31.12.14
Comentários que valem um post
Olavo Moraes Barros Neto deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Inventor do Selfie":
A curiosidade deste achado de 56 anos é a espontaneidade de ¨CATAGUASES¨ para com a Vanguarda, neste simplório, entre tantos outros relevantes acontecimentos.
A foto foi tirada em teste de equipamento(caixote Kodak), no Hotel de Cataguases, dias antes do início das aulas.
As testemunhas desta época (outra grande coincidência) inocente são: O autor do Blog. Um carismático colega carioca, de nome não lembrado. O autor da histórica foto ¨rsrsrsr¨ e Leonardo Carneiro, tb carioca,abusado de nome muito bem lembrado, todos inocentes...
O reconhecimento autoral desta,hoje,tão usada forma de auto promoção,sempre é muito gratificante para o ego do autor.
¨rsrsrsr¨
Ótimo e profícuo 2015 a todos.
Postado por Olavo Moraes Barros Neto no blog . em terça-feira, 30 de dezembro de 2014 18:32:00 BRST
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Crônica diária
O sentido da vida ou a salsicha na ponta da vara
O ato de estarmos vivos decorre do fato de termos nascido (sem nenhuma intenção própria, pelo menos consciente) e por uma série de razões (a maioria delas sem o nosso controle ou desejo próprio) continuamos vivos. Mas caminhamos para a morte desde o primeiro segundo da fecundação. Varias etapas compõe esse percurso, se não houver um acidente ou contra tempo. Infância, juventude, vida adulta e terceira idade. Durante boa parte desse percurso o que nos move é uma salsicha na ponta de uma vara. E quando damos conta disso, o sonho acabou.
O ato de estarmos vivos decorre do fato de termos nascido (sem nenhuma intenção própria, pelo menos consciente) e por uma série de razões (a maioria delas sem o nosso controle ou desejo próprio) continuamos vivos. Mas caminhamos para a morte desde o primeiro segundo da fecundação. Varias etapas compõe esse percurso, se não houver um acidente ou contra tempo. Infância, juventude, vida adulta e terceira idade. Durante boa parte desse percurso o que nos move é uma salsicha na ponta de uma vara. E quando damos conta disso, o sonho acabou.
30.12.14
Crônica diária
Na época da inocência
Finalmente aos
setenta e um anos tentei ler o clássico de Jonathan Swift " Viagens de
Gulliver" em uma nova edição da Penguim, com prefácio de George Orwell.
Disse que tentei porque li com muito interesse as biografias do autor, do
tradutor, do autor do prefácio, o prefácio propriamente dito, a introdução
escrita por Robert Demaria Jr. e as notas do editor. Quando comecei a ler o
texto original desse clássico infanto juvenil, e já sabia o que me esoerava,
por ter lido e ouvido falar, a história perdeu toda graça. Lamento não ter lido
quando li Pinócchio, Monteiro Lobato, O Pequeno Príncipe, ou Julio Verne. Hoje
não dá.
29.12.14
Comentários que valem um post
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Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":
Francamente não sei do que estamos a falar. Mas uma coisa lhe digo: o ar é o derradeiro bem raro.
Postado por Jorge Pinheiro no blog . em domingo, 28 de dezembro de 2014 13:30:00 BRST
Francamente não sei do que estamos a falar. Mas uma coisa lhe digo: o ar é o derradeiro bem raro.
Postado por Jorge Pinheiro no blog . em domingo, 28 de dezembro de 2014 13:30:00 BRST
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Crônica diária
As graves
consequências sobre a força da gravidade
A
responsabilidade de tratar de um tema tão complexo, apesar de corriqueiro, não
é pequena. Corriqueiro pela permanente e constante incidência sobre nosso
corpo, durante toda a vida. Apesar de Newton, Galileu Galilei, Aristóteles,
Einstein, entre outros, terem tratado do assunto, criado fórmulas,
tentando compreender e explicar esse fenômeno, convivemos com ele a despeito de
conhecer suas razões. O simples fato de estarmos sendo atraídos para o centro da
terra, como um ímã atrai limalha de ferro, já é por si só notável. Com o passar
do tempo todas as partes do nosso corpo tem a tendência de se convergirem para
esse ponto. Lábios, peito, pálpebras, bunda, e libido caem. A única coisa que
sobe é a gengiva. Infelizmente.
28.12.14
Crônica diária
Três anotações sobre o ar
I- Nas primeiras horas do dia ao abrir as janelas do meu quarto que dão para o jardim, num primeiro plano, para a lagoa logo a seguir, e por último para o mar, me deparei com uma lufada de ar fresco, que de tão puro parecia que acabara de ser inventado.
II- Tenho um pequeno aparelho elétrico, há muitos anos, e não posso entender como são tão raros e pouco difundidos. Fica na bancada da pia do meu banheiro. Tem tamanho de um rádio médio desses de pilha. Tem dois interruptores, um que liga e desliga e regula uma das três velocidades, outro que aciona o ionizador, mostrando uma luzinha amarela. O ar aspirado passa por um filtro é ionizado, e sai pelo oposto. Em poucos minutos se tem a impressão de se estar no cume da mais alta montanha dos Alpes Suíços. O ar é puro, fresco e parece recém fabricado.
III- O ar, temperatura e cheiro dos grandes magazines, em qualquer parte do mundo, tem o mesmo cheiro, temperatura, e frescor. É o padrão "ar condicionado internacional".
I- Nas primeiras horas do dia ao abrir as janelas do meu quarto que dão para o jardim, num primeiro plano, para a lagoa logo a seguir, e por último para o mar, me deparei com uma lufada de ar fresco, que de tão puro parecia que acabara de ser inventado.
II- Tenho um pequeno aparelho elétrico, há muitos anos, e não posso entender como são tão raros e pouco difundidos. Fica na bancada da pia do meu banheiro. Tem tamanho de um rádio médio desses de pilha. Tem dois interruptores, um que liga e desliga e regula uma das três velocidades, outro que aciona o ionizador, mostrando uma luzinha amarela. O ar aspirado passa por um filtro é ionizado, e sai pelo oposto. Em poucos minutos se tem a impressão de se estar no cume da mais alta montanha dos Alpes Suíços. O ar é puro, fresco e parece recém fabricado.
III- O ar, temperatura e cheiro dos grandes magazines, em qualquer parte do mundo, tem o mesmo cheiro, temperatura, e frescor. É o padrão "ar condicionado internacional".
Comentários que valem um post
- Aloísio De Almeida Prado Eduardo, falando em careca, conte aquela história de estarmos fazendo check in no hotel em Treze Tílias, cidade catarinense de colonização austríaca: no seu nome, você ao invés de escrever Penteado, você pôs somente um P. - a concierge perguntou o que queria dizer o P., você disse, ela levantou o olhar para você, começou a rir e você devolveu: "é por isso que uso a abreviação, porra!!!!**********************************************************************
27.12.14
Crônica diária
Estação de trem
O personagem Tsukuru Tazaki do romance do Haruki Murakami que comentei
ontem era tarado por estações de estrada de ferro. Não pude deixar de
lembrar que uma forte imagem que tenho da minha infância também esta
ligada à estrada de ferro e suas estações. Meu pai trabalhava no
interior de São Paulo, e nas férias nos levava para a fazenda de trem.
Embarcávamos na Estação da Luz, e tomávamos o leito para a cidade de
Bauru, onde a estação era grande e ponto de confluência de muitas linhas
ferroviárias. Como ele usava esse meio de transporte o ano todo, pois
morávamos em São Paulo, e ele ia e voltava todo mês, o carregador e
motorista do táxi que o atendia eram sempre os mesmos. Ficaram íntimos.
Ao chegar nas primeiras horas da manha na estação de Bauru o carregador
13 já estava a postos na plataforma para nos atender. Ele colocava
nossas malas no carrinho, muito diferente dos atuais de aeroporto, e
levava a bagagem diretamente para o ponto de táxi na porta da estação.
Nós íamos para o restaurante tomar o café da manhã. Essa era uma rotina
que não mudava. Criança gosta dessas certezas e segurança. Eu nunca
tinha visto o "nosso carregador" sem o quepe e jaleco branco com a placa
oval de cobre dourado com o número 13 em preto, na altura do peito, e
uma correia de couro cruzando do ombro na cintura. Assim andavam os
carregadores naquele tempo. No quepe também tinha uma plaquinha menor
com o 13. que o identificava. Certo dia tirou o quepe para agradecer uma
gorjeta que meu pai havia dado, e descobri que era completamente
careca. Outro homem. Nunca o teria reconhecido em outras circunstâncias.
Esse pequeno detalhe ficou gravado para sempre. Não lembro do nome
dele, nem do taxista, mas do fato de ter descoberto um outro homem sob o
quepe do treze, nunca mais me esqueci. Lembro ainda o cheiro das
estações daquele tempo. As locomotivas eram à lenha. A luz fria de neon ,
e o cheiro de café, recém passado, eram as característicos do
restaurante da estação. Mesas com toalhas e louça branca com friso azul,
e muito grossas. Da cidade de Bauru na fazenda eram seis horas de
carro em estrada de terra. Essas seis horas eram o começo, na ida, e o
fim das férias, na volta.
26.12.14
Crônica diária
Um personagem incolor
No seu ultimo
livro traduzido e publicado no Brasil, Haruki Murakami autor japonês que já se
permite ter seu nome, como autor, em destaque na capa, e maior do que o título
de seus livros. É certeza de leitura agradável, estórias interessantes, atuais,
e universais. Em nenhum momento, por mais japoneses que sejam seus personagens,
ambientados em Tóquio ou qualquer outra cidade do Japão, sua literatura deixa
de ser universal. Ele trata do ser humano, em todas as suas virtudes e
fraquezas, de forma contemporânea. Apaixonado por música, em todas as suas
estórias, há referências de autores e canções pautando a personalidade do
personagem ou clima do momento. " O incolor Tsukuru Tazaki e seus anos de
peregrinação" é mais um bom livro, de leitura fácil, e atraente. Consegue
manter o leitor preso do começo ao fim, e tem um final surpreendente e raro nos
romances tradicionais. Uma bela aventura humana e literária, ao som de muita
música e barulho de trens.
25.12.14
Crônica diária
Canabidiol e PSA
Os jornais
alardearam a notícia de que o Conselho Federal de Medicina autorizou médicos de
três especialidades a prescrevam o canabidiol, uma das substâncias químicas
presentes na maconha. Na mesma semana li nas páginas amarelas da revista Veja,
a entrevista com cardiologista italiano Marco Bobbi, recomendando o consumo
moderado ou quase nulo de carne, sal e açúcar. Dizia entre outras muitas coisas
curiosas que o exame de PSA esta com os dias contados, por não diagnosticar,
como era esperado, disfunções da próstata. Quanto ao canabidiol tenho pouco a
comentar, a não ser que se trata ainda de uma das suas substâncias, e o melhor
é ir direto na fonte. Mas quanto ao exame de PSA, que faço há muito
tempo, anualmente, fiquei espantado. Vou comentar com meu médico. Passarei, com
grande sacrifício, comer menos carnes vermelhas. Evita câncer de estômago. Sal
preciso urgentemente reduzir. Uso e abuso dele. Açúcar não consumo faz tempo, a
não ser nos doces, que também como em exagero.
24.12.14
Crônica diária
O ato de escrever
No começo se
escreve cada palavra com cuidado como quem põe os pés num riacho, investigando
a profundidade, a força da correnteza e o local onde se esta pisando. Há sempre
uma certa hesitação. Só depois de algum tempo, e conhecimento do métier, se
pode mergulhar de cabeça como peixes que se familiarizaram com a água. Os dedos
no teclado incitam o cérebro, e este estimula-os a escolherem letras formarem
palavras, criarem frases, comporem laudas. Passado um tempo os dedos parecem
animais autônomos movendo-se como manadas pelo teclado. Há ritmo, cadência, e o
resultado pode ser harmonioso e coerente. Ou não.
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Falaram do Varal:
"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes
(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)..."parabéns pelo teu exemplo de como realmente se faz um blog...ou melhor tantos e sempre outstandings...".
(Vi Leardi )








