15.11.14

Crônica diária




Mundo virtual, e o conceito que fazemos das pessoas

Disse praticamente tudo no título acima. Falta só fazer as análises possíveis sobre esse vasto tema. No mundo virtual, coisa relativamente nova, criamos nossos conceitos sobre pessoas desconhecidas. Só conhecemos aquilo que na virtualidade é mostrado, e se pode ver. Muito pouco. Na maioria das vezes é a projeção da imagem do que gostaríamos de ser. Ou em muitos casos a negação completa do que somos. Mesmo assim tiramos conclusões de nossos amigos e amigas virtuais. Tenho ouvido definições escabrosas de certos internautas. Não sobre mim. Mas fico imaginando o que não pensarão. Salvo alguns desaforos e impropérios de desajustadas sexuais, ninguém me contou o que pensam de mim. Já fui taxado de egocêntrico, machista, chato, e repetitivo, mas nenhum desses adjetivos me incomodam. Nem acho que me definam. Sou muito pior do que isso tudo. Mas nunca ninguém chegou perto da verdade. O que não levamos em conta, em nossas apreciações, sobre indivíduos que só conhecemos virtualmente,  são as razões de seu comportamento. Tímidos às vezes não se demonstram como. Deprimidos, podem passar ideia diferente. Carentes, dificilmente nos enganam. Prepotentes também não conseguem se fazer de dependentes por muito tempo. Em fim, é muito complicado encontrar razões que justifiquem certos comportamentos só em contatos virtuais. Quem participou dos agitados anos da blogosfera é testemunha de quantas decepções, quantas surpresas tivemos com amigos que tínhamos em alta conta. Porém, outros que continuamos prezando, sumiram. Será que por culpa nossa? Nunca saberemos.

3 comentários:

Li Ferreira Nhan disse...

No mundo virtual como no real é só uma questão de tempo e observação; as pessoas revelam-se.
Por exemplo; aquelas que mostram-se tímidas, envergonhadas e que a rigor "não se deixam mostrar", nem fisicamente, são quase sempre as mais corrosivas. E pior, nem somem; estão sempre a espreita, rasteiras, ardilosas.

Como no mundo concreto, as aparências não enganam mais ninguém.

Jorge Pinheiro disse...

Acabamos sempre fazendo uma ideia muito concreta (embora necessariamente parcial) das pessoas com quem nos relacionamos. De qq forma, tal como na vida real, não se espera que se diga mais do que generalidades sobre as pessoas. A ideia quase obsessiva de querer saber mais sobre nós próprios através dos outros tem um nome: psicanálise. Aqui estamos na blogoesfera e as "consultas" são gratuitas :))

João Menéres disse...

Esqueci-me que havia alterado o seu endereço electrónico !
Aqui fica a prova :

Caro Eduardo

Venho envia-lhe um grande abra=E7o de felicita=E7=F5es pelo seu 70=BA anivers=E1rio.
Neste abra=E7o desejo para si e para todos os seus familiares tudo do que
melhor houver ao alcance da m=E3o humana.

Muita sa=FAde e alegrias sem fim

Um abra=E7o muito amigo do

Jo=E3o

AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

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