13.9.14

Crônica diária

Comissão da verdade

O assunto é muito espinhoso e delicado. A tal da Comissão da Verdade esconde uma clara intenção. Não há nisso nenhum trocadilho. Vamos aos fatos. Houve em 1964 uma tentativa de comunizar o Brasil. As esquerdas queriam tomar o poder. Em todo mundo, quando eles  chegaram ao poder, prenderam, torturaram e mataram seus opositores. Na época o povo saiu às ruas e exigiu que os militares interviessem, e foi feita a Revolução de 64. A esquerda, até hoje, chama o movimento de Golpe de 64. Os militares tomaram o poder e usaram as mesmas armas contra os que resistiram aos governos militares. Prisões, torturas e mortes. Como em todas as revoluções e guerras. Não há guerra sem mortes. Esse risco, todos que participam de revoluções ou guerras, sabem que correm. Os militares, para entregar o poder aos civis, exigiram que o congresso elaborasse uma lei de anistia. Os militares  cumpriram sua parte. Agora os parentes e familiares das vítimas da revolução querem processar os torturadores da época. Isso implica em romper com a anistia. Essa comissão é revanchista e inócua. O Brasil já superou e cicatrizou suas feridas. Teve no poder supremo da Presidência da República  uma guerrilheira durante quatro anos. Espero que não continue por mais quatro. Passados quarenta anos, onde todo mundo sabe que houve exageros, até crimes, durante o regime militar, querer revolver os cadáveres não ajuda o presente, muito menos o futuro. A anistia foi exigida e promulgada exatamente porque todo mundo sabia que tinha culpa no cartório. Toda revolução tem. Todo militante político, intelectual e jornalista sabe dos riscos que corre numa guerra. Na época, a democracia estava em guerra contra o comunismo. Lamento muito que os familiares dos desaparecidos tenham perdido entes queridos. Mas estávamos numa guerra. Essa é a verdade. E não precisa nenhuma comissão para constatar isso. Basta memória.

Um comentário:

Jorge Pinheiro disse...

Os mortos e torturados são filhos da revolução. Dentro deste linha histórica de pensamento, a "guerrilheira" devia ser anulada pela força ou bastará a democracia?

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