14.12.14

Crônica diária



Fábula fabulosa

Era uma vez um incompetente metalúrgico que na primeira semana de trabalho perdeu um dos dedos no torno que trabalhava. Inválido, por acidente no trabalho, foi ser líder sindical. Fez agitação em porta de fábrica, fez discurso contra multinacionais, e agradava seus liderados com ideias de esquerda. Na verdade nunca teve outra coisa na cabeça que se tornar um rei no seu país. Semi analfabeto, mas muito inteligente, candidatou-se a deputado, mas logo percebeu que não tinha vocação para receber ordens. E fundou um partido que o levaria, depois de algumas derrotas à presidência da república do seu país. Ao contrário do que todo mundo supunha e temia, não implantou as ideias de esquerda preconizadas nos seus discursos de porta de fábrica. Inteligente percebeu que era mais vantajoso permanecer democraticamente no poder. E tratou de colocar todos os amigos e gente do seu partido, nos postos chave de todos os órgãos e poderes da república. Aparelhou o estado. Chegou a fazer postes seus sucessores. Reinava soberano. Em surdina fez sua família ficar muito rica. Seu filho de catador de bosta no zoológico, tornou-se uma grande fortuna. Contratou os melhores juristas para serem seus advogados. Nomeou apadrinhados para o judiciário. Era o cara. Esperto continuou falando mal das elites brancas, mas passou da cachaça para bebidas muito mais sofisticadas. Comprou fazendas com sedes maravilhosas. Casas em Miami, para uma eventual fuga, caso um dia, muito pouco provável, tivesse que fugir do seu reinado. Nas propriedades rurais, a primeira coisa que fez foi mandar derrubar todas as casas da colônia, para evitar invasão dos movimentos dos sem terra. Deu sempre apoio ostensivo aos invasores, desde que na terra dos outros. Construiu um império às custas de dinheiro escuso, sujo, e criminoso. Mas isso é outra história, que fica para outra vez.

3 comentários:

Li Ferreira Nhan disse...

Vc sabe que temos uma fundição e metalúrgica, herança do meu pai.
Sempre ouvia de pequena meu pai falar: "acidente é quando o cara perde o dedo na máquina, mas, veja bem, qualquer dedo menos o mindinho; porque aí é malandragem do vagabundo."
Na época da fundação do PT minha mãe( ja viúva)não entendia como eu podia acreditar naquele homem lá em São Bernardo...
Sabe, na grande maioria das vezes os
pais sempre tem razão.

João Menéres disse...

Já vi esta fábula tornar-se real.
E não tive que atravessar o Atlântico...

Jorge Pinheiro disse...

Devastadora crónica.

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