26.10.14

Crônica diária



Eleição, reflexão, e democracia

Quando esta crônica estiver sendo publicada e lida, aqui no Face Book, meus leitores no Brasil estarão indo às urnas para selar o destino de um país com 200 milhões de pessoas. Em menos de 12 horas já saberemos quem venceu. Milagre da eletrônica. Até parece uma nação desenvolvida. Mas só parece. Somos uma democracia muito jovem e frágil. Nossos representantes nas duas casas do congresso deixam muito a desejar. Os dois candidatos que disputam o segundo turno mostram claramente as deficiências do nosso sistema eleitoral. O nível das campanhas ficou abaixo do nível morto das represas da Cantareira. Lodo puro. Os debates parecem mais programas de auditório onde se escolhe um gerente para uma loja de R$1,99. Uma das eleitoras indecisas, com formação universitária, e com cinquenta e cinco anos de idade, e desempregada, no ultimo debate,  pergunta aos candidatos o que esperar dos seus governos. Como resposta da atual presidente foi aconselhada a fazer um curso técnico profissionalizante. Os debates e sabatinas, não por eleitores desempregados, mas pelas melhores cabeças do país, deveriam anteceder às escolhas dos candidatos. Os partidos deveriam obrigatoriamente representar ideias, projetos, e não cobrar planos eventuais, dos candidatos de plantão. É sabido que governar um país das dimensões do nosso, sem uma maioria expressiva no congresso, é humanamente impossível. Para se obter essa maioria costuram coligações ideologicamente antagônicas. O partido gelatinoso, aquele que ao seu bel prazer, e interesse econômico, desliza para direita ou para a esquerda, só serve para enganar seus eleitores e criar ambiente propício à corrupção, onde o corruptor e o corrompido são igualmente irresponsáveis. O Brasil esteve nos últimos dias desta campanha eleitoral  perfeitamente dividido. A polarização nunca foi mais evidente. O azul não se mistura com o vermelho. O vermelho, que doze anos atrás dominava as  regiões do centro sul do país, migrou para o norte e nordeste. O centro sul hoje é completamente azul. Não por acaso. É fadiga de material. Dentro de mais algumas horas saberemos quem venceu, e a história brasileira terá uma nova página. Seja lá quem for o partido, ou presidente eleito, espera-se promovam as mudanças que o povo clama, e mostrem de fato o que de novo prometeram nos palanques. Sabemos que há contas pesadas a serem saldadas, como as da gasolina e eletricidade. Debelar a inflação e fazer o Brasil voltar a crescer, realinhando-o ao mundo sério, sem preconceitos ideológicos, é urgente.

4 comentários:

Silvares disse...

Após 40 anos de democracia em Portugal a pergunta que faço (quantos de nós a fazem?) é: há solução? Não sei se quero saber a resposta. Boa sorte Brasil, é tudo o que posso desejar.

Jorge Pinheiro disse...

Boa sorte mesmo...

Li Ferreira Nhan disse...

Dilma está reeleita,
o PMDB, o "partido gelatinoso" continua no poder,
e de alguma maneira o PSDB ganhou a eleição.
O Brasil porém, está mais dividido do que nunca.
Precisamos de muita sorte!

Li Ferreira Nhan disse...

Parabéns Edu! Imbituba votou com Aécio; 54,07 % dos votos!!!!

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