3.8.14

Crônica diária

O Estado e o capitalismo

Com esse título Merval Pereira escreveu no O Globo um artigo que não posso estar mais de acordo:"Concordo com a presidente Dilma, que classificou ontem o que está acontecendo no mercado financeiro de “inadmissível” e “lamentável”, mas tenho a visão oposta à dela: o que é inaceitável é um governo, qualquer governo, interferir em uma empresa privada impedindo que ela expresse sua opinião sobre a situação econômica do país. Sobretudo uma instituição financeira, que tem a obrigação de orientar clientes para que invistam seu dinheiro da maneira mais rentável ou segura possível.Numa democracia capitalista como a nossa, que ainda não é um “capitalismo de Estado” como o chinês — embora muitos dos que estão no governo sonhem com esse dia —, acusar um banco ou uma financeira de “terrorismo eleitoral”, por fazerem uma ligação óbvia entre a reeleição da presidente Dilma e dificuldades na economia, é, isso sim, exercer uma pressão indevida sobre instituições privadas." Se já não bastassem as interferências no Banco Central, BNDS, e outros órgãos estatais, a Dilma e sua turma tem a pretensão de interferir nas instituições internacionais que atuam no país. Isso sim é "lamentável e inadmissível". Quando as vaias nas arenas e aparições públicas, partem do que ela, e sua turma, chamaram de "elites brancas" (imediatamente adotado pela esquerda burra e intelectuais complexados ) querem minimizar o efeito eleitoral desses apupos.Mas condenam as projeções do FMI, e muitos outros levantamentos que apontam complicações econômicas e financeiras no horizonte próximo. Lamentavelmente a banco a que me referi no início desta crônica, preferiu não romper os laços com o poder, e dispensou a analista que alertou seus clientes. O futuro nos dirá quem tinha razão. Ainda a propósito do assunto, dias atrás comentei neste mesmo sentido, numa postagem do Ricardo Ramos Filho, que tem opinião diversa da minha. Respeito opiniões contrárias, mas lamento ter sido acusado, por seus leitores, de advogar bancos estrangeiros. Não tenho, e nunca tive, nem conta nesse banco. Nem sou seu procurador para defende-lo. Defendo a liberdade que qualquer instituição privada, nacional ou não, tem de se manifestar publicamente em defesa de suas ideias. Principalmente quando alertam para perigo iminente, e que coloca  em risco os investimentos de seus clientes. Para meu consolo a Dilma cai nas pesquisas e o Aécio Neves desponta como favorito nesse pleito. Menos mau. Iremos passar por um ou dois anos de muitas dificuldades causadas pelos desacertos e erros do atual governo, mas sairemos para novos anos de boas gestões. Como bom brasileiro, sempre acreditando no futuro. Até quando?

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