8.11.14

Crônica diária



Ora, agora parece que vamos ter oposição

Os últimos ruídos pós eleições são bastante animadores. Deixei de tratar de política nas semanas passadas por absoluta falta do que dizer. Todo mundo estava dizendo. A meu ver pela reação à derrota do Aécio ficaram sequelas amargas em metade da população. Sem distinção de norte, nordeste ou sul, o Brasil ficou claramente dividido. De um lado a esquerda burra, os apadrinhados pelo poder, os que tem o rabo preso com as benesses oficiais. Do outro os mais instruídos, esclarecidos, e desejosos de mudanças na política externa, na economia, na administração pública, na saúde, na educação. O tom de campanha, ditado pelo PT, resultou em colocar os brasileiros do país inteiro na rua. Os de azul, clamando fora Dilma, e os de vermelho com seus já gastos e batidos slogans internacionais. Os azuis perderam as eleições por margem pequena de votos. O PT, e os vermelhos, continuarão no poder por mais quatro anos. E assim deve ser, sem nenhum outro movimento que queiram apeá-los do poder sem justa causa. Nada no momento autoriza pedido de impeachment da presidente. Mas nada também lhe outorga o direito de se fazer de boazinha, ou vítima. De repudiar oposição popular ao seu governo. Ou ainda pior, à falta de governo da sua gestão. Os azuis, sob a liderança clara e inconteste do candidato derrotado, desta vez parece ter acordado que é preciso fazer oposição como o PT fazia. Dura, cerrada, intransigente, contínua. Daqui a quatro anos outras eleições e outra oportunidade de mudança. Numa democracia só o voto pode determinar quem nos governa. O candidato e partido derrotado não deve pretender romper o ciclo democrático. O perdedor ganha o direito a fazer oposição. Não é guerra, é jogo político. Uns perdem outros ganham, e nessa saudável alternância esta o mérito do melhor regime político que já inventaram. Defeitos? Claro que tem, mas é o único que permite auto aprimoramento, e alternância do poder. Soberania popular. É preciso paciência, e tolerância. Não é fácil viver democraticamente. O que não se pode é entrar no jogo sujo dos vermelhos, que instigam ódio, luta de classes, separatismo e  outras besteiras.

Um comentário:

João Menéres disse...

Uma CRÓNICA que merece muita atenção para quem quiser mudar o destino do Brasil.

Um abraço.

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