31.5.13

Escritores


Truman Capote

Crônica diária

Se correr o bicho pega...

Os alarmantes índices de criminalidade entre jovens ditos "de menor", nos grandes centros, tem explicação. Todos sabemos que os traficantes de droga usavam essas crianças como fogueteiros, espias e pombo correio. Ficavam mais expostos que os "de maior". Pegos pela polícia, eram encaminhados para abrigos e soltos logo em seguida. Vezenquando um era morto. A família jurava tratar-se de um bom menino, e sem envolvimento com o crime. A polícia é sempre a culpada. Por outro lado, as leis brasileiras excessivamente brandas, fomentam com a impunidade, a criminalidade. O Estado não tem presídios e institutos de recuperação na proporção necessária. E finalmente, como ultimo motivo para esse aumento da criminalidade infantil, pode se justificar com a ação repressiva intensa e permanente nos morros e favelas, desbaratando quadrilhas de traficantes. Os " de menores" perderam seus chefes e suas funções no bando, e passaram a agir por conta própria. Como as leis não os alcançam, tem liberdade para assaltar, roubar, matar, estuprar, queimar vivas vítimas indefesas. E nós vamos levantando muros, pondo grades, instalando câmaras de vigilância, e nos privando de uma vida em liberdade. Eles já nos dominaram. Roubam nossos celulares, bicicletas, motos, carros, tênis, documentos, e se o dinheiro do cartão de banco for pouco, matam indiscriminadamente. Até quando?
Diagnosticadas as causas e efeitos, o que falta fazer? Só leis muito, mas muito mais severas poderão colocar um freio nessa escalada criminosa. Essa geração esta perdida. Vamos salvar, com leis duríssimas, as próximas.

Postado por Eduardo P.L. no blog www.elunardelli.blogspot.com.br

POEMÍNIMOS

Nada mais
feminino
do que
odor
de barraca
de peixe
em feira
livre

30.5.13

Escritores


Henry Miller

Para relembrar os nossos VARAIS

tumblr

Wang Qingsong

Wang Qingsong

Comentários que valem um post

expressodalinha deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

Concordo com o Eduardo. A mim nem me passa pela cabeça meter "palavras caras". O simples facto de ter de fazer um esforço para simplificar já é mau. O escritor vai deixar escapar, aqui ou ali, a sua pedanteira. Escrever é um exercício de comunicação e não de vaidade.

Postado por expressodalinha no blog . em quarta-feira, 29 de maio de 2013
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expressodalinha deixou um novo comentário sobre a sua postagem "POEMÍNIMOS":

Margarida Madruga? Conheço perfeitamente. Vou almoçar com ela na 6ª feira.

Postado por expressodalinha no blog . em quarta-feira, 29 de maio de 2013
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 Eduardo P.L. disse...
A definição de amigo é essa mesma: a pessoa que não acredita que possamos errar, e quando erramos minimiza o erro alegando tratar-se de criatividade, inventividade, e truque de marketing. É por isso que devemos cultivar amigos. Ainda bem que os tenho.

quarta-feira, 29 de maio de 2013
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POEMÍNIMOS

Vício de linguagem

O trem
passou
a todo
vapor
pela
estação.
Era
um
trem
elétrico.

29.5.13

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Li Ferreira Nhan deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

OBA!!! O suspense já começa antes mesmo de abrir o livro!!

Postado por Li Ferreira Nhan no blog . em terça-feira, 28 de maio de 2013
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Escritores


John Steinbeck

Wang Qingsong

Wang Qingsong

Crônica diária

Escrever bem

Quem sou eu para dizer! Mas sei de quem gosto de ler. E principalmente sei dos textos que não gosto. Não porque sejam mal escritos, até pelo contrário, são textos muito bem escritos sob o ponto de vista ortográfico e gramatical. Impecáveis. Mas chatos pra burro. O que importa, na minha humilde opinião, é a forma e o assunto. Não existe uma fórmula para ser um bom escritor, mas existe formas para se escrever com sucesso. Uma delas, talvez a mais importante, é a simplicidade. Nada pior do que a arrogância e pedantismo num texto. Palavras fora de uso, ou em desuso no vocabulário contemporâneo, ficam bem em dicionários, não no texto corriqueiro. Mostrar erudição a seus leitores pode ser fatal. O verdadeiro erudito é aquele que troca em miúdos, expõe com simplicidade coisas complexas e facilita seu entendimento ocultando seu profundo saber. O texto muito direto, simples e coloquial pode passar por medíocre. Cabe ao bom escritor torna-lo literariamente atraente escrevendo com ritmo, compasso, criatividade, inventiva, e paixão.

POEMÍNIMOS

Margarida
magra
madruga
e a noite
ainda
não tinha
acabado

28.5.13

Escritores


George Bernard Shaw

Wang Qingsong

Wang Qingsong

Matisse com modelo

 Matisse com modelo, foto de George Brassai
Enviada por José Luiz Fernandes

POEMÍNIMOS

Verdes
mares
do veleiro
com velas
vermelhas
contra
o azul
do céu
da boca
grande
de baleia
franca

Crônica diária

Boas memórias

Quem não tem boas lembranças dos cadernos novos, e dos livros das várias matérias, no primeiro dia de aula? Uma das mais nítidas recordações que tenho dessa época são dos cadernos encapados, dos livros com cheiro de papel, tinta e cola. Inteiros. Compactos. Intactos. Ao contrário do estado que ficavam ao cabo de nove ou dez meses de uso. E lembro bem as nossas canetas Park 21, depois a 51, bordeaux tampa dourada ou azul com tampa prateada. A ponta do polegar, indicador e a primeira junta do médio sujos de tinta azul. Da pasta onde levava o material da escola, e da lancheira, também de couro que cheirava à maçã. O tempo demorava passar. No recreio o jogo de bolinha de gude, ao pé dos eucaliptos, ou o futebol com tampinha de garrafa que acabavam com os sapatos pretos de ponta chata da Casa Toddy, da Rua Augusta. O ano demorava passar, Assim mesmo éramos felizes.

27.5.13

Escritores


Andre Gide

Saber

autor desconhecido

BANKSY

BANKSY

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Faces de Mulher deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Escritores":

Voltando devagarzinho a escrita...
Saudade de Ler vocês!!!
Um domingo lindo te desejo!!!
By Chrys

Postado por Faces de Mulher no blog . em domingo, 26 de maio de 2013
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POEMÍNIMOS

Época de pesca

é tempo
de tainha
brilhando
na espuma
do mar
milhares
nas redes
algumas
na telha
já comi

Crônica diária

Minha filha Sandra estava passando o fim de semana no Rio e era aniversário da  Rosa   sua sogra. "Tudo bem minha filha? " "Tudo,,. ahh papai, fiquei sabendo que livro não paga imposto, você sabia?" Ao que respondi com uma outra pergunta: " Sabe por que?"  "Não, por que?" " Porque não vende". Pano rápido. Por mero acaso estava lendo "Pulso" do escritor inglês Julian Barnes, e lá pelas tantas um dos personagens, de um dos contos, relembrou a história da inglesa de alta linhagem, quase real, que numa viagem de navio transou com um marinheiro. No dia seguinte o marujo ao cruzar com a madame no convés cumprimentou-a com um "oi" meio íntimo, ao que ela respondeu: " penetração não quer dizer apresentação". Fecha o pano.
 
Postado por

Série cadeiras

tumblr

26.5.13

Escritores


Charles Bukowski

Oh My Life

Oh My Life 

THE HOLY MOUTAIN


kT
The holy moutain theatrical trailer

Lucian Freud

 Um retrato e seu auto retrato
 O pintor e seu modelo
Seu modelo e "amigo"

Crônica diária

Olhar, ver, rever e não enxergar. Não me refiro aos jogos dos sete erros. Não me reporto às brincadeiras e pegadinhas que testam nossa atenção. Me refiro ao nosso mais importante e sagrado trabalho diário. Depois de trabalhar por mais de seis meses num determinado livro, sobre tudo com a capa, a quem dedico especial atenção, porque acho importante a forma visual em que se apresenta a obra  literária, eu não percebi um erro gritante e aprovei para impressão. Não importa quem cometeu o engano. Ao aprova-la, assumi integralmente o erro. O livro pronto descubro o lamentável equivoco. Quase tive um troço. Estava a bordo de um avião, e certamente as comissárias de bordo iriam pensar que tivesse sido a altura, ou descompressão que me tivessem feito mal. Nada disso. Foi primeiro meu espanto. Depois minha incredulidade. Estive com a prova de capa mais de dez dias ao meu lado. Mostrei para várias pessoas. Não percebemos nada. Livro impresso, o que fazer agora? Sentia o sangue do meu coração bater nos ouvidos. Percebi que minha pressão caiu ao mínimo suportável. Aí vem a raiva. Como pude olhar, ver, rever e não enxergar. Mas como na vida tudo se da um jeito, liguei para a minha mulher, contei o ocorrido, ela não podia acreditar. I-na-cre-di-tá-vel.... Mas aconteceu. Agora vamos remediar. Fazer um selo auto adesivo, e colar na capa. Vamos fazer com a melhor qualidade, para parecer coisa proposital. Precisamos que digam: "que detalhe caprichado, que esmero de produção"... Como disse uma personagem do escritor ingles Julian Barnes, em "Pulso": "Eu acho que os escritores se beneficiam  mais com as coisas que dão errado do que com as que dão certo. É a única profissão em que o fracasso pode ser transformado em algo positivo". Espero.
Postado há por

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  • Graziella Debbane Querido Eduardo, um dia um amigo me perguntou: " Grazzi, quem são nossos representantes?" Eu não soube responder porque simplesmente não tenho representantes: nunca tive pois nunca votei! Mas depois, pensei: o Brasil tem! São eles; ou sejam: somos nós. Os que " nos representam" são um simples retrato, o "espelho" do que somos; são uma porcentagem do que somos, "democraticamente" eleitos... E isso me assustou! Se eles somos nós, então não há solução para esse país!
    Talvez a única peça incongruente desse quebra-cabeças resida na palavra mágica " democracia"... Não existe "democracia" sem "educação", existe? Então, não temos uma "democracia" e sim um estado ditatorial... A ditadura da "ignorância" quase absoluta batizada de "analfabetismo funcional"! Nosso povo já assina o nome, mas mão compreende o quê está assinando; no quê ou em quem está votando: somos um país de quase 200 milhões de analfabetos e não se pode esperar nada de bom dessa massa burra: não vejo saída ou esperança enquanto houver essa "ditadura pela ignorância"... É muito mais fácil governar um rebanho de analfabetos, de eleitores comprados com esmola social, do que cabeças pensantes, analíticas, criticas: isso dá trabalho; gera polêmica; que gera questionamentos e assim por diante...
    Não vejo futuro para esse país, infelizmente!
    Não sei se é karma, se é atávico, ou se é só DNA de país terceiromundista mesmo, mas a verdade é que não vejo solução; e, de novo, reputo: ou de implementa uma REVOLUÇÃO EDUCACIONAL séria, verdadeira, ou seremos sempre essa nação pré-histórica, desgovernada, à beira do abismo...

POEMÍNIMOS

Madrugada
canta o galo
canto o grilo
esfria
antes do sol
nascer
A melhor
parte do dia,
todo dia,
tem canto de galo
grilo
e esfria

Série cadeiras


25.5.13

The Real Life Models

Escritores


Patricia Highsmith

Lucian Freud

 Lucian Freud pintando
 Lucian posando ao lado de uma de suas telas
 Lucian pintando a Rainha da Inglaterra
Retrato da Rainha

Série cadeiras

tumblr

POEMÍNIMOS

Cabelo amarelo

O Chico
defendeu
seu neto
afirmando
não haver
branco
no Brasil
Contra
o racismo
falou
com raiva
e ironia
da senhora
de cabelo
amarelo
"não há branco
no Brasil"

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Gaspar de Jesus deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Lucian Freud":

Fui à procura e li que, LUCIEN FREUD é considerado um dos maiores retratistas do Século XX.
Mas para o olhar comum dos mortais, o que ressalta, é o seu mau humor com a Arte e com os seus retratados. Até consigo próprio; (veja-se o seu auto-retrato). Assim sendo, quando não se tem um jardim no coração, o resultado é este.
G.J.

Postado por Gaspar de Jesus no blog . em sexta-feira, 24 de maio de 2013
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Cabeçalho rotativo


24.5.13

Fotografia


 Foto de Pedro Motta, 2013

O mineiro Pedro Motta acaba de vencer (7 de maio) a nona edição do BES Photo,  principal prêmio de fotografia de Portugal. Receberá 40 mil euros pelo prêmio.

O concurso, uma iniciativa do Banco Espírito Santo com o Museu Coleção Berardo,  conta nesta edição com a parceria do Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, que vai exibir de 18/6 a 11/8  obras selecionadas para o concurso. Os trabalhos estarão  expostos até o dia 2/6 no Museu Coleção Berardo, em Lisboa.
 (…) Acho que de certa forma sou um escultor frustrado, pois poderia ter realizado alguma dessas intervenções, como a dos blocos de terra, depois fotografando-as. Achar essas “coisas” é um exercício também. Muitas delas conheço há anos e durante meus deslocamentos (entre cidades) inevitavelmente passo por elas. Acredito que vou formando uma certa geografia afetiva para depois registrá-las. Com os trabalhos mais recentes a vontade de desvirtuar a ordem das coisas foi crescendo. Assim o desenho alinhavou uma vontade com a possibilidade infinita de construção de uma nova geografia afetiva. Posso dizer que seria também uma geografia fictícia em que a base da vida quotidiana do campo vai sendo modificada, primeiro pela mão do homem e segundo por desordem e criação do artista. […] A escultura está cada vez mais presente no meu trabalho. Quando comecei a fotografar, tinha uma outra relação com a fotografia, algo ainda muito ligado ao documental, à cultura fotográfica, ao referencial e de certa forma aos fotógrafos dos anos de 1960-1970 (Robert Frank, Ed Ruscha, Josef Koudelka…). Atualmente, penso a fotografia como uma forma de concretizar um trabalho pré-concebido. Acredito que em um determinado momento posso realmente conceber e materializar uma ideia e depois registrá-la, usando a fotografia somente como um suporte de apresentação. Neste aspecto, posso dizer que as esculturas do Carl Andre foram muito importantes para mim. Principalmente na questão formal do trabalho. (…) – Pedro Motta
Enviada por José Luiz Fernandes

Escritores


Mark Twain

Lucian Freud

 LUCIAN FREUD
A tela e a foto de atelier

Humor

tumblr

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Silvares deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária":

As palavras podem assemelhar-se a navalhas. Se não as utilizamos com cuidado podemos cortar os dedos. Na melhor das hipóteses.

Postado por Silvares no blog . em quinta-feira, 23 de maio de 2013
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Crônica diária

Há sons e ruídos que ficam marcados indelevelmente em nossa  memória. O apito das locomotivas que puxavam dezenas de vagões na estrada de ferro Noroeste do Brasil, há poucos metros de uma casa onde passei férias, em toda minha infância e juventude, não se perderam. O apito e as lufadas da caldeira da locomotiva são inesquecíveis. Estamos falando dos sons, e nesse caso não cabe lembrar o ferro que os estafetas trocavam com o maquinista. Sobre eles escreverei em outra oportunidade. Mas sobre os sons existe ainda aqueles dos bondes e de seus trilhos. O barulho áspero e agudo do metal das pesadas rodas em contato com os trilhos. Tão primitivo que só quem andou de bonde pode lembrar. O freio com areia e o ranger da madeira vermelha e amarela das cabines dos bondes, ou camarão, como eram chamados. Abertos ou fechados, o bonde era um meio de transporte da minha infância. Fui e voltei para o colégio em muitos deles. O seu ruído não esqueci mais.
Postado há por

POEMÍNIMOS

crista de onda
crista de galo
pés de bode
rabo de saia
pano pra manga
rabo de cavalo
crista branca
espuma
crista vermelha
sangue
pé de vento
rabo preso
no pé da mesa

Série cadeiras

tumblr

23.5.13

Escritores


Tennessee Williams

Lucian Freud em plena ação

Lucian Freud

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Caro Eduardo, a lembrança mais antiga que tenho de você era loja, pioneira de calças , la perto da Rua Augusta.Depois foram encontros casuais e depois o afastamento.Incrível com se perdem amigos pelo caminho.Fico muito contente de reencontrar cômodos essas dotes literários.Parabéns, um grande abraço.Lambert Wis

Crônica diária

Expressões regionais

Já andei escrevendo sobre a hipocrisia de certas palavras. Por exemplo "criado-mudo" virou mesa de cabeceira. Chamar uma mesinha de criado é politicamente incorreto. Chamar de criada, uma empregada domestica, é blasfêmia inconcebível. E vai além os preconceitos, pois hoje nem de empregada doméstica podemos chamar as cozinheiras, lavadeiras, e faxineira domésticas. São chamadas com hipocrisia, pernosticamente, de "secretárias ou auxiliares do lar". Isso para não voltar a falar do caso racista de chamar pretos de negros. Preto é crime. Mas essas expressões são de caráter nacional. Tenho três grandes amigas gaúchas e com elas fiquei sabendo que no Rio Grande do Sul chamam seio, peito, mamas de "tetas". É demais. Os gaúchos que me perdoem, mas suas origens pecuária, não lhes dão esse direito. Para o resto do Brasil, teta é de animal. Vacas, cabras, porcas, mas a mulher, respeitosamente tem mamas, peitos ou seios.

Postado por Eduardo P.L. no blog www.elunardelli.blogspot.com.br

POEMÍNIMOS

Maresia

Salga
e detona
mar e brisa
cheirando
mulher
alga
e
sal
engana
e detona
no silêncio
corrói
e
destrói

Cabeçalho rotativo


Série cadeiras

autor desconhecido

22.5.13

Escritores


Julio Cortázar

Crônica diária

O leitor, dos cinco mais assíduos, Henrique B. Larroudé me deu uma notícia que nos entristece muito. Beto Guerra esta numa UTI do Sírio Libanês em São Paulo por conta de um importante AVC. Uma figura impar, sem papas na língua, colecionou amigos com a mesma facilidade que cultivava desafetos com suas opiniões que não permitiam divergência. Ame-o, ou odeio-o. Sem meio termo. Conservador como exemplo de conduta a dar inveja aos mais conservadores do partido conservador da Inglaterra. Aliás nunca disse isso a ele, mas nasceu no país equivocado. Era um Inglês do corte do cabelo e penteado, aos nós dos sapatos clássicos e discretos. Não admitia modernismos. Glutão, lutou contra o peso a vida toda. Era ferino em seus comentários. E tinha uma risada irônica, solta e divertida. Trava uma batalha, nessa "guerra" pela vida, onde emprestou seu sobre nome. Poderia ter morrido aos dezoito anos. Trocou todas as válvulas que um coração permitia. Jogou tênis, e bridge  como, mais uma vez, um bom inglês faria. Viajou e se tratou em Miami. Tinha paixão por aviação, e pilotou sem carteira médica atualizada, seus vários monomotores. Namorou e casou muitas vezes. Teve cinco filhos. Fez da vida uma rotina minuciosamente projetada e administrada. Com seus gestos grandes e lentos, produzia com seu vozeirão respeito e lugar certo na cabeceira da mesa onde, às sextas feiras, reunia seus amigos. Teve muitos. E ninguém poderia supor que a ultima batalha não fosse ser cardíaca.
Postado há por

POEMÍNIMOS

Como se não ouvisse
Como se não visse
Como ou não
Se visse
E se ouvisse
Comia não

Cabeçalho rotativo


Série cadeiras

Autor desconhecido

21.5.13

Escritores


Albert Camus

JORGE PINHEIRO

Retrato de Jorge Pinheiro, by E.P.L ( Cimitan ) cavão sobre papel- 2010

Crônica diária

Criança não é chocalho

Tive a pouca sorte de me sentar ao lado de uma jovem mãe. Muito jovem e com um filho de uns seis anos sentado na poltrona da janela, e um bebê de colo. Antes mesmo do avião decolar a criança já estava chorando. Choro de criança só é suportável pelos parentes, assim mesmo moderadamente. Mas a jovem mãe ministrava a terapia do chocalho para acalmar a criança. Não me refiro ao brinquedinho de plástico cor de rosa, que faz um barulhinho e a criança pega e se distrai. Não, passou a chocalhar o bebê. Mas chocalhar de uma forma tão despuradamente chacoalhante que me irritou. Não acreditava no que ela estava submetendo seu filho. Milagrosamente o bebê parou de chorar. Estava viciado no dito chacoalho. Porque não era um leve balanço de cintura, com a criança nos braços. Era um movimento frenético, compassado, mas num compasso muito forte, que poderia provocar enjoou, náuseas, síndrome do bebê sacudido ou descolamento do córtex. Parecia uma roqueira a se chacoalhar como se o filho fosse uma guitarra. Essas sessões duraram por minutos intercalados durante toda a viagem. Me segurei para não chacoalhar a jovem mãe.

Postado por Eduardo P.L. no blog www.elunardelli.blogspot.com.br

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mauro m deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Comemorando":

Êta, haja visita !!!
Tenho frequento quase diariamente esse varal nos últimos 5 anos, creio. Portanto sou responsável por umas 1.800 visitas, dessas 700.000.
Quase um sócio-atleta desse clube .

Postado por mauro m no blog . em segunda-feira, 20 de maio de 2013
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 Silvares deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Comemorando":

À minha conta também devo ter um bom pecúlio de visitas nessa imensidão que são 700 mil. Um mar de visitas com posts a navegar como barquinhos à vela.
:-)
Postado por Silvares no blog . em segunda-feira, 20 de maio de 2013
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 Silvares deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Crônica diária": Tomo a liberdade de comentar esta crónica com um excerto de um conto que estou a escrever e me pareceu apropriado: "Todos sabemos que as coisas acontecem quando têm de acontecer. Mas também sabemos que por vezes acontecem tantas coisas em simultâneo que o acaso toma a forma de destino."
Abraço.

Postado por Silvares no blog . em segunda-feira, 20 de maio de 2013
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AS POSTAGENS ANTERIORES ESTÃO NO ARQUIVO AÍ NO LADINHO >>>>>

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"...o Varal de Ideias é uma referência de como um blog deve ser ." Agnnes

(Caminhos e Atalhos, no mundo dos blogs)

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(Vi Leardi )

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( Peri S.C. adaptando uma frase do Millôr )
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