CÁSSIO LOREDANO, caricaturista
Bom dia, Eduardo,
E um dia, se possível, não esqueça de homenagear o nosso CASSIO LOREDANO, para mim ele é o maior de todos nós. Muito obrigado, um forte abraço.
André Bessa.
Cássio Loredano
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Loredano Cássio Silva Filho, conhecido como Cássio Loredano (Rio de Janeiro, 1948) é um caricaturista brasileiro.Nas palavras de Millôr Fernandes, “filho de um oficial de cavalaria, Loredano desde cedo se sentiu obrigado a desmontar o ser humano”. De 1949 a 1971, viveu entre Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo. Foi também repórter e redator de jornal e radiojornalismo de 1968 até 1972, quando se dedicou exclusivamente à caricatura. Trabalhou nos jornais O Pasquim, Opinião, O Globo e Jornal do Brasil. Morou na Alemanha, França, Itália e Espanha, colaborando para periódicos como Frankfurter Allgemeine, Die Zeite, La Repubblica, Il Globo, Libération, Magazine Littéraire e El País.
Pesquisador, Cássio organizou quatro livros de desenhos de J. Carlos. Também organizou coletâneas de outros caricaturistas, como Guevara e Figueroa. Publicou Nássara desenhista (1985), Guevara e Figueroa: caricatura no Brasil nos anos 20 (1986), Luís Trimano: desenhos, 1968-1990 (1993), Loredano caricaturas: mancha, traço, página (1994), O Rio de J. Carlos (1998), Carnaval J. Carlos (1999) e Alfabeto literário (2002).
É desenhista de O Estado de S. Paulo e colabora regularmente para outros órgãos da imprensa nacional e estrangeira.[1]
Loredano (1948)
Críticas
"O desenho de imprensa de Cássio Loredano representa, a meu ver, o reconhecimento público da autonomia moderna do pensamento visual. Um dado relativo, pode-se argumentar, se lembrarmos a independência radical da arte abstrata. Mas a conquista efetiva do espaço da página - o modo por assim dizer cubista como o desenho interage com a mancha cinza do jornal - resulta da supremacia da linha sobre quaisquer outras considerações, inclusive a da verossimilhança. As evoluções do traço soberano criam o espaço móvel do desenho na página e determinam um impacto estético imediato. Numa palavra, Loredano tirou a moldura da caricatura. Ele não desenha mais dentro da página: desenha com a página. Todo o desenho de imprensa deriva, até certo ponto, da fórmula da caricatura. Ao exagero típico do gênero, Loredano trouxe um signo distintivo inédito: a economia elegante. À sua verve cáustica, decompondo impiedosamente a morfologia moral das personagens, somou-se com o tempo o esforço lúcido para fazer coincidir clarividência psicológica e pertinência plástica. (...) A clareza das linhas através da página propaga uma leitura clara do real. As distorções expressivas de Loredano, por mais cruéis e irreverentes, não resultam de humores e gestos descontrolados. Se assim fosse, cederiam ao objeto desvirtuado, não faria a sua crítica na acepção básica, iluminista, do termo. E a missão justamente não é criar a profundidade na página do jornal mas assumir a sua "planaridade" e operar no registro de sua inteligência específica. A evidência dessa superfície traduz a vontade moderna de viver plenamente o Atual. Uma Vida em Ato nada tem a ver com sua redução a uma sucessão empírica de momentos; pressupõe, isto sim, a sua revalorização imaginativa incessante".
Ronaldo Brito
LOREDANO, Cássio. Loredano: caricaturas. Comentário Ronaldo Brito. São Paulo: Globo, 1994. 176 p., il. p&b. p 3-4.
"Loredano Cássio Silva Filho, rebatizado Cássio Loredano por um diretor de redação que forneceu o nome pelo qual seus amigos hoje o conhecem, nasceu em 1948 e começou a desenhar em 1972. Desde então sua trajetória na caricatura brasileira foi das mais privilegiadas e a obra extensa que soube criar tornou-se hoje o caricaturista pessoal mais original e admirado do país. Seu traço inesperado e inconfundível valeu-lhe inúmeros imitadores e uma legião de fãs que reconhecem o extraordinário talento do artista na radical desconstrução e reconstrução da figura, como se realizada num exercício permanente de dissecação tão metódica quanto caótica. Há trabalhos de Loredano que devem algo a Luís Trimano , um de seus mestres declarados, e outros desenhos, mais recentes e mais realistas, que poderiam quase ser atribuídos ao Picasso do fim dos anos 1910, quando Stravinsky e Diaghilev eram seus retratados. Sente-se também às vezes a presença de David Levine, mestre de toda uma geração, e, se fosse tentada toda uma súmula de todo o aporte de seus antepassados diretos, Millôr Fernandes certamente despontaria. (A geração de Loredano é toda "filha de Millôr", como ainda o é o melhor do desenho de humor brasileiro da segunda metade do século XX). Mas Loredano fez as influências mais diversas convergirem todas para o surpreendente, sempre pelo viés da qualidade e refinamento extremo de seu desenho, amadurecido em décadas de colaboração constante nos mais importantes órgãos da imprensa brasileira e internacional".
Pedro Corrêa do Lago
LOREDANO, Cássio. Alfabeto literário. Apresentação Millôr Fernandes; coordenação editorial Pedro Corrêa do Lago; projeto gráfico Victor Burton. S. l.: Capivara, 2002. 262 p., il. color. p. 8.
É verdade, André, o LOREDANO é o criador, professor, inspirador e mentor da CARICATURA e do DESENHO MODERNO. TODOS nós sofremos FORTE influência de seu traço e característica de desenho. O despojamento, e traço firme e simples passou a ser copiado por gerações de caricaturistas mundo a fora, e entre eles, eu me incluo. Seu traço, durante décadas, me encantaram no jornal O Estado de São Paulo! Bem lembrado, faltava uma boa e merecida homenagem ao grande LOREDANO.
Minha homenagem ao LOREDANO
Minha homenagem ao LOREDANO












4 comentários:
Muito boas as caricaturas. Desconhecia o artista.
Jorge,
como disse o Bessa, PAI de todos nós!!!
é por isso que eu adoro o "VARAL DE IDÉIAS".....grande Eduardo!abraço
Excelente! Nada como seguir o mestre.
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