31.10.11

CARLA BRUNI & HELMUT NEWTON

Helmut Newton


Helmut Newton, 1992

Carla Bruni não é uma modelo qualquer. Nos anos 90 do século passado, além de fetiche das passerelles e da vida cor-de-rosa, foi uma das musas prediletas do fotógrafo Helmut Newton.
Através do casamento com Nicolas Sarkozy, em 2008, a modelo cantora e atriz italiana adquiriu o estatuto de “primeira dama” na aristocrática República Francesa. Ontem foi mãe.
Carla Bruni com a mãe e Alberto Bruni-Tedesch fotografia de Helmut Newton, Cavalière, Saint-Tropez, 1992
Carla Bruni com o seu irmão Verginio, Helmut Newton, 1992

Carla Bruni, fotografia de Helmut Newton, Cavalière, 1992


Carla Bruni, “Calendario Max 1995”, Helmut Newton, 1994
Fontes: aqui, aqui e aqui.
Carla Gilberta Bruni Tedeschi, Turim, Itália, 1967
Helmut Newton, Berlim, 1990 - Los Angeles, 2004

ANTONIO BANDEIRA

Antonio Bandeira
Nem Adriana Varejão nem Beatriz Milhazes. O abstracionista cearense é o autor da pintura brasileira que atingiu o maior preço em leilões.
por Daniela Name (revista BRAVO, abril 2011)

O tríptico Sol sobre Paisagem, que Antonio Bandeira concluiu em 1966. A obra foi arrematada por R$ 3,5 milhões no ano passado.
A notável (e recente) performance de uma tela da carioca Adriana Varejão na Christie's, importante casa de leilões britânica, acabou jogando luz sobre um pintor cearense quase desconhecido do grande público, que construiu uma sólida carreira entre o Brasil e a França. Parede com Incisões a la Fontana II, concebida por Adriana em 2001, alcançou o preço de US$ 1,7 milhão (ou R$ 2,9 milhões) no último dia 16 de fevereiro. A pintura se tornou, assim, a segunda obra brasileira mais cara a ser negociada num leilão. Perde justamente para Sol sobre Paisagem, de Antonio Bandeira. O artista de Fortaleza, que nasceu em 1922, morreu aos 45 anos de maneira prosaica: não resistiu às complicações decorrentes de uma extração de amígdalas.
Vendido no ano passado pelo marchand Jones Bergamin, da Bolsa de Arte, o tríptico de pinturas a óleo atingiu a cifra de US$ 2 milhões (ou R$ 3,5 milhões). O painel foi concluído em 1966, um ano antes da morte de Bandeira, e pertenceu a Adolpho Bloch, fundador da rede de televisão Manchete.
Muito disputados por colecionadores de arte moderna, os trabalhos do pintor não participam de grandes exposições há um bom tempo. O fato de o cearense ter integrado a corrente do abstracionismo informal nas décadas de 1940, 50 e 60 explica em parte a ausência. Como Tomie Ohtake, Anna Letycia e outros adeptos dessa escola, Bandeira se alimentava sobretudo do sentimento e da intuição ao pintar, sem se preocupar excessivamente com o rigor técnico. O triunfo do projeto construtivo no Brasil, porém, fez com que a maioria dos abstracionistas informais ficasse obscurecida pelos representantes da abstração geométrica, mais cerebrais e oriundos tanto do movimento concreto (Waldemar Cordeiro e Geraldo de Barros) como do neoconcreto (Lygia Clark, Hélio Oiticica e Lygia Pape).
É interessante notar que o preço atingido por Adriana aponta para um novo fenômeno de mercado: a valorização de artistas vivos. Quando Sol sobre Paisagem bateu o recorde de venda, havia a percepção histórica de que se tratava de um clássico. O mesmo se pode dizer do quadro Abaporu (1928), de Tarsila do Amaral, arrematado pelo colecionador argentino Eduardo Costantini em 1995 por US$ 1,25 milhão, cifra espantosa para a época. Já no caso de Adriana e de Beatriz Milhazes, cuja tela O Mágico abocanhou US$ 1,049 milhão (R$ 1,7 milhão) em 2008, o reconhecimento se dá com as pintoras na ativa e, portanto, artífices de uma trajetória ainda em aberto.
DANIELA NAME é jornalista, curadora e crítica de arte

VARAL DO DIA

Tonho Oliveira


Fatima Cristina deixou um novo comentário sobre a sua postagem "MEUS AVÓS MATERNOS":

Oi Eduardo,
Adorei seu post sobre o domingo da família. Também tenho ótimas lembranças dos encontros de domingo na casa de minha avó materna. A família toda reunida, sempre uma festa. É muito bom relembrar isto tudo!

Ah,a foto dos seus avós nos deixa ver você refletido no vidro. Freud explica...

Beijos!
Postado por Fatima Cristina

CABEÇALHO Rotativo


Série CADEIRAS

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30.10.11

MEUS AVÓS MATERNOS

Domingo é dia da FAMÍLIA. Dos meus avós por parte materna, e padrinhos, acho que nunca falei aqui no blog. Vôvo DELFINO morreu quando eu ainda era pequeno. Lembro-me do dia da sua morte, porque estávamos na fazenda, noroeste do Estado de São Paulo, e meus pais tiveram que viajar às pressas. Minha vovó NINA ( Sebastiana ) viveu bem mais. Senhora reservada, severa, apesar das aparências não demosntrarem. Minha mãe é cópia fiel, e filha caçula de nove irmãos. Família muito unida, reuniua-se todo Domingo em sua casa na Rua Treze de Maio, e depois no apartamento da Rua Piaúi, em São Paulo. Com sua morte perdeu-se o elo de ligação. Fui muito paparicado por essa madrinha e avó, por ser o filho mais velho, da filha caçula! Boas lembranças. Domingo me faz lembrar familia! Essa foto é de um porta retrato que esta, até hoje, em lugar de destaque, no quarto da minha mãe, hoje com 92 anos.

VARAL DO DIA

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Série CADEIRAS

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CABEÇALHO Rotativo


FRASE :

“A arte é apenas um substituto enquanto a beleza da vida for deficiente. Desaparecerá proporcionalmente, à medida que a vida adquirir equilíbrio.”
Piet Mondrian
Enviada por José Luiz Fernandes

29.10.11

VIEIRA DA SILVA

Pintura: Auto Retrato (1931)
 
Maria Helena Vieira da Silva nasceu em Lisboa no dia 13 de junho de 1908. Filha de Maria da Graça e de Marcos Vieira da Silva, diplomata, a grande pintora portuguesa vai viver na Suíça aos dois anos de idade; vão para tentar a cura de seu pai que sofria da doença que tantas mortes causou naquele início de século: a tuberculose. Infelizmente, a doença venceu e, em 1911, Maria Helena fica órfã de pai.
Volta com a mãe para Lisboa, onde vão viver em casa do avô materno. A república, em Portugal, é muito nova, tem apenas 2 anos a menos que Maria Helena.
O avô é o diretor e editor do jornal “O Século”, arqui-inimigo da monarquia e ferrenho defensor da república. O ambiente político em Portugal é muito agitado (basta lembrar que em mais ou menos 20 anos houve cerca de 50 governos). Portugal se envolve na Primeira Guerra Mundial e são muitas as mortes em campos de batalha na França, sobretudo em Verdun, o que aumenta a insatisfação popular, ampliada pelos problemas econômicos e sociais que os sucessivos governos não sabem resolver.
Embora até certo momento, por ser muito jovem, ela não participasse, Maria Helena não deixou de sofrer todas essas influências. Protegida está, vive na grande casa de seu avô. Mas é um mundo só de adultos... Não frequenta a escola. A educação é feita em casa. A própria mãe toma isso a seu cargo. Aprende a ler e a escrever em português, francês e inglês. Não tem a companhia de outras crianças.
Momentos há em que sente tristeza, angústias, talvez solidão, como ela própria o dirá mais tarde:
“Era a única criança, numa casa muito grande, onde me perdia, onde havia muita coisa, muitos livros ... não tinha amiguinhas, não ia à escola...”.
Seu talento a salva: aos 11 anos, ingressa na Academia de Belas Artes de Lisboa, de tal modo já se revelava seu futuro como a grande artista que foi.
A imagem de hoje é de um guache sobre papel colado em cartão e mede 50 x 33 cm
Acervo Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva

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jazztyger deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Tony Koegl - Artista alemão.":

eu trabalho no hospital das clínicas em são paulo,e lá tem uma escultura junto ao mural dos formandos de 1938 da faculdade de medicina que provavelmente foi feito por tony koegl.o trabalho está assinado.



Postado por jazztyger

CABEÇALHO Rotativo


28.10.11

EDVARD MUNCH


In Bremen zu sehen: Grundsätzliche Themen von Munchs Lebensfries. Edvard Munch: "Der Tod und das Weib", 1894, Kaltnadel, 293 x 208 mm (Bild), 406 x 307 mm (Papier) (Kunsthalle Bremen, Kupferstichkabinett, The Munch Museum / The Munch Ellingsen Group / VG Bild-Kunst, Bonn 2011 Foto: Karen Blindow)

EDITORIAL

Como disse no primeiro, esta será mais uma rúbrica eventual do Varal. Hoje vamos tratar de números. Eu detesto matemática e ciências exatas, mas os números carregam consigo significados importantes. As datas de nossos nascimentos, ou outras datas ao correr da vida. A data de fundação do blog, ou coisa parecida! Não há diferença, a não ser de um algarismo a mais, entre 669 e 700, mas estou a espera do 700º SEGUIDOR aqui do blog faz já um bom tempo. Encantou no 668º e dele não saía. Semanas atrás passou para 669 e pensei : "Agora vai..! " Ao contrário um dia depois alguém desistiu de SEGUIR, e voltou para 668. Já tinha até preparado o "CABEÇALHO Rotativo" em comemoração. Alguns dias mais voltou a apontar 669, e lá estamos até este momento em que escrevo estas mau traçadas linhas, como diz o dito popular. Outro número a ser comemorado é o do ultimo exame de sangue que fiz ontem: 69 000 plaquetas! Muito bom. Passou em 60 dias de 40 000 para 69 000! Muito longe dos 160 000 plaquetas mínimas para um indivíduo com mais de 16 anos, mas absolutamente um sucesso para quem há 11 meses atrás estava com 17 000. Números, mais números! Uns preocupantes, outros dignos de comemoração. 69 000 me fez lembrar dos posts do Tonho Oliveira no nosso blog SEXOEVIDENTE, onde "tem gente que vê sexo em tudo"! E com 69 000 plaquetas o "apetite" é outro!!!! Não vou continuar a inumerar números, pois teria que dar o meu celular que termina com 99***666. Número do diabo!

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Li Ferreira Nhan deixou um novo comentário sobre a sua postagem "A jornada de quatro artistas":

Edu, não sei se a sequência das postagens (essa e a anterior) foi intencional, mas fiquei pasma com as duas histórias.
Sabe aquela surpresa que te deixa desprovida de qualquer julgamento, censura, preconceito? Então, fiquei assim, meio vazia.
A Patrícia se inspirando em rostos nas calçadas de Floripa fazendo seus desenhos, caricaturas e retratos, a 5 reais.
Os 4 aqui, numa viagem linda-mega-maravilhosa pela Itália em busca de inspiração artística.
O ponto em comum que essas 5 pessoas possuem é o desejo, a busca da arte.
Ah, e claro, o país onde nasceram.
Repito e que fique bem claro; não estou julgando.
Só constatando que estamos vivendo num mundo muito doido.
beijo

Postado por Li Ferreira Nhan

Cabeçalho ROTATIVO


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peri s.c. deixou um novo comentário sobre a sua postagem "A jornada de quatro artistas":

Hummm...
Li : julguemos sim . Mundo muito doido mesmo .
Li calmamente esta matéria na revista da TAM, durante recente viagem .
Ótimo e vibrante texto da dura vida dos artistas em busca de inspiração, desta vez muito bem patrocinada .
E que me levou, momentaneamente, a crer em espetaculares resultados artísticos .
Mas ... nenhuma das obras resultantes desse mergulho nas nuances italianas seria eleito para fazer parte das paredes do P.S.C. Museum of Fine Arts . Aguardo Peticovs, Caciporés, Tozzis e Pintos mais consistentes, mais profundos, mais condizentes com as impactantes experiências sensoriais sugeridas pelo texto, eh, eh.
E la nave và ....

Postado por peri s.c.

VARAL DO DIA

Foto: stageBACK
Das Ende vom 696
Hinter den Eingangstoren der Nummer 696 Weihai Road verbarg sich fünf Jahre lang, etwas versteckt, die Künstler- und
Veja mais aqui

27.10.11

FOTO HISTÓRICA, Assis Chateaubriand e Geremia Lunardelli

Assis Chateaubriand, jornalista, fundador dos Diários Associados, e da primeira TV brasileira, era muito amigo do Geremia Lunardelli, de quem limpou os sapatos, para fazer graça com os fotógrafos, que o acompanhavam.

Quer uma caricatura?

 No fim da tarde, em Florianópolis, e havia acabado de sentar numa simpática varanda, de uma padaria perto do Hotel, onde pernoitaria, quando u´a moça me perguntou: " Quer uma caricatura? " Eu que estava distraído, levei um susto, e ela que veio por trás, continuava às minhas costas, e tive um segundo para pensar na resposta: " Quero, mas olhe, eu sou caricaturista, e só aceito se for CARICATURA prá valer. Desenho ou retrato não valem!". "Quanto você cobra?" E a resposta me desconcertou: "R$5,00 ( cinco reais ). "Se for no tamanho maior R$10,00". "Não, nesse A4 esta ótimo!". Ela sentou na mesa ao lado, se recusou sentar à minha, que estava só, e aceitou um café com leite, que ofereci. Eu tomava uma DEVASSA ( nome de cerveja, que até então me havia recusado provar ) e comia um Bauru, sanduiche inventado por um garçon que tinha o apelido da cidade onde nascera. Continuamos conversando. Logo percebi tratar-se de uma linda figura humana. Falou da beleza da sua mãe, ( que como eu era da mesma idade, loira e de olhos azuis, e eu por certo, só devo ter a idade em comum...). Falou do seu cãozinho, e perguntou se eu tinha cachorros? E o papo, enquanto desenhava, foi nessa base. De quando em quando eu repetia: " Pode mandar brasa, exagerar nos defeitos...pois do contrário é retrato, e retrato as máquinas fotográficas fazem melhor!" Ela retrucava: "Eu faço retrato...". Finalmente depois de muitos traços e o uso de borracha, que recrimino vêementemente, me perguntou meu nome, escreveu, e assinou. O resultado é esse aí! Paguei o dobro pedido, e ainda fiquei com remorso. Ela havia estudado desenho no SENAC, e pretendia fazer um curso de gravura: "metal, pedra e madeira", e eu tentei ensina-la que gravura era com chapa, xilo com matriz de madeira...mas ela não me ouvia mais... Tive tempo de recomendar que fosse ser assistente de um artista gravurista ao invés de fazer o tal do cursinho... Agradeceu, e se ofereceu para trabalhar no meu atelier quando for preciso. Nos despedimos! Fui para o hotel, depois da DEVASSA ligeiramente mal gelada, e profunda angustia na alma! Ela ao sair ainda ofereceu fazer as caricaturas de três crianças, cujos pais, meio sem graça, agradeceram e não aceitaram, apesar do preço!

A jornada de quatro artistas

 
A jornada de quatro artistas em busca de inspiração na Itália

Do badalado Lago de Como à ensolarada Sicília, grupo seguiu de avião, trem e carro por 3 mil quilômetros, encontrando de referências tradicionais a um país em plena transformação

João Luiz Sampaio
COMO - Quantos países cabem em um só território? E quantas formas eles podem assumir na imaginação de um artista? As perguntas não saíam da mente quando, em maio deste ano, um grupo de artistas plásticos brasileiros partiu para a Itália com o objetivo de, após visitar diversas regiões, criar obras inspiradas no país e sua diversidade. O Estado acompanhou quatro deles. Ao lado de Antonio Peticov, Claudio Tozzi, Zélio Alves Pinto e Caciporé Torres percorreu, ao longo de dez dias, cerca de três mil quilômetros e dez regiões do país.

 Reuters
Exploradores no Monte Etna, vulcão siciliano retratado por Peticov
O início da jornada se deu numa tarde nublada, em um hotel à beira do Lago de Como, próximo a Milão, nos Alpes italianos. "Na memória, ainda lembramos/ A história de dois amantes encontrados mortos/ É uma história que renasce na madrugada/ Quando, no escuro, arrastam-se os primeiros raios de sol" - os versos célebres da canção que imortalizaram a cidade de Como estão na mente de todos, enquanto passeiam pelos jardins do hotel, que ocupa um palazzo do século 16 - ali, já estiveram Mark Twain e Greta Garbo; hoje, a celebridade da região é o ator americano George Clooney, que comprou uma propriedade por lá.
A música fala de amor, mas também de memória. Peticov, Alves Pinto, Tozzi e Caciporé tiveram, em suas trajetórias, pontos de contato importantes com a Itália e sua cultura. O reencontro com o país se deu, assim, entre passado e presente - entre lembranças e descobertas, que se articulam a todo instante nos dias seguintes da viagem. De carro, avião ou mesmo de barco, o grupo passa por Courmayer, Turim, Santa Margherita Ligure, Portofino, Castellina in Chianti, Siena, Orvieto, Roma, Cagliari, Caserta, Napoli e Catânia.
De norte a sul, as paisagens se sucedem com rapidez vertiginosa, da forte presença dos Alpes até a paisagem de verão na Sicília. Mas, por meio do olhar dos artistas, a diversidade se multiplica ainda mais. Um padrão de azulejos no chão, as tonalidades do azul no mar e no céu, pequenas esculturas nas fachadas das casas, o jogo de formas criado pela sobreposição dos telhados, um museu, uma escultura, o calor de uma refeição, o sabor de um vinho: cada detalhe sugere um universo de referências que recuperam a Itália do nosso imaginário - e revelam um país em constante transformação.
ANTONIO PETICOV
HOMEM E NATUREZA
Na Calábria, a civilização parece um desafio ao destino de devastação sugerido pela natureza. As cidades se equilibram à beira de um precipício; as ruas seguem o fluxo vertiginoso de subidas e descidas da montanha; as casas fincam raízes na assimetria do terreno. Chegar a Tropea é se sentir espremido entre o mar e a terra, na iminência da queda - e então você se dá conta de que os séculos das construções sugerem uma permanência capaz de acalmar o espírito.
O início da ocupação do território data do século 7 a. C. Hoje, a cidade tem pouco mais de seis mil habitantes e sobrevive em boa parte dos turistas atraídos por suas praias. A pimenta é grande honraria da terra, mas não a única, com a cebola vermelha correndo por fora. Não é preciso, porém, tomar partido - a combinação das duas em geleias, patês e pratos típicos, afinal, deixa qualquer rivalidade em segundo plano.
Para o artista plástico Antonio Peticov, a relação do homem com a natureza é um dos aspectos mais fascinantes na Itália - e um que, depois de mais de uma década vivendo em Milão, onde terminou sua formação como artista, só agora percebeu de modo mais concreto. E interessante é perceber como ela pode assumir diversas formas.

Na Sardenha, por exemplo, a primeira sensação é de um campo devastado, tomado por uma vegetação rasteira que permite observar a imensidão do mar de todos os lados da estrada que leva do aeroporto a Cagliari. No meio do caminho, um desvio de terra leva em direção a terrenos mais elevados. A certa altura, é preciso abandonar o carro e seguir a pé até o alto de um monte, onde a vista de um antigo farol (hoje transformado em um exclusivo hotel para meia dúzia de hóspedes) revela a costa vazia e de aparência gelada. O caminho de volta à estrada é solitário. E vem então a surpresa: uma pequena entrada leva o carro a um oásis de cores, sabores e receptividade, um restaurante à beira de um pátio que, na forma e na decoração, evoca quase três mil anos de convivência das mais distintas culturas e nacionalidades. Já na Sicília, o que chama atenção não é a ausência mas, sim, a presença constante da "Montanha". É assim que se referem os habitantes da ilha ao vulcão Etna. A história das ruas e construções que levam a Catânia está repleta de referências não só às erupções (a última foi em 2007) mas à resistência dos habitantes, que ainda assim não deixam sua terra. De jipe, o passeio pela base do Etna coloca o visitante próximo a um cânion. O silêncio. por um instante, chega a acalmar. Mas então uma nuvem escura invade o ambiente e você fica preso em meio ao nada, sem enxergar um palmo à sua frente. Mais tarde, o funcionário de um hotel à beira-mar resume a experiência. "Podemos conviver com a montanha, mas sem jamais perder o respeito por ela, esse é o nosso acordo."
CACIPORÉ TORRES
UMA FACHADA
O trajeto até Courmayeur, no extremo norte da Itália, introduz os visitantes ao Vale d’Aosta. A região faz fronteira com a França e a Suíça - e traz, tanto na presença dos Alpes como na culinária ou na arquitetura, uma marcante mistura de culturas. Mesmo em meio à primavera, um vento frio adorna a paisagem. Pelo caminho, dezenas de pequenos ateliês nos quais artesãos mantêm viva uma tradição que remonta a antigas gerações.
Ao sul, dentro do território italiano, a fronteira é com o Piemonte - e, depois de algumas horas de estrada, chega-se a Turim. A paisagem, então, ganha coloridos urbanos. Ainda assim, não faltam contrastes, que nos levam das ruínas medievais a prédios imponentes, símbolos da afirmação política na primeira metade do século 20, passando pelas galerias do século 19 ou pelas enormes feiras a céu aberto. "O que nos marca a todo instante é a presença da arte nas ruas, nos contrastes, nos detalhes da arquitetura", diz o escultor Caciporé Torres, enquanto aguarda a entrada na GAM, a galeria de arte moderna da cidade, uma das mais importantes da Europa.
Montanhas e planícies. Dias depois, a mesma sensação surge na região da Umbria. Sua principal cidade é Orvieto, na Idade Média importante posto de parada no caminho que ligava Florença a Roma. Ela está encravada no alto de um monte de pedra vulcânica - e, lá de cima, do que sobrou dos mirantes medievais, é possível observar as planícies que se espraiam ao longe, revelando as características da economia local, marcada pelo cultivo do tabaco, do azeite, e pelas vinícolas.
É possível chegar a Orvieto de carro, mas um pequeno bonde diminui a duração e acrescenta charme ao trajeto. Uma vez lá em cima, caminhar exige certo esforço físico. Melhor, então, embarcar no pequeno ônibus que sobe e desce as ruas sinuosas que evocam o passado medieval e, de repente, deságuam em uma praça em cujo centro está a enorme Catedral de Orvieto, construída no século 13, quando a cidade passou a abrigar uma residência - o Palazzo dei Papi, que pode ser visitado - para os papas e seus seguidores, que buscavam refúgio sempre que a situação em Roma colocava a segurança do prelado em risco. Coloridos. Austera e cinzenta, a catedral é gigantesca. O adjetivo talvez não dê conta completamente da magnitude da construção, ainda mais quando a chuva, comum na região, posiciona nuvens negras e carregadas sobre a Praça da República. A dominação religiosa da época medieval contava em grande parte com o poder de intimidação da arquitetura, das torres que pareciam tocar os céus, estabelecendo um contato direto com a divindade.
Mas, então, você olha ao lado e observa as casas de pedra e madeira, com fachadas ocres ornadas por flores vermelhas e amarelas. Os detalhes do colorido oferecem um contraste singelo - e, ao mesmo tempo, de tirar o fôlego. Assim como as imagens do Antigo Testamento esculpidas na fachada da catedral. Caciporé não se contém. "Meu Deus, como nos sentimos pequenos perante um trabalho desses. Como vou voltar a esculpir alguma coisa depois disso?"
ZÉLIO ALVES PINTO
AR MEDITERRÂNEO
"Cara, encontrei minha obra!" Pouco mais de dez minutos haviam se passado desde que o barco deixara o porto de Santa Margherita Ligure e, aos poucos, a imagem de uma cidade encravada no meio da montanha, de frente para o Mar Mediterrâneo, chamou a atenção do artista plástico Zélio Alves Pinto. Num final ensolarado de manhã, as cores de Portofino ofuscam o olhar - os cascos dos barcos, o vermelho boiando sobre o mar azul; a vegetação verde-escura ao fundo; as fachadas rosas; e as pedras que, como molduras, rodeiam a paisagem.
O ar marítimo de Santa Margherita Ligure e Portofino evocam o passado distante das grandes navegações. A primeira ainda ostenta alguns vestígios dos ancoradouros e castelos do século 16. Sua orla permite passeios à beira-mar e está tomada por restaurantes e lojas, nem sempre com preços convidativos, revelando como a cidade que, durante séculos envolvida em batalhas relacionadas a sua posição estratégica, tornou-se um dos principais polos turísticos da região após o fim da 2ª Guerra. Não deixe, no entanto, de se aventurar pelo centro, onde a decoração das fachadas e as pequenas luzes adornam o caminho.

 Já Portofino, com seus pouco mais de dois quilômetros quadrados, tornou-se uma cidade turística procurada por famosos e milionários. Lá estão as principais grifes e alguns dos restaurantes mais caros da Itália. O marketing local fala em "um ambiente exclusivo, porém familiar". Mas importa mesmo é o fato de que a paisagem, afinal, não cobra pedágio. E tem muito a oferecer a todos, desde o momento da chegada (que impressionou Alves Pinto), até a vista do alto, onde fica o Castelo Brown, assim chamado por conta do nome de seu proprietário em meados do século 19, um certo Montague Yeats Brown, então cônsul da Inglaterra em Gênova.
A certeza de Alves Pinto sobre a inspiração para sua obra, no entanto, logo se desfaria. Descendo em direção ao sul, uma noite em Castellina in Chianti trouxe tranquilidade e descanso em uma fazenda de agroturismo. Mas foi apenas o suficiente para que, no dia seguinte, a alguns quilômetros dali, as cores e a história de Siena tomassem de assalto os visitantes.
Declarada pela Unesco Patrimônio da Humanidade, a cidade é um verdadeiro reservatório da arte italiana do período medieval, que adorna museus (a Pinacoteca Nacional entre eles) e prédios (a Catedral ou a Igreja de San Domenico) de importância histórica. O encanto, porém, se multiplica pelas ruas e vielas sinuosas - em que é um prazer poder se perder e, vez ou outra, vislumbrar ao longe a paisagem toscana -, ou na arquitetura das grandes praças, como a del Campo. "Nesses caminhos, a perspectiva de quem observa se alterna a todo instante. E, a essa altura da viagem, já são tantas as paisagens que uma Itália misturada começa a se formar na mente. Uma obra pode ser a síntese dela."
CLÁUDIO TOZZI
CAOS E SILÊNCIO
É em silêncio que o artista plástico paulistano Cláudio Tozzi faz a maior parte dos deslocamentos pelo território italiano. No carro, parece impassível ao observar a estrada; nas ruas, não raramente se afasta do grupo, como no momento em que, sentado em uma pequena mureta, observa o longo jardim do Palácio Real de Caserta, próximo a Nápoles.
O castelo é, mal comparando, uma versão italiana de Versalhes, o palácio da monarquia francesa nos arredores de Paris. Foi construído no começo do século 18 e, ao escolhê-lo como Patrimônio da Humanidade, a Unesco o definiu como "o canto do cisne da espetacular arte do barroco". Os relatos sobre personagens que lá passaram servem como ponto de partida para uma história da monarquia europeia nos últimos dois séculos. Já do lado de fora, o jardim botânico, labiríntico, coloca o visitante cara a cara com espécies raras (trazidas à Itália como forma de prestígio) e com reproduções em tamanho real de estátuas romanas, feitas na época da construção do palácio. Some a isso a presença de vendedores ilegais que oferecem ao turista todo o tipo de produtos, de óculos de grife a reproduções em miniatura de pontos turísticos italianos, e pronto: passado, presente e futuro do país se misturam na sua frente em poucas horas.

Uma vez em Nápoles, o centro histórico sugere um ritmo frenético, que nada ou pouco tem a ver com a tranquilidade de um passeio à beira-mar a pouco metros dali, na orla repleta de pequenas sorveterias, uma especialidade da terra assim como a pizza - há sempre uma pizzaria para reivindicar o pioneirismo em sabores e técnicas de preparo. Mas nada se compara ao caos de Roma. A chegada à capital, no começo da noite, revela um grupo tomado pelo cansaço, mas Tozzi não perde a oportunidade de sugerir uma visita ao Trastevere. Na manhã seguinte, uma rápida caminhada leva à Piazza Navona, onde o embaixador brasileiro José Viegas Filho recebe os artistas para um café. Sede da embaixada do País, o Palazzo Pamphili é um dos orgulhos reconhecidos da chancelaria brasileira. Mas ainda é capaz de revelar surpresas, como um porão recém descoberto, ainda com traços arqueológicos da era Romana. O impacto da visita é grande, Assim como o sabor do tartufo que, vendido na gelateria Tre Scalini, Tozzi recomenda vivamente aos colegas.
Saiba mais
Passagem aérea: o trecho São Paulo - Roma - São Paulo custa a partir de R$ 2.176,56 na Alitalia, em voo direto. Com conexão, desde R$ 1.597,10 na TAP; R$ 1.621 na Air France; R$ 1.668 na Iberia. A TAM opera voos diretos para Milão, desde R$ 2.584,77 ida e volta.
Entre cidades: uma boa maneira de desbravar a Itália é de trem. Para trechos dentro do território italiano, use a Trenitalia. De Roma a Nápoles, por exemplo, custa desde 45. Outra opção, dependendo do número de cidades que você deseja visitar e do tempo que vai passar nelas, são os passes Interrail. Você pode escolher de três a oito dias de viagem em um mês - na opção mais em conta, custa desde 115. É possível imprimir o bilhete em casa, recebê-lo pelo correio ou retirar na bilheteria. Outra opção são os passes da Eurail. Para explorar a Itália, podendo usar o bilhete por três dias durante dois meses, o valor é de US$ 266. Há ainda os passes regionais, que podem ser usados entre países (como Itália e França, por exemplo) e o trem de alta velocidade que liga Roma a Nápoles.
Sicília e Sardenha: há ferries que ligam Nápoles a Catânia, na Sicília, mas o trajeto dura 10 horas (procure no tttlines.it). A melhor maneira de chegar às ilhas é mesmo de avião.
Enviado por Paula Leite do Canto

BOI expondo

 Exposição de José Carlos BOI Cezar Ferreira e convidados
2 Novembro 2011, das 16:00 às 20:00h no Atlelier Arthur Lescher, R. Cel. Rafael Castro Bueno 179 – Vila leopoldina
Pocket show de Branca Lescher com Daniel Szafran no piano, às 19:00h, bar no local

VARAL DO DIA

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Cabeçalhos ROTATIVOS



Série Cadeiras

Lizete Vicari

26.10.11

Umbelina Barros, e sua " GARRAFA" polêmica

O falo e a indignação

A peça terá sido instalada no Mercado José Estêvão para promover a realização da 10ª Bienal Internacional de Cerâmica Artística, que foi inaugurada hoje em Aveiro, mas as vendedoras consideraram ultrajante a iniciativa.
Umbelina Barros, “Garrafa”, grés chamotado, 2,47 m
Um elemento fálico, ainda que em grés cerâmico, não deixa de ser um pénis ereto – com prepúcio e glande generosa –, incluindo a agravante das dimensões que ilustram o exemplar em questão, com mais de dois metros de altura e testículos em forma de pedestal. As peixeiras não concordam e a peça vai ser instalada num local mais recatado da cidade.
Umbelina Barros, “Garrafa”, Mercado José Estêvão, Aveiro
A ceramista Umbelina Barros foi convidada, pela Câmara Municipal de Aveiro, a expor a sua “Garrafa” no mercado do peixe, depois de a ter concebido no âmbito da conclusão do mestrado em Artes Plásticas, na Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha.

A artista fotografada em plena instalação, 26.07.2010
“A Garrafa, os Percebes e a Imagem”, Caldas da Rainha
 Umbelina Barros, “A Garrafa”, Caldas da Rainha, 2010
Umbelina Barros adivinhava, em 2010, o percurso acidentado da instalação: “Decidi correr o ‘risco’ de pegar num objeto tradicional e retomá-lo numa linguagem contemporânea, assumindo uma combinação de diversos elementos.”

Umbelina Barros, “A Garrafa, os Percebes e a Imagem”instalação, Caldas da Rainha, setembro de 2010
“A combinação de saberes adquiridos ao longo do meu percurso de formação, enquanto formanda e artífice no ofício da cerâmica, e a minha passagem pela ESAD, onde a abertura a novos conceitos e formas foi fundamental, levaram a este resultado: uma obra simbólica, discreta, passível de múltiplas leituras, repleta de metáforas e prenhe de virilidade.”
“Que quero eu dizer com a minha obra? E que procuro eu? Falar da tradição através da garrafa, numa ‘rebuscada’ depuração, nesta escultura vernácula caldense, numa forma, dimensão e demonstração da capacidade e da força dos dias de hoje – a contemporaneidade. Tenho plena consciência de que é uma forma cristalizada.” (Umbelina Barros, Jornal das Caldas, 29.09.2011)
Fontes: aqui, aqui, aqui e aqui.
Umbelina Barros, Portugal, 1974

FOTO DO PERFIL


Comentários que valem um post

Silvares deixou um novo comentário sobre a sua postagem "VIEIRA DA SILVA":

É curioso, os maiores pintores portugueses do século XX, pelo menos os mais reconhecidos, são... pintoras! Falo de Mª Helena Vieira da Silva e de Paula Rego. E parece-me curioso por ser Portugal um país extremamente machista, onde as mulheres só muito recentemente vão conseguindo afirmar-se no panorama social.

Postado por Silvares

Série Cadeiras

Lizete Vicari

Cabeçalho ROTATIVO


25.10.11

Guy Bourdin

Guy Bourdin o fotógrafo de uma nova estética
Conheça mais de seu trabalho AQUI e aqui

Comentários que valem um post


Maria de Fátima deixou um novo comentário sobre a sua postagem "TIPI, você já esteve num?":

o que eu digo é: você era capaz de prescindir e viver como eles? assim um "novo humano na Terra"?

Postado por Maria de Fátima
RESPONDI:
Maria de Fátima, definitivamente não. Passei lá uma hora, se tanto, e foi o suficiente para perceber que continuo sendo um VELHO DESUMANO NA TERRA. Perguntei sobre a comida, e a resposta foi: "SOMOS VEGETARIANOS". Perguntei se rolava uma cervejinha, e me foi dito que "ALCOOL ZERO". Todo mundo descalça com pés muito mau tratados. As mulheres não depilam as pernas, e ouvi de um dos particvipantes, com longos cabelos rastafari ( portanto de difícil higienização )e barba ruiva, pois era alvo, e argentino, que por ser músico, tocava tambores por que: " JO SOI NIGRO " !!! Foi o bastante para convidar a Claudinha para nos retirarmos e irmos comer um churrasco ao som de cervejas!
Mas concordo com o LAERTH MOTTA (
laerth motta disse...eu fico com o lado externo...heheheh ), há DEUSAS nessas tribos! O problema é convence-las de que essa de "NOVOS HUMANOS" é a maior furada!!!! srs
expressodalinha deixou um novo comentário sobre a sua postagem "TIPI, você já esteve num?":

Eduardo: o seu comentário vale um post!  
Postado por expressodalinha- JORGE PINHEIRO

REMAKE

VIEIRA DA SILVA



Pintura: As Grandes Construções (1956)

“Terminada a guerra, logo que pode, em 1947, o casal volta para a Europa. Maria Helena Vieira da Silva inicia o período que marca definitivamente seu estilo, o abstracionismo lírico. É considerada uma das principais representantes dessa escola entre os pintores na França.
Aos poucos, Vieira da Silva começa a ocupar seu lugar no mundo das Artes. Expõe seus trabalhos em Londres, Nova York, Lille, Genebra, Basiléia, Paris. Recebe prêmios internacionais por suas obras, passa a ser reconhecida nos grandes centros artísticos.
O casal resolve que é tempo de terem melhores condições para o trabalho. Compram um terreno na Rue de L´Abbé Carton e lá erguem sua casa, onde terão seus próprios ateliers.
Em 1956, o governo francês lhes outorga a nacionalidade francesa. O que o governo Salazar recusou, a França adota. Em 1963, ela recebe o grau de Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras e em 1964, será elevada a Comendador da mesma ordem.
Sua mãe vive em Paris com ela e até sua morte, em 1964, mãe, filha e genro não mais se separam.
Em 1965, ela recebe a encomenda dos 8 vitrais da Igreja de Saint Jacques, em Paris. É convidada para uma retrospectiva de sua obra, na Fundação Gulbenkian, em Lisboa, e não recusa a homenagem.
Seu estilo inconfundível faz com que suas obras passem a ser cobiçadas por galeristas de várias cidades. São dessa época “A Biblioteca em fogo”, “A Gare Saint Lazare”, “A Batalha dos Vermelhos e Azuis”, “Composição” e “As Grandes Construções”.
Em 1962, recebe o Grande Prêmio da Bienal de São Paulo e, no ano seguinte, o Grande Prêmio Nacional das Artes, em Paris.”
« As Grandes Construções » é óleo sobre tela, e mede 136 x 156,5 cm.

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CABEÇALHO Rotativo


VARAL DO DIA


Pesquisando o Flick de Hilton Lebarbenchon encontrei esta foto...........

Abrs
ricardo blauth

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