor ir ao teu face pra ler a enxurrada
de protestos.

Postado por Li Ferreira Nhan no blog . em terça-feira, 22 de abril de 2014 15:03:00 BRT 

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22.4.14

Vincenzo Scarpellini

Ilha de Páscoa - Vincenzo Scarpellini _ viagem de 2003

Crônica diária

 Sexo

Só se pode falar ou escrever sobre o que se conhece. Sexo já pratiquei algumas vezes, umas com sucesso, outras nem tanto, o que me habilita a discorrer sobre. O sexo pode e deve ser praticado com duas finalidades: reprodução ou diversão e prazer. Pode-se obter prazer na primeira das funções, reprodução, mas é certo que suas consequências, na maioria das vezes, trás outros aborrecimentos e preocupações para o resto da vida. A segunda modalidade, isto é, sexo como divertimento, com ou sem prazer, não gera maiores consequências. As mulheres  sofrem mais com sexo sem prazer ( leia-se orgasmo). Muitos homens não se dão conta de que elas estão insatisfeitas ou que fingem orgasmo para encerrar o coito desagradável ou indesejado. A natureza masculina não permite tais mentiras" com tanta facilidade. Mas o importante é saber que o sexo esta na cabeça dos homens, e não nas coxas, bundas e peitos das mulheres. E no caso delas, o sexo é instigado pelo carro, relógio e conta bancária do parceiro. E para finalizar este tratado sobre sexo, lembro a lição deixada pelo Caio F, que dizia: não há homossexuais. Há homens e mulheres mais ou menos sexuadas. Os menos são os heterossexuais, e os muito, são os bissexuais. É uma forma de interpretar essa avalanche de gays no mundo atual.

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Henrique B. Larroudé Postura política à parte, mesmo porque nem é tão diferente, na minha inculta opinião Jorge Amado teria merecido muito mais o cobiçado Nobel. Mas o tempo passou e ele não o alcançou.
Eduardo Penteado Lunardelli Henrique B. Larroudé, o problema é a pouca qualidade literária do nosso querido Jorge Amado. Vender grandes quantidades de livro não fazem de um autor um grande escritor. Nem mesmo uma cadeira na polêmica Academia Brasileira garante qualidade literária. Nesse ponto defendo o Gabo. Ele, apesar de eu ter sérias restrições, criou e inovou, coisa que o Jorge não fez. Vender livros o Paulo Coelho já vendeu mais do que o Jorge, e nem por isso vamos querer comparar a literatura de um e de outro. Até para o premio Nobel de literatura o peso político ideológico pesa muito. Haja visto como o nosso gênio Nelson Rodrigues foi patrulhado enquanto vivo. Mas a boa literatura, o bom teatro, a boa poesia sobrevive a esses patrulhamentos e ressurgem com o tempo. O mesmo acontece quando muito festejados por razões oportunistas e ocasionais, desaparecem depois de mortos. Jorge Amado esta nesse processo. Quem lembrará dele daqui a cem anos?
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  myra deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Comentários que valem um post":

Eduardo, estou COMPLETAMENTE DA CORDO com voce, Li todos os livros de J.Amado ( ate tive a coragem de ir no Bar Vermelhino no Rio falar com ele depois de ter lido Mar Morto que amei )
Li todos os livros de Garcia marques e ele era realmente GENIAL!!! eqto ao tal Pulo Coelho, apenas folhei umas paginas, E JOGUEI FORA!!!!

Postado por myra no blog . em terça-feira, 22 de abril de 2014 11:27:00 BRT 
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21.4.14

Uma nota sobre a crônica de três dias atrás.


Há três dias atrás (19 de abril) postei uma crônica com um título, propositadamente, provocativo: "Gabo, Fidel e outros idiotas". A repercussão foi grande, positiva, e negativamente. Quanto à positiva credito aos amigos que são muito benevolentes com todas as bobagens que escrevo. Outros mais exigentes, porém igualmente benevolentes, curtem sem comentar, e eu entendo o recado. Mas a virulência dos que reagiram negativamente me espantou. Gosto de críticas, mas sempre civilizadas e de alto nível. Resolvi voltar à crônica por conta da opinião do jornalista e escritor Diogo Mainardi no último programa "Manhattan Connection" da Globo News. Ele também não se emocionou com a literatura do Gabriel Garcia Marques, premio Nobel e considerado, por muitos, o maior escritor Sul Americano de todos os tempos. O Diogo no programa, e eu na crônica, fizemos questão de dizer que nossa reação, aos livros, nada tinham a ver com suas posições político ideológicas. Fiquei mais tranquilo em saber que não era o único a não gostar dos romances do festejado colombiano. Espero poder merecer o respeito que as minorias clamam para si.

Um poema

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Crônica diária

Não se trata da passagem de uma cerca, onde há um buraco no chão, e sobre ele madeiras, no sentido horizontal, com vãos de um palmo, onde sem porteira, passa gente e veículos, mas não passa animais. Há também o mata-burro com trilhos de ferro ou barras de concreto. O mais eficiente é aquele velho e tradicional com toras roliças de madeira. Em geral tem sempre uma porteira ao lado. Mas não é sobre esse equipamento rural que quero tratar nesta resumida crônica. É sobre a nossa curiosa língua portuguesa. Ontem falei de mata-borrão. Aquele papel poroso que evita que a tinta, recém escrita, borre. Portanto, "mata" do verbo evitar. Mas há o substantivo feminino "mata", que tem o mesmo significado do substantivo masculino mato. Um caso de substantivo hermafrodita. E quando se "mata" (usando moto serra, machado, ou o verbo) o mato, o IBAMA processa. É crime ambiental. E quem for preso terá muito tempo para aprender essa língua que "mata" burro, e muito intelectual..

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 Zazá Do Val Muito boa, humor afiadissimo. Bjs.
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Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Comentários que valem um post":

O Fidel é um faits-divers. Um tiranete das Caraíbas. Expressão zero. Aqui na Europa estamos preocupados com os muçulmanos e os neo-nazis. Isso sim é a sério. Sorte vossa ainda andarem a pensar nessas aberrações históricas.

Postado por Jorge Pinheiro no blog . em domingo, 20 de abril de 2014 19:02:00 BRT 
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 Fatima Dargam Oi Eduardo. Aqui na Áustria os alunos ainda são treinados a usar canetas tinteiros (mais modernosas com cartuchos de tinta) e em vez do mata borrão original eles usam uma caneta que apaga a tinta da caneta tinteiro para fazer a correção. E a tradição continua... Beijos
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20.4.14

Frase

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Crônica diária

Mata-borrão

Certas palavras as novas gerações nem conhecem. Caíram em desuso assim como os objetos que elas denominavam. Mata-borrão é uma delas. Quando a escrita era feita com as canetas tinteiro, ou com pena, havia um objeto de madeira ou mármore em forma de meia lua, ou gangorra, que se aplicava uma folha ( verde, cor de rosa, ou branca ) de papel mata borrão, para enxugar o excesso de tinta e evitar que a tinta em excesso provoca-se borrões. Com o fim das canetas tinteiro, e mesmo das canetas a tinta líquida, o uso do mata borrão foi abolido. A Bic e similares foram as responsáveis. E antes que alguém diga que chegaram a fabricar, mais recentemente, mata borrões de plástico, eu digo que sim, mas que como tudo que é moderno e contemporâneo, não tem o charme e graça dos antigos e elaborados objetos de museu.

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Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Gostei muito de ler os livros de Gabo. Na altura não sabia que ele era comuna. E, francamente, não interessava muito, porque mais do que um homem, eu estava a ler um estilo, uma narrativa, uma história. Hoje sinto que as pessoas (de direita ou de esquerda) que não sabem mudar quando é óbvio ou são burras ou não querem admitir que erraram e que falharam toda a vida. Nesse sentido, não posso estar mais de acordo.

Postado por Jorge Pinheiro no blog . em sábado, 19 de abril de 2014 14:27:00 BRT
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 Eduardo Penteado Lunardelli Jorge Pinheiro, no caso específico do Fidel, que nunca foi comunista convicto, por que é inteligente, por razões que todos conhecemos foi obrigado a se submeter ao comunismo sob a batuta e protecionismo Russo, e não teve coragem de fazer o que o mundo comunista fez. Ficou isolado, empobrecido, cultuado por Chaves e outros idiotas, ao lado da Coreia do Norte. Triste fim para um revolucionário idealista. Nem a morte de Guevara serviu para mostrar o quanto era suicida sua empreitada. Mas a morte ronda o caudilho, e seu irmão será deposto assim que Fidel morrer.
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19.4.14

Olhos inconfundíveis

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Crônica diária

"García Márquez: outro homem de gênio que era um idiota", e quem diz é o Reinaldo Azevedo. Não sou leitor assíduo do Reinaldo porque me irritam suas posições extremadas. É muito intransigente. Ranzinza. Dito isso posso dizer também que concordo com muitas de suas afirmações. Entre elas essa opinião sobre o recém falecido, e festejado escritor colombiano Gabo. Dele devo ter lido seus livros mais famosos. Digo devo ter lido, porque não tenho, nem certeza, nem na memória, que eles tenham me agradado muito. Devo ter lido como dever de ofício. Um clássico da literatura sul americana. Mas não me tocou. O realismo mágico não é, e nunca foi, meu estilo preferido. Mas não desconheço a importância que tem esse senhor Gabo no mundo literário. Por outro lado suas andanças e amizades com o o ditador Fidel Castro era para mim um escândalo. Ele, como o arquiteto Oscar Niemeyer, eram gênios, em suas artes, mas "idiotas" políticos. O Oscar esta fora da lista do Reinaldo, mas ela contempla ainda: Ezra Pound, Céline, Máximo Górk. Como disse o Caetano Veloso "de perto ninguém é perfeito", mas há defeitos que, mesmo de muito longe, cheiram mal e me desagradam. Ser amigo, e cultuar Fidel, é um deles. Escrevo isso enquanto o ditador de Cuba ainda esta vivo. Logo mais será venerado pela história, e falar mal dos mortos não fica bem.

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Eduardo P.L. said...Essa é uma das extrações mais "dolorosas" que o homem inflige na natureza. A seiva da seringueira também, mas menos invasiva que a cortiça. Já já os ecologistas de plantão vão botar a boca no trombone.
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  Gaspar de Jesus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Comentários que valem um post":

Eu que o diga Jorge. O esforço que faço para cortar as unhas do pé esquerdo...rsrsrsrs
Feliz Páscoa.

Postado por Gaspar de Jesus no blog . em sexta-feira, 18 de abril de 2014 08:52:00 BRT 
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 Eduardo,
Vi e li a sua postagem sobre o Midlin ficou legal gostei.
Forte abraço.

At.
Fernando Zanforlin

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18.4.14

Fernando e José na PIACABA

 O gato do vizinho aguardando a chegada do Fernando Zanforlin e seu filho José
 Em duas ENORMES motos BMW chegaram para o almoço
 Uma volta a pé pela praia de Ibiraquera
Um pernoite e partiram para São Paulo, depois de conhecerem as Serras do Rastro e a do Corvo Branco, com pernoite em Urubici

Crônica diária

O arquiteto e amigo Fernando Zanforlin me contou como se apresentou ao colecionador de livros José Mindlin. Queria conversar sobre ex libris com o maior bibliofilo brasileiro, e usou um estratagema para impressionar o visitado. Instado a pegar um livro na biblioteca ( o Mindlin pode ter feito para testar as credenciais do visitante) o Fernando, matreiramente, empurrou, dois centímetros, para o fundo da estante, os dois livros que ladeavam o livro desejado, e cuidadosamente retirou-o da estante. Mindlin ficou vivamente impressionado, e a conversa transcorreu no nível esperado.Para quem não sabe o que significa ex libris (do latim ex libris meis) é a expressão literal: "dos livros de" ou "faz parte de meus livros", empregada para associar o livro a uma pessoa ou a uma biblioteca. Portanto, ex libris num carimbo, ou num selo, com um logotipo, desenho, brasão,  ou uma inscrição, colado na página de rosto, indica que tal livro é "propriedade de" ou obra "de tal biblioteca". Hoje em dia, existem  associações de colecionadores de ex libris.

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Jorge Pinheiro disse...
Eu sempre "ratei" as unhas dos pés com as das mãos. Houve tempo, mesmo, em que se quisesse podia chegar com os pés à boca (não vale a pena ficarem enjoados, só digo "se quisesse"). Hoje é a barriga, os olhos e, acima de tudo, a coluna. Concordo: o primeiro indicador de velhice é unha do pé

quinta-feira, 17 de abril de 2014 07:39:00 BRT
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Excluir

17.4.14

Dupla animada



Foi ontem, mas eram tempos animados. A arte e seus criadores andam muito tristes...

Crônica diária

 As unhas e a idade

Ando cada dia com mais dificuldade de cortar as unhas. As dos pés um enorme sacrifício. Antigamente, e já se vão longos anos, não havia o fator barriga entre nós. Entre minha vista e as unhas do pé. Hoje chegar até elas é uma missão dolorosa e complicada. Resultado: as unhas vão ficando mais longas com o passar da idade. É raro ver pé de velho em ordem. Antes eu cortava cabelo todo mês. Esse interregno foi se dilatando. Hoje, o pouco que sobrou, é aparado a cada sessenta dias. Mas nunca fiz nem pé nem mão no barbeiro. Sempre achei um luxo desprezível. Meu avô fazia, meu pai, eu, e meu filho nunca fizemos. Nada contra quem faça. Mas principalmente as unhas do pé estão ficando impossíveis de serem aparadas por conta própria. E o pior, ninguém faz do nosso jeito. Unha é uma coisa muito pessoal. Fala muito de quem as porta. Comprida é um horror. Houve tempo que usavam a do dedo mindinho  de uma das mãos, maior do que as outras. Para que? Isso foi antes do cotonete.

16.4.14

Desnudando

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 Enfermagem

Ontem prometi falar um pouco sobre esse tema. A qualidade das enfermeiras e técnicos de enfermagem nos hospitais. Vou me ater a dois casos recentíssimos, e portanto longe de querer generalizar. Mas ouço, há bastante tempo, reclamações a esse respeito. Não vou dar o nome dos dois hospitais que usarei de exemplos, por razão óbvias. O primeiro, um pequeno, modesto, mas  tradicional hospital de bairro na cidade de São Paulo, que atende a convênios de vários planos de saúde. Lá as diárias não se comparam com o dos três melhores e maiores hospitais da capital. Disse "melhores" baseado no tamanho e fama. Pode ser verdade, mas o serviço das enfermagens é absolutamente discutível. A falta de qualificação profissional é notória. No hospital pequeno as enfermeiras são negras, em sua maioria. Percebe-se que são muito mais humildes do que as loiras e morenas de pele alva, do hospital grande, que uso como exemplo. Os uniformes estão um para os outros na mesma proporção do custo das diárias. Até aí tudo bem. Hospital é, hoje em dia, uma empresa que visa lucro. Mas não é a aparência dos uniformes que demonstra a escolaridade de suas usuárias. É o tom de voz, é a gramática, é o uso dos famigerados gerúndio e diminutivo. Mas também nada disso impede que sejam muito mais gentis e carinhosas com seus pacientes. O que contrasta com as impecáveis enfermeiras do hospital famoso, que usam o tom de voz adequado, bom português, mas muito pouca atenção ou gentileza genuína. Elas são gentis dentro dos padrões que foram treinadas. Mas uma garrafa d´água pode demorar oito horas para aparecer no quarto. Esquecimento. Essas enfermeiras do hospital grande são arrogantes, não esperam e repelem qualquer crítica,ou observação, feita pelo paciente, e ou pelo seu acompanhante. Mas se arrogância escondesse conhecimento, preparo e eficiência seria até aceitável, mas são despreparadas, ineficientes, corporativistas e se acham mais importantes do que na verdade são. Põe seus técnicos e auxiliares para trabalhar, com todas as deficiências desses trabalhadores, e ficam nas enfermarias olhando telas de monitores e falando ao telefone. No quarto uma vez ao dia para se apresentarem. São sempre muitas, cada dia ou turno, uma, e todas no mesmo padrão. Como estava indignado com as sucessivas falhas das enfermeiras resolvi fazer uma sondagem com um dos dois "transportes" que usei. ( "Transporte" no hospital bacana é a pessoa que anda empurrando maca ou cadeira de rodas, pelos amplos e labirínticos corredores do hospital. Munidos de rádio vão o tempo todo se comunicando, em códigos, com a segurança. Parece filme de hospital militar). Perguntei a ele se era normal um simples cobertor, ou uma garrafa d´água demorar horas para aparecer no quarto. Ele envergonhado confessou estar absolutamente decepcionado com a qualidade dos servidores do hospital. Tem vinte e cinco anos de casa e pode atestar. Mas fez questão de ressaltar com vigorosa defesa que a culpa é do elemento humano disponível.  A instituição investe pesado em formação e treinamento, e sua diretoria esta certa de que a qualidade dos serviços é compatível com esses investimentos. Ledo engano. Paro por aqui porque crônica de mais de dez linha não tem leitor no FB. Mas se pudesse teria mais um punhado de fatos inacreditáveis para ilustrar esta crônica. Outro dia conto mais.

15.4.14

Nudez

Só mostro a sola do pé!

Crônica diária

Recentemente, e por absoluta casualidade, comprovei a minha velha tese, de que os médicos de hoje não tem a competência dos de cinquenta anos atrás. Os médicos de família, clinico geral, eram os que davam conta de quase tudo. Só no caso de uma fratura grave, ou cirurgia, recorriam a um colega. Nos conheciam desde nascer. Eram médicos de três, vezenquando quatro gerações, da mesma família. Não existem mais. Por essa razão os médicos nos tratam, ao nos atender, como objetos a serem desvendados pelos exames e laboratórios. São especializados em solicitar exames, e pedir retorno para fazer um diagnóstico. O diagnóstico é laboratorial. Muita das vezes é um vírus, passa, e ninguém sabe o que era. Acometido de salmonella, no segundo dia fui internado num hospital e colocado no soro, logo após coleta de vários e múltiplos exames de sangue, urina e fezes, evidentemente. Três dias com soro e antibióticos estava restabelecido. Todos os exames, e não foram poucos, deram negativo. O médico que me foi dar alta tinha cinco minutos para conversar. E nesses cinco minutos de conversa achou "o mordomo". Fez o diagnóstico que a bateria de exames não foi capaz. Teria sido mais um caso de vírus ou bactéria não identificados. A conversa e a disponibilidade do médico resolveram a questão. É disso que a medicina moderna precisa. Voltar a ser mais humana. Mais conversa e menos laboratórios. Mais tempo com os pacientes e menos tecnologia de equipamentos sofisticados. Mas parece não ter volta. Os médicos estão com seus segundos valendo ouro. Há uma demanda imensa por esses segundos. Há laboratórios ansiosos por fazer cada dia mais exames, de complexidade e custos inimagináveis, e sem os médicos, na outra ponta, faliriam. Essa é a triste realidade. Amanhã falarei sobre as enfermagens.

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João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Nalguns temas, o Eduardo tem chancela própria ! Nem precisa assinar.

Postado por João Menéres no blog . em domingo, 13 de abril de 2014 19:03:00 BRT 
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14.4.14

Meio grávida


Um amigo ginecologista sempre dizia para suas pacientes: " Não há meia gravidez"...

Crônica diária

 Escada para subir na vida

O lógico seria usar a educação como ferramenta básica para se ter sucesso na vida. Boas escolas, bons cursos, e muitos estudos. Falar algumas línguas, além de saber escrever bem o Português é indispensável. Muito suor, muito trabalho também colaboram, mas nada substitui a escada do poder. Me explico: tenho ficado embasbacado com os nomes que surgem, do dia para a noite, para ocupar cargos da mais alta relevância, em empresas estatais, ministérios, tribunais e etc. Ser amigo do rei continua sendo o caminho das pedras, para usar as velhas surradas expressões. E parece que essa prática, portanto, é bem velha. Lamentavelmente.

Comentários que valem um post

Henrique B. Larroudé Desculpe, Eduardo Penteado Lunardelli, eu quis apenas dizer que não me considero conhecedor suficiente dos estilos para saber se o seu é tão característico assim. Só sei que vc começa de mansinho, citando algo insuspeito, armando o bote. E, de repente, como do nada, desprega a sua conclusão, ou pergunta, o que nos deixa matutando...
Eduardo Penteado Lunardelli Maravilha de comentário, querido amigo e leitor atento Henrique B. Larroudé. Era exatamente esse tipo de retorno que esperava dos leitores. Não elogios, mas observações, e até críticas da forma como costumo me expressar. Quando se escreve, se espera um tipo de reação dos que nos leem, e raramente os leitores se reportam às suas reações. Este segundo comentário é uma boa informação. Muito obrigado. Quanto aos outros autores de texto que citei na crônica, alguns se repetem à exaustão. Falam do mesmo tema, da mesma forma, o tempo todo, e não quero cair na mesma armadilha. Não quero ser repetitivo, enfadonho, pessimista ou altruísta. Quero fazer textos que "peguem" o leitor na primeira frase e levem-no até o ponto final. Esse é o meu objetivo principal. Depois, se concordam ou não com minhas ideias, é absolutamente secundário. Estou na fase do aprendizado, não quero dar aulas a ninguém, mas escrever é uma arte, e pretendo um dia domina-la. Obrigado pelo seu tempo e comentário.

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  Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

O seu estilo é corrido. Fácil de ler. Muito objectivado. Eu reconheço em qualquer lado. Poderá não ser um estilo muito personalizado. Mas acho que isso pode ser uma vantagem. Ultimamente tenho-me deparado com situações em que me quero libertar do meu estilo e tenho dificuldade. Estou preso num ritmo e numa formatação em que nem tudo cabe. E ao tentar sair, tudo me parece mal. Limitações... é como um pintor. Se é cubista, não consegue ser impressionista.

Postado por Jorge Pinheiro no blog . em domingo, 13 de abril de 2014 13:07:00 BRT 

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OPINIÃO DO MEU MESTRE
Eduardo Lunardelli que a muito chamo, com razão e respeito de Mestre, postou hoje um crônica em que cita meu nome entre muitos.
Quem acompanha o que meus dedos digitam obedecendo a mente, já deve ter percebido que escrevo catarses.
São para mim essenciais e necessárias para dar vazão o que por vezes faz todo meu ser ficar “apertado” necessitando “gritar” vontades de compartir, partilhar, ter companhias.
Postando no blog e, já algum tempo o mesmo texto no FB, fico surpreso com as companhias que tenho. Estimula a vontade de vencer “nadas” que por vezes me assustam e me fazem pegar no tranco como o caminhão velho cujo dono precavido já o deixa a noite numa pequena ladeira apropriada.
Decisões de escrever textos curtos e objetivos mais das vezes tomam mais tempo que os longos.
Sorte tenho quando o estimulo para escrever surge vendo um filme, um pequeno trecho de conversa ouvida em locais os mais diversos, em conversas com amigos artistas, ou simplesmente surgidos de “nadas”.
Obrigado Mestre.

Ricardo garopaba Blauth
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13.4.14

Peter Coulso

Volto a fazer publicidade do blog mais sensual da blogosfera. PÉ DE MOÇA.
Às vezes o mérito nem é do pé da moça, nem da posição da modelo, mas do fotógrafo. Este é um bom exemplo.  Peter Coulson

Crônica diária

Foi lendo "Amálgama" do Rubem Fonseca que me veio a impressão de que literatura e vinho tem muita coisa em comum. Se o texto não tivesse sua assinatura, eu saberia pela forma, pelo jeitão que se tratava do Rubem Fonseca. Não que eu seja um especialista, nem em literatura, nem em vinhos, mas o sabor, o corpo, o aroma, de um determinado vinho, a gente acaba reconhecendo. Assim como o texto das crônicas dos meus amigos Ricardo Blauth, Ricardo Ramos Filho, Luis Bento, Jorge Pinheiro e Américo Picanso, Waldo Claro, Valter Ferraz só para citar os que postam, e eu leio quase que diariamente, reconheço-as como quem lê braile, na ponta dos dedos. No bom e no mau sentido. Eles todos, cada qual com seus estilos, temas, formas, e características próprias, são inconfundíveis. Fico me perguntando: será que eu também tenho um texto que se pode identificar sem rótulo?

12.4.14

Árvores de muleta


Árvores novas precisam de andador ( primeiro plano a esquerda e a direita)e as velhas de muleta ( no centro). Abril de 2014

A frase

George Orwell:
“Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade.”

Crônica diária

 Seria hilário se não fosse trágico
 "Uma mulher foi atacada por um ladrão durante uma reportagem no Centro do Rio de Janeiro sobre roubos a pedestres. Enquanto dava entrevista para o RJTV, um menor passa por trás correndo e tenta tirar o cordão da vítima. O repórter chega a correr atrás, mas o jovem consegue fugir, sem levar o cordão". A notícia é verdadeira. Que melhor crônica do estado de insegurança no Rio de Janeiro do que esse fato. Onde chegamos! Se fosse uma anedota seria inverossímil. Como verdade, intolerável. Estamos na véspera de uma Copa do Mundo. O que o Brasil tem a oferecer aos prováveis turistas? Deplorável imagem, de um país de terceiro mundo, e em frangalhos.

Comentários que valem um post

 Escrevi nos comentários do FB do:
Waldo Claro, não há como CURTIR isso, muito menos fazer comentários do tipo: "E quem pagou o táxi?". Solidão é uma doença que realmente provoca feridas profundas. Ninguém merece sofrer, porém os sofrimentos que o suicida causa a terceiros, parentes e amigos,  também não deveriam existir. As pessoas foram feitas para morrer de tanto viver, e não viver morrendo aos poucos. Quando o amor à vida acaba, a morte sempre é bem vinda, mas às vezes não vem.
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11.4.14

Medicamento de alto custo

 Cenas do reabastecimento da máquina da Coca-cola num SUS em SP
 A espera por medicamentos é de no mínimo quatro horas. Já esperei sete. Agora vou recebe-los em casa.
Depois de quatro anos apanhando medicamentos nessa unidade do SUS vou sentir "saudade" dos meus companheiros que continuarão aguardando no mínimo quatro horas por seus remedinhos...
1 de Abril de 2014

Crônica diária

A salmonella e o Facebook

Fui acometido pela bactéria salmonella. Como? Comendo clara de ovo crua. Foi a forma que encontrei de repor proteína sem gordura. Até adoecer foi um sucesso. Mas clara crua nunca mais. Três dias de hospital servem para me fazer lembrar, para sempre, que o velho e bom ovo deve ser cozido, frito, nunca cru. Cru, com ou sem limão, nunca mais. E o curioso é que o diagnóstico foi feito numa ultima e derradeira conversa com o médico que estava me dando alta do hospital. Os exames de praxe não acusaram nada. Entrar e sair de hospital sem diagnóstico é pior do que ficar sabendo que a clara foi "o mordomo", como disse o doutor. Mas o que tem o Facebook com a salmonella? Foi por causa dela que atrasei dez horas a minha publicação diária, e isso levantou suspeitas entre dois dos meus leitores. Não quis escrever sobre o efeito da dúvida. Não quis alarmar meus cinco fiéis leitores. Não quis fazer do Facebook aquilo que mais fazem dele, um canal de conforto, de lamúria, de compartilhamento de dores. Quero continuar sempre compartilhando ideias. E já estou bem para tanto.

10.4.14

Salada na impossibilidade de camarão...

Salada mista

Crônica diária

A ditadura das maiorias

Essa é uma realidade inconteste. Nas democracias republicanas manda a maioria. O grande problema é quando a qualidade, dessas maiorias, é comprometedora. Consegue-se maioria de várias formas, mas a mais comum é a custa do dinheiro público. O dinheiro que a minoria paga de impostos é transferido para a imensa maioria da população através de benefícios, bolsas e que tais, que os cooptam, e estabelece-se um circulo vicioso. Eu compro você, e você vota em mim. Isso vale para os dignos representantes do povo. Deputados e senadores, para não falar nos vereadores, que formam maiorias por conta de liberação de verbas e cargos, e votam com o governo. Onde fica o interesse do estado? É uma falácia pensar que os governantes estão, onde estão, por mérito pessoal. Por curriculum exemplar. Basta participar do partido que se encontra no poder para ter abertas as portas para cargos e postos que só deveriam estar preenchidos por técnicos e especialistas de carreira. Esta semana assisti uma sessão do Senado da República, onde um senador, notório ficha suja, queria ser indicado para uma cadeira no Tribunal de Contas da União. Mas seu desejo não parava aí, o que já é um escândalo monumental. Queria, e usou a maioria para apoia-lo, deixar de cumprir os ritos normais, previstos no regulamento do congresso, tais como sabatina pela Comissão de Economia, juntada de títulos e diplomas que o qualificassem para o cargo. Queria sair do senado para ficar vitalíciamente ocupando um cargo de fiscal das contas da União. Vale dizer, uma raposa no galinheiro. Felizmente por 25 a 24 votos dos seus pares, suas pretensões foram postergadas. O que não significa que não venha, por outras manobras, ser indicado. As maiorias no Senado, impedem CPIs, instrumento legislativo próprio das minorias, o que não dizer de uma simples indicação de um Ministro para o TCU? Como resolver a qualidade dessas maiorias é que é a questão. Só educando o povo. O voto tende a eleger iguais. Como a grande maioria da população brasileira, como a da Índia, e de muitos países Africanos, é analfabeta funcional, vamos continuar tendo seus representantes pessoas do mesmo nível e qualidade intelectual. A única diferença é que o povo eleitor, em sua grande maioria, é moralmente honesto. Os que se apresentam para representa-los, nem tanto.

9.4.14

Ainda sobre camarões...

Adoro camarões, e eles ficam ainda mais apetitosos quando seu regime alimentar os desaconselha. Tem muito colesterol.

Crônica diária

Me deliciei lendo e relendo essa obra sobre os Jornalistas e escritores em Minas Gerais, muito especialmente o capítulo As asas de Cataguases. Me senti muito importante por ter sido Presidente do Grêmio Literário Machado de Assis. Por lá passaram as maiores feras da literatura mineira e brasileira. Recomendo vivamente este livro, principalmente para quem quer conhecer mais profundamente os escritores do período entre 1920 e 1970. Estão todos lá.

8.4.14

Coquetel de camarão


Que coisa mais antiga e fora de moda...

Crônica diária

Passa Dilma
O povo brasileiro é muito irreverente. Imaginem vocês usar o nome da refinaria do Texas, motivo de  suspeitas gravíssimas na administração da maior empresa brasileira, Petrobras, com um trocadilho: Passadilma... Por outro lado, o clarividente Gordo, ex-ministro (várias vezes), Delfim Neto, explica didaticamente: "o mercado corrige as urnas, e as urnas corrigem o mercado." Logo, posso ficar tranquilo. Dilma não passará. Mas quem as urnas colocarão no lugar da ex-guerrilheira?

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