30.11.13

AMBRÓSIO

Ambrósio é o nome do bairro de Garopaba onde há terrenos com vistas maravilhosas. Agora chegou a energia com postes de concreto e asfalto na estrada de terra. Dentro de muito pouco tempo essa paisagem rural estará inserida na urbana cheia de construções, telhados e parabólicas. É o progresso.

Crônica diária

Eu sempre usei óculos, desde moleque tive problemas na vista. Nada muito sério, mas sempre estive às voltas com oftalmologistas. Confesso que apesar disso nunca soube que temos um dos olhos "predominante". Você sabia? Pois eu não. E descobri que o meu é o direito. Como fiz o teste? Pega-se um guardanapo de papel, recorta-se no centro um quadrado de dois por dois centímetros, coloca-se diante do rosto e se observa com os dois olhos abertos, qualquer objeto através do buraco. Depois tapa-se um dos olhos, e se deixamos de ver o tal objeto, o olho predominante é este que esta tapado. Pode ser o esquerdo ou o direito. Simples assim. Mas se quiser saber muito mais sobre o olho predominante, entre no Google e saberá que há maneiras muito mais técnicas, científicas e infinitamente mais complicadas de se identificar o olho predominante. Ou pelas variadas características da íris, ou pelo lado que você dorme, e por aí vai... Como pude viver setenta anos sem saber que meu olho predominante era o direito? Logo vi que meus amigos de esquerda tinham razão.

Comentários que valem um post

Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Concordo inteiramente com o João. Os açorianos são gente fantástica, corajosa e hospitaleira. A comida e o marisco são excelentes. Muita da nossa emigração nos USA foi de lá. Hoje há muitos senadores de raiz açoriana. As ilhas são belíssimas. Só não percebo nada do que eles dizem. Os berlinenses são bem piores :))

Postado por Jorge Pinheiro no blog . em quinta-feira, 28 de novembro de 2013 23:32:00 BRST 
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 Ery Roberto Corrêa Talvez vc saiba, mas vou contar. O casal inglês saia do cemitério quando Mary, ao ver um tumulo sem epitáfio, perguntou ao marido:
_ Qual epitáfio você preferiria em meu túmulo? _ Aqui jaz Mary. Como sempre fria. E você, qual colocaria no meu?
_ Aqui jaz John. Finalmente duro.

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  João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Por cá, continua a existência de capelas-jazigo.
Eu já tenho um T 16...
Mas sem portinholas. As urnas ficam à vista, embora com cortinas transparentes na porta.
Sempre gostei de ver a paisagem !
E após o meu passamento, depois de tantos anos de vício, espero que, ao menos esse, não se altere.

Postado por João Menéres no blog . em sexta-feira, 29 de novembro de 2013 10:36:00 BRST 
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29.11.13

JOÃO MENÉRES - Fotografia


 Acabo de receber do amigo e fotógrafo João Menéres o mimo que ofertou em seu blog Grifo Planante. Como o bom papel fotográfico colorido é brilhante, e impossível, com meus parcos conhecimentos fotográficos, conseguir uma imagem sem reflexos. Mas da uma ideia do magnífico presente. Obrigado João.

Crônica diária

Antigamente os túmulos tinham mármore, bronze e não raro inscrições, além do nome e datas de nascimento e morte de seus ocupantes. Hoje os cemitérios tem no máximo grama e uma placa identificando o nome dos enterrados. Mas Enrique Villa-Matas no conto: "Não brinque comigo" cita um epitáfio: " Já começava a me entediar". Achei ótimo, e me lembrei de um tão bom quanto, que reza a lenda teria sido o desejo do irmão do meu amigo Fernando Alcântara Machado, e não pensem que era o Caio, irmão mais velho, com quem convivi. Não dou o nome por motivos óbvios. Dizia que ao morrer queria a seguinte inscrição na tumba: "Morri de tanto viver". Preciso conferir com o Fernando essa história. E para encerrar esta crônica é sempre bom lembrar a frase do Francis Scott Fitzgerald: "A vida é um processo de demolição".
 
Postado por

28.11.13

Pintura - Richard Diebenkorn


Richard Diebenkorn, Woman in Profile, 1958

Crônica diária



Sobre bairrismo

Preciso me policiar para não acabar cometendo o bairrismo que o Inácio de Loyola comete com Araraquara, e o Ronaldo Werneck com Cataguases. Esta semana me flagrei duas vezes falando de Imbituba nos meus contos e crônicas. Para eles suas pequenas e desimportantes cidades natal são o centro do mundo.Eu não nasci em Imbituba, e nem moro na cidade. Minha casa fica no município. Foi por opção que me tornei morador deste lugar. Continuo, depois de quase quatorze anos um simples forasteiro. O povo não é hospitaleiro.  Pelo contrário, os açorianos ( mais uma vez eles) são avessos a intrusos. Avessos ao progresso. Avessos ao desenvolvimento. Gente de pequena estatura física e mental.

27.11.13

ESCULTURA



"Mulher elefante", ou "Quatro bundinhas" como é mais conhecida, é umas minhas ESCULTURAS que mais gosto. Coleção: Jardim da Piacaba, Santa Catarina

Exposição de HELÔ ALCANTARA MACHADO



Galeria Sérgio Caribé apresenta
Trialidade

Exposição de pinturas dos artistas Adolfo Faúndez,
Gersony Silva e Helô Alcântara Machado

Abertura dia 28 de novembro, às 19h

A Galeria Sérgio Caribé convida para a abertura da exposição de pinturas Trialidade, composta por 3 individuais dos artistas Adolfo Faúndez,  Gersony Silva e Helô Alcântara Machado, com coquetel no dia 28 de novembro, a partir das 19h.

Adolfo Faúndez
O trabalho de artes plásticas de Adolfo Faúndez busca ampliar a carga  semântica contida na mensagem visual através da exploração estética das  técnicas visuais de composição e de estratégias de comunicação, tendo como  suporte material elementos elaborados em madeira e pintados com tinta  acrílica. As diferentes composições planas articulam-se em uma  distribuição harmônica de cores e formas, segundo uma ordem que as tornam,  na visada de um leitor-espectador partícipe, formas construtivas que  re-elaboram o processo de alfabetização visual e promovem uma leitura  expandida que ultrapassa as fronteiras formais da obra.

Gersony Silva

O tema do movimento perpassa os objetos e pinturas em acrílica sobre tela apresentados - e vivenciados - pela artista Gersony Silva ao atrelar a presença física do corpo e da natureza à representação conceitual metafísica, integrando vida e obra. Como produto de um ser humano, parti pris a obra já não é perfeita; silhuetas fotográficas maculam o branco da tela em antecipação ao viés inevitável da ação muscular pulsante do autor e das condições ambientais de atmosfera e pressão, evidenciando a sina da corporificação da ideia, da obra como despojos do combate do Eu com a mente, que só idealiza dentro de cavernas.


Helô Alcantara Machado
A simultaneidade e a justaposição de linhas, cores e volumes, que geram novas tonalidades em combinações inesperadas, revelam-se na fase mais recente da obra de Helô Alcantara Machado. A mostra de 22 pinturas a óleo sobre tela em exibição indicam que sua pesquisa enfatiza sobretudo a riqueza do universo cromático e seus limites. Quadrados, triângulos, retângulos e círculos formam composições propícias ao aprofundamento da ilusão do encontro das cores, ora sobrepondo, ora transfixando camadas sedimentadas de pigmento. Através do jogo de transparências sobre as figuras geométricas que se sobrepõem, a artista amplia a palheta a partir das cores primárias e de suas complementares ao harmonizá-las em consonância com as gramáticas da escala de cor e da gama claro-escuro.

Trialidade
Exposição de pinturas dos artistas
Adolfo Faúndez,
Gersony Silva e
Helô Alcântara Machado
Abertura 28 de novembro, quinta-feira, com coquetel das 19h às 24h
De 28 de novembro a 20 de dezembro
Segunda a sexta das 10 hs às 19 hs
Sábado das 10hs às 13hs
Galeria Sérgio Caribé
Rua: João Lourenço 79 - Vila Nova Conceição
Tel (11) 3842-5135
www.galeriasergiocaribe.com.br

Sobre os artistas

Adolfo Faúndez é arquiteto e tem formação em Belas Artes, ambos pela
Universidade do Chile. Lecionou composição arquitetônica em universidades  do Chile e do Brasil. Atuou na curadoria artística do Espaço Galeria Box  Blue (São Paulo). Fez exposições individuais em galerias e centros  culturais de Santiago e Valparaíso, no Chile, e em Curitiba (Fundação  Cultural de Curitiba) e São Paulo (Centro Cultural São Paulo). Participou  de coletivas em instituições como o Museu da Imagem e do Som de São Paulo,  a Pinacoteca Universitária (Chile) e o American Cultural Institute (EUA),  além de expor trabalhos em galerias da Nicarágua, Argentina e Bélgica.

Gersony Silva graduou-se em artes plásticas pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, com especialização em história da arte (Museu de Arte de São Paulo). É pedagoga, arte-educadora e arteterapeuta de crianças especiais. Expôs em exposições individuais no Brasil e em Portugal e participou de diversas coletivas, entre as quais destacam-se trabalhos na Galeria Monica Filgueiras, Galeria Slaviero & Guedes, Museu do Estado de Pernambuco, Museu de Arte de São Paulo, Museum of the Americas e Latino Art Museum. Tomou parte de exposições na Áustria, Portugal, Itália, Estados Unidos, França e Espanha. Possui obras em acervos de museus, instituições e coleções particulares. www.gersony.com.br

Helô Alcantara Machado nasceu e trabalha em São Paulo. Graduada em  Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica, de SP, sua formação também é baseada em visitas técnicas às galerias e museus. Destacam-se os períodos de estudo na Art Student's League (EUA) e nas britânicas Royal Drawing Society e Inchbald School of Design. Frequentou a Escola Brasil: e os ateliês de Carlos Fajardo (desenho e pintura), Dudi Maia Rosa (gravura e desenho), Luise Weiss (xilogravura) e Marilu Beer (gravura em metal). Seus desenhos e pinturas já foram expostos em mostras individuais e coletivas. www.heloalcantaramachado.com.br

Comentários que valem um post



Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Será que a vida é toda ficção? Não podemos andar sempre a dizer que o mesmo e contrário de si próprio. Os abismos são literários.

Postado por Jorge Pinheiro no blog . em terça-feira, 26 de novembro de 2013 16:00:00 BRST 
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Crônica diária

Herman Melville em Moby Dick dizia que os pescadores mais corajosos do mundo eram os dos Açores. Em que pese a lógica absurda, circunspecta, e obtusa de seus pensamentos, eram gente de muita força, coragem, pouca estatura e ideias miúdas. Para cá (Santa Catarina) vieram para espantar os índios nativos que andavam devorando e apavorando os colonizadores. O rei de Portugal manda-os para cá. Não vieram, portanto, por livre vontade. Aqui se instalaram, botaram os índios para correr e continuaram a caçar baleias que todos os anos passavam uns três meses aqui na costa. Herman Melville tinha razão, eram os mais corajosos pescadores do mundo. Continuam aqui no litoral, onde a pesca de baleias esta proibida, mas pescam tainha e camarão. Casam-se entre si, e andam com seus carros de boi seguidos por cachorros de pernas curtas e rabos longos. Não há mais índios a afugentar, mas ainda, como que cumprindo as ordens de sua majestade, rei de Portugal, odeiam os intrusos, sejam turistas, surfistas, ou gente como eu, que vem de outros estados.
Postado há por

26.11.13

Fotografia - PAULA CANTO

Em foto de Paula Canto no centro sobre a coifa da lareira, o presente que ganhei de aniversário da nossa querida amiga Claudinha. Um vaso de vela, com outra vela da mesma cor no seu interior. Enfeitando o embrulho uma ROSA ( de papel ), sua marca registrada, e nome da praia onde mora. Na foto ainda se vê à esquerda um colar enorme de conchas, e no direito parte de uma tela de minha autoria.

Crônica diária



Vazio de poder

No conto "Vazio de poder" de Enrique Villa-Matas ( no livro "Exploradores de abismo") ele diz "...todo poder é pura aparência e ficção que responde a uma estrutura falsa, armada em torno de um centro abissalmente ausente". Curiosamente havia lido dez minutos antes, na internet, uma declaração do deputado (ainda não caçado) e ex presidente do PT José Genuíno, preso na penitenciária da Papuda, condenado que foi pelo Mensalão. Disse ele: " Depois de uma viagem de um dia inteiro, totalmente desnecessária, ficamos quatro horas em um pátio porque não sabiam onde nos colocar. Se não sabiam onde nos colocar, por que nos fizeram viajar?" Tem melhor exemplo de vazio de poder? Tem razão o escritor catalão: "Todo estado é pura aparência e ficção".

Comentários que valem um post

Jorge Pinheiro deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Recomendo que comece sem grandes introitos. A partir de um esqueleto e de meia dúzia de personagens fortes a própria história se desenvolve por si própria. Ganha fôlego e nós só temos de escrever.

Postado por Jorge Pinheiro no blog . em segunda-feira, 25 de novembro de 2013 13:02:00 BRST 
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  João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Uma achega, Eduardo :
O Miguel é filho da Sofia de Mello Breyner.

Postado por João Menéres no blog . em domingo, 24 de novembro de 2013 10:49:00 BRST 
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25.11.13

Pintura, ANDY DENZLER

 ANDY  DENZLER

Crônica diária



Eu sou um contador de histórias

Hoje vou abrir meu coração e memória com vocês. A vida toda gostei de contar história. Sempre gostei de ler, e alguns autores me irrigaram a imaginação muito cedo. Julio Verne, Monteiro Lobato, Pinocchio, Os três porquinhos, Antoine Saint-Exupéry ("O Pequeno Príncipe", depois "Voo noturno" ) Peter Pan e foi por aí...Adorava inventar histórias e conta-las em capítulos para minha irmã Helena que faleceu aos oito anos de idade. Fazia ela rir e chorar com minhas tramas. Muito antes disso meus pais me repreendiam quando com cinco ou seis anos falava pelos cotovelos. Até hoje o Paulo meu irmão, que puxou aos nossos pais, que eram quase mudos, me pede para "atalhar" as histórias que costumo contar. E eu não sei contar nada em duas palavras. Ou conto por inteiro, fazendo um vasto e pormenorizado intróito, uma detalhada exposição e uma consequente e esperada conclusão, ou não conto. Histórias precisam ser bem contadas. E ser bem contadas implica em não enfarar quem as escuta. Por tudo isso ando implicado que não consigo escrever o meu tão sonhado romance. Um pouco porque muitas histórias ainda não podem ser escritas porque seus personagens insistem em viver, outro pouco porque as que já podem ser contadas não valem a pena. História boa tem que ter humor e sangue, nem que seja de menstruação, suor, ainda que seja de copula, traição
ainda que seja de princípios, e um pouco de aventura, desde que não seja com a mulher do próximo
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AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

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