10.11.14

Crônica diária



Roma e as academias

Estou lendo "Amor em dois tempos" de Lívia Garcia-Roza, como já disse na crônica anterior. Não vou falar sobre o livro porque estou muito no começo. Mas foram suas primeiras páginas que me sugeriram estas ideias. O mundo nunca cultivou ou cultuou o físico do homem e da mulher como nos tempos atuais. Antigamente os romanos, e os que lutavam contra eles, por exemplo, faziam exercícios físicos para enfrentar guerras, leões e etc... As mulheres não precisavam de seus músculos além daqueles que as tarefas do dia a dia as obrigavam a manter em forma. O mundo mudou.  O automóvel fez com que não andássemos mais a pé. O telefone estabeleceu contato fácil e imediato. O avião naufragou qualquer ideia de longas e tediosas viagens de navio. O trabalho físico pesado passou a ser executado por máquinas inteligentes chamadas robôs. Sobrou ao homem ficar sentado em frente ao computador, no trabalho, e no lazer. O homem teve que ceder às mulheres todas as suas prerrogativas. O exagero de igualdade entre os sexos levou ao mal entendido de permitir casamento entre mulher com mulher e de homem com homem. Na Roma antiga havia pederastia, mas era outra coisa. A vida sedentária dos dias atuais obrigou, aqueles que pretendem viver, a fazerem exercício físico. Caminhar, correr, em casa ou nas academias. Cultuar o físico masculino e feminino como nunca se fez em toda a história da humanidade. Democratizaram esse culto, que antes era privilégio de poucos. As mulheres além de poderem fazer tudo que os homens fazem, ainda se dão ao direito de concorrer com mini saias, e biquínis que não dão chances ao sexo oposto. Corpos esculturais, pernas e peitos maravilhosos. Tudo à mostra. Tudo na mais perfeita ordem. A medicina contemporânea exige que os idosos, que vão ser mais idosos que os de antigamente, também se exercitem, não para reverter as coxas ou peitos flácidos, mas para manter os ossos, e massa muscular, evitando quedas e tropeços próprios da idade avançada. Antigamente eram velhos e morriam aos trinta anos, hoje nessa idade estão saindo da casa dos pais para suas vidas adultas, com perspectiva de mais cinquenta anos pela frente. E para tudo isso funcionar é preciso fazer ginástica. Andar, pedalar, passar horas por semana em academias. Na Roma antiga isso era impensável, pelo menos a nível popular. Com pedido de desculpas à Lívia Garcia-Roza pelas digressões que nada tem com o livro que comecei a ler.

2 comentários:

Jorge Pinheiro disse...

Julguei que eram Academias culturais. Afinal são Academias esculturais.

João Menéres disse...

Então vou abrandar a minha presença na blogosfera !
Tenho que praticar outras actividades, não é ?

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