26.10.11

Umbelina Barros, e sua " GARRAFA" polêmica

O falo e a indignação

A peça terá sido instalada no Mercado José Estêvão para promover a realização da 10ª Bienal Internacional de Cerâmica Artística, que foi inaugurada hoje em Aveiro, mas as vendedoras consideraram ultrajante a iniciativa.
Umbelina Barros, “Garrafa”, grés chamotado, 2,47 m
Um elemento fálico, ainda que em grés cerâmico, não deixa de ser um pénis ereto – com prepúcio e glande generosa –, incluindo a agravante das dimensões que ilustram o exemplar em questão, com mais de dois metros de altura e testículos em forma de pedestal. As peixeiras não concordam e a peça vai ser instalada num local mais recatado da cidade.
Umbelina Barros, “Garrafa”, Mercado José Estêvão, Aveiro
A ceramista Umbelina Barros foi convidada, pela Câmara Municipal de Aveiro, a expor a sua “Garrafa” no mercado do peixe, depois de a ter concebido no âmbito da conclusão do mestrado em Artes Plásticas, na Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha.

A artista fotografada em plena instalação, 26.07.2010
“A Garrafa, os Percebes e a Imagem”, Caldas da Rainha
 Umbelina Barros, “A Garrafa”, Caldas da Rainha, 2010
Umbelina Barros adivinhava, em 2010, o percurso acidentado da instalação: “Decidi correr o ‘risco’ de pegar num objeto tradicional e retomá-lo numa linguagem contemporânea, assumindo uma combinação de diversos elementos.”

Umbelina Barros, “A Garrafa, os Percebes e a Imagem”instalação, Caldas da Rainha, setembro de 2010
“A combinação de saberes adquiridos ao longo do meu percurso de formação, enquanto formanda e artífice no ofício da cerâmica, e a minha passagem pela ESAD, onde a abertura a novos conceitos e formas foi fundamental, levaram a este resultado: uma obra simbólica, discreta, passível de múltiplas leituras, repleta de metáforas e prenhe de virilidade.”
“Que quero eu dizer com a minha obra? E que procuro eu? Falar da tradição através da garrafa, numa ‘rebuscada’ depuração, nesta escultura vernácula caldense, numa forma, dimensão e demonstração da capacidade e da força dos dias de hoje – a contemporaneidade. Tenho plena consciência de que é uma forma cristalizada.” (Umbelina Barros, Jornal das Caldas, 29.09.2011)
Fontes: aqui, aqui, aqui e aqui.
Umbelina Barros, Portugal, 1974

7 comentários:

expressodalinha disse...

A Escola das Caldas da Rainha implica fazer C... São os "C...das Caladas". Vendem-se no mercado, em lojas, por todo o lado. Tem canecas, garrafas... tudo. Em Aveiro é que não. É malta muito convencional virada para os ovos moles.

João Menéres disse...

E não conhecem os frades ?...
Isso é gente que vê sexo em tudo.

Li Ferreira Nhan disse...

rsrsrs
Então em Caldas os ovos são duros...
E os frades?

Li Ferreira Nhan disse...

Mas gosto mesmo é da Bordallo Pinheiro.
;)

Anônimo disse...

Muito bom!
Só fico pensando, que forno, hem?
Bjs!

lizete vicari disse...

O anônimo sou eu, a Lili, acho que perdí a identidade! rsrsrs

CONCEIÇÃO DUARTE disse...

Ai que lindos! Tantos caralhitos! Arte da vida!

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