31.1.11
Com o rápido e constante esvaziamento dos blogs, culpando se ou não o Facebook, essa realidade tem desmotivado muitos dos poucos blogs que acompanho. Todo dia leio intenção de parar, ou suspender temporariamente as postagens! Uma coisa leva ou puxa a outra. Como num castelo de cartas, um blog vai desanimando o outro, e a reação é em cadeia! Só espero que este meu, não leve seu nome ao pé da letra!
Kent Williams
Los Angeles based artist Kent Williams has built up an impressive reputation as a contemporary figurative painter with his “bold realism with combined attributes of abstraction and neo-expressionistic sensibilities. His work is characterized by strong gestural forms combined with areas of arresting detail, rendered with rich dynamic brushwork.”
A graduate of The Pratt Institute in New York, Williams, also works in various other artistic channels including the illustrated word and the graphic novel (most recently, “The Fountain” with filmmaker Darren Aronofsky), printmaking, photography, design, architecture, and film.
A selection of his works on paper, Kent Williams: Drawings & Monotypes, was published in 1991, and Koan: Paintings by Jon Muth & Kent Williams, was published in 2001. His most recent book, Kent Williams: Amalgam
, 1992-2007 is the most comprehensive collection of Williams’ work to date.
“Williams’ approach to his subjects is often subjective and intense. Whether through multi-figured compositional complexity and suggestive narrative, or with the straight-forward lone human form, there is often autobiographical narrative at play. Favorite models, friends, and the artist himself all play a role in the human story of his paintings.” (bio from KentWilliams.com)
Williams returned as a visiting instructor to The Pratt Institute, and has since gone on to teach at The California College of the Arts, San Francisco, CA; East Carolina University, Greenville, NC, and The California Institute of the Arts (CalArts), Valencia, CA. He currently teaches contemporary figurative painting at Art Center College of Design in Pasadena, CA, and is Mentor Faculty at Laguna College of Art and Design, Laguna Beach, CA as part of the MFA program.
Williams has had numerous solo exhibitions over the past ten years, including shows in New York City, San Francisco, CA, Sundance, UT, The Duke Museum of Art, Durham, NC, and in Los Angeles, CA, where he is represented by Merry Karnowsky Gallery. He is the recipient of a number of awards for his work including The Yellow Kid; Lucca, Italy’s prestigious comics award. In 2001, he was invited to be a fellow at the Sundance Filmmakers Lab in Sundance, UT.
To see more of Kent Williams’ work, visit KentWilliams.com or check out his blog KentWilliams.blogspot.com.
Kent Williams on Amazon
Veja AQUI
Intercâmbio Internacional de CARICATURAS
Aqui vai a que fiz do nobre amigo de traço Eduardo P.L. ( Brasil ), em retribuição a carica que o mesmo presenteou-me!
Participem, divulguem, proponham intercâmbios!
Comentários que valem um post
http://claudiaaoextremo.blogspot.com/ deixou um novo comentário sobre a sua postagem "152 º LAUDO da Vítima":
Mas que honra ser "caricaturada" por você Eduardo
Confesso que fiquei surpresa e extremamente honrada por seu excelente trabalho
Se me autorizar farei um post no blog , e guardarei minha caricatura com todo carinho e emoção
Obrigada meu artista querido e parabéns por ter me feito sua vitima!!!
Postado por http://claudiaaoextremo.blogspot.com/ no blog VITIMA DA QUINTA
Contraditorio
Contraditorio think tank 2011|01 | ||
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30.1.11
PICASSO
arsvitaest:
Antonio Cores, Picasso standing in front of his sculpture
“Head of Woman with Hair Bun,” 1931
Lasar Segall, por Jorge Schwartz
Namorados na rede
Jorge Schwartz | 28.01.2011

Há artistas que emergem da memória visual como ícones: Tarsila lembra o design e o cromatismo modernista de intensa brasilidade; Pancetti, as marinas; Guignard, a paisagem onírica das montanhas de Minas; Volpi, as bandeirinhas. No caso de Lasar Segall, as imagens que vêm à tona em um primeiro momento são aquelas produzidas nos anos 1910, coerentes com a dramaticidade dos fundadores do expressionismo alemão: figuras humanas com intensas angulações, os temas da pobreza, da prostituição e da morte, a herança judaica de sua cidade de nascimento, Vilna (na época sob o império russo), em que prevalecem cores marrons, ocres e tons sombrios. Nessa vasta iconografia em que ressoam ecos da Primeira Guerra, e que imprimiram sua marca em toda uma geração, sobra pouco espaço para o prazer e para cores mais vibrantes. O mesmo aconteceria com as grandes obras produzidas no Brasil durante a Segunda Guerra. O horror do Holocausto faz com que o fantasma da fome, da guerra e da imigração, retorne a suas obras umas duas décadas após a sua chegada ao Brasil; entre elas, óleos consagratórios como Navio de emigrantes, Pogrom e Guerra.
Mas é justamente o encontro com a terra brasilis que o faz descobrir rapidamente uma nova luz e uma nova palheta de cores. O recém-imigrado obtém na paisagem brasileira um habitat ideal para a recriação de antigos temas, agora tropicalizados, como é o caso do mangue no Rio de Janeiro, reduto tradicional da prostituição feminina. No Brasil dos anos 20, Segall encontra a vibração dos modernistas, descobre as cores tropicais que marcam a sua etapa solar (entre outros, Menino com lagartixas e Bananal), e avança em direção a uma pintura mais apaziguada com os espectros da guerra, cedendo lugar a um hedonismo ausente na fase expressionista.
A combinação de sensualidade com brasilidade não poderia encontrar melhor expressão do que em mulheres ou casais alongados em redes. De herança indígena, e atravessando o período colonial, a rede passou a fazer parte do cotidiano de grandes parcelas da população do norte e nordeste, e foi também adaptada para as varandas nas fazendas e casas de campo paulistas, para efeitos de puro lazer, relaxamento e todas as conotações que Mário de Andrade, em Macunaima (1928), imprimiu à preguiça. Aliás, numa clássica ponta-seca, Segall retratou Mário de Andrade, de forma pensativa, fazendo anotações, sentado – não deitado, numa rede (Mário na rede, 1929, na fazenda Santo Antônio, de Dona Olívia Guedes Penteado, em Araras).

Mário na rede, 1929
Lasar Segall (1891 [Vilna] – 1957 [São Paulo])
Ponta-seca, 25,5 x 32 cm
Museu Lasar Segall – IBRAM/MinC
A maior parte das obras que envolvem redes foi realizada no início da década de 1940 e tem como protagonista principal Lucy Citty Ferreira, pintora, discípula e, de longe, a modelo mais retratada por Segall. E da iconografia de Segall de indivíduos deitados repousando em redes, o óleo da coleção do Instituto Moreira Salles, Namorados na rede, de 1947, destaca-se sobremaneira. Ao contrário das outras imagens, totalmente estáticas, a relação amorosa do casal neste óleo sugere movimento; os cabelos esvoaçantes da figura feminina revelam o caráter cinético da postura, assim como o seu braço direito, que singra o ar. O embalo do casal na rede é liberador da força amorosa e de um discreto erotismo no instante do retrato. O vaivém, os cabelos, e o braço que prende a figura feminina pela cintura, formam uma unidade. O masculino e o feminino, fundidos pelo abraço e pelo balanço, e com os rostos quase colados, estão propositalmente contrastados pelos tons escuros da rede e do corpo masculino, com o brilho e a brancura da mulher, que ocupa o lugar central do quadro.Lasar Segall (1891 [Vilna] – 1957 [São Paulo])
Ponta-seca, 25,5 x 32 cm
Museu Lasar Segall – IBRAM/MinC
Namorados na rede, quase um instantâneo, sugere também a partir da mobilidade da rede, a fugacidade do amor. Pintada dez anos antes de sua morte repentina em 1957, Segall tem cinquenta e seis anos de idade no momento da execução deste óleo.
Num estudo sobre as formas nas pinturas de Segall dos primeiros anos da década de 1940, Roger Bastide destaca nelas a prevalência das formas ovais, arredondadas e elípticas (Pogrom, Navio de emigrantes, por exemplo). Nesta chamada de atenção para as curvas (contrárias ao caráter retilíneo que apareceria nas florestas dos anos 1950), acredito que a rede, como tema que surge em algumas de suas pinturas e desenhos, se encaixa perfeitamente neste olhar estrutural do sociólogo francês [1]:
é curioso notar que [Segall] volta nas suas grandes telas a esse envolvimento do assunto por uma curva, numa elipse, como se ela fosse agora a figura que melhor exprimisse a ideia de acabamento, de perfeição, de conclusão de um estado. Mas o ovo do mundo é também considerado o lugar do novo nascimento pois, certamente, a conclusão de um estado é bem o começo de um outro
Nesse sentido, a forma e a profundidade ovaladas da rede funcionam como uma espécie de casulo, de aconchego amoroso, de um novelo, na contramão da errância de suas personagens das primeiras décadas do século (Eternos caminhantes, Rua de erradias, Navio de emigrantes). O Brasil oferece ao pintor nascido na Lituânia não apenas uma revolução de cores e de novos temas, como a segurança e a harmonia de um lirismo amoroso que se identifica, por meio do índice da rede, com a sua nova pátria (Segall se naturalizaria brasileiro em 1927, poucos anos após a sua chegada). A rede passa a ocupar assim um espaço pictórico de valor simbólico significativo na produção segalliana do período.
[1] BASTIDE, Roger. “O oval e a linha reta: a propósito de algumas pinturas de Lasar Segall”, em Segall realista (catálogo de exposição, curadoria de Tadeu Chiarelli, em São Paulo-Fiesp, Curitiba-Mon, Rio de Janeiro-Instituto Moreira Salles). São Paulo: Museu Lasar Segall, 2008-2009, p. 224. Texto original publicado em O Estado de S.Paulo, 29.4.1944.
Enviado por José Luiz Fernandes
Comentários que valem um post
MINHAS HOMENAGENS, NESTA CARICATURA, AO AMIGO e ARTISTA Laerth Motta
laerth motta deixou um novo comentário sobre a sua postagem "CÁSSIO LOREDANO, caricaturista":
é por isso que eu adoro o "VARAL DE IDÉIAS".....grande Eduardo!abraço
Postado por laerth motta no blog Varal de Ideias
laerth motta deixou um novo comentário sobre a sua postagem "CÁSSIO LOREDANO, caricaturista":
é por isso que eu adoro o "VARAL DE IDÉIAS".....grande Eduardo!abraço
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VARAL DO DIA
Caro Eduardo
num passeio por Évora (se não conhece, numa próxima, não falte) ou porque tinha feito um nevoeiro imenso nos dias anteriores (pode ver aqui http://intervalos2.blogspot.com/2011/01/evora-revisitada.html) ou porque era domingo, polulavam estendais na cidade e arredores
fiz estas todas a pensar no VARAL e por isso, tome-as, são suas, disponha
abraço
Maria de Fátima
num passeio por Évora (se não conhece, numa próxima, não falte) ou porque tinha feito um nevoeiro imenso nos dias anteriores (pode ver aqui http://intervalos2.blogspot.com/2011/01/evora-revisitada.html) ou porque era domingo, polulavam estendais na cidade e arredores
fiz estas todas a pensar no VARAL e por isso, tome-as, são suas, disponha
abraço
Maria de Fátima
29.1.11
EUNICE LIEVELD - Fotógrafa
Eunice Lieveld

Para Eunice Lieveld, o corpo despojado não é mais do que a conjugação entre a pose e o adereço. O olhar feminino questiona os estereótipos e subverte a própria condição de espectadora, enquanto ponto de observação privilegiada.
cartaz promocional do lançamento da revista, Outubro de 2009
A série fotográfica – “Wees niet zo beknot, stel jezelf open!” – é datada de 2008 e, traduzida literalmente à letra, corresponde a qualquer coisa como “Não seja tão fechado/a, abra-se!”, o que não deixa lugar para dúvidas. A própria artista reforçaria o conceito da metáfora na versão inglesa: “Don't be so tied & twisted. Open yourself up!”.
Dos trabalhos de Eunice Lieveld foi feita a apropriação consentida para a campanha promocional do lançamento da revista “Glamsterdam”, em Outubro de 2009. No final desse mesmo ano os cartazes de “Amadeus”, a realizar no Felix Meritis, haveriam de dar cor, como se de um ícone se tratasse, ao New Years Party de Amesterdão.
Fontes: aqui, aqui e aqui.
Eunice Lieveld, Amesterdão, Holanda
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