15.8.14

Crônica diária

Lolita

Vladimir Nabokov ( 1899 -1977) foi um escritor russo que escreveu seus primeiros nove romances em russo e só chegou à fama internacional, como um mestre estilista de prosa em inglês a partir de 1940, quando vai morar nos Estados Unidos. Lolita publicado em 1955 é frequentemente citado entre seus romances mais importantes e é o mais conhecido, apresentando o amor por intrincado jogo de palavras e o detalhe descritivo que caracteriza todas as suas obras. O romance foi classificado na quarta posição na lista dos 100 melhores romances da Modern Library.
Quando Lolita foi publicado em Inglês eu tinha 12 anos de idade. Minha mãe se chamava Heloísa, e os muito íntimos a chamavam de Lolita. Houve um  evidente constrangimento com a coincidência do apelido e o título da obra que causou escândalo na época. Sempre ouvi falar desse livro entre sorrisos maliciosos ou confessada vergonha. Ele nunca entrou em nossa casa. Agora aos setenta anos estou lendo o famoso Lolita. Todos os méritos literários do autor, muito festejado em vida, pude constatar nas suas descrições quase monossilábicas, de uma concisão e perfeição únicas. Foi inovador. Sua visão crítica sobre a América e seus hábitos e costumes é extraordinária.O tema central do livro: pedofilia, fica em segundo plano, diante da literatura magistral do narrador. Se em 1955 vários editores se recusaram publica-lo por considerarem pornográfico, hoje o tema é politicamente incorreto, e a pedofilia crime hediondo. É desconfortável e nada erótico, mas vale pela viagem pelos Estados Unidos da década de 50.  

4 comentários:

Jorge Pinheiro disse...

Viu o filme?

JG disse...

Há duas versões cinematográficas desse belo romance: a primeira, de 1962, realizada Stanley Kubrick, uma obra prima frequentemente reposta nos canais de cinema da televisão; a segunda, de 1997, realizada por Adrian Lyne, que quase passou despercebida. A visualização dos filmes é muito interessante para quem lê o livro. sobretudo o filme de Kubrick em que a imagem de Lolita virou icone .

João Menéres disse...

Comprei o LOLITA há alguns anos.
Lembro-me bem que gostei.
Mas como o tenho no Porto, terei que esperar por regressar e relê-lo com outra mente.

Jorge Pinheiro disse...

Um grande filme do Mestre Kubrick.

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