18.7.14

Crônica diária



Milagres e miragens

Dois artigos completamente diferentes: um "A pátria nos ombros" do Merval Pereira, outro "A máscara do gigante" do Mario Vargas Llosa me levaram a fazer as considerações que se seguem. Grande parte da culpa ou das razões que levaram a  seleçãozinha brasileira de futebol ao fracasso foram a falta de infraestrutura e trabalho sério na base de sua formação. Cuidou-se de muita conversa e apoio psicológico, muita preleção patriótica, rezas e conscientização de grupo, e pouco treino tático e de futebol propriamente. No campo as equipes tinham que jogar futebol. Faltou claramente isso para o Brasil. Nada de apagão, nada que não pudesse ser explicado. Por outro lado tanto a seleção como os governos do PT, e neles estão incluídos oito anos de Lula e quatro da Dilma, representam as mesmas dificuldades, as mesmas necessidades, os mesmos problemas estruturais. Muito marketing e pouco trabalho sério de profundidade. Muita maquiagem, muitas bravatas, muita corrupção, muita negociata, muita demagogia, muito populismo, muita improvisação, muita tentativa de estatização, e poucas reformas. Tanto a seleção, que na verdade é apenas um reflexo da política, como os programas de governo precisam passar por uma profunda e sólida revisão. Ou se investe em infraestrutura pesadamente, como fez e continua fazendo a China, ou nunca mais seremos o gigante prometido, como sempre foi o sonho do passado, e representado pela miragem da seleção canarinho que ajudou, em boa medida, a fazer a parte do show do circo. Mas falta o pão. É preciso pensar o país com seriedade e não com conversa demagógica de palanque eleitoral. Trocamos cérebros que pretendiam contribuir com ideias e projetos de médio e longo prazo, no ministério do planejamento, por ministros da pesca, e outras bobagens. Quando se fala em infraestrutura não é pensando no transporte aéreo durante a Copa. Não é se tratando de construir a qualquer custo arenas para jogos de futebol ou para apresentação de espetáculos de música internacional que o Brasil resolverá seus graves problemas de saúde, transporte urbano e de cargas. A indústria brasileira que era a salvação da lavoura, hoje vive à reboque do agro negócio que já foi alvo das mais severas críticas do partido que a doze anos no poder, só fez usufruir dos projetos e planos do seu antecessor. Vamos mudar tudo isso elegendo gente moça, nova e sem nenhum vínculo com o PT, partido do atraso, da corrupção, do engodo.

2 comentários:

Silvares disse...

Por vezes fico a pensar : é possível a um país chegar atrasado à festa? Quando lá chega já se abriram os presentes e comeu todo o bolo de aniversário, as meninas mais bonitas já regressaram a casa com os pais, há um ou outro amigo meio esquecido mas a festa já acabou... será possível a um país atrasar-se tanto no apronto que, quando chega à festa da democracia esta já acabou?

Li Ferreira Nhan disse...

Havia qualquer coisa de errado na ordem e consequentemente no progresso (as palavras da bandeira) no futebol da equipe (?) brasileira.
De cara a entrada em campo da selecinha; em fila, braços aos ombros dos companheiros (!?!?) e depois o horror da gritaria no hino nacional.
Paixão equivocada, civismo torto, nacionalismo perigoso, necessidade de heróis torpes, complexo de Sebastianismo!
E pensar que até anos atras um viés dessa esquerda dizia que futebol era alienação…

Logo é a vez do horário político; que Deus nos ajude!

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