31.12.12

CUTUCOS de Maria Tomaselli







CUTUCOS de Maria Tomaselli

Barbara Hepworth



 Dame Barbara Hepworth DBE (10 January 1903 – 20 May 1975) was an English sculptor. Her work exemplifies Modernism, and with such contemporaries as Ivon Hitchens, Henry Moore, Ben Nicholson, Naum Gabo she helped to develop modern art (sculpture in particular) in Britain.

MOTOSSERRA na Transamazônica

 Altamira, no Pará, na beira da rodovia Transamazônica, década de 1970. O uso de motosserras era algo tão comum que até os bares as tinham para vender, expostas sobre troncos de árvores já cortadas.   
Como foi – Um fotógrafo de notícias tem de ter olho atento para tudo que o cerca, mesmo parecendo-lhe corriqueiro aquilo que enxerga. E essa foto aí é um bom exemplo disso. A ver: uma cena tão banal, que retratei sem nenhum capricho visual, da janela de um jipe em movimento, hoje representa algo inimaginável. Na época da construção da BR-230, estrada que fazia parte do projeto de colonização da Amazônia, o governo incentivava a ida de colonos para a região.
As máquinas de ceifar árvores eram peça essencial para tombá-las e possibilitar a posse da terra. Agora, passados trinta e tantos anos, apesar de ainda haver devastação, a consciência sobre preservação ecológica mudou. A toda hora a gente lê notícia da apreensão e multa para quem comercializa e usa motosserras sem controle. (Orlando Brito)
Enviada por José Luiz Fernandes

NOTA - Tão natural como a venda de machados e limas. Essas eram as ferramentas para desmatar.  As motosserras tinham o apelido de AEROMOÇAS ( que era o nome das comissárias de bordo, na ocasião ) Por que? Viviam nos aviões para cima e para baixo, para manutenção que sempre era feita numa cidade próxima, e elas viviam dando defeito. E porque serviam para derrubar pau. Piada de mal gostou nos dias de hoje, onde o politicamente correto esta na moda, e desmatar é crime lesa pátria. Em 1970, se dizia que tinham três coisas que não serviam para nada: Mato em pé, caminhão vazio, e mulher virgem. Os tempos mudaram. E.P.L.

Rua OSCAR FREIRE, em SÃO PAULO

Tem cada tipo ! Foto E.P.L.

Comentários que valem um post

Arte Intemporal Em todos os bairros há as suas figuras típicas, independentemente da dimensão das cidades. Nota-se mais em cidades pequenas, como onde eu nasci, em que as figuras típicas têm uma notoriedade que as tornam numa espécie de património público e cujas histórias passam de geração em geração como se de lendas se tratassem. Contudo, essas pessoas realmente existem (ou existiram), têm as suas famílias, os seus afectos, as suas profissões e, quando nós, os considerados normais, nos defrontamos com isso, ficamos muito admirado por essas lendas terem tido pais, irmãos, filhos. Por vezes surpreendo-me, sobretudo aqui no Facebook, com o desvendar da realidade dessas lendas (tem muita gente que o faz, e ainda bem) que para mim não passavam de lendas. Nessas pessoas poderá haver loucos, mas não todos. Têm, outrossim, hábitos que fogem da rotina, o que a grande maioria das vezes é muito saudável.
Jacinto Gomes, no FB
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 Cídia Regina Noschese compartilhou sua foto.
Eduardo, acho que o Prof. Lacretta ( Colégio Nossa Senhora do Brasil) iria se sentir muito feliz em ver o aproveitamento daquele aluno com fama de rebelde, recem saído de um colégio interno e que hoje demonstra ter aprendido muito nas aulas de portugues. Gosto muito de ler essas suas pequenas cronicas. Gostaria que elas fossem postadas mais frequentemente.
Um grande abraço,
Cy
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Leitores do LIVRO

Paula Dip que foto deliciosa...feliz 2013 Eduardo, thans for the book, by the way, vou lê-lo nas férias !
No FB

30.12.12

MARINA ABRAMOVIC


 Nascida na antiga Iugoslávia, atual República da Sérvia, Marina Abramović sempre teve seu trabalho relacionado ao corpo e à performance, sendo uma das primeiras artistas a explorar a relação entre o artista e o público, os limites do corpo e as possibilidades da mente.
 Sua carreira teve início na década de 70 e é considerada uma das principais contribuidoras para a consolidação da performance como forma de expressão artística. De 1975 a 1988, ela e o artista alemão Ulay, então seu companheiro, trabalharam juntos, explorando as possibilidades da criação conjunta. Deste período resultaram alguns de seus principais trabalhos.
 Sua obra ganhou grande repercussão com uma mostra no MoMA, finalizada em maio de 2010, com duração de três meses, intitulada de "Marina Abramović: The Artist Is Present", na qual os visitantes foram encorajados a sentar-se à frente da artista, que silenciosamente os recebia, além, é claro de uma retrospectiva destas quatro décadas dedicadas à arte, que abrangem obras de vídeo, criações sonoras, instalações, fotografias, performances solo e performances de colaboração. A mostra incluía ainda remakes de antigos trabalhos interpretados por jovens artistas, algo sem precedentes na arte performática.

Sua relação com a moda ficou mais estreita quando a V Magazine a convidou para ser capa de um das versões da The New York Issue, fotografada por Mario Testino ao lado de nomes como Marc Jacobs e Lady Gaga.
 Fonte: aqui

Pés de sofa com meia ARRASTÃO

Meia ARRASTÃO no pé do sofa. Foto E.P.L.

29.12.12

LOUISE NEVELSON



 Louise Nevelson (September 23, 1899 – April 17, 1988) was an American sculptor known for her monumental, monochromatic, wooden wall pieces and outdoor sculptures. Born in Czarist Russia, she emigrated with her family to the United States in the early 20th century when she was three years old. Nelsonite learned English at school, as she spoke Yiddish at home. By the early 1930s she was attending art classes at the Art Students League of New York, and in 1941 she had her first solo exhibition. A student of Hans Hofmann and Chaim Gross, Nevelson experimented with early conceptual art using found objects, and dabbled in painting and printing before dedicating her lifework to sculpture. Usually created out of wood, her sculptures appear puzzle-like, with multiple intricately cut pieces placed into wall sculptures or independently standing pieces, often 3-D. A unique feature of her work is that her figures are often painted in monochromatic black or white.[4] A figure in the international art scene, Nevelson was showcased at the 31st Venice Biennale. Her work is seen in major collections in museums and corporations. Louise Nevelson remains one of the most important figures in 20th-century American sculpture.

FOTOS DA SÍRIA ?

 Imagens de edifícios bombardeados?
Cidade destruída por guerra?
Nada disso. Apenas uma construção relativamente nova, na Marginal do Rio Pinheiros, na cidade de São Paulo, sendo demolida. Aí era o palácio das vaidades. Aí foi um dia a loja mais cobiçada das mulheres ricas do Brasil. Aí foi um dia a famosa Daslu. Sua criadora já morreu. Foi perseguida e conseguiram levá-la às barras dos tribunais. Seus negócios tão ilegais quanto aos dos seus perseguidores. Ela incomodou muita gente. Seu sucesso não foi perdoado.
Nunca entrei nesse prédio. Conheci a Daslu quando ainda era uma, ou duas casinhas, no bairro vizinho. Comprei um terno, que uso até hoje. Na verdade uso muito pouco terno, graças a deus. Essas imagens eu fiz do novo shopping JK Iguatemi. Fica ao lado. No mesmo corredor do shopping , por ironia do destino, há uma loja da Daslu. Sua criadora deve estar se retorcendo no caixão. Para quem conhece essa história de perseguição político/fiscal, vai entender o que digo.

Ultima caricatura do ano

 Para encerrar as CARICATURAS de 2012, uma da PRESIDENTE Dilma.
Veja outras no VÍTIMA DA QUINTA

Comentários que valem um post


Mauro Magliozzi mencionou você em um comentário.
 Mauro escreveu: "Grande dica o " Confraria ...", fazia tempo que não lia um livro tão bom, e delirante, Eduardo . E em breve um post ( no Armazém ) sobre o " Ultimo blog ..." , claro, ótimo."

28.12.12

INGE MORATH - Fotógrafa


Early years (1923-1945)
Ingeborg Morath was born in Graz, Austria. Her parents were scientists whose work took them to different laboratories and universities in Europe during her childhood. First educated in French-speaking schools, Morath relocated in the 1930s with her family to Darmstadt, a German intellectual center, and then to Berlin, where Morath's father directed a laboratory specializing in wood chemistry. Morath was registered at the Luisenschule near Bahnhof Friedrichstraße.[2]
Morath's first encounter with avant-garde art was the Entartete Kunst (Degenerate Art) exhibition organized by the Nazi party in 1937, which sought to inflame public opinion against modern art. "I found a number of these paintings exciting and fell in love with Franz Marc's Blue Horse", Morath later wrote. "Only negative comments were allowed, and thus began a long period of keeping silent and concealing thoughts." [3]
After finishing high school, Morath passed the Abitur and was obliged to complete six months of service for the Reichsarbeitsdienst (Reich Labour Service) before entering Berlin University. At university, Morath studied languages. She became fluent in French, English, and Romanian in addition to her native German (to these she later added Spanish, Russian and Chinese). "I studied where I could find a quiet space, in the University and the Underground stations that served as air-raid shelters. I did not join the Studentenschaft (Student Organization)." [4] Toward the end of World War II, Morath was drafted for factory service in Tempelhof, alongside Ukrainian prisoners of war. During an attack on the factory by Russian bombers, she fled on foot to Austria. In later years, Morath refused to photograph war, preferring to work on stories that showed its consequences.
Vide VARAL aqui

Leitores do livro

Olá Eduardo,

Marta marcou você em uma publicação.

Marta escreveu: "Bagagem de Verão: / Summer luggage:
Jennifer Egan, Jane Austen, Eduardo Penteado Lunardelli, Mia Couto, J M G Le Clézio.
Boas férias a todos! Happy Summer holidays!"

No FB, 
Marta Mello

José Luiz Fernandes enviou:


A evolução de Matisse rumo ao êxtase

(ROBERTA SMITH
The New York Times, reproduzido na Folha de S. Paulo, 26/12/2012)

O grande modernista francês Henri Matisse (1869-1954) não era alguém que gostava de aderir a causas. No início do século 20, ele liderou o breve ataque dos "fauves" -aqueles "animais selvagens" de cores fogosas-, mas se absteve dos movimentos mais simbólicos da arte moderna.
Ele comungava com artistas do passado e periodicamente roçou ombros com o cubismo. Mas seu desejo era, como ele mesmo disse, "ir mais longe e mais a fundo na verdadeira pintura".
Sua evolução rigorosa e inabalável é o tema de "Matisse: Em Busca da Verdadeira Pintura", no Metropolitan Museu of Art, em Nova York, uma das exposições mais emocionantes e instrutivas sobre esse pintor. Ela estará em cartaz até o dia 17 de março. Tão maravilhosa quanto sucinta, a exposição desliza pela longa carreira desse mestre francês com apenas 49 pinturas, mas quase todas são obras estelares e pivotantes.
A exposição projeta uma nova luz sobre a tendência de Matisse a copiar e a trabalhar em séries. As pinturas procedem em pares ou em grupos alinhados pelo tema: dois arranjos de natureza-morta com frutas e compota, de 1899, duas versões de um jovem marinheiro cochilando em uma cadeira, de 1906, quatro vistas (1930 a 1914) de Notre-Dame de Paris.
A última galeria oferece cinco pinturas do final dos anos 1940 que mostram o estúdio de Matisse em Vence em cores planas e saturadas.
Espalhadas por oito galerias, cada par ou grupo forma seu próprio minisseminário. Juntos eles mostram a incansável hesitação de Matisse entre extremos, sempre repensando e revisando sua maneira de alcançar a grandeza com ideias radicais sobre economia e acabamento. Deve-se dar atenção a seu hábito de pintar cores escuras sobre outras claras para criar um sutil brilho inferior e sua frequente ênfase à tela branca como uma fonte de luz e textura. Ele buscava uma direção implicitamente moderna que criou uma forte intimidade entre artista, objeto e espectador. Ele afirmou: "Trabalho em direção ao que eu sinto, em direção a uma espécie de êxtase".
A prática de copiar de Matisse surgiu de sua educação acadêmica, que por longa tradição envolvia copiar antigos mestres no Louvre. Mas ele mudou esse exercício na direção do presente, copiando obras muito mais contemporâneas e fazendo experimentações de estilos, principalmente dos pós-impressionistas. A primeira galeria inclui a homenagem de natureza-morta a Cézanne (1904) e outra obra representando o mesmo arranjo à maneira pontilhista de Paul Signac (1904-1905).
Ainda mais interessantes são as duas naturezas-mortas de 1899 com compotas e frutas. Uma é pintada ricamente, um tributo pós-impressionista abrangente (Van Gogh, Gauguin, Cézanne, Vuillard) moldado em uma luz melíflua. A outra é despida, quase esquelética: as frutas e os vasos são denotados por silhuetas planas em cores vivas.
É possível passar toda a visita nas segunda e terceira galerias da exposição, meditando sobre os marinheiros e os nus com echarpes brancas. É quase chocante ver que a grande "Vista de Notre-Dame" (quase toda azul) do Museu de Arte Moderna (1914) tem uma gêmea improvável do mesmo ano: uma visão relativamente realista da catedral. Nos anos 1930, Matisse começou a tirar fotos em preto e branco de suas pinturas enquanto trabalhava nelas. Em 1945, ele chegou a exibir seis pinturas, cada qual cercada de suas fotografias, na Galeria Maeght, em Paris.
A sétima galeria da exposição no Metropolitan apresenta três telas da Maeght, entre suas fotos evidenciais. Elas estabelecem que o progresso de Matisse era muitas vezes duro, e que ele trabalhava desafiando suas dificuldades até uma imagem final que emana frescor consumado e facilidade. É claro que as pinturas de Matisse são quase sempre destilações duramente conquistadas, mas é de todo modo maravilhoso ver o processo tão amplamente registrado. 
Enviado por José Luiz Fernandes

Comentários que valem um post

Janice Adja deixou um novo comentário sobre a sua postagem "10 Coisas Que Enlouquecem Um Homem.":

O homem realmente não tem paciência para provar roupas, compra a primeira que ver pela frente. Usa até se acabar. Já a mulher, prova umas cem roupas e quando chega em casa diz que não gostou.
Beijos!!


Postado por Janice Adja no blog SOCIEDADE ANÔNIMA em 27 de dezembro de 2012
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  João Menéres deixou um novo comentário sobre a sua postagem "DELFINO CAMARGO PENTEADO e SEBASTIANA ELISA CAMARG...":

No caso, que importam os reflexos num simples vidro ?
Importante, verdadeiramente importante, foram os IMENSOS REFLEXOS POSITIVOS deixados à descendência !
Como seus avós, devem estar orgulhosos !!!

Já foi há um ano...um ano de imensa e eterna SAUDADE...
Nesta data, Eduardo, deixo-lhe um abraço muito forte e amigo.

Postado por João Menéres no blog . em quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
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José Bonifácio Boné Ferreira mencionou você em um comentário.
José Bonifácio escreveu: "Eduardo Penteado Lunardelli,ahahhahahhahahahahahha estou gargalhando mesmo,isso é muito engraçado mesmo e verdadeiro, adorei vc. sumir naquela época,e naturalmente jamais falarei o nome da sua ex e na época minha atual,pessoa maravilhosa e muito querida até hoje,mas nem gagá um grande natal para vc. e um ano maravilhoso e cheio de alegrias abração !!!!!!!"

 
Cecilia Machado mencionou você em um comentário.
Cecilia escreveu: "ÊPA ! Mas esse cara sou eu !!!! Quer dizer, esta estória aconteceu comigo ! Meus queridos príncipes Eduardo Penteado Lunardelli e José Bonifácio Boné Ferreira agradeço o cuidado que tiveram em me poupar de tamanha difamação, mas é com muito orgulho que declaro ter sido namorada de vocês dois (super gatos irresistíveis) entre muitos outros. Talvez à época eu preferisse o anonimato para não chocar os amigos, mas hoje não estou mais em idade de me preocupar com a minha reputação. Sempre soube que seria impossível namorar todos os homens do mundo mas sempre tentei, e confesso que continuo tentando..."

Cecilia Machado mencionou você em um comentário.
Cecilia escreveu: "Êpa !!!!! Mas esse cara sou eu ! Esta estória aconteceu comigo ! Agradeço aos meus queridos Eduardo Penteado Lunardelli e José Bonifácio Boné Ferreira pela delicadeza em preservar meu nome mas não será necessário. Não estou mais em idade de me preocupar com a minha reputação... e vocês eram dois gatos irresistíveis... e eu sempre achei que Deus castiga quem não aceita as coisas boas que nos são oferecidas pela vida ! Mas a estória não foi bem assim. Minha memória está mais viva que a do Eduardo. Ele não apareceu no Gallery depois da ceia de Natal, como estava meio combinado - era tudo muito light, sem grandes compromissos - e no dia seguinte eu disse: que pena que você não foi. Estava ótimo, cheio de pessoas divertidas e agora o Boné já está no chuveiro ! Isso aconteceu em 1982 !!!!"

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 Cesar Giobbi
Fui lá espiar, achei ótimo o formato. O sanduba era ótimo mesmo. Estou cansado de site. De jornalismo, de ter de noticiar. Acho que vou fazer como o seu. E nem prometo postar todo dia... Abs tudo de bom em 2013

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Fátima Santos oh! Edu mas o "jardim de cimento" só é pequeno e fino...lá levezinho é que ele não é...deixe a senhora na confraria ou aconselhe-lhe a delícia dum clássico moderno (!!) o Kafka à beira mar desse espantoso Haruki Murakami 
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27.12.12

Eve Arnold - Fotógrafa

 Eve Arnold
 Eve Arnold was born Eve Cohen in Philadelphia, Pennsylvania, the middle of nine children born to immigrant Russian-Jewish parents, William Cohen (born Velvel Sklarski), a rabbi, and his wife, Bessie (Bosya Laschiner). Her interest in photography began in 1946 while working in a New York City photo-finishing plant. Over six weeks in 1948, she learned photographic skills from Harper's Bazaar art director Alexey Brodovitch at the New School for Social Research[4] in Manhattan.
Eve Arnold photographed many of the iconic figures who shaped the second half of the twentieth century, yet she was equally comfortable documenting the lives of the poor and dispossessed, “migrant workers, civil-rights protestors of apartheid in South Africa, disabled Vietnam war veterans and Mongolian herdsmen.” [5] For Arnold, there was no dicotomy: “"I don't see anybody as either ordinary or extraordinary," she said in a 1990 BBC interview, "I see them simply as people in front of my lens.” [6]

Arnold's images of Marilyn Monroe on the set of The Misfits (1961) were perhaps her most memorable, but she had taken many photos of Monroe from 1951 onwards. Her previously unseen photos of Monroe were shown at an Halcyon Gallery exhibition in London during May 2005. She also photographed Queen Elizabeth II, Malcolm X, and Joan Crawford, and traveled around the world, photographing in China, Russia, South Africa and Afghanistan.[7] Arnold left the United States and moved permanently to England in the early 1960s with her son, Frank Arnold. While working for the London Sunday Times, she began to make serious use of colour photography.[7]

José Luiz Fernandes nos enviou

José Castello 21.11.2012
         Recebo do jovem escritor Felipe Munhoz - um talento a ser descoberto - novos pensamentos arrancados dos romances do escritor americano Philip Roth. Felipe é um leitor apaixonado de Roth. Em março do próximo ano, a convite da "The Philip Roth Society", estará em Newark, Nova Jersey, cidade natal do escritor, para as homenagens em torno de seus oitenta anos. Participará de uma mesa de debates. Mediará outra. Não consegue parar de reler sua obra.

          O primeiro pensamento, que Felipe tomou de "Pastoral americana", romance que Roth publicou em 1997, anuncia: "Viver é entender as pessoas errado, entendê-las errado, errado e errado, para depois, reconsiderando tudo cuidadosamente, entender mais uma vez as pessoas errado. É assim que sabemos que continuamos vivos: estamos errados".

          O segundo pensamento, eco do primeiro, que Felipe caçou em "Casei com um comunista", livro de 1998, diz assim: "Tudo é erro - falei. Não é isso o que você está me dizendo? Só existe erro. Isso é o coração do mundo. Ninguém consegue encontrar sua vida. Isso é a vida".

          Roth começou a publicar ficção no ano de 1962. Seu romance de despedida - como acaba de anunciar - é "Nêmesis", de 2010. Ao longo de 48 anos, publicou trinta ficções. A cada ano e meio, pouco mais, um novo romance. É, inegavelmente, homem que tem o que dizer. Contudo, o erro - sua afirmação como fundamento da vida, sua celebração  - está no centro de sua obra.

          Ao contrário dos escritores "cheios de si" (modelo do homem contemporâneo "bem sucedido") , Roth é um homem "vazio de si". Reconhece a eterna luta humana para chegar a seu centro. Reconhece, ao mesmo tempo, o fracasso dessa luta. Por fim, é capaz de reconhecer que esse fracasso, em vez de improdutivo, é produtivo. É dele, e da teimosia em resolver o que não se resolve, que tiramos alguma coisa. É assim, ele nos diz, que continuamos vivos.

          Sempre tento transmitir isso em minhas oficinas literárias: que os alunos não devem acreditar em suas certezas. A literatura não é feita de certezas, mas de incertezas. A escrita é uma espécie de cola (inoperante) com que tentamos vedar o desacordo entre o que pensamos ser e o que somos. Conseguimos isso? Não. Mas o esforço nos move e nos leva a escrever. A viver. É o que importa.

          Digo isso, e eles me olham, quase sempre, com espanto. Abdicar de seus truques? Abrir mão de suas bengalas? Deixar de lado aquilo mesmo que os sustenta? Como posso sugerir tal coisa? E ainda mais: adverti-los de que, mesmo que façam isso, não chegarão ao que pretendem chegar, mas a outra coisa, sempre a outra coisa? Agora me pergunto: será esse estupor um efeito da juventude? Não creio. Felipe Munhoz tem 22 anos.

          Escrever não é encher-se (de si), mas esvaziar-se. Escritores estão acostumados a falar a respeito do esgotamento infernal - como o sugar de um vampiro - que o trabalho da escrita lhes provoca. Disso nos fala Roth: há um desgaste, e mais outro, e ainda outro. O que interessa, talvez, não seja o livro, mas o processo. O caminho. O livro é um resto do que se tentou dizer e não se conseguiu dizer. Uma ficção é, sempre, outra coisa. Como uma fotografia, que nunca consegue expressar a experiência de uma viagem.

          Lembro-me que, certa vez, Hilda Hilst me telefonou para falar de sua perplexidade diante de certo relato que terminara de escrever. "Isso não é meu", ela insistia. "Mas foi você quem escreveu", eu respondia, desde minha ignorância. "Não importa, não é meu, não me pertence". Hilda acreditava em fantasmas, em vozes do além e em extra-terrestres. Estava sempre empenhada em contactar a origem longínqua das palavras. Não precisava ir tão longe, hoje eu consigo pensar. Bastaria que se debruçasse sobre a língua, grande rio que nos arrasta para longe de nós. Esse arrastar - essa flutuação inexorável, mas bela - é a existência.

Enviado por José Luiz Fernandes

26.12.12

DELFINO CAMARGO PENTEADO e SEBASTIANA ELISA CAMARGO PENTEADO

Uma imagem com reflexo, que tirei de um porta retrato da minha mãe, que faz este mês, um ano que morreu, com uma fotografia dos seus pais, meus avós e padrinhos de batizado: SEBARTIANA ELISA CAMARGO PENTEADO e DELFINO CAMARGO PENTEADO, vovó NINA e vovô Delfino. Ele faleceu eu era muito criança. Só me recordo dos meus pais nos deixarem eu e meus irmãos menores, na Fazenda Aguapei, na noroeste do estado de São aulo, para participarem dos funerais. Dela lembro muito bem. Eu era o neto predileto, por ser o primogênito da filha caçula. E era afilhado. Adorava minha querida avó Nina. Minha mãe, com a idade, ficou muito parecida, fisionômica e temperamentalmente. Faziam mais de três anos que esta imagem estava nos meus arquivos, esperando uma oportunidade para ganhar a primeira postagem aqui do Varal. Faltava um bom motivo. Um ano da morte da minha mãe será bem lembrado com a imagem dos seus pais.

Fotografia e grafite

tumblr

ORDEM E PROGRESSO

Vou tratar aqui de duas coisas que nada tem a ver uma com a outra. A crise nas companhias aéreas a nível mundial é um fato. Li que a Avianca estava tentando comprar a TAP. Quem diria!! A outra coisa são essas palavras que constam nas cédulas de dinheiro de alguns países, como ACREDITO EM DEUS, ou nas bandeiras: ORDEM E PROGRESSO. Quem e quando essas palavras foram propostas  não tinham ideia de quanto elas estariam fora de moda, ao longo do tempo. Moedas e bandeiras não deveriam ter nada além das suas cores e dísticos próprios. O resto fica superado pelo tempo, ou desmoralizado pelo gosto, ou falta de prática. Esse é o caso do Brasil, onde a ordem nunca foi motivo de progresso.

Cabeçalho Rotativo


25.12.12

BOM NATAL para todos meus leitores

Hohoho !!!

MYRA LANDAU

Recebi de presente da artista plástica MYRA LANDAU, a quem agradeço publicamente

VINHO ENCORPADO

VINHO ENCORPADO FECHANDO O ANO
Meu amigo leitor, e  maior colaborador, nos últimos anos, aqui no Varal, José Luiz Fernandes nos enviou esta derradeira imagem da SÉRIE, que ele criou,  denominada VINHO ENCORPADO. Muitas foram postadas no blog PÉ DE MOÇA, outras no DROPS AZUL ANISS, e algumas nos outros blogs que mantenho, por razões do assunto sublinear . A brincadeira de ótimo gosto, e humor, rendeu-me boas risadas. Agradeço publicamente ao grande colaborador, e fiel amigo, que teve centenas de outras colaborações desprezadas, por falta de espaço ou oportunidade.

Cabeçalho ROTATIVO


Comentários que valem um post

expressodalinha deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Comentários que valem um post":

Foco e mira são palavras que querem dizer quase o mesmo. Mira no sentido de acertar num alvo. E foco no sentido de focar esse alvo. Jogo de palavras.
Postado por expressodalinha no blog . em segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
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Ricardo Ramos Filho Belo texto, Eduardo, você tem uma baita veia jornalística. Grande abraço.
No FB a respeito do texto SANDUÍCHES E AMENIDADES
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 Eduardo,  o Ricardo está aqui dizendo que você é um grande cronista, estou lendo para ele o que você tem postado, tem nos trazido a memória lugares de São Paulo a qual temos saudades. Obrigada por essas lembranças.
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 ricardo garopaba blauth deixou um novo comentário sobre a sua postagem "JORGE PINHEIRO e o BURRO": 
UM AMIGO ALÉM MAR
Além mar para os desavisados quer dizer doutro lado do Atlântico que é nossa fronteira a leste.
Se chama Jorge, nome comum, mas uma excelente pessoa,  que por estas coisas da vida se tornou meu AMIGO e com quem tive o prazer e alegria de conviver pessoalmente.
Como todo ser criativo é ansioso e apaixonado pelo fazer e acontecer.
Quem nos aproximou e apresentou foi meu MESTRE blogueiro, Eduardo “Varal de Idéias”, hoje, além de outras coisas, escritor e.......editor, veja só..... e ainda por cima mostrando o passarinho na capa do livro sensacional que escreveu.
Mas estou a fugir do assunto, que é o Jorge,  “portuga “ dos bons, inteligente como só podem ser os seres ultra dotados.........
Escreveu um texto irônico e elucidativo dum momento acontecido há dois mil anos atrás, segundo historiadores da época.
Pra que explicar. Melhor ler e chegar sozinho a conclusões.........
Abraços a todos neste “natal” esperando que cada um tenha a sorte de encontrar o “seu jorge pessoal”.
ricardo garopaba blauth
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 Wania Victoria Eduardo querido, estas tuas amenidades são deliciosas... 
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24.12.12

Vieira da Silva

MAM inaugura duas mostras em homenagem a Vieira da Silva
Rio ganha, finalmente, grande exposição da artista franco-portuguesa que fez da cidade a sua segunda casa nos anos 1940 Catharina Wrede, O GLOBO, 18/12/2012

A artista caminhou pela pintura abstrata e figurativa, como em “Le jeu de cartes”
O Rio foi uma segunda casa para a artista franco-portuguesa Maria Helena Vieira da Silva (1908 -1992). Durante a Segunda Guerra Mundial, temendo o nazismo que varria a Europa, ela e o marido, o pintor húngaro de origem judaica Arpad Szenes, vieram morar na cidade. Aqui, vivendo modestamente, integraram-se a um círculo de intelectuais e artistas — como Cecilia Meireles, Athos Bulcão, Murilo Mendes, Carlos Scliar — e sobreviveram à saudade e ao exílio. Vieira da Silva considerava, naturalmente, o Brasil uma extensão de Portugal. Mas a cidade que a acolheu durante sete anos (de 1940 a 1947) ganha só agora uma mostra digna de uma das artistas mais importantes do século XX. Nesta terça-feira, às 19h, no Museu de Arte Moderna, será inaugurada “Vieira da Silva, agora”, com 51 obras, a maioria delas pinturas a óleo, produzidas entre 1934 e 1986.
Com curadoria da portuguesa Marina Bairrão Ruivo, diretora da Fundação Arpad Szenes — Vieira da Silva, a mostra exibe 51 trabalhos inéditos ou pouco vistos no Brasil, provenientes de coleções particulares e instituições pelo mundo, da artista franco-portuguesa (ela se naturalizou francesa nos anos 1950), organizados em ordem cronológica para facilitar a a visitação, como diz Marina:
— Quisemos trazer o que há de melhor de Vieira da Silva. A exposição traz uma reunião de obras-primas que evidenciam o discurso mutável que ela fez na pintura, só com obras de referência. Como cada obra vem de uma coleção diferente, elas têm molduras distintas e, para facilitar, optamos por organizar de forma cronológica.
Estão na exposição pinturas emblemáticas, como “Le jeu de cartes” (1937), “La rue de losanges” (1947), “Echec et mat” (1949/50) e “Dislocation du labyrinthe” (1982), que reforçam o caráter transitório de Vieira da Silva, artista que transitou constantemente pela pintura abstrata e figurativa.
O projeto é fruto da parceria entre a Fundação Arpad Szenes — Vieira da Silva e a Espírito Santo Cultura, produtora brasileira que teve o papel de organizar e angariar patrocínio para a realização da mostra (que custou € 335 mil). Além disso, a exposição é uma das iniciativas que integram o Ano de Portugal no Brasil.
— Maria Helena Vieira da Silva é uma artista singular para mostrar a criatividade e o conhecimento portugueses nas artes, cultura e pensamento — diz o comissário geral do Ano de Portugal no Brasil, Miguel Horta e Costa.
Na noite desta terça-feira, o MAM inaugura ainda uma mostra paralela, em homenagem à artista franco-portuguesa: “Diálogos com Vieira da Silva”, com 28 obras de 21 artistas, pertencentes às coleções do museu e Gilberto Chateaubriand/MAM Rio, que têm como referências as obras da artista portuguesa. A curadoria é de Luiz Camillo Osorio e Marta Mestre.
A exposição anexa — que o visitante vê logo em seguida da mostra principal —, reúne obras de nomes como Alberto da Veiga Guignard, Alfredo Volpi, Lygia Clark, Sergio Camargo e José Pancetti.
— A ideia era mostrar diálogos que são geracionais, com artistas contemporâneos a ela, que trabalharam no mesmo contexto, como é o caso de Guignard e Pancetti; ou de artistas que foram alunos do Arpad e da Vieira, que é o caso da Ione e da Lygia Clark — explica Luiz Camillo. — Já na mostra principal, é possível observar o embate entre figuração e abstração que acompanhou a construção da poética de Vieira da Silva, colocando dentro de um universo muito pessoal, às vezes lírico, às vezes trágico, aspectos relevantes da pintura do pós guerra, momento de maturidade de sua linguagem.
A portuguesa Maria João Espírito Santo Bustorff Silva, presidente da Espírito Santo Cultura e ex-ministra da Cultura de Portugal, teve papel fundamental na viabilização da exposição.
— Desde 1998, quando a Espírito Santo foi fundada, venho desenvolvendo projetos para aproximar os dois países, e Vieira da Silva é uma das artistas que temos de melhor para trazer ao Brasil — diz ela.
Enviado por José Luiz Fernandes

JORGE PINHEIRO e o BURRO

ENTREVISTA COM O BURRO

 
O burro tem sido uma das figuras mais esquecidas e desprezadas de todo o presépio. A vaca, os carneirinhos, até os camelos atingiram dimensão bíblica. O burro, porém, não passa de figura de estilo remetido a um silêncio hipócrita pelos exegetas do Novo Testamento, talvez por recearem comparações menos felizes com a sua própria inteligência.
Fomos encontrar o burro amargurado a retouçar um par de cenouras, tristonho e revoltado com este esquecimento evangélico. A entrevista foi rápida e esclarecedora.
“Em verdade vos digo. Fui eu que transportei a Senhora e José à urgência do hospital de Belém. Ela estava muito grávida há uma série de meses. Aquilo acontecera de repente. Os vizinhos diziam que ela concebera sem pecado e olhavam de lado para José. O pobre carpinteiro andava com a cabeça cada vez mais pesada e, em desespero, pregava pregos à toa em qualquer madeira que lhe aparecia à frente. Naquele dia de Agosto fazia um calor de rachar. O Natal já fora há muitos meses, A Senhora berrava. José, histérico, corria de um lado para o outro e só conseguia balbuciar “valha-me a Virgem Maria, valha-me a Virgem Maria”. O hospital fervilhava de agitação. Parei em contra mão. José corria desaustinado: “ai minha Virgem Maria, ai minha Virgem Maria”. À falta de melhor registaram a Senhora como Virgem Maria. O miúdo nasceu nas calmas. Veio logo a falar três línguas: aramaico, latim e grego clássico. Um sobredotado! Cá fora os familiares da Senhora estavam impedidos de entrar. Eram palestinianos. Um ainda se fez explodir de satisfação... José nunca mais foi o mesmo. O miúdo começou rapidamente a mandar lá em casa. A Senhora deixava-o fazer o queria. José não tinha mão nele. Ainda adolescente apanharam-no a andar sobre a água. Outra vez multiplicou os pães. Só disparates. Foi demais. Acabou internado num colégio Essénio. Pior não podia ter sido. A partir daí começou a falar na terceira pessoa e a pregar no deserto. Claro que as insolações não lhe fizeram nada bem. Um dia em que estava mais desidratado entrou num templo e atirou-se aos vendilhões. Partiu a loiça toda. O resto já todos sabem. O rapaz meteu-se na política e acabou mal. No Médio Oriente a política acaba sempre mal!”
O burro calou-se surpreendido por ter falado tanto. Lá atrás o presépio canta gloriosos hinos de louvor em alemão, entre estrelas prateadas made in Taiwan. Pessoas aos magotes sorriem a crédito na euforia das compras. É Natal para toda a gente. Só o burro sabe que não!
 
Post publicado no Expresso da Linha em Dezembro de 2008, e ontem 23de Dezembro de 2012.

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