14.10.14

Crônica diária

O grande derrotado foi o desejo de mudança

Não há como não voltar ao assunto eleitoral. Estamos em plena campanha do segundo turno para eleger o novo (ou velho) presidente da república. Numa democracia, os rumos que o pais toma, dependem da vontade popular. A nossa democracia é muito jovem, e temos muito que aprimora-la. O maior problema é a falta de escolaridade e maturidade do eleitor. O voto é obrigatório. As campanhas publicitárias completamente enganosas, e em muitos casos, vergonhosamente faltam com a verdade. Mentem descaradamente. Os eleitores mais vulneráveis são presas fáceis. O Jornal El Pais fez uma análise do resultado do segundo turno com o título acima: "O grande derrotado foi o desejo de mudança". Realmente o maior desejo da população brasileira é de mudança. Acontece que mudanças não se faz de um dia para o outro. Não é apertando dois números numa cabine eletrônica que as coisas vão mudar. Podem até mudar para pior, dependendo do candidato eleito. Mas não é dessa mudança que o povo clama. Pedem mudanças e reformas políticas. Pedem mudanças na forma dos políticos e administradores gerirem a coisa pública. Moralidade. Transparência. Profissionalismo. Idoneidade. Partidos com programas claros e exequíveis. Definição do que queremos para o país. Direitos trabalhistas e humanos, mas com deveres dos cidadãos. Sem novos partidos, sem novas regras, sem novos políticos, nunca teremos as mudanças esperadas, sonhadas, e desejadas pelos que saíram e continuarão saindo às ruas. Fazem manifestações difusas. Nem eles sabem como mudar. O certo é que com candidatos palhaços (Tiririca), com candidatas Osmarina Silva, com Bispos, ou com representantes do pior do esquerdismo radical e retrógrado como Luciana Genro, ou da direita raivosa, que vamos conquistar o povo e convoca-los a fazer reformas, mudanças. O povo quer mudar, mas mudar para melhor. Piadas não podem definir o futuro de uma nação. A candidata de esquerda radical deveria se mudar para Cuba ou Venezuela. Os de direita radical continuarem pregando entre seus fiéis e colaboradores espirituais. Os palhaços voltarem para seus picadeiros. Lugar de políticos sérios é em partidos sérios ideologicamente definidos. Nenhum partido no Brasil pode receber essa qualificação. Logo...

2 comentários:

João Menéres disse...

Esta sua CRÓNICA DIÁRIA aplica-se a tantos países, inclusive a Portugal...
A massa eleitoral pensa que só tem direitos.
O governo julga-se o dono do país.

Jorge Pinheiro disse...

A questão que tem havido por cá sobre a transformação dos Partidos implica vontade de regeneração. Ora ninguém quer perder o poder, logo a dúvida está sempre entre criar Partidos ao lado e tentar competir com os existentes ou infiltrar os existentes e conquistá-los por dentro. A vida partidária é algo que não se recomenda a ninguém. por isso só para lá vai quem não sabe fazer, mais nada, quem vê naquilo carreira ou quem se julga verdadeiramente iluminado pela causa pública. Resumindo, a coisa é difícil.

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