21.9.11

De GIORGIONE a MANET, pelo Arte-facto

De Giorgione a Manet

 
“Venere di Urbino” (detalhe), Ticiano

São inúmeras as referências de Édouard Manet a Ticiano e à sua “Vénus de Urbino”, que chegou a copiar empenhadamente em 1856. A obra tem raízes na “Vénus adormecida” de Giorgione, que influenciou, até ao século XIX, Lucas Cranach, Dominique Ingres e Alexandre Cabanel, entre muitos outros pintores.

 Giorgione, “Schlummernde Venus“, 1508-10, óleo s/ tela
108,5 x 175 cm, Staatliche Kunstsammlungen, Dresden
(obra concluída por Ticiano, após a morte de Giorgione)

 Domenico Campagnola, “Venus Reclining in a Landscape”
gravura, 9,7 x 13,4 cm, 1517, British Museum, Londres

 Lucas Cranach, “Quellnymphe”, 1518, óleo sobre madeira
59 x 92 cm, Museum der Bildenden Künste, Leipzig

 Palma il Vecchio, “Ruhende Vénus”, c.1518/20, óleo s/ tela
112 x 186 cm, Staatliche Kunstsammlungen, Dresden

 Dosso Dossi, “Mythological Scene”, c.1524, óleo s/ tela
163,83 × 145,42 cm, J P Getty Museum, Los Angeles

 Lorenzo Lotto, “Venus and Cupid”, c.1530, oleo s/ tela
92,4 x 111,4 cm, Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque

 Lucas Cranach, “Bacchus at the Wine Vat”, 1530
óleo sobre madeira, 59 x 39,4 cm, Coleção particular

Lucas Cranach, “The Nymph of the Fountain”, 1534
óleo s/ tela, 51,3 x 76,8 cm, Walker Art Gallery, Liverpool

 Lucas Cranach, “La Nymphe à la source”, c.1537
óleo s/ madeira, 48,5 x 74,2 cm, Musée BAA, Besançon

 Lucas Cranach, “Ruhende Quellnymphe”, c.1537
óleo sobre madeira, 34,3 x 56 cm, Bremen Kunsthalle

 Lucas Cranach, “The Nymph of the Spring”, c.1537
óleo s/ madeira, 48,4x72,8cm, N. Gallery of Art, Washington

 Lucas Cranach, “La Nymphe de la source”, c.1537
óleo sobre madeira, 57 x 78 cm, Colecção particular

 Ticiano, “Venere di Urbino”, 1538
óleo s/ tela, 119 x 165 cm, Galleria degli Uffizi, Florença

 Lucas Cranach, “Ruhende Quellnymphe”, c.1550
óleo s/ madeira, 14,7 x 20,8 cm, Museumslandschaft H. Kassel

 Ticiano, “Venere e Amore con un cane e una pernice”
óleo s/ tela, 139,2 x 195,5 cm, c.1550, Galleria Uffizi, Florença

 Ticiano, “Venus mit Orgelspieler, Amor und Hund“, c.1550
óleo sobre tela, 115 x 210 cm, Saatliche Museen, Berlim
 Ticiano, “Venus recreándose en la Música”, c.1550
óleo s/ tela, 138 x 222,4 cm. Museo del Prado, Madrid

 Ticiano, “Venus recreándose con el amor y la música”
óleo s/ tela, 150,2 x 218,2 cm, c.1555, Museo del Prado

 Ticiano, “Venus and the Lute Player”, c.1565/70
óleo s/ tela, 165,1 × 209,6 cm, MM of Art, Nova Iorque

Francisco de Goya, “La Maja desnuda”, c.1795/1800
óleo sobre tela, 98 x 191 cm, Museo del Prado, Madrid

 J. A. Dominique Ingres, “Odalisque with a Slave”, 1839
óleo s/ tela, 72,07 x 100,33 cm, Fogg Museum, Cambridge

 J. A. Dominique Ingres, “Odalisque and Slave”, 1839
lápis, giz e guache, 33,5 x 46,2 cm, Thaw Collection
 J. A. Dominique Ingres, Odalisque with Slave”, 1842
óleo s/ tela, 76 x 105 cm, Walters Art Museum, Baltimore

 J. A. Dominique Ingres, “L'Odalisque à l'esclave”, 1858
Lápis e tinta sobre papel, 34,5 x 47,5 cm, Musée du Louvre

 Alexandre Cabanel, “Naissance de Vénus”, 1863
óleo sobre tela, 130 x 225 cm, Musée d’Orsay, Paris

 Alexandre Cabanel, “The Birth of Venus”, 1875
óleo s/ tela, 106 x 182,6 cm, Metropolitan Museum of Art

 Édouard Manet, cópia de “Venere di Urbino”, 1856
óleo sobre madeira, 24 x 37 cm, Coleção particular

 Édouard Manet, “Etude pour l'Olympia”, 1862/63
sanguínea s/ papel, 24,7 x 45,6 cm, Musée d'Orsay, Paris


Édouard Manet, “Olympia”, detalhe, 1863, Musée d’Orsay

Cronologia
L Cranach (Müller) der Altere, Alemanha, 1472 - 1553
Francisco J de Goya y L, Espanha, 1746 - França, 1828
Giorgione (Giorgio Gasparini), Itália, 1478 - 1510
Palma il Vecchio (J d'A Negretti), Itália, c.1480 - 1528
Lorenzo Lotto, Itália, c.1480 - 1556
Ticiano (Tiziano Vecellio di G), Itália, c.1489 - 1576
Dosso Dossi (G di N de Luteri), Itália, c.1490 - c.1542
Domenico Campagnola, Itália, c.1500 - 1564
Jean-Auguste-Dominique Ingres, França, 1780 - 1867
Alexandre Cabanel, França, 1823 - 1889
Édouard Manet, França, 1832 - 1883

6 comentários:

Li Ferreira Nhan disse...

Que aula!!!
Muito obrigada Edu!
beijo

João Menéres disse...

Penso que ninguém deixará de encontrar a sua Vénus !

expressodalinha disse...

Há uma Vénus intangível em todos nós. A pintura é esse ideal.

expressodalinha disse...

Ah, a diferença está no gato preto.

jugioli disse...

Eduardo, que pesquisa!!!!
uma aula de história de arte.
Maravilha!!!!
bjs

Silvares disse...

Mulherio recostado: um óptimo motivo para acariciar a tela com um pincel húmido de tinta.
:-)

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